Seleção Brasileira de Futebol – Foto: Rafael Ribeiro / CBF
O Brasil encerra o ano de 2025 na 5ª colocação do ranking de seleções da Fifa, anunciou a entidade máxima do futebol nesta segunda-feira (22). A Espanha aparece na liderança da lista, com a atual campeão mundial Argentina na vice-liderança e a França na 3ª posição.
A 4ª colocada é a Inglaterra, enquanto Portugal (6ª), Holanda (7ª), Bélgica (8ª), Alemanha (9ª) e Croácia (10ª) completam o Top 10.
Faltando pouco mais de seis meses para o início da Copa do Mundo de 2026, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho no México, no Canadá e nos Estados Unidos, foram reveladas também as posições dos adversários da seleção brasileira na primeira fase do Mundial.
Rubro-Negro volta a campo às 14h de sábado contra egípcio Piramyds
Agência Brasil
O atacante uruguaio Giorgian de Arrascaeta – Foto: Adriano Fontes/CBF/Direitos Reservados
O Flamengo levou a melhor no difícil Derby das Américas contra o mexicano Cruz Azul e selou a classificação à semifinal da Copa Intercontinental. Em tarde inspirada nesta quarta-feira (10), o atacante uruguaio Giorgian de Arrascaeta marcou os gols da vitória do Rubro-Negro carioca, por 2 a 1, no Estádio Ahmad bin Ali, na cidade de Al Rayan (Catar). Além da vaga na semi, o triunfo garantiu ao Flamengo o troféu Derby das Américas (campeão da Libertadores X vencedor da Champions da Concacaf).
O time brasileiro volta a campo no próximo sábado (13), às 14h (horário de Brasília), contra o egípcio Piramyds. Quem ganhar, decidirá o título com o francês Paris Saint-Germain (PSG) no dia 17 de dezembro (uma quarta-feira).
No primeiro tempo, o Cruz Azul levou perigo ao goleiro rubro-negro aos 12 minutos. Pela esquerda, Rotondi recebeu passe de Rodrígues e acertou uma bomba que passou rente à trave direita de Rossi. Dois minutos depois, o zagueiro Piovi errou na saída de bola, na frente do camisa 10 Arrascaeta, que aproveitou a bobeira, driblou o defensor e chutou para o fundo da rede, inaugurando o placar para o Flamengo. Apesar de desvantagem, o Cruz Azul seguiu com mais posse de bola e marcação adiantada. Aos 18 minutos, os mexicanos quase empataram com o lateral-esquerdo Rotondi, que desferiu um torpedo da meia-lua, mas passou por fora, rente à trave de Rossi. De tanto insistir, os mexicanos arrancaram o empate aos 43 minutos.Rotondi disparou pela esquerda e chegou a ser interceptado por Eric Pulgar, mas o volante rubro-negro deixou a bola escapar. Na tentativa de afastar a bola, Carrascal chutou mal e ela sobrou para Jorge Sánches marcar um golaço da entrada da área.
Na volta do intervalo, o técnico Felipe Luís substituiu Samuel Lino no ataque pelo equatoriano Plata, e orientou Bruno Henrique a atuar mais pela esquerda. A alteração surtiu efeito logo aos três minutos: Arrascaeta rolou para Bruno Henrique, que invadiu a grande área e chutou certeiro, mas o goleiro Gudiño defendeu em dois tempos. Aos 21 minutos, Cebolinha deixou o banco dos reservas e entrou em campo no lugar de Carrascal. Além de mais veloz e ofensivo, o Rubro-negro também passou a marcar forte na saída de bola do adversário mexicano. Aos 24 minutos, Arrascaeta dá um passe açucarado para Plata, que quase ampliou para o Flamengo com um lindo chute cruzado de canhota. A bola triscou o travessão do goleiro Gudiño. Dois minutos depois, o uruguaio camisa 10 recebeu passe de Cebolinha, invadiu a área e tocou para Bruno Henrique. A zaga mexicana afastou mal, e a bola foi parar nos pés do camisa 10 que acertou um gol de cobertura. Foi o segundo dele na partida. Na frente do placar, o Rubro-Negro seguiu pressionando para ampliar ainda mais o placar, mas o jogo terminou mesmo em 2 a 1, com o Flamengo classificado à semifinal contra o Piramys (Egito).
