Senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro – Foto: Divulgação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de uma investigação para apurar a participação do senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme Dark Horse, produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O procedimento foi solicitado pela Polícia Federal (PF) e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre as suspeitas que serão apuradas estão possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados.
A decisão de Mendonça foi tomada em julho, mas se tornou pública somente agora, após documentos relacionados ao caso Master terem sido disponibilizados pelo STF. Embora o novo procedimento esteja vinculado ao inquérito principal, a investigação específica envolvendo Flávio Bolsonaro permanece sob sigilo, já que diligências policiais ainda estão em andamento.
Informações divulgadas pelo portal Intercept Brasil apontam que Flávio teria solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, um aporte de R$ 131 milhões para a produção do longa-metragem. Conforme planilhas apreendidas pela PF, desse montante, R$ 60 milhões teriam sido efetivamente pagos.
No despacho, Mendonça autorizou a instauração de um procedimento investigativo separado, vinculado ao inquérito do caso Master, para verificar as suspeitas levantadas pela Polícia Federal sobre a origem e a movimentação dos recursos destinados à obra.
Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e afirma que o financiamento do filme foi realizado exclusivamente com recursos privados. Durante uma agenda de campanha em Roraima, na quinta-feira, o candidato voltou a rejeitar a existência de dinheiro público envolvido na produção.
“Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, declarou.
A Câmara dos Deputados confirmou a realização de um novo concurso público com oferta de mais de 150 vagas para o cargo de analista legislativo, carreira que exige nível superior. A contratação do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) como banca organizadora foi anunciada pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).
Com previsão de publicação de edital até o fim de setembro, o certame atrai atenção pelos atrativos financeiros, já que os salários iniciais para as carreiras de nível superior na Casa podem atingir R$ 30,8 mil. Este é o terceiro edital autorizado pela Mesa Diretora ao longo de 2025, contemplando oportunidades distribuídas em 11 especialidades do quadro técnico.
As vagas abrangerão áreas como Comunicação Social (Divulgação Institucional, Jornalismo e Relações Públicas), Documentação e Informação Legislativa (Arquivista e Bibliotecário), além de Museologia. O setor de Engenharia também será contemplado nas modalidades Civil, Elétrica, Eletrônica/Telecomunicações e Mecânica, acompanhado da carreira de Registro e Redação para apanhamento taquigráfico e revisão.
Seguindo o formato de seleções anteriores do Poder Legislativo, as avaliações teóricas e práticas terão abrangência nacional, permitindo a aplicação de exames em todas as 26 capitais estaduais e no Distrito Federal. Os detalhes referentes ao cronograma, taxa de inscrição e conteúdo programático serão oficializados no lançamento do edital.
O bispo Dom Gilvan Rodrigues e o Papa Leão XIV – Foto: Divulgação
O bispo Dom Gilvan Rodrigues teve, nesta quinta-feira (10), um encontro com o Papa Leão XIV durante uma audiência realizada com bispos de diferentes partes do mundo que participaram do Encontro de Bispos de Recente Nomeação.
O momento foi marcado por emoção e gratidão para o religioso, que destacou a importância da oportunidade de estar junto ao Santo Padre e fortalecer os laços de comunhão com a Igreja Católica.
Em sua manifestação, Dom Gilvan ressaltou que o encontro também representa uma oportunidade de renovar o compromisso assumido no exercício do ministério episcopal, especialmente na missão de servir ao povo de Deus com amor e fidelidade.
O bispo ainda expressou sua oração para que possa continuar exercendo sua missão com humildade, mantendo-se atento à vontade de Deus e tendo Cristo como referência permanente em sua caminhada pastoral.
“Peço ao Senhor que me conceda sempre a graça de exercer este ministério com humildade, fidelidade e amor, mantendo o coração aberto à Sua vontade e os olhos fixos em Cristo”, declarou Dom Gilvan.
Alexandre de Moraes Ministro do STF – Foto: Luís Nova/Metrópoles
Segundo o colunista Mario Sabino, do Metrópoles, Alexandre de Moraes já não tem mais a certeza da impunidade que cultivava até a semana passada, quando cometeu a infâmia de tentar incluir André Mendonça no inquérito das fake news — do qual já não é mais relator, graças a Edson Fachin.
Menos de 24 horas depois de o presidente do STF marcar o julgamento do pedido de inclusão de Moraes como investigado no caso Master, acordamos com a notícia de que Moraes faria um pronunciamento. Meia hora depois, contudo, o ministro avisou que havia desistido.
