Categoria: Eleições – 2026

Por unanimidade, STF enquadra caixa 2 como improbidade administrativa

Caixa dois também é considerado crime eleitoral
Agência Brasil

Brasília (DF) 11/04/2023 Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/ARQUIVO
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/ARQUIVO

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (6) que a prática de caixa dois nas campanhas eleitorais também pode ser punida como ato de improbidade administrativa.

Com o entendimento formado pelos ministros, os políticos acusados de fazerem campanha com recursos não contabilizados poderão ser responsabilizados duplamente: crime eleitoral e improbidade, se houver provas do cometimento de ambos. 

A questão foi definida durante julgamento virtual do plenário da Corte. A votação eletrônica começou em dezembro do ano passado e foi finalizada hoje.

Prevaleceu no julgamento o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. O ministro afirmou que as esferas de responsabilização são independentes e definiu que caberá à Justiça comum julgar os casos de improbidade administrativa que também forem tratados como crime eleitoral.

Atualmente, atos de improbidade são julgados na esfera cível, enquanto a prática de caixa dois é de responsabilidade da Justiça Eleitoral.

O voto de Moraes foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia,  André Mendonça, Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux, Flávio Dino, Nunes Marques e Gilmar Mendes, que acompanhou o relator com ressalvas.

Pesquisa mapeia aumento de ataques a nordestinos em anos eleitorais

Pesquisa mapeia aumento de ataques a nordestinos em anos eleitorais

Ofensas como “pobre”, “burro”, “analfabeto” e “ingrato” se intensificaram nas redes sociais durante as últimas eleições presidenciais. Um levantamento baseado em dados da SaferNet, ONG que defende os direitos humanos na internet, mostra que os ataques xenofóbicos contra nordestinos na rede social X aumentaram 821% em 2022 na comparação com o ano anterior. Em 2018, também ano eleitoral, a alta havia sido de 595,5%.

Os números da Safernet foram analisados no estudo “Discursos de ódio em redes sociais: uma análise com processamento de linguagem natural”, por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

A próxima eleição presidencial, porém, vai acontecer em um cenário inédito. Será a primeira após o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar o entendimento sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que trata da responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos publicados por terceiros.

Especialistas ouvidos pelo G1 avaliam que as ofensas xenofóbicas devem continuar aparecendo nas redes em 2026, mas destacam que o novo entendimento da Corte, somado às punições aplicadas em eleições anteriores, tende a alterar a dinâmica do debate online.

Com a nova interpretação, as empresas passam a ter o dever de agir de forma mais ativa na remoção de conteúdos ilegais. Nesse contexto, plataformas podem ser responsabilizadas se não removerem conteúdos que promovam discurso de ódio, racismo, pedofilia, incitação à violência ou a defesa de golpe de Estado.

Para Eanes Pereira, pesquisador da UFCG e um dos autores do estudo, a maior preocupação para este ano será o uso de inteligência artificial para promover o discurso de ódio: “A inteligência artificial generativa consegue produzir vídeos, áudios e textos falsos com um alto grau de fidelidade, capazes de enganar grande parte da população. Por isso, é o maior desafio para os processos eleitorais atualmente”.

Rui Costa confirma saída do ministério e entra na disputa pelo Senado ao lado de Wagner e Jerônimo

Rui Costa confirma saída do ministério e entra na disputa pelo Senado ao lado de Wagner e Jerônimo
O Governador Jerônimo Rodrigues, Ex-Governador Rui Costa e o senador Jaques Wagner – Foto – Reprodução / Instagram
A disputa eleitoral deste ano na Bahia ganha novos contornos com a confirmação de que dois nomes de peso da política estadual estarão na corrida por vagas no Senado Federal. O movimento envolve os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner e consolida a estratégia do grupo político liderado pelo Partido dos Trabalhadores, que também aposta na reeleição do governador Jerônimo Rodrigues e no fortalecimento da aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente à frente do Ministério da Casa Civil, Rui Costa anunciou que deixará o cargo no fim de março para se dedicar à campanha ao Senado. A confirmação ocorreu no sábado (24), durante agenda institucional no município de Maracás, no sudoeste baiano, onde participou de inaugurações e da entrega de obras consideradas estratégicas para o desenvolvimento da região, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues.

