Categoria: Eleições – 2026

Veja os 20 estados onde o governador foi eleito no 1º turno

No Nordeste, oito governadores foram eleitos neste domingo (4)

Agência BrasilSão Paulo (SP) 24/09/2026 - O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) , durante demonstração para a imprensa do fluxo de votação das Eleições 2026. Além de uma apresentação sobre o chamado “derrame de santinhos” e o novo provimento da Corregedoria do Tribunal que disciplina a fiscalização e a repressão desse crime eleitoral. O evento realizado na sede do TRE-SP. Urna Eletrônica . Foto: Paulo Pinto/Agência BrasilFoto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A eleição para governador foi encerrada no primeiro turno, neste domingo, em 20 estados. Os vencedores conseguiram alcançar mais da metade (50% mais um) dos votos válidos, sem considerar os brancos e nulos, e foram eleitos.

Do total de governadores eleitos neste domingo (4), oito são do Nordeste, quatro do Norte, três no Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.

Veja os estados e candidatos eleitos no 1º turno:

Alagoas

JHC (PSDB) foi eleito governador de Alagoas. JHC ficou à frente de Renan Filho (MDB). João Henrique Caldas, o JHC, foi deputado estadual e deputado federal antes de ser eleito prefeito de Maceió em 2020 e reeleito em 2024. Renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo de AlagoaS.

Amapá

O candidato Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá. Ele tem 53 anos e nasceu em San José, na Costa Rica, mas é filho de brasileiros. É médico cirurgião cardiovascular, foi eleito deputado estadual em 2014 e reeleito em 2018. Em 2020, foi eleito prefeito de Macapá e reeleito em 2024. Em março deste ano, Dr. Furlan foi afastado do cargo após indícios de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal. Logo após, ele renunciou ao mandato.

Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito governador da Bahia. Atual governador, Jerônimo Rodrigues é engenheiro agrônomo e professor universitário. Foi secretário estadual de Desenvolvimento Rural e de Educação e secretário nacional do Desenvolvimento Territorial. 

Ceará

Elmano de Freitas (PT) foi reeleito governador do Ceará. Atual governador, Elmano de Freitas é formado em Direito. Foi secretário de Educação de Fortaleza e deputado estadual por dois mandatos. Em 2012, disputou a prefeitura da capital cearense. Foi eleito governador em 2022.

Goiás

Daniel Vilela (MDB) foi reeleito governador de Goiás. Atual governador de Goiás, Daniel Vilela assumiu o cargo em março de 2026, após a renúncia de Ronaldo Caiado. Formado em direito, foi vereador, deputado estadual e deputado federal. Também presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Maranhão

Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador do Maranhão. Eduardo Braide foi prefeito de São Luís por dois mandatos, eleito em 2020 e reeleito em 2024. Antes, foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal. Em 2026, deixou a prefeitura para disputar o governo do Maranhão.

Mato Grosso

Otaviano Pivetta (Republicanos) foi reeleito governador de Mato Grosso. Atual governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta assumiu o cargo em março de 2026, após a renúncia de Mauro Mendes. Foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e vice-governador por dois mandatos.

Mato Grosso do Sul

Eduardo Riedel (PP)  foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul. Atual governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel iniciou sua vida pública em 2015, quando assumiu a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) no governo de Mato Grosso do Sul. Foi presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae e diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de ter sido secretário estadual de Governo e de Infraestrutura. 

Minas Gerais

Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais. Cleitinho ficou à frente de Patrus Ananias (PT). Senador por Minas Gerais, Cleitinho Azevedo é empresário e músico. Foi vereador de Divinópolis e deputado estadual antes de chegar ao Senado, em 2023. Em 2026, disputou pela primeira vez o governo de Minas.

Pará

Dr. Daniel (Podemos) foi eleito governador do Pará. Daniel Barbosa Santos é médico e nasceu em Açailândia (MA). Foi prefeito de Ananindeua (PA) por dois mandatos. Antes, foi vereador, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Pará. 

Paraíba

Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito governador da Paraíba. Atual governador da Paraíba, Lucas Ribeiro assumiu o cargo em abril de 2026, após a renúncia de João Azevêdo. Antes, foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande e vice-governador do estado. 

