A presidente Ivana Bastos e o deputado Alan Sanches (falecido) – Foto: Sandra Travassos / Agência ALBA
A presidente Ivana Bastos, apresentou projeto de resolução denominando de Serviço Médico-Odontológico Deputado Alan Sanches a unidade de saúde da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). De acordo com o projeto, a denominação constará em placas, documentos oficiais, comunicações internas e externas, registros administrativos e demais atos institucionais da ALBA.
“A finalidade é homenagear o deputado Alan Sanches, reconhecendo sua trajetória pública, seu compromisso com a saúde pública e sua relevante contribuição ao Estado da Bahia e ao Parlamento baiano”, justificou a deputada Ivana Bastos, primeira mulher a presidir o Legislativo estadual em seus 192 anos de história. Alan Sanches faleceu no dia 17 deste mês.
Em sua proposição, Ivana destaca ainda que Alan Sanches destacou-se ao longo de sua atuação parlamentar pela defesa intransigente do fortalecimento do Sistema Único de Saúde, pela valorização dos profissionais da área médica e odontológica, bem como pela formulação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde e da qualidade de vida da população.
“Sua dedicação ao aprimoramento da estrutura de atendimento médico no âmbito institucional e sua atuação legislativa em prol da melhoria dos serviços de saúde justificam a justa homenagem ora proposta, perpetuando seu legado no âmbito da Assembleia Legislativa da Bahia”, finaliza Ivana Bastos.
Para compensar as perdas, Master repassou ao Banco de Brasília ativos com valor de mercado, entre eles estabelecimentos de renome
Fachadas do Banco Master e do BRB (Banco de Brasília) • WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO e REUTERS/Adriano Machado
As fraudes na compra do Banco Master levaram o BRB (Banco de Brasília) a se tornar sócio de fundos que administram mais de 100 restaurantes e quatro shoppings espalhados pelo Brasil.
Para compensar as perdas após a venda de títulos fraudulentos para o banco estatal, o Master repassou ao BRB ativos que tinham valor de mercado. A operação ocorreu no ano passado e a atual gestão do BRB, sob comando de Nelson Antonio de Souza, avalia negociar esses ativos.
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Um deles diz respeito ao fundo Strelitzia, que tem como um dos administradores o Reag Trust Administradora de Recursos, que está no centro do escândalo do Master.
O Strelitzia, que, agora, tem como sócio o BRB, é um dos donos de um dos maiores grupos de bares e restaurantes do país.
Trata-se do Alife Nino, que responde por 14 marcas e tem mais de 70 operações em 11 estados brasileiros. Entre eles, estão os restaurantes Nino, Peppino, Irajá Reduz e os bares Boteco Rainha, Boteco Boa Praça e o Eu Tu Eles, entre outros.
O grupo é um dos dez maiores de food service do Brasil e, ano passado, adquiriu por R$ 198 milhões um concorrente, o Drumattos, que tem mais de 70 restaurantes e é dono do Camarada Camarão e do Camarão & Cia.
O presidente do Alife Nino é Pedro Silveira, ex-CEO da XP Internacional e ex-CFO do Corinthians.
De forma similar, o BRB tornou-se um dos sócios do fundo Macam e, consequentemente, passou a ser sócio de quatro shoppings em diferentes localidades: Brasília, Paraná, Goiás e Espírito Santo.
A instituição financeira brasiliense tem participação em, ao menos, oito fundos de investimentos com envolvimento nas fraudes do Banco Master. Desta maneira, o banco virou sócio de uma série de ativos – alguns podres e outros com valor de mercado.
O repasse de ativos saudáveis do ponto de vista financeiro ocorreu a partir de julho do ano passado e não consta no último balanço patrimonial divulgado pelo BRB, que é relativo a junho.
Por meio de nota, o BRB afirmou que acompanha as apurações do Banco Central e que “prioriza ações de fortalecimento de liquidez, redução de riscos e otimização de capital”.
“O BRB informa que todas as operações citadas no âmbito da Operação Compliance Zero, e que possam ter relação com a instituição, já estão sob análise na investigação independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll”, diz o texto.
E complementa: “A instituição permanece comprometida com elevados padrões de integridade e em conformidade com as normas do Sistema Financeiro Nacional, mantendo cooperação integral e contínua com todas as autoridades responsáveis pelas investigações”.
A reportagem procurou o grupo Alife Nino, mas não obteve resposta. Os responsáveis pelo Fundo Macam não foram localizados.