Ao falar com jornalistas, Rui Costa confirmou a composição da chapa majoritária e destacou a experiência política dos nomes envolvidos. Segundo ele, a candidatura ao Senado será construída em conjunto com Jerônimo Rodrigues, que disputará a reeleição ao Governo do Estado, e com o senador Jaques Wagner, que também buscará renovar seu mandato.

Polícia Federal conclui inquérito sobre compra de votos em Macapá e denuncia prefeito e promotor

O atual prefeito de Macapá Dr. Furlan (MDB)

Mensagens, áudios e fotos revelam esquema de distribuição de dinheiro, cestas básicas e transporte de eleitores para eleger Dr. Furlan em 2020.

A Polícia Federal concluiu o inquérito que investigou um esquema de compra de votos durante as eleições municipais de 2020 em Macapá (AP) e o Ministério Público Eleitoral denunciou 14 pessoas, entre elas o atual prefeito Dr. Furlan (MDB) e seu irmão, João Furlan, promotor de Justiça afastado pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

De acordo com as investigações, mensagens, áudios e fotos obtidos pelas autoridades revelam a atuação de João Furlan na coordenação do esquema, que incluía envio de dinheiro, distribuição de cestas básicas e transporte de eleitores no dia da votação. Gleison Fonseca da Silva, motorista responsável por entregar os valores e organizar o transporte, foi detido durante o segundo turno, quando foi flagrado repassando dinheiro a eleitores. Seu celular foi apreendido e, após perícia autorizada em fevereiro de 2021, forneceu informações cruciais para o inquérito.

 

Nas conversas obtidas pela PF, o promotor instruía Gleison sobre a entrega de cestas básicas e transferências de dinheiro, enquanto Dr. Furlan autorizava os pagamentos e acompanhava as operações pessoalmente. Foram identificados ao menos 50 comprovantes de transferências de valores que variavam de R$ 20 a R$ 3.000, realizados pelo promotor. Além disso, ele também auxiliava na elaboração de postagens nas redes sociais da campanha e respostas à imprensa.

 

A denúncia do MP Eleitoral afirma que os investigados integraram uma organização criminosa destinada a corromper o processo eleitoral, prática caracterizada como compra de votos e transporte ilícito de eleitores. O órgão ressaltou que essas ações tiveram como objetivo eleger o então candidato a prefeito Dr. Furlan, que venceu o pleito no segundo turno com 55,67% dos votos válidos, derrotando Josiel Alcolumbre (União).

Em 13 de janeiro, o CNMP determinou o afastamento por 60 dias de João Furlan de suas funções no Ministério Público, alegando “conduta incompatível com o exercício do cargo” e atos que configuram improbidade administrativa. O promotor afirmou ter sido surpreendido com a decisão e declarou que recorrerá para reverter a medida, considerando-a “arbitrária e juridicamente insustentável”.

O prefeito Dr. Furlan negou qualquer ilegalidade e contestou a existência de organização criminosa, criticando o vazamento de documentos que tramitam sob segredo de justiça. O MPAP, MP Eleitoral e CNMP não se pronunciaram publicamente devido ao sigilo do processo. 

Fechamento do cadastro: baianos(as) têm até 6 de maio para regularizar situação eleitoral

Fechamento do cadastro: baianos(as) têm até 6 de maio para regularizar situação eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia alerta: para votar nas Eleições Gerais de 2026, o eleitor(a) baiano(a) deve estar apto até o dia 6 de maio. Depois dessa data, o cadastro eleitoral estará fechado para a Justiça Eleitoral se dedicar à organização do pleito, que ocorre no dia 04 de outubro.

A menos de quatro meses para o término do prazo, a população baiana pode procurar as unidades da Justiça Eleitoral, de forma antecipada, para emitir o primeiro título de eleitor, solicitar transferência de domicílio eleitoral, atualizar informações cadastrais, regularizar a situação eleitoral, ou acessar os demais serviços. 