Paraná

Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná. Ele ficou à frente de Sandro Alex. Moro é natural de Maringá (PR) e ficou conhecido nacionalmente como juiz federal à frente de processos da Operação Lava Jato. Foi ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro e atualmente é senador pelo Paraná. Aos 54 anos, disputou pela primeira vez o governo do estado. 

Pernambuco

Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora de Pernambuco.  Atual governadora, Raquel Lyra foi deputada estadual e prefeita de Caruaru por dois mandatos. Em 2022, tornou-se a primeira mulher eleita governadora do estado. 

Piauí

Rafael Fonteles (PT) foi reeleito governador do Piauí. Eleito o governador mais jovem do Piauí em 2022, Rafael Fonteles é bacharel em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Atualmente com 41 anos, é natural de Teresina e mestre em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Fonteles é professor e ocupou o cargo de secretário estadual da Fazenda do Piauí, presidindo o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) de 2019 a 2021.

Rio Grande do Sul

Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul. Luciano Zucco é militar reformado. Foi deputado estadual e, em 2022, elegeu-se deputado federal. É natural de Alegrete (RS) e tem 52 anos. Em 2026, disputou pela primeira vez o governo gaúcho.

Rondônia

Marcos Rogério (PL) foi eleito governador de Rondônia. Marcos Rogério foi vereador de Ji-Paraná e deputado federal por dois mandatos. É senador por Rondônia desde 2019 e já disputou o governo estadual em 2022, quando chegou ao segundo turno. Em 2026, volta a concorrer ao cargo.

Roraima

Arthur Henrique (PL) foi eleito governador de Roraima. Arthur Henrique (PL) tem 45 anos e é natural de Boa Vista (RR).  Ele foi vice-prefeito e secretário municipal da capital antes de ser eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024. Renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo de Roraima.

Santa Catarina

Jorginho Mello (PL) foi reeleito. Natural de Ibicaré (SC), Jorginho tem 70 anos. Ele foi deputado estadual, deputado federal e senador. Formado em direito e estudos sociais, foi diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC). 

São Paulo

Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo. Tarcísio é servidor público de carreira, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e graduado em engenharia no Instituto Militar de Engenharia. Fez parte da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti. Trabalhou nas áreas de infraestrutura e investimento, foi presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e ministro da Infraestrutura durante o governo de Jair Bolsonaro.

Sergipe

Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito para o cargo em primeiro turno. Iniciou na política em 2008, quando foi vereador de Aracaju pelo PDT. Também foi secretário municipal de Aracaju na gestão do prefeito Edvaldo Nogueira, e secretário estadual  no governo de Jackson Barreto. Além disso, foi deputado federal por dois mandatos, eleito em 2014 e 2018.

Eleição 2026: diferença entre Flávio e Lula é a menor da história entre candidatos no 1º turno

Flávio Bolsonaro e Lula — Foto: Evaristo Sá/AFP e Amanda Perobelli/Reuters
Flávio Bolsonaro e Lula — Foto: Evaristo Sá/AFP e Amanda Perobelli/Reuters

A diferença entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) é a menor já registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde a redemocratização. Com 99,98% das urnas apuradas, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente teve 45,15%, uma distância de 1,88 ponto percentual, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em número de votos, a diferença entre os dois foi de cerca de 2,4 milhões. Como nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos, Flávio e Lula disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Em 2022, Lula obteve 48,43% dos votos válidos e Jair Bolsonaro (PL), 43,2%, uma distância de 5,23 pontos percentuais. Até então, essa tinha sido a menor diferença de pontuação na disputa.

Histórico

A eleição de 2006 aparece em terceiro lugar entre as disputas mais acirradas. Lula recebeu 48,61% dos votos válidos, enquanto Geraldo Alckmin teve 41,64%, uma diferença de 6,97 pontos.

Em 2014, a distância entre Dilma Rousseff e Aécio Neves foi de 8,04 pontos: a petista terminou o primeiro turno com 41,59%, contra 33,55% do tucano. Os dados históricos são baseados nos resultados da Justiça Eleitoral. Veja a tabela.