Seleção Brasileira de Futebol Masculino – Foto: Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados
A Seleção Brasileira já conhece o caminho que percorrerá na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A estreia será no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Será o primeiro passo do time comandado por Carlo Ancelotti na busca pelo hexacampeonato.
Na segunda rodada, o Brasil volta a campo no dia 19 de junho, quando encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h (horário de Brasília). Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, também às 19h (horário de Brasília).
>> Confira os jogos do Brasil na fase de grupos:
Data
Horário
Local
Adversário
13/06/26
19h
Nova Jersey
Marrocos
19/06/26
22h
Filadélfia
Haiti
24/06/26
19h
Miami
Escócia
Caso avance aos 16 avos de final, a seleção enfrentará um adversário vindo do Grupo F, composto por Holanda, Japão, Tunísia e o representante da Europa B — que sairá de Ucrânia, Suécia, Albânia ou Polônia. A partida decisiva será disputada no dia 29 de junho. Se terminar a fase de grupos na liderança, o Brasil jogará em Houston; se avançar em segundo lugar, atuará em Monterrey.
Com 48 seleções e 104 partidas, esta será a maior Copa já realizada. O jogo de abertura, entre México e África do Sul, acontecerá no dia 11 de junho, no tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México. A grande final está marcada para 19 de julho de 2026, novamente no MetLife Stadium, em Nova Jersey, palco que também recebe a estreia do Brasil.
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Agência Brasil
O técnico Carlo Ancelotti da Seleção Brasileira – Foto: Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados
O técnico italiano Carlo Ancelotti afirmou que o Brasil pode vencer os três jogos da primeira fase da Copa do Mundo de 2026 (contra Marrocos, Haiti e Escócia). A declaração foi dada em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (5) após o sorteio dos grupos do Mundial que será disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
“O primeiro jogo do Brasil pode ser contra Marrocos, Haiti ou Escócia, temos que vencer. É respeitar o adversário e estudar bem o rival. Podemos vencer os três jogos. Nossa ideia é muito clara, temos que ser competitivos durante toda a Copa do Mundo”, declarou o comandante do Brasil ao ser questionado sobre o que achava de enfrentar a seleção africana logo na estreia do próximo Mundial.
O técnico italiano também foi questionado sobre o que achava da possibilidade de o Brasil cruzar no mata-mata com equipes fortes como Holanda, Alemanha e França: “O objetivo do Brasil é disputar a final e, para isso, tem que encarar equipes muito fortes. Isso pode acontecer nas quartas de final, na semifinal. Mas, na minha opinião, isso não muda muito”.
Na entrevista, Ancelotti também foi questionado sobre os próximos desafios do Brasil, amistosos contra a Croácia e França, que foram confirmados nesta sexta pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e que serão disputados nos Estados Unidos. Segundo o treinador, estes jogos servirão para avaliar o nível da seleção a poucos meses do início da Copa: “Acredito que será um bom teste. Enfrentaremos equipes de nível mundial de diferentes características. A França tem qualidade individual extraordinária, enquanto a Croácia tem uma equipe muito experiente. Queremos saber onde estamos”.
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Com um gol do atacante Samuel Lino, o Flamengo derrotou o Ceará por 1 a 0 para garantir o título do Campeonato Brasileiro, na noite desta quarta-feira (3) no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. A conquista coroa uma temporada histórica, na qual a equipe também garantiu os títulos da Supercopa do Brasil, do Campeonato Carioca e da Copa Libertadores da América.
Este é o nono título do Rubro-Negro na história da competição, com as conquistas nos anos de 1980, 1982, 1983, 1987, 1992, 2009, 2019, 2020 e 2025.
Com os três pontos conquistados nesta quarta, o Flamengo chegou ao total de 78 pontos, e não poder ser ultrapassado pelo Palmeiras, que também nesta quarta superou o Atlético-MG por 3 a 0 em Belo Horizonte para chegar aos 73 pontos.
