A 515 dias para a Copa do Mundo Feminina no Brasil, a Fifa divulgou em um hotel no Rio de Janeiro o emblema e slogan oficial do torneio. A marca une as letras M e W, que significam mulher e mundo em português e inglês (tradução de women e world). A junção das letras também forma um losango que remete à bandeira do Brasil e ainda lembra a geometria de um campo de futebol. O troféu do Mundial fica evidenciado em frente ao símbolo criado.
O slogan GO EPIC™ convida a torcida a fazer parte de uma jornada memorável no Brasil. Também foi lançada a identidade sonora do torneio inspirada em ritmos brasileiros, percussões ligadas ao samba e à herança afro-brasileira.
O evento conduzido pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, reuniu autoridades do esporte, personalidades do futebol masculino e feminino. “O Brasil vive e respira futebol, e já dá para sentir por aqui a empolgação em receber o mundo todo e sediar um evento histórico”, afirmou o presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Lenda da modalidade, a ex-jogadora Formiga, que agora ocupa o cargo de diretora de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino da Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte, participou do lançamento ao lado da jogadora ainda em atividade Cris Rozeira.
“Espero que possamos aproximar os torcedores ao futebol feminino e que possamos mudar, dia a dia, a estrutura do futebol feminino”, ressaltou Formiga.
Parabéns em ritmo de samba atraiu milhares às ruas do bairro
Agência Brasil
Thais Taverna a rainha das festas e organizadora do evento – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O aniversário da cidade de São Paulo foi celebrado neste domingo (25) com um parabéns em ritmo de samba e que atraiu muita gente ao Bixiga, bairro tradicional do centro da capital paulista. Não faltou a distribuição de bolo, tradição que foi iniciada em 1986 por Armando Puglisi, o Armandinho do Bixiga, ilustre morador do bairro.
Após a morte de Armandinho, em dezembro de 1994, essa tradição acabou sendo organizada por Walter Taverna, dono da cantina da Conchetta, que comandou a festa até sua morte, em 2022. Agora, o evento passou para as mãos da neta, Thais Taverna.
“Essa é uma tradição que passou de amigo para avô e depois para neta, e [continuará] para mãe, para os bisnetos e para toda a comunidade”, disse Thais Taverna, em entrevista à Agência Brasil.
Nas primeiras edições do evento, o bolo chegou a atingir 1,5 km de comprimento e, pela dimensão, entrou para Guinness Book, o livro dos recordes, como o maior bolo de aniversário do mundo. A ideia era que o bolo crescesse um metro a cada ano, acompanhando a idade da capital. Mas hoje em dia, o evento reúne uma variedade de bolos trazidos por moradores e comerciantes locais.
Bolo de aniversário em comemoração aos 472 anos de São Paulo – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
“Esse evento faz a gente lembrar da importância de cuidar da nossa história”, destacou a organizadora.
“ Esse evento congrega, agrega e abraça toda a comunidade do bairro. Então, são os comerciantes, são os moradores, são as pessoas que trabalham no bairro, as associações culturais e sociais, que participam do evento”, completou.
Antigamente o bolo ficava à disposição da população, que chegava à festa com potes e baldes para levá-lo para casa. Agora, eles são cortados em fatias e entregues à população por voluntários.
“A tradição começou com Armandinho pedindo para as mamas trazerem o bolo aqui para o meio da Rua Rui Barbosa para comemorar o aniversário da cidade. Essa festa teve vários formatos. O meu avô pegou e transformou ela numa dimensão muito gigantesca, feita com cozinha industrial. Agora, a gente está resgatando essa história com a comunidade, pedindo de porta em porta para trazerem um bolo para a gente comemorar o aniversário. E sempre temos a intenção de bater a meta de fazer a quantidade de bolos relacionada à quantidade de anos da cidade”, explicou.
Voluntários distribuem o bolo de aniversário aos visitantes – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O Bixiga, destaca Thais, é um bairro muito antigo e também muito diverso, que ajudou a construir a história da cidade. “A gente define esse bairro assim, de muitas formas, mas o Armandinho tinha uma frase muito bonita em que dizia que ‘o Bixiga é um estado de espírito’. Quando você vem para esse bairro você vê as pessoas se cumprimentando na rua, se olhando no olho, com as atividades culturais acontecendo nas ruas – e isso dentro de uma megalópole como São Paulo”, relata. “São poucos lugares em São Paulo em que você encontra ainda essa relação humana nas ruas”, destaca.
“A gente não pode esquecer que esse bairro também é um berço da cultura: o berço da cultura do samba, dos teatros, da música e das artes. Temos aqui a história da imigração italiana e também a história do quilombo do Saracura. Ele faz parte da formação histórica da cidade de São Paulo”, ressaltou.