Histórico de resultado entre principais candidatos ao longo dos anos — Foto: g1
Histórico de resultado entre principais candidatos ao longo dos anos — Foto: g1

Nas eleições anteriores, a distância entre os dois primeiros colocados foi maior. Em 1989, primeiro pleito presidencial direto após a redemocratização, Fernando Collor teve 30,47% dos votos, contra 17,18% de Lula, diferença de 13,29 pontos. Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso venceu o primeiro turno com diferenças ainda maiores: 27,24 pontos sobre Lula em 1994 e 21,35 pontos em 1998.

A partir de 2002, a disputa voltou a ficar mais concentrada nos dois primeiros candidatos. Lula abriu 23,24 pontos sobre José Serra naquele ano, mas a diferença caiu para 6,97 pontos em 2006. Depois, voltou a crescer para 14,30 pontos em 2010 e 16,75 pontos em 2018. Em 2022 e 2026, porém, a distância caiu novamente e chegou ao menor nível da série histórica neste ano. Os resultados eleitorais podem ser consultados nas bases do Tribunal Superior Eleitoral.

Eleições 2026: Eleitores comparecem em massa às urnas em Condeúba, filas aumentam, mas a consciência cidadã e o respeito à legislação eleitoral são destaques

Aos 92 anos, cadeirante e com as duas pernas amputadas, Manoel Ribeiro Nascimento dá exemplo de cidadania – Foto tirada de fora da seção por Oclides/JFC

Na manhã deste domingo, 4 de outubro de 2026, percorremos diversos locais de votação no município de Condeúba, no Sudoeste da Bahia, acompanhando de perto a movimentação dos eleitores nas comunidades rurais, nos territórios quilombolas e na sede municipal. O que mais chamou a atenção foi o expressivo comparecimento da população às urnas, o exercício da cidadania, a participação dos idosos e, sobretudo, o respeito à legislação eleitoral, sem a presença de santinhos ou materiais de propaganda política espalhados pelo chão nos locais visitados.

A equipe do Jornal Folha de Condeúba percorreu alguns locais de votação nas comunidades quilombolas do Tamburil e do Riacho Seco, na zona rural, além das escolas municipais Tranquilino Torres e Eleutério Tavares, na sede do município. Durante a visita, foi possível observar uma significativa movimentação de eleitores, que compareceram desde as primeiras horas da manhã para exercer o direito democrático de escolher seus representantes.

Diferentemente das eleições municipais, quando o eleitor precisa votar apenas para prefeito e vereador, neste pleito de 2026, a população teve pela frente uma quantidade muito maior de escolhas, envolvendo seis candidatos a deputado federal e estadual, dois senadores, governador e presidente da República. Essa diversidade de cargos e candidatos contribuiu para o aumento das filas e, consequentemente, para um tempo de espera um pouco mais prolongado nas seções eleitorais.

Entretanto, mesmo diante da movimentação intensa e das filas que se formaram em determinados locais, um fato bastante positivo mereceu nosso reconhecimento e destaque. Em todos os pontos de votação que visitamos, inclusive naqueles pelos quais passamos em frente, não encontramos santinhos, panfletos ou qualquer outro tipo de propaganda eleitoral jogados pelo chão. Uma demonstração de respeito ao meio ambiente, aos espaços públicos, à legislação eleitoral e, principalmente, à população.

Guarda Municipal de Condeúba, seu comandante é Sergio Ribeiro Rocha

Veja abaixo os locais de votações, totalmente limpos, graças a grande atuação da Guarda Municipal de Condeúba, o Comandante Sergio Ribeiro Rocha agradece seus comandados que abraçou essa causa, para que fosse respeitada a legislação eleitoral.

Destacamos também a importância dos relevantes serviços prestados pela Guarda Municipal no sentido de coibir derramamento de material eleitoral nos locais de votação, durante o período noite e madrugadade de sábado e domingo dia da votação.

Diante dessa atitude exemplar, ficam aqui os nossos parabéns aos candidatos, aos seus representantes, às equipes de campanha e, sobretudo, aos eleitores, que demonstraram consciência e responsabilidade durante o processo eleitoral. É importante ressaltar que uma eleição democrática também se faz com respeito às regras, aos adversários e ao patrimônio público.