A menos que seja para contar a verdade sobre a sua relação promíscua com Daniel Vorcaro, perpetrador da maior fraude financeira da história nacional, e renunciar ao cargo na sequência, não há nada que Moraes possa dizer ou fazer que realmente interesse aos cidadãos revoltados com toda a sujeira, e esses cidadãos são a maioria esmagadora.
O ministro perdeu a certeza da impunidade, íamos dizendo, mas parece empenhado em indignar ainda mais os brasileiros.
“A expectativa no STF é de que Moraes sustentará que não há como provar que o celular utilizado nas trocas de mensagens pertence a ele. A tese repete a estratégia adotada no início do ano, quando surgiram as primeiras revelações sobre sua relação com o banqueiro”, diz a jornalista Roseann Kennedy.
Além de contar essa piada, o ministro e os seus compadres buscarão convencer os votantes que lhes faltam, basicamente Cármen Lúcia e Fachin, de que todos os ministros já tidos como favoráveis à inclusão de Moraes na investigação são suspeitos para julgá-lo.
Sim, você leu certo: todos. A saber, Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. Como seguro morreu de velho, até Dias Toffoli, que vem se declarando suspeito para julgar qualquer tema relativo a Daniel Vorcaro, entrou na lista. Perguntinha: se meio STF é suspeito, por que o Xandão fez tanto esforço extraconstitucional para que confiássemos nesse tribunal?
Moraes e os seus compadres também querem anular o relatório da PF que mostrou que o ministro e o fraudador trocaram 51 mensagens em 21 dias. Não vão desistir de dizer que Moraes foi investigado ilegalmente.
Como cobertura da gororoba jurídica que querem nos enfiar goela abaixo, eles ainda pressionam para que o julgamento no plenário do STF não seja presencial e à vista da nação. Só falta querer manifestação de desagravo.
Possibilidade de pedido de vista? Também existe para o Supremo sangrar a prazo.
Isso não é estratégia, é desespero misturado a desprezo pela República. É acinte à inteligência alheia. É brincar com o trabalhador. Se colar, é porque o STF morreu mesmo e recebeu apenas a visita da saúde com as decisões de ontem de Fachin.
Evento é patrimônio imaterial da cidade e conta com apoio do Brasil
Agência BrasilUlysses Venturin/Lavagem de Madeleine
Marcado para domingo (13), a tradicional Lavagem de Madeleine, evento afro-brasileiro que reúne milhares de pessoas, em Paris, na sua 25ª edição, não obteve autorização da Igreja para ser realizado. A lavagem das escadarias da igreja de mesmo nome, no entanto, foi transferida para aérea pública em frente onde são esperadas 60 mil pessoas.
Além dos rituais religiosos, a celebração contará com apresentações de artistas e terá a cantora Mariene de Castro como a principal atração.
De acordo com os organizadores, a mudança de local ocorreu após o pároco de La Madeline, o Monsenhor Patrick Chauvet, informar que não permitiria a lavagem da escadaria em 2026, como ocorreu nos últimos anos. Em nota, a 25ª edição da Lavagem lamenta a decisão e informa que permanece aberta ao diálogo.
A lavagem é uma celebração ecumênica, que reúne referências do catolicismo e das religiões de matriz africana. Na última edição, em 2025, celebrou a cantora Preta Gil. Em anos anteriores, contou com artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Daniela Mercury, Margareth Menezes, além de Carlinhos Brown e Olodum.
Procurada pela reportagem, a Arquidiocese de Paris não explicou a negativa para à festa afro-brasileira. No site da instituição, há um chamado para os católicos demonstrarem “amizade” à comunidade judaica, que celebra nesta semana o Ano Novo (Rosh Hashaná) e o Dia do Perdão (Yom Kippur). O espaço permanece aberto para a manifestação da igreja e do pároco Patrick Chauvet.
A Lavagem da Madeleine é inspirada na tradicional Lavagem da Igreja do Bonfim, em Salvador, na Bahia. Em Paris, é realizada há mais de duas décadas e, desde 2022, é reconhecida pelo Ministério da Cultura francês como patrimônio imaterial, parte do calendário cultural de Paris. A reportagem também procurou os órgãos oficiais daquele país, no Brasil, para comentar à negativa da igreja, mas não obteve retorno, por causa do fuso horário.
A festa integra ainda a Rota dos Escravizados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), parte de um roteiro cultural internacional que conecta locais relacionados à história da escravidão e preservar a memória do maior crime contra a humanidade até agora.
Apesar da proibição, a 25ª edição do evento, espera uma centena de artistas em uma festa que se estenderá pelas ruas de Paris, após o ato religioso em frente à igreja.
