Dia: 5 de Janeiro, 2026

Riachão das Neves: Acidente deixa cinco mortos da mesma família na BR-135

Acidente deixa cinco mortos da mesma família na BR-135 em Riachão das Neves
 Foto: Reprodução/G1

Cinco pessoas da mesma família morreram no acidente entre um carro de passeio e um caminhão na sexta-feira (2) em um trecho da BR-135 de Riachão das Neves, no Oeste da Bahia.

De acordo com a TV Oeste, todas as vítimas estavam no automóvel e morreram ainda no local da colisão. As vítimas foram identificadas como Edimar Nunes Oliveira, de 62 anos; Eliene Moreira Dias, de 47 anos, marido e mulher; os filhos do casal, Jéssica Moreira de Oliveira, de 28 anos, e João Vitor Moreira de Oliveira, de 17; além de uma criança, neta do casal, cujo nome não foi divulgado.

As causas do acidente seguem sob investigação. A principal suspeita é de que a colisão tenha ocorrido durante uma ultrapassagem em local inadequado. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas para atender a ocorrência.

Quatro ocupantes do veículo ficaram presos às ferragens e precisaram ser retirados pelos bombeiros. Após o resgate, os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Barreiras, na mesma região, onde devem passar por necropsia.

Segundo familiares, a família havia saído de Brasília, no Distrito Federal, e seguia viagem para visitar parentes em Santa Rita de Cássia, também no Oeste baiano. O estado de saúde do motorista do caminhão não foi divulgado.

Igaporã: Veículo e som automotivo foram apreendidos após denúncia de paredão

Veículo e som automotivo são apreendidos após denúncia de paredão em Igaporã
Foto: WhatsApp

Um veículo e um equipamento de som automotivo foram apreendidos na noite de sábado (3), após uma ocorrência de perturbação do sossego no município de Igaporã. O caso foi registrado no bairro Alto da Usina, onde moradores relataram barulho excessivo provocado por som alto, do tipo paredão.

O equipamento estava instalado em um carro estacionado próximo a um estabelecimento comercial e operava acima do limite permitido. Mesmo após orientação para desligar o som, o responsável não atendeu à determinação.

Diante da recusa, o veículo e o equipamento sonoro foram recolhidos para as providências legais. A ocorrência foi atendida por uma guarnição da Polícia Militar, por meio do 2º Pelotão da 38ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM).

Maurício Miranda teve falência renal; suspeita é de leptospirose

O desembargador do TJDFT Maurício Miranda morreu neste domingo (4/1). Velório está marcado para esta segunda-feira (5/1)

Reprodução/MPDFT
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O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Maurício Miranda – Foto: Metrópoles
A morte do desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Maurício Miranda aconteceu após ele sofrer falência renal e hepática. Miranda morreu neste domingo (4/1), aos 60 anos, em um hospital de Goiânia (GO), onde foi internado em 1° de janeiro.

“Após a realização de exames, passou-se a suspeitar de leptospirose. Infelizmente, apesar do tratamento adotado, não houve resposta clínica satisfatória. Na madrugada deste 4 de janeiro, o quadro evoluiu para falência renal e hepática, culminando em seu falecimento. Até o momento, não há diagnóstico definitivo, mas condições de saúde pré-existentes, como diabetes, podem ter contribuído para a gravidade do quadro e dificultado sua recuperação”, informou Belinati à reportagem.

De acordo com o atestado de óbito, divulgado na tarde de domingo, Maurício Miranda faleceu à meia-noite, no Hospital Jacob Facuri, em Goiânia. A causa da morte foi insuficiência respiratória aguda, associada a pneumonia bacteriana não especificada e hepatite transinfecciosa.

“O quadro clínico apresentou rápida evolução, com febre intensa, dores nas pernas e suspeita inicial de dengue, posteriormente também sendo considerada a hipótese de leptospirose. Houve agravamento do estado de saúde, com evolução para insuficiência renal e hepática. Apesar das medidas terapêuticas adotadas, incluindo a realização de hemodiálise, o desembargador não resistiu e veio a óbito”, concluiu o boletim.

Entrevista

Em setembro de 2025, Belinati deu uma entrevista com Maurício Miranda para o canal oficial do TJDFT. Na conversa, Miranda afirmou que, independentemente do cargo que se ocupa, o importante é “fazer um bom serviço para a sociedade”. “Cada dia é um dia de aprendizado”, acrescentou.

O velório de Maurício Miranda foi marcado para as 8h30 desta segunda-feira (5/1). O sepultamento será às 11h no cemitério Campo da Esperança, em Brasília, Capela 1.

Em nota, Belinati lamentou a morte de Miranda. “Lamentamos profundamente a partida do Desembargador Maurício Miranda. Egresso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, ele construiu uma trajetória de excelência na vida jurídica brasileira. Reconhecido como um dos maiores expoentes do Tribunal do Júri no Distrito Federal, eu o considerava o ‘rei do júri’, notabilizado como um grande tribuno, de sólida formação acadêmica, rigor técnico e inabalável compromisso com a Justiça. Maurício Miranda deixa um legado inestimável à Justiça e à sociedade brasiliense”, disse.

Quem era Maurício Miranda

Maurício Miranda tomou posse no cargo em janeiro de 2023. Antes, atuava como procurador de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT).