A secretária Geral da Presidência do TRE-BA, Maria do Socorro Carvalho, reforça a importância de se atentar ao tempo limite e não deixar para comparecer no último momento aos postos eleitorais para resolver as pendências. “Não tendo o título e estando com a situação irregular, o(a) eleitora(a) não poderá votar nas Eleições de 2026, portanto, é preciso ficar atento(a) ao prazo final para não perder o direito de exercer a cidadania. É fundamental procurar o atendimento da Justiça Eleitoral o quanto antes, evitando filas e o risco de perder o prazo”, esclareceu. 

O encerramento cadastral é previsto em todos os anos eleitorais e ocorre 150 dias antes da eleição, conforme estabelece a Lei das Eleições. 

Eleições 2026: Ivana Bastos pode ser vice de Jerônimo Rodrigues

Eleições 2026: Ivana Bastos pode ser vice de Jerônimo Rodrigues
Jerônimo Rodrigues (PT) e a deputada estadual Ivana Bastos (PSD) Foto: Kauê Souza

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputada estadual Ivana Bastos (PSD), é o nome cotado para compor a chapa com o governador e candidato a reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), nas eleições 2026.

Segundo informou com uma fonte do Palácio de Ondina, sede do Governo da Bahia, com a intenção do PT de chapa puro sangue com Jerônimo, Jaques Wagner e Rui Costa, a arrumação para o fechamento, acomodação do atual senador Angelo Coronel (PSD) e do MDB, liderado pelos irmãos Vieira Lima, Geddel e Lúcio, pode favorecer Bastos.

Segundo a fonte, a primeira mulher presidente da AL-BA foi a mais votada nas eleições 2022 e já tem seu nome avaliado para uma ascensão em sua carreira política.

A boa gestão à frente do parlamento baiano sem criar empecilhos para aprovação de projetos de interesse do governo baiano tem ajudado Ivana a elevar o seu prestígio com a alta cúpula do governo estadual. “Não será nenhuma novidade ou surpresa da deputada ser vice de Jerônimo”, revelou.

Na última sexta-feira (19), durante agenda oficial, em Caetité, ao lado do governador, a deputada foi questionada por nossa reportagem sobre a possibilidade, mas despistou sobre o tema. “Não é momento para isso agora”, afirmou.

Enquanto nada é definido, Bastos segue percorrendo a Bahia, até então como pré-candidata à reeleição ao legislativo.

Pesquisa Quaest indica vantagem de Lula e consolida Flávio Bolsonaro na segunda colocação

Pesquisa Quaest indica vantagem de Lula e consolida Flávio Bolsonaro na segunda colocação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução

Em todas as simulações, o senador Flávio Bolsonaro figura na segunda colocação, consolidando-se como principal nome da oposição nos cenários analisados. Esta é a primeira pesquisa nacional realizada após a exclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro das simulações eleitorais, depois da indicação do filho como pré-candidato.

O estudo foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Entre os demais nomes testados, aparecem governadores como Ratinho Júnior, Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, além de outros pré-candidatos com percentuais menores. Em cenários mais amplos, incluindo seis ou sete adversários, Lula mantém a dianteira, mesmo com a pulverização dos votos entre os concorrentes.

Os dados indicam que, apesar das variações entre os cenários, o presidente segue com vantagem consistente no primeiro turno, enquanto a disputa pelo segundo lugar se mantém concentrada entre os principais nomes da oposição.

Bolsonaro escolhe Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência em 2026

Bolsonaro escolhe Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência em 2026
Flávio Bolsonaro (PL) – Foto: Reprodução / Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi anunciado como o nome escolhido pelo ex-presidente Jair Messias Bolsonaro para disputar a Presidência da República em 2026. A confirmação ocorreu na tarde desta sexta-feira (5), por meio de comunicado divulgado pelo parlamentar, após visita de Jair Bolsonaro à sede da Polícia Federal em Brasília.

No anúncio, Flávio afirmou receber a missão com “grande responsabilidade” e declarou que a decisão partiu da “maior liderança política e moral do Brasil”, em referência ao pai. O senador ressaltou que pretende dar continuidade ao projeto político defendido pela família Bolsonaro e pelo Partido Liberal.

Em seu pronunciamento, Flávio disse que o país vive “instabilidade, insegurança e desânimo”, e criticou ações do governo federal, mencionando dificuldades sociais, tributárias e de segurança pública. O senador afirmou que não pretende “ficar de braços cruzados” diante do que considera retrocessos e que encara a candidatura como uma missão “diante de Deus e do Brasil”.