O povo foi às urnas e demonstrou interesse pela democracia

O grande comparecimento dos eleitores nos locais de votação de Condeúba demonstrou o interesse da população em participar ativamente das decisões políticas que irão influenciar os rumos do Brasil e da Bahia nos próximos anos. A escolha dos deputados federais, deputados estaduais, governador e presidente da República definirá os representantes para um mandato de quatro anos, enquanto os senadores eleitos exercerão um mandato de oito anos.

Mais do que simplesmente apertar os números nas urnas eletrônicas, cada eleitor teve a oportunidade de exercer um direito conquistado por meio de muita luta histórica: o direito de escolher, livremente, seus representantes. A presença expressiva da população reforça a importância do voto como instrumento de transformação social, de participação política e de fortalecimento das instituições democráticas.

Outro aspecto que merece atenção especial foi a participação dos idosos. Mesmo aqueles com mais de 70 anos, para os quais o voto é facultativo, fizeram questão de comparecer às seções eleitorais. Muitos deles, apesar das limitações naturais impostas pela idade, demonstraram que a vontade de participar da vida política do país permanece viva, independentemente da obrigatoriedade do voto.

Sr. Manoel votando com apoio da sua filha Conceição – foto tirada de fora da Seção

Um dos momentos mais marcantes registrados pela equipe do Jornal Folha de Condeúba ocorreu na 11ª seção eleitoral, instalada na Escola Municipal Eleotério Tavares, na sede do município. Foi lá que encontramos o senhor Manoel Ribeiro Nascimento, de 92 anos, cadeirante e com as duas pernas amputadas, que, apesar de todas as dificuldades de locomoção, fez questão de comparecer pessoalmente às urnas para exercer seu direito de cidadão.

A atitude do senhor Manoel é uma verdadeira lição de vida, dignidade e amor à democracia. Aos 92 anos, ele poderia simplesmente permanecer em sua residência, uma vez que o voto para pessoas com mais de 70 anos não é obrigatório. No entanto, sua consciência cidadã falou mais alto. Com determinação e disposição, enfrentou as dificuldades e fez questão de participar de mais uma eleição brasileira.

O exemplo deixado por Manoel Ribeiro Nascimento vai muito além do ato de votar. É uma demonstração de que a democracia se fortalece com a participação de todos, especialmente daqueles que, mesmo diante de limitações físicas e da idade avançada, não abrem mão de contribuir com o futuro de sua comunidade e de seu país.

Em sua manifestação, o senhor Manoel ressaltou a importância de comparecer às urnas e participar do processo eleitoral democrático, reafirmando, com sua atitude, que a cidadania não tem idade e que o exercício da democracia é um direito que merece ser valorizado.

O que vimos neste domingo em Condeúba foi muito mais do que filas de eleitores à espera de sua vez de votar. Presenciamos manifestações de cidadania, responsabilidade e compromisso com o futuro do país. E, entre tantos eleitores que compareceram às urnas, o senhor Manoel Ribeiro Nascimento, aos 92 anos, tornou-se um dos maiores exemplos de que a democracia se constrói com participação, consciência e vontade de fazer a diferença.

Fotos: Oclides/JFC

Bahia chega às eleições de 2026 com 11,3 milhões de eleitores


A Bahia chega às eleições de 2026 com um dos maiores contingentes eleitorais do país. São 11,3 milhões de eleitores aptos a votar, distribuídos pelos 417 municípios do estado e com perfis bastante diferentes em idade, escolaridade, gênero e outras características. Os dados também revelam como a estrutura necessária para levar esse eleitorado às urnas envolve uma operação de grandes proporções, que vai dos locais de votação aos milhares de mesários convocados e voluntários.

As mulheres são maioria entre os eleitores baianos. Elas representam 53% do eleitorado, com 5,9 milhões de pessoas, enquanto os homens somam 5,3 milhões, ou 47%. O perfil etário também mostra uma concentração importante nas faixas adultas: o maior grupo está entre 40 e 44 anos, com 1,2 milhão de eleitores, seguido pelas faixas de 45 a 49 e de 25 a 29 anos. Na outra ponta, mais de 138 mil jovens de 16 e 17 anos estão registrados para votar — faixa em que o voto é facultativo.