Em 1983, o baiano Moraes Moreira já cantava: “agora como é que eu me vingo de toda derrota da vida, se a cada gol do Flamengo eu me sentia um vencedor”. Na ocasião, ele lamentava a ida de Zico, o maior ídolo do clube, para a Europa.
Neste domingo (30), centenas de milhares desses vencedores retratados por Moraes Moreira se reuniram no Centro do Rio de Janeiro para, juntos, mostrar ao time o tamanho da importância dessa vitória para eles.
Do alto de um caminhão aberto do Corpo de Bombeiros, os jogadores comemoraram com parte da “Nação”, como a torcida do Flamengo se autointitula, a vitória do sábado (29) no Estádio Monumental de Lima, no Peru.
A multidão que enfrentou horas de espera sob o sol e lotou a Rua Primeiro de Março e a Avenida Presidente Antônio Carlos, duas das principais vias do centro da cidade, é uma expressão do poder de mobilização pelo futebol.
A Agência Brasil conversou com torcedores sobre a motivação e coesão forjadas pelo esporte, que fizeram pessoas acordarem cedo e se deslocarem de longe para acompanhar a celebração no Centro do Rio, a 5,1 mil quilômetros do local da partida.
Em jogo tenso e com poucas chances, o Flamengo venceu o Palmeiras por 1 a 0 em Lima, no Peru, e levantou a Copa Libertadores da América pela quarta vez em sua história. Foto: REUTERS/Sebastian Castaneda/Direitos reservados
Vitória dupla
O casal Eduardo Ferreira Henrique e Valéria Nunes Domingos contou que a celebração de um título dentro de campo é também uma forma de motivação para enfrentar as dores do cotidiano.
No caso deles, que moram no Cosme Velho, bairro da zona sul carioca, o fim de semana é de comemoração dupla. No dia do jogo, veio uma ótima notícia.
“Ontem, a gente teve duas vitórias. Minha esposa estava com suspeita de câncer, deu resultado negativo; e a vitória do Mengão. Foi um dia maravilhoso, sensacional! Comemoração dupla”, vibrou Eduardo.
Para Valéria, vitórias como a do Flamengo são motivação para manter um sorriso constante na vida. O casal também exalta a união que o futebol proporciona.
Valéria Nunes Domingos e Eduardo Ferreira Henrique tiveram uma vitória dupla no sábado: a conquista do Flamengo e o resultado negativo de uma suspeita de câncer em Valéria. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
“Na hora da euforia, todo mundo se abraça, todo mundo demonstra felicidade. Esse negócio de violência já foi do passado, agora a galera toda se une, todo mundo junto”, acredita Eduardo.
Família
Se Eduardo e Valéria saíram de um bairro das redondezas, teve gente que saiu de bem mais longe. Foi o caso de Andressa Vitória, que mora em São Gonçalo, município na região metropolitana do Rio, a cerca de 30 quilômetros de distância, quase duas horas de deslocamento.
Andressa foi acompanhada da família e chegou por volta das 9h, mais de três horas antes de os atletas passarem pelo local. Ao lado da sogra, Rosane Rodrigues, ela disse à reportagem que a emoção com a vitória da véspera é um alívio para a vida pessoal.
“Ainda mais para quem tem uma crise de ansiedade”, revela.
Ela também enxerga no futebol uma forma de unir as pessoas ao ponto de, para ela, formarem uma família.
“Se você estiver vendo um jogo no bar, parece que todo mundo se conhece, começa a trocar assunto sobre isso. Você acaba fazendo uma amizade porque sempre vê um jogo naquele lugar, acaba se tornando uma família”, conta.
Vida mais leve
O torcedor Eusébio Carlos André mora em Resende, cidade no sul do estado a 170 quilômetros do Rio. Otimista, ele tinha se programado para estar na capital fluminense neste fim de semana e participar de uma então eventual comemoração.
Para ele, as alegrias no futebol ajudam a deixar a vida mais leve. “O Flamengo ganhando deixa o pai de família feliz, todo mundo feliz. O cara feliz no trabalho, feliz no amor, feliz com o filho”, diz.
Ele ressalta também o que considera ser o lado democrático do futebol, em todas as torcidas, independentemente de clube.