O mestre de cerimônias, o multiartista Robertinho Chaves, um dos organizadores, comandará a atração ao lado de Mariene de Castro, do alto de um trio elétrico. Segundo ele, a festa divulga a cultura brasileira na Europa e tem compromisso com a tolerância. Em nota, a organização conclama apoio:
“Convocamos artistas, instituições culturais, líderes religiosos, movimentos sociais, brasileiros, franceses, imigrantes e todas as pessoas comprometidas com a liberdade religiosa, a diversidade e direitos a apoiarem a 25ª edição da Lavagem e a se unirem a esta demonstração de resistência cultural”, afirma, em nota no seu site.
No trio elétrico, também são esperados o cantor Jau, a artista franco-brasileira Gildaa e Lorena Pires, residente da Academia de Ópera Nacional de Paris, que interpretará a oração “Ave Maria”.
A concentração será na Place de la République, de onde um cortejo sairá ao som de samba, maracatu, capoeira e de uma ala de baianas.
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Petições e inquéritos envolvem políticos e empresários
Agência BrasilO ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto: José Cruz/Agência Brasil
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (11) o levantamento do sigilo de 39 processos que tramitam na Corte. A decisão atende, em parte, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), que havia solicitado a abertura de 18 processos.
Entre os procedimentos estão investigações e petições relacionadas a políticos e apurações conduzidas pelo STF.
Segundo Mendonça, os processos não têm relação com o objeto da sessão extraordinária do STF marcada para a próxima terça-feira (15), que vai decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por suposta relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Além dos 18 procedimentos indicados pela PGR, o ministro determinou por iniciativa própria o levantamento do sigilo de outros 21 processos, incluindo os Inquéritos 5.050 e 5.070 e diversas petições.
Entre os procedimentos com sigilo derrubado está a Petição 16.369, relacionada à investigação sobre o filme Dark Horse, que apura suspeitas envolvendo recursos destinados à produção da obra, que é uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro são alvo da investigação.
A lista inclui ainda a Petição 15.873 que trata da investigação da Operação Compliance Zero sobre a suposta atuação de Ciro Nogueira em favor de interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a decisão que autorizou a operação, a PF apontou suspeitas de recebimento de vantagens indevidas pelo senador.
Já as Petições 16.210 e 16.229 estão relacionadas às investigações que envolvem Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, também no contexto da 9ª fase da Compliance Zero.
Mais cedo, Mendonça havia afirmado ao presidente do STF, Edson Fachin, ter disponibilizado integralmente os procedimentos “contidos” ou “relacionados” ao julgamento do caso Master pautado para a sessão da semana que vem. A manifestação foi uma resposta ao ofício do ministro Alexandre de Moraes que alegou “seletividade” na liberação dos sigilos.
Agora, o sigilo levantado envolve outros procedimentos que não haviam sido abertos anteriormente por Mendonça.
Roda de conversa no Salão da Coluna Prestes com Luiz Carlos Prestes Filho e a professora Joandina Carvalho
Nesta sexta-feira, dia 11 de setembro de 2026, Condeúba viveu o segundo dia da presença de Luiz Carlos Prestes Filho no município, dentro da programação que marca os 100 anos da passagem da Coluna Prestes por esta terra. Foi mais um dia movimentado, marcado por música, cultura, conhecimento, memória e, sobretudo, pela oportunidade de aproximar as novas gerações de um dos capítulos mais importantes da história brasileira e condeubense. A programação começou pela manhã, às 9 horas, no Teatro do Colégio Estadual, onde a história ganhou voz, música e participação estudantil. A abertura ficou por conta do artista Edinho Lima, que, acompanhado de seus alunos de música e de estudantes da Escola Alcides Cordeiro, executou os hinos Nacional e de Condeúba, dando um caráter especialmente solene ao início das atividades. Em seguida, veio uma apresentação que emocionou o público: a professora Margarida, juntamente com alunos da Escola Tranquilino Torres, proporcionou um verdadeiro espetáculo de canto e participação estudantil. Crianças e jovens deram vida ao ambiente, demonstrando que a memória histórica não deve permanecer apenas nos livros, mas precisa ser transmitida, vivenciada e compreendida pelas novas gerações. Na sequência, foram realizadas palestras sobre a Coluna Prestes, conduzidas por professores e estudiosos, aprofundando o conhecimento sobre aquele movimento que percorreu milhares de quilômetros pelo interior do Brasil durante a década de 1920. E o momento de maior expectativa veio com a participação de Luiz Carlos Prestes Filho, filho do lendário comandante da Coluna Prestes, Luiz Carlos Prestes. Prestes Filho realizou uma verdadeira aula de história, falando sobre a trajetória da Coluna, seus personagens, suas lutas, seus ideais e a dimensão histórica daquele movimento que marcou profundamente a história política brasileira. Sua participação teve ainda uma característica especial: a música se entrelaçou à história. Durante a palestra, Luiz Carlos Prestes Filho tocou e cantou músicas de sua própria autoria, cujas composições estão diretamente relacionadas à trajetória e à memória da Coluna Prestes. Assim, entre palavras, acordes e relatos históricos, o público teve a oportunidade de conhecer uma dimensão mais humana e cultural de Luiz Carlos Prestes, não apenas como comandante e personagem histórico, mas também como homem ligado à música e à poesia.