O retrato das candidaturas, por outro lado, ainda apresenta uma participação masculina maior. Das 1.224 candidaturas consideradas no levantamento, 802 são de homens, o equivalente a 66%, enquanto 422 são de mulheres, ou 34%. Entre os cargos em disputa, são 643 candidaturas para deputado estadual e 535 para deputado federal, além de dez para o Senado e sete para governador e vice-governador. Os números ajudam a dimensionar a quantidade de nomes que estarão à disposição dos eleitores nas urnas baianas.

A eleição também mobiliza uma estrutura física e humana extensa. A Bahia terá 140.494 mesários, sendo 95.519 convocados e 44.975 voluntários. Salvador concentra 19.375 deles, com participação voluntária de 54%. Entre os maiores locais de votação do estado, nove dos dez estão na capital, que abriga unidades capazes de receber mais de 16 mil eleitores em um único endereço. Feira de Santana aparece na lista com um dos maiores colégios eleitorais individuais.

Outro aspecto do eleitorado diz respeito às condições de acesso e participação: 94,57% dos eleitores baianos já possuem biometria cadastrada, percentual que se mantém próximo de 94% nos maiores municípios. Entre as seções eleitorais, 19.979 das 35.476 existentes no estado são classificadas como acessíveis.

Os gráficos mostram ainda um eleitorado marcado por diferenças de escolaridade e por informações cadastrais que nem sempre estão preenchidas. O ensino médio completo é o nível de instrução mais informado, com 27,9%, enquanto 21,89% têm ensino fundamental incompleto e 17,81% têm ensino médio incompleto. Na declaração de cor ou raça, porém, 81,31% dos registros aparecem como “não informado”. O conjunto de dados permite, assim, enxergar não apenas o tamanho do eleitorado baiano, mas também a diversidade — e as lacunas — do perfil de quem será responsável por escolher os próximos representantes do estado.

Eleições 2026: boca de urna é crime; saiba o que é proibido

Crime pode ser punido com detenção e pagamento de multa

Agência BrasilMuitos Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Com a aproximação do primeiro turno das Eleições de 2026, a população deve lembrar que, no dia da votação, alguns comportamentos como pedir votos, distribuir propaganda ou abordar eleitores para influenciar a escolha são proibidos. Essas práticas podem caracterizar o crime de boca de urna.  

O que é a boca de urna?

A boca de urna ocorre quando há tentativa de convencer o eleitorado a votar em determinado candidato, partido, federação ou coligação no dia da eleição.  

O que não pode: 

  • distribuição de santinhos; 
  • pedidos de voto; 
  • formação de grupos organizados para promover candidaturas; 
  • comícios e carreatas,  
  • uso de alto-falantes e outras formas de propaganda eleitoral.  

Até o encerramento da votação, a legislação proíbe a aglomeração de pessoas com vestuário padronizado ou portando instrumentos de propaganda, quando isso caracterizar manifestação coletiva.  

A manifestação individual e silenciosa do eleitor sobre a sua preferência política é liberada.

Ou seja: é permitido votar com itens como bandeiras, broches e adesivos, desde que não haja manifestação coletiva.  

E nas redes sociais?

No ambiente digital, a lei considera crime a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos no dia da eleição, por parte dos candidatos. Conteúdos publicados anteriormente, no entanto, podem permanecer disponíveis. 

Qual é a punição?

Quem for pego fazendo boca de urna pode ser punido com detenção de 6 meses a 1 ano, com a possibilidade de substituição pela prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de pagamento de multa.  

Como denunciar?

As irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral podem ser comunicadas pelo Pardal, aplicativo da Justiça Eleitoral. A ferramenta permite o envio de denúncias pelo celular, com informação sobre o local, fotos, vídeos e áudios que ajudem na análise da ocorrência. 

O aplicativo está disponível gratuitamente nas lojas Google Play e App Store.  

Idosos votam primeiro: conheça outros eleitores com prioridade

Prioridade absoluta é de eleitores com mais de 80 anos e acompanhantes

Agência BrasilEleitores votam no 1º turno em seção eleitoral no Colégio Maria Raythe, na Tijuca, zona norte da cidade.Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Neste domingo (4), os 158,7 mil eleitores que comparecerão às urnas deverão votar em cinco cargos em disputa no primeiro turno – deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. Caso haja fila nas seções de votação, a legislação estabelece públicos prioritários que podem votar antes dos demais. 