“Todas as torcidas conseguem reunir o pobre com o rico, o cara que ganha R$ 50 mil junto com o que ganha R$ 80 por dia. O futebol une tudo, todas as raças e etnias”, declara.
Fenômeno de massa
As paixões e a coesão social causadas pelo futebol já foram tema de inúmeros estudos acadêmicos. Um deles é o do professor aposentado Mauricio Murad, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Eusébio Carlos André Vicente foi para a capital do estado com antecedência, já pensando na festa da vitória. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
No artigo Futebol no Brasil: reflexões sociológicas, o também doutor em sociologia do esporte pela Universidade do Porto, de Portugal, afirma que o futebol é um dos maiores eventos da cultura da massa no Brasil.
“Mobiliza paixões coletivas, expressa os fundamentos antropológicos de nossa formação e representa o nosso sistema simbólico, como poucos acontecimentos da estrutura social”, escreve.
Murad considera que “a materialidade maior do futebol, não se restringe ao esporte profissional”. Para ele, o valor simbólico do futebol transborda para toda a vida social.
“O futebol é o mais significativo fenômeno da cultura das multidões no Brasil, estimulando corações e mentes, em regiões diversas, em classes sociais distintas, em diferentes faixas etárias, níveis de escolaridade e relações de gênero”.
O professor ressalta que esse efeito supera até o carnaval, por se espalhar por todo o país e se manifestar o ano interior. “Costuma se dizer que o reinado do Rei Momo dura quatro dias e que o reinado do Rei Pelé dura o ano todo”.
Paixão como herança
O casal Maurício Braz e Flávia Torres saiu de Magé, município da região metropolitana, para acompanhar a comemoração. Eles levaram para festa um dos rubro-negros mais novos por lá: João Vicente, de apenas 9 meses.
Com o bebê do colo, o pai explicou com orgulho como a tradição de torcer para o clube passa de geração em geração. “É algo que passa de pai para filho. Igual aqui, essa camisa eu guardo desde novembro de 1995”, diz ele enquanto aponta para a blusa vermelha e preta no corpo do bebê flamenguista.
“Estou passando para ele aqui hoje com o tetra da Libertadores”, completa.
Hélio Marcos Ferreira Chaves espera comemorar mais um título do Flamengo na próxima quarta (3), dessa vez acompanhado do filho. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A geração pode até passar de família em família, mas para Hélio Marcos Ferreira Chaves, a festa deste domingo foi um pouco mais desacompanhada do que as de 2019 e 2022, quando o Flamengo também foi campeão.
“Em 2019 e em 2022, eu estava com os meus filhos. Agora estou sem eles”, brinca, ao justificar que um deles estava trabalhando e não pôde comparecer.
“Mas quarta-feira ele estará comigo”, prometeu para quarta-feira (3), quando o time enfrenta o Ceará pelo Campeonato Brasileiro. O jogo pode dar ao clube mais um título de campeão.
O célebre sambista João Nogueira já dizia: “quando o Mengo perde eu não quero almoçar, eu não quero jantar”. Mas neste fim de semana, a Nação almoçou, jantou e dormiu feliz.
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Flamengo tetracampeão da América – Foto: REUTERS/Sebastian Castaneda/Direitos reservados
O primeiro tetracampeão da América do futebol brasileiro se chama Clube de Regatas do Flamengo. Neste sábado (29), o Rubro-Negro se tornou o time do Brasil com mais títulos de Libertadores ao derrotar o Palmeiras por 1 a 0 no Estádio Monumental de U, em Lima (Peru). A partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Nacional.
O último ano em que o posto de brasileiro mais vezes campeão do torneio esteve isoladamente com um clube foi 2011. O Santos venceu aquela edição e se igualou ao São Paulo, que era o único tricampeão desde 2005.
Revanche
A vitória teve gosto de revanche para os rubro-negros, que perderam a decisão de 2021 para o próprio Verdão, no Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Na ocasião, o título alviverde veio após um erro de Andreas Pereira, à época no time carioca, que o atacante Deyverson aproveitou. O volante desta vez esteve no lado palmeirense da final, com participação discreta.