Uma tarde de memória e diálogo Às 14 horas, a programação prosseguiu no Salão Carlos Prestes, com uma importante roda de conversa, reunindo Luiz Carlos Prestes Filho e a professora Joandina Maria de Carvalho. O encontro contou com a participação de muitos interessados, que compareceram para ouvir, perguntar, trocar informações e, principalmente, compreender melhor a importância da passagem da Coluna Prestes por Condeúba. Foi um momento de diálogo aberto, no qual a história deixou de ser apenas narrativa distante e passou a ser objeto de reflexão coletiva. Há 100 anos, os homens da Coluna Prestes passaram por Condeúba. Um século depois, a cidade abre novamente suas portas para falar daqueles acontecimentos. É justamente essa distância de cem anos que dá à programação um significado ainda maior: o passado volta ao presente para ser conhecido, debatido e preservado.
A noite foi de música, poesia e cultura E o dia ainda reservava uma grande programação cultural. Às 20 horas, novamente no Teatro do Colégio Estadual, o público pôde acompanhar um excelente show com o artista Cauê Procópio, condeubense que há alguns anos está radicado em São Paulo e que retornou à sua terra natal para participar desse momento histórico. A noite contou também com a participação do poeta Santana e, mais uma vez, de Luiz Carlos Prestes Filho, que contribuiu musicalmente para a programação. Os estudantes do Colégio Estadual também tiveram participação especial, apresentando recitais de poesias, demonstrando que a celebração do centenário da Coluna Prestes ultrapassa a dimensão puramente histórica: ela se transforma em uma grande manifestação de cultura, educação, arte e identidade.
Um século depois, a história continua viva O segundo dia das comemorações mostrou que lembrar a passagem da Coluna Prestes por Condeúba, ocorrida há exatos 100 anos, é muito mais do que recordar uma data. É reabrir as páginas da história para que novas gerações possam conhecê-las. É ouvir aqueles que estudaram o episódio, ouvir quem carrega em seu próprio nome e em sua própria história a herança de um dos maiores personagens da Coluna, e permitir que professores, estudantes, artistas, poetas e a comunidade condeubense participem dessa construção coletiva da memória. Condeúba, que recebeu a Coluna Prestes em 1926, recebe agora, em 2026, o filho de seu comandante maior. Um século separa esses dois momentos. Mas a história, quando é preservada, não envelhece: permanece viva na memória de um povo.
Recepção do prefeito Devani de Cordeiros para Luiz Carlos Prestes Filho, juntamente com seus acompanhantes
Chegou nesta quinta-feira, dia 10 de setembro de 2026, em Condeúba, Luiz Carlos Prestes Filho, o herdeiro histórico de seu pai, Luiz Carlos Prestes, comandante maior da Coluna Prestes, que passou por Condeúba há exatos 100 anos. Sua presença no município representa um daqueles momentos raros em que o passado e o presente se encontram diante dos olhos da história. Um século depois de os integrantes da Coluna Prestes atravessarem estas terras — conhecidos popularmente em nossa região como “os revoltosos” —, os mesmos caminhos voltaram a ser percorridos, desta vez pelo filho de um dos personagens mais emblemáticos daquele movimento que marcou profundamente a história política e social do Brasil. Luiz Carlos Prestes Filho foi recebido em Condeúba pelo padre Mateus, na Casa Paroquial, onde ficou hospedado. A acolhida deu início a uma jornada carregada de simbolismo: refazer, 100 anos depois, parte do percurso realizado pela Coluna Prestes, transformando antigas estradas e caminhos em verdadeiras páginas vivas da história. A visita seguiu para Cordeiros, justamente pelo caminho que, há um século, foi utilizado pelos homens da Coluna. A passagem de Prestes Filho por esse trajeto ganhou, portanto, um significado especial. Não se tratava apenas de uma viagem entre dois municípios, mas de uma espécie de reencontro com uma memória que permaneceu durante gerações na lembrança dos moradores do Sudoeste da Bahia. Em Cordeiros, Luiz Carlos Prestes Filho foi recebido pelo prefeito Devanir e sua equipe de trabalho, em um ambiente de grande entusiasmo, música, festa e alegria. A recepção demonstrou a importância que a comunidade atribui ao resgate dessa página centenária de sua história. Após a acolhida, houve um almoço e, posteriormente, a comitiva realizou uma visita aos casarões históricos de Cordeiros, construções que ajudam a preservar a memória arquitetônica e social de uma época em que a região ainda vivia uma realidade muito diferente da atual. O roteiro terminou com uma roda de conversa, acompanhada de muita música e da apresentação do tradicional grupo “Estrela Guia”, proporcionando um encontro singular entre memória, cultura popular e história.