Idosos 80+

A prioridade absoluta, ou seja, aqueles que passam na frente de qualquer pessoa na fila, são os eleitores com mais de 80 anos. Independentemente do horário de chegada, ele deve passar na frente dos demais e essa prioridade é estendida ao acompanhante do eleitor prioritário. 

Outros públicos também têm prioridade na fila. Confira a lista: 

  • idosos (60+); 
  • pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; 
  • enfermos; 
  • autistas; 
  • obesos; 
  • gestantes; 
  • lactantes; 
  • pessoas com crianças de colo; 
  • doadores de sangue. 

Profissionais envolvidos na organização do pleito também terão prioridade. São eles:

  • candidatas e candidatos; 
  •  juízes eleitorais e seus auxiliares; 
  • servidores da Justiça Eleitoral; 
  • promotores eleitorais; 
  • militares/agentes de segurança em serviço.  

Leia também:

>>> Conheça os direitos das pessoas com deficiência no dia das eleições 

>>> Nem SP, nem Rio: saiba seção que reúne mais eleitores brasileiros

>>> Saiba em quantos candidatos votar e a ordem de votação

Votos para o Senado exigem atenção redobrada do eleitor

Será necessário escolher dois candidatos

Agência BrasilBrasília (DF), 25/06/2025 - Sessão do Senado Federal durante sessão plenária semipresencial . Foto: Lula Marques/Agência BrasilFoto: Lula Marques/Agência Brasil

Há um voto que precisa de especial atenção dos eleitores: o voto para senador.

Diferentemente dos demais cargos, será necessário votar duas vezes. Além disso, não será possível optar pelo voto de legenda, no qual se digita apenas o número do partido.

>> Saiba em quantos candidatos votar e a ordem de votação.

E as peculiaridades do cargo vão além do voto. Apesar de o Senado compor o Poder Legislativo federal, ao lado da Câmara dos Deputados, os senadores eleitos terão mandato de oito anos, enquanto o dos deputados federais é de quatro anos.

Há diferenças também de atribuições, uma vez que o Senado representa as unidades federativas, os estados e o Distrito Federal, enquanto a Câmara dos Deputados representa a população.

>> Saiba como baixar o e-Título para votar.

Não há voto de legenda para o Senado

A eleição para o Senado é majoritária, o que não permite o voto de legenda ─ uma possibilidade nas eleições proporcionais, que é o caso das disputas para deputado federal, estadual e distrital.

O voto no sistema majoritário é obrigatoriamente nominal, registrado diretamente no número do candidato. Serão eleitos os dois candidatos mais votados, sem quociente eleitoral, distribuição de vagas por partido nem segundo turno.

Portanto, se o eleitor digitar apenas o número do partido, o voto será nulo para senador.

>> Lei Seca: confira onde haverá restrição a bebidas nas eleições 2026.

Voto duplo

Neste ano, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da composição da Casa.

A renovação ocorre de forma alternada: em uma eleição é renovado um terço das vagas e, na seguinte, dois terços. Cada unidade da Federação tem, portanto, três representantes – independentemente do número de habitantes.

Na urna eletrônica, a votação para o Senado será em duas etapas. O eleitor registrará um voto para a primeira vaga e outro para a segunda.

A Justiça Eleitoral esclarece que os votos devem ser destinados a candidatos diferentes.

Caso o mesmo número seja digitado duas vezes, apenas o primeiro voto será considerado válido. O segundo será anulado.

>> Conheça os direitos das pessoas com deficiência no dia das eleições.

Como votar para senador

A Justiça Eleitoral orienta que o eleitor:

  1. Digite o número de três dígitos do primeiro candidato.
  2. Confirme o voto.
  3. Digite o número de três dígitos de um segundo candidato.
  4. Confirme novamente.

O eleitor deve sempre conferir os números de todos os candidatos escolhidos.