O título coroa uma geração extremamente vitoriosa, que levantou 16 taças desde 2019, sendo três Libertadores (2019, 2022 e 2025). Todas com as presenças do meia Giorgian de Arrascaeta – eleito o craque da edição deste ano – e do atacante Bruno Henrique. Ambos se tornaram os jogadores mais vezes campeões pelo clube.
E eles podem colocar mais um troféu nessa estatística na próxima quarta-feira (2). Se a equipe carioca vencer o Ceará no Maracanã, no Rio de Janeiro, às 21h30 (horário de Brasília), conquista o Brasileirão com uma rodada de antecedência.
Arrascaeta e Bruno Henrique, aliás, festejaram um título de Libertadores pela segunda vez no Monumental. Foi lá que eles conquistaram a taça em 2019, na final contra o River Plate (Argentina), a primeira no formato de jogo único. O técnico Filipe Luís – que se tornou o nono a vencer o torneio sul-americano como treinador e jogador – e o auxiliar Rodrigo Caio também estiveram em campo naquela decisão, respectivamente como lateral-esquerdo e zagueiro do time dirigido por Jorge Jesus.
O Jogo
A partida teve início 15 minutos depois do previsto, por conta do atraso do ônibus do Palmeiras, que teve dificuldades para chegar ao estádio devido ao trânsito de Lima. Se Abel não trouxe novidades na formação alviverde, no Flamengo foi diferente, com Samuel Lino ganhando de Everton Cebolinha a disputa pela vaga no ataque.
Com a bola rolando, o Flamengo iniciou a partida ocupando o campo de ataque e diminuindo os espaços do Palmeiras. O Rubro-Negro teve duas boas chances, uma de cada lado. Aos 14 minutos, o lateral Guillermo Varela lançou Bruno Henrique às costas da marcação. O atacante finalizou da entrada da área, mas por cima. No lance seguinte, Samuel Lino recebeu pela esquerda, saiu da marcação do lateral Khellven e bateu cruzado, próxima à trave esquerda do goleiro Carlos Miguel.
À medida que transcorreu, a primeira etapa ficou mais tensa e faltosa. Foram quatro cartões amarelos antes dos 40 minutos (três para o Flamengo e um para o Palmeiras). Um deles, aplicado no volante Erick Pulgar, gerou reclamações do Verdão. O chileno acertou a canela de Bruno Fuchs, com o jogo parado, após falta do zagueiro no lance anterior. Os jogadores alviverdes pediram vermelho, em vão.
O Palmeiras, gradualmente, acertou a marcação e passou a frequentar o campo do Flamengo, mas sem grande efetividade. A melhor chance foi aos 20, em um cruzamento de Khellven, pela direita, que o atacante Vitor Roque cabeceou para baixo, a bola quicou no gramado e subiu rente ao travessão.
As equipes voltaram para o segundo tempo impondo correria e buscando mais finalizações. O Flamengo, assim como na etapa inicial, buscou ditar o ritmo. O melhor rendimento rubro-negro, desta vez, foi recompensado.
Aos 21 minutos, Arrascaeta cobrou escanteio pela esquerda, Danilo subiu sozinho e, de cabeça, mandou no canto direito de Carlos Miguel. Quatorze anos depois de fazer o gol do título do Santos contra o Peñarol (Uruguai), o zagueiro voltou a balançar as redes em uma final de Libertadores. E novamente de forma decisiva.
O Verdão se lançou ao ataque em busca do empate. Aos 43 minutos, Vitor Roque teve a melhor oportunidade da equipe paulista no jogo, na sequência de uma cabeçada do zagueiro Gustavo Gómez travada pela defesa. O atacante concluiu na pequena área, mas a bola desviou em Danilo e saiu pela linha de fundo.
Cebolinha, que perdeu a vaga para Samuel Lino no time titular, entrou bem no jogo e tirou a pressão que o Flamengo sofria após o gol. Nos últimos minutos, conseguiu puxar contra-ataques e tirar a bola da defesa.
Nos acréscimos, ele avançou em velocidade em grande jogada e foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, ele bateu falta rasteira, Carlos Miguel não segurou e a bola foi na trave esquerda. O quase gol não fez falta. O apito final fez explodir a festa rubro-negra em Lima, como em 2019, no Rio de Janeiro em vários cantos do Brasil.
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