UM SÉCULO ENTRE DUAS GERAÇÕES A presença de Luiz Carlos Prestes Filho ganha uma dimensão ainda maior quando se considera que, exatamente há 100 anos, seu pai, Luiz Carlos Prestes, estava à frente da Coluna Prestes, movimento que percorreu milhares de quilômetros pelo interior do Brasil entre 1925 e 1927, levando consigo ideias, conflitos e questionamentos que fizeram daquele período um dos capítulos mais marcantes da história republicana brasileira. Em Condeúba, a passagem da Coluna ficou registrada na memória coletiva, principalmente através das histórias transmitidas de geração em geração sobre os chamados “revoltosos”. Para muitos moradores antigos, aqueles acontecimentos não pertencem apenas aos livros: fazem parte da memória oral das famílias, dos caminhos rurais, das antigas fazendas e das narrativas que atravessaram décadas. E é justamente por isso que a chegada do filho de Luiz Carlos Prestes, um século depois, adquire uma força histórica extraordinária.
O filho voltou a percorrer os caminhos que um dia foram percorridos pelo pai. As mesmas terras, os mesmos horizontes e, em muitos trechos, os mesmos caminhos que testemunharam a passagem dos integrantes da Coluna Prestes voltaram a receber um descendente direto daquele personagem histórico.
CONDEÚBA E CORDEIROS: TERRITÓRIOS DE MEMÓRIA O episódio também reforça a necessidade de preservar e estudar a história regional. A passagem da Coluna Prestes por Condeúba e Cordeiros não deve ser vista apenas como uma lembrança distante, mas como parte da própria formação histórica do Sudoeste da Bahia. Ao longo de um século, muita coisa mudou. Estradas foram abertas, cidades cresceram, gerações se sucederam e novas histórias foram escritas. Mas determinados acontecimentos permanecem como marcas profundas na identidade de um povo. A visita de Luiz Carlos Prestes Filho, portanto, representa muito mais do que uma agenda cultural. É um reencontro de gerações com a memória de um Brasil que passou por profundas transformações políticas e sociais. Acompanhando Prestes Filho em Cordeiros estiveram a professora Joandina, historiadora; o historiador Ian, de Cordeiros; Paula Ferreira, de Vitória da Conquista; Cauê Procópio, artista de projeção internacional e condeubense; e o jornalista Oclides da Silveira. Foi assim que, nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, exatamente um século depois de a Coluna Prestes deixar suas marcas por estas terras, a história voltou a caminhar pelos antigos caminhos do Sudoeste baiano. E talvez esse seja o maior significado desse momento: 100 anos depois, Condeúba e Cordeiros não apenas lembram a passagem da Coluna Prestes — elas voltam a caminhar sobre a própria história.
Um acidente envolvendo veículos de carga, entre eles uma carreta-cegonha, seguido de um incêndio, provocou transtornos no trânsito na tarde desta quinta-feira (10), na Rodovia Santos Dumont (BR-116), em um trecho pertencente ao município de Milagres, no Vale do Jiquiriçá.
A ocorrência foi registrada por volta das 14h50, em uma área conhecida como Parateca, nas proximidades do Posto Monte Sião e do trevo que dá acesso ao município de Iaçu.
O acidente provocou a interrupção do fluxo de veículos na rodovia e exigiu atenção redobrada dos motoristas que trafegavam pelo trecho.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre as circunstâncias que provocaram o acidente. Também não há confirmação sobre a existência de vítimas.
As informações são preliminares e podem ser atualizadas conforme as autoridades ou equipes responsáveis pelo atendimento da ocorrência divulguem novos detalhes.