Atribuições

Os senadores exercem funções legislativas e de fiscalização, além de competências exclusivas previstas na Constituição. Entre suas atribuições estão:

  • Elaborar e votar leis federais;
  • Analisar e, se for o caso, revisar projetos aprovados pela Câmara dos Deputados;
  • Fiscalizar a atuação do governo federal;
  • Discutir e votar matérias orçamentárias;
  • Aprovar autoridades indicadas pelo presidente da República, como ministros do STF, dirigentes do Banco Central, procurador-geral da República;
  • Processar e julgar autoridades em casos previstos pela Constituição, como nos processos de impeachment;

Suplentes

Cada candidatura ao Senado é formada por um titular e dois suplentes. Na tela da urna eletrônica, aparecerão nomes e fotografias do candidato e de seus dois suplentes.

Os suplentes poderão assumir o mandato em situações previstas em lei, como afastamentos temporários, renúncia, morte ou perda do mandato do titular. São eles os que assumem o cargo quando, por exemplo, um senador assume o cargo de ministro.

A relevância, portanto, do papel exercido pelos suplentes tem levado a Justiça Eleitoral a ressaltar a importância de o eleitor conhecer também quem são os suplentes de seu candidato.

Voto consciente

A Justiça Eleitoral destaca a necessidade de o eleitor conhecer os candidatos e seus números antes de ir à urna.

Como os senadores participam da elaboração das leis federais, da fiscalização do governo e de decisões relevantes para o funcionamento das instituições, a escolha influencia diretamente a representação do estado no Congresso Nacional pelos próximos oito anos.

Curiosidades

  • O Senado tem renovação parcial de suas cadeiras a cada eleição;
  • Todos os estados têm três senadores, independentemente da população;
  • O mandato de senador dura oito anos;
  • Ao votar em um candidato ao Senado, o eleitor também vota automaticamente na chapa composta pelo titular e dois suplentes;
  • Em eleições com duas vagas em disputa, pode ocorrer o chamado voto incompleto, quando o eleitor vota em apenas um candidato ao Senado

O que é o Senado Federal?

O Senado Federal é uma das duas casas que compõem o Congresso Nacional, ao lado da Câmara dos Deputados.

Enquanto a Câmara representa a população, o Senado representa os estados e o Distrito Federal. Cada unidade da Federação tem exatamente três senadores, independentemente de sua população.

Diferenças entre os Três Poderes

O artigo 2º da Constituição de 1988 define que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si. 

  • Legislativo – É exercido pelo Congresso Nacional, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Sua principal função é elaborar leis e fiscalizar os atos do Poder Executivo.
  • Executivo – É responsável por governar e administrar o país. No âmbito federal, é chefiado pelo presidente da República. Entre suas funções, estão executar políticas públicas, administrar recursos e sancionar ou vetar leis aprovadas pelo Congresso.
  • Judiciário – Tem a função de aplicar a Constituição e as leis, resolvendo conflitos e garantindo sua observância. A Justiça Eleitoral integra esse Poder.

Tira-dúvidas

Posso votar duas vezes no mesmo candidato?

Não. Se o eleitor repetir o mesmo número, apenas o primeiro voto será válido. O segundo será automaticamente anulado pela urna eletrônica.

É possível votar apenas no partido?

Não. Para senador não existe voto de legenda. O voto é necessariamente nominal, ou seja, dado diretamente ao candidato. Digitar apenas o número do partido resultará em voto nulo.

Como os eleitos são definidos?

A eleição para o Senado segue o sistema majoritário. Em 2026, serão eleitos os dois candidatos mais votados de cada estado e do Distrito Federal. Não há cálculo de quociente eleitoral, distribuição de vagas por partido nem segundo turno.

Por que haverá dois votos para senador em 2026?

A renovação do Senado ocorre de forma alternada. Como cada estado possui três senadores e o mandato é de oito anos, não há renovação total da Casa a cada eleição.

Em uma eleição, são renovadas 27 cadeiras (um terço do Senado). Na eleição seguinte, são renovadas 54 cadeiras (dois terços).

Em 2026, estarão em disputa duas vagas por estado e pelo Distrito Federal, totalizando 54 vagas. Por isso, cada eleitor terá direito a dois votos para senador.