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Maurício Silva Miranda assume vaga de desembargador do TJDFT

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Maurício Miranda foi procurador de Justiça do DF
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Maurício Miranda

Com longa carreira no MP, Maurício Miranda ganhou notoriedade quando atuou como promotor do triplo homicídio do ex-ministro José Guilherme Villela, da esposa Maria Villela e da funcionária Francisca Nascimento da Silva, no caso conhecido como Crime da 113 Sul.

Miranda também atuou como promotor no julgamento dos jovens que atearam fogo ao indígena pataxó Galdino Jesus dos Santos, enquanto ele dormia em uma parada de ônibus no DF. O desembargador também atuou no caso do assassinato do jornalista Mário Eugênio e do homicídio da estudante Maria Cláudia Del’Isola.

Formado em direito pela Universidade de Brasília (UnB) e em economia pelo Centro Universitário do DF (UDF), ele era mestre em direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e foi professor de direito penal por mais de 15 anos.

Antes de ingressar na carreira de promotor de Justiça do MPDFT, em 1991, ele exerceu o mesmo cargo no Ministério Público de Goiás (MPGO).

No MPDFT, atuou no Júri de Taguatinga (1991 até 1994), de Brasília (de 1994 até 2017), na Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), de 2017 até 2019, na 12ª Procuradoria de Justiça Cível do MPDFT, no Conselho Superior e na 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.

Bom Jesus da Lapa: Mulher morre após motocicleta colidir com animal na BA-160

Bom Jesus da Lapa: Mulher morre após motocicleta colidir com animal na BA-160

Uma mulher, identificada como Paula Oliveira de Souza, morreu na madrugada deste domingo (4), após um grave acidente de trânsito na BA-160, no trecho que liga Bom Jesus da Lapa ao município de Paratinga, no oeste da Bahia.

A 38ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) confirmou a informação. A vítima estava em uma motocicleta que colidiu com um animal solto na pista. O acidente aconteceu por volta das 2h15.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e prestaram socorro no local. Uma das ocupantes da motocicleta recebeu atendimento, enquanto a outra não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado ainda na rodovia.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia. O corpo Paula foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Bom Jesus da Lapa.

Forças Armadas da Venezuela reconhecem vice como presidente interina

Presidente Nicolás Maduro foi capturado em ataque dos EUA
Agência Brasil

Delcy Rodríguez em Caracas 10/3/2025 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
A vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, assume interinamente – Foto: Reuters/Leonardo Fernandez Viloria/Proibida reprodução

As Forças Armadas venezuelanas reconheceram neste domingo (4) a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, como presidente interina da Venezuela.

Em vídeo, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, também rechaçou a intervenção norte-americana no país e exigiu a libertação do presidente Nicolas Maduro, capturado pelo governo dos Estados Unidos. López avaliou que o ataque representa “uma ameaça global”.

“Se hoje foi contra a Venezuela, amanhã pode ser contra qualquer Estado, contra qualquer país”. 

“Rechaçamos essa pretensão colonialista que se deseja implementar, sob o espírito da doutrina Monroe, sobre a América Latina e o Caribe”, disse o ministro, ao pedir ao povo da Venezuela que retome suas atividades ao longo dos próximos dias. 

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em espanhol) já havia decidido que Delcy Rodríguez deveria assumir a presidência interina do país, após a captura do líder Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Entenda

No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana, Caracas. Em meio ao ataque militar, realizado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York. 

O ataque marcou um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

Em comunicado, Brasil e mais cinco países condenam ataque à Venezuela

Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai também assinam carta
Agência Brasil

DEA agents operate outside a helipad, before Venezuela's President Nicolas Maduro and his wife Cilia Flores arrive in custody from a helicopter before their scheduled court appearance at Manhattan federal court, at the Downtown Manhattan Heliport in New York City, U.S. January 3, 2026. REUTERS/Jeenah Moon
© Reuters/Jeenah Moon/Proibida reprodução

Em comunicado conjunto divulgado neste domingo (4), Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenaram o ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Eles manifestaram, ainda, grande preocupação com as ações militares conduzidas pelo presidente norte-americano Donald Trump. 

Na nota, os governos dos seis países citam a gravidade das ações registradas na Venezuela e reafirmam sua adesão aos princípios previstos na Carta das Nações Unidas, documento que representa as aspirações e conquistas da humanidade em direção à paz. 

“Expressamos nossa profunda preocupação e repúdio às ações militares realizadas unilateralmente em território venezuelano, que contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça de força, e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas.” 

Ainda de acordo com o comunicado, os seis países avaliam que as ações constituem precedente “extremamente perigoso” para a paz e a segurança regional e colocam em risco a população civil.

“A situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, através do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem interferência externa e em conformidade com o direito internacional”. 

“Reafirmamos que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e sustentável que respeite a dignidade humana”, completou o comunicado conjunto, que reafirma a América Latina e o Caribe como uma zona de paz, “construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica de controvérsias e a não intervenção“.

Ao final da carta, os países signatários fazem um apelo à unidade regional que vá além das diferenças políticas diante de qualquer ação que ponha a estabilidade regional em risco.

Os países pedem ainda ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e aos Estados-membros de mecanismos multilaterais relevantes que ajudem a reduzir as tensões e a preservar a paz na região. 

“Manifestamos nossa preocupação a qualquer tentativa de controle governamental, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, que seja incompatível com o direito internacional e que ameace a estabilidade política, econômica e social da região”, concluiu o documento. 

Entenda

No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York. 

O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

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