‘Atuaremos com rigor contra compra de votos’, avisa comandante do 24º BPM

'Atuaremos com rigor contra compra de votos', avisa comandante do 24º BPM em Brumado

Na tarde desta quinta-feira (02), após denúncias de possível compra de votos, o 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) apreendeu diversas cestas básicas no interior do escritório de uma empresa de energia solar na cidade de Brumado. A entrega de mantimentos nessas circunstâncias e período é vetada pela Justiça Eleitoral, configurando compra de votos.

Em entrevista, nesta sexta-feira (02), o Tenente Coronel Ronivaldo Pontes informou que cerca de 22 cestas básicas foram localizadas no comércio para distribuição irregular. “Houve resistência para adentrarmos dentro do estabelecimento, certamente para ocultar mais itens que estavam sendo disponibilizados. Mediante interlocução com a Justiça Eleitoral e o Ministério Público, a PM foi autorizada a entrar no local, onde flagramos cerca de 22 cestas básicas”, relatou.

O dono do estabelecimento foi conduzido à delegacia. Na unidade, foi lavrado o flagrante delito, conforme prevê a Lei Eleitoral, e o responsável responderá perante à Justiça Federal pela conduta. O delegado destacou que a situação serve de alerta, visto que, em período de eleição, não se pode desequilibrar a disputa através de meios escusos.

Apesar do clima tenso de disputa eleitoral, o Tenente Coronel garantiu que a situação está sob controle no município, onde nenhuma ocorrência de violência ou ameaça foi registrada. “Estamos na paz, foi algo pontual que aconteceu. O 24º BPM agiu de forma rápida e eficiente. Estamos firmes junto com a Justiça Eleitoral, a Polícia Civil e a Polícia Federal para fazer com que a vontade popular seja exercida plenamente”, finalizou.

Eleitores da Bahia terão transporte público gratuito nas eleições de 2026

Eleitores da Bahia terão transporte público gratuito nas eleições de 2026

Eleitores de todo o estado da Bahia terão direito ao transporte público gratuito para chegar aos locais de votação durante as eleições de 2026. A medida foi estabelecida pelo Decreto nº 24.833, publicado nesta terça-feira (29) no Diário Oficial do Estado.

A gratuidade será válida durante o primeiro turno e também no segundo, caso seja necessária uma nova votação. O benefício alcançará diferentes modalidades de transporte utilizadas pelos eleitores, incluindo ônibus intermunicipais rodoviários, Sistema Metrovias, transporte metropolitano, lanchinhas e ferry-boat, sendo que, no ferry, a isenção será destinada exclusivamente aos passageiros que viajarem como pedestres.

No primeiro turno, o passe livre começará às 18h do dia 3 de outubro e permanecerá disponível até as 23h59 do dia 4. Caso haja segundo turno, o mesmo benefício será aplicado entre as 18h de 24 de outubro e as 23h59 de 25 de outubro.

Para utilizar a gratuidade na viagem de ida, o eleitor deverá apresentar o título de eleitor, seja na versão física ou pelo aplicativo e-Título, ou outro documento físico ou eletrônico que comprove o local de votação. Também será necessário apresentar um documento oficial de identificação com foto.

Já para utilizar o transporte gratuitamente no retorno, o eleitor deverá apresentar o título ou comprovante do local de votação, documento oficial com foto, comprovante de votação e a comprovação de que utilizou a gratuidade na viagem de ida.

A medida busca garantir o deslocamento dos eleitores durante os períodos destinados à votação, abrangendo tanto o sistema de transporte intermunicipal quanto as modalidades metropolitanas e hidroviárias incluídas no decreto.

ELEIÇÕES – 2026: O Cartório Eleitoral adverte! É proibido jogar santinhos dos candidatos nos locais de votações

Na quinta feira, dia 1º de outubro, o Juiz Eleitoral de Condeúba reuniu-se com o Secretário de Administração do município de Condeúba, Luiz Fernando Andrade Chaves que apresentou as novas câmaras de segurança instaladas em todos os colégios e órgãos públicos que funcionarão como locais de votação no domingo da eleição 2026. O sistema de câmara foi ampliado em mais de 100 câmaras, como parte do planejamento voltado a prevenir o derrame de santinhos pelas ruas da cidade. O derrame de material de propaganda nas vias públicas no dia da eleição ou na madrugada do sábado é crime eleitoral. O acompanhamento e monitoramento por imagens será mantido em caso de eventual segundo turno.