Flávio também declarou acreditar em um “novo tempo” para o país e disse confiar que sua caminhada será guiada por princípios espirituais e valores democráticos. O anúncio marca oficialmente o movimento do PL para estruturar sua candidatura presidencial para 2026, colocando o senador como principal representante do grupo político liderado por Jair Bolsonaro.

Real Time: Neto e Jerônimo aparecem empatados em nova pesquisa

Real Time: Neto e Jerônimo aparecem empatados em nova pesquisa
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) – Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), aparecem tecnicamente empatados nas intenções de voto para a disputa pelo governo do Estado em 2026, segundo levantamento realizado pelo instituto Real Time Big Data divulgado nesta segunda-feira (27).

A pesquisa testou quatro cenários estimulados, e em todos os dois lideram com diferenças pequenas, à frente de nomes como o ex-ministro e presidente estadual do PL, João Roma, e o ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo).

O PT está no comando do governo baiano desde 2007. Caso Jerônimo Rodrigues seja reeleito em 2026, o partido completará 28 anos consecutivos à frente do Executivo estadual.

O levantamento foi realizado nos dias 18 e 19 de setembro de 2025, com 1.200 entrevistas em todo o estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

No primeiro cenário, ACM Neto aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues tem 36%. João Roma soma 5%, e José Carlos Aleluia aparece com 2%. Em outra simulação, com o ministro da Casa Civil do governo Lula, Rui Costa (PT), no lugar de Jerônimo, há novo empate: 42% para ACM Neto e 42% para o ex-governador baiano.

Quando o nome do atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, é incluído, Jerônimo lidera com 38%, seguido por ACM Neto, que tem 34%. Bruno, porém, nunca deu a entender que entraria na disputa, visto que Neto é o favorito da oposição para tentar impedir a reeleição do atual chefe do Executivo baiano.

Jerônimo Rodrigues é também o nome com maior rejeição entre os eleitores: 48% afirmam que não votariam nele de forma alguma. ACM Neto aparece em seguida, com 41%, enquanto o professor Kleber Rosa (PSOL) registra 38% e Bruno Reis, 32%.

O instituto também avaliou as intenções de voto para as duas vagas ao Senado Federal. O petista Rui Costa aparece na dianteira em todos os três cenários testados. Em um deles, por exemplo, ele tem 26%, seguido por Marcio Marinho (Republicanos), com 17%, e pelo ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, que não tem partido, com 11%. Já em outro cenário, o senador Jaques Wagner (PT) lidera com 27%, à frente de Rui Costa, que tem 23%, e João Roma, com 10%.

Paraná Pesquisas: Lula lidera em todos os cenários para eleições 2026

Presidente aparece em primeiro lugar nas simulações. No entanto, em um 2º turno, há empate técnico com 3 dos 4 oponentes testados.

Presidente Lula discursa durante abertura do 16º Congresso do PCdoB, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães METROPOLES
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera em todos os cenários simulados pelo Paraná Pesquisas para a corrida presidencial de 2026. É o que mostra um levantamento divulgado nesta segunda-feira (27/10) e que ouviu 2.020 eleitores entre os dias 21 e 24 deste mês.

Para primeiro turno, o cenário 1 apresenta Lula com 37% da preferência do eleitorado, seguido por Jair Bolsonaro, com 31%. Na sequência aparecem: o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PSB), com 7,5%; o governador de Santa Catarina, Ratinho Júnior (PSD), com 6%, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 4,7%; e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), com 3,2%.

Neste caso, os que não sabem ou não opinaram equivalem a 4,8% e os entrevistados que afirmaram que não vão votar em nenhum dos nomes ou optarão pela opção branco ou nulo somam 5,8%.

No segundo cenário primeiro turno, Lula foi testado principalmente contra Michelle Bolsonaro. O presidente lidera com 37,3% e a ex-primeira-dama alcança 28%. Os demais posicionados são: Ratinho Júnior (8,5%), Ciro Gomes (8,2%), Ronaldo Caiado (4,2%) e Romeu Zema (2%). Os que não sabem em quem votar ou preferiram não opinar são 5,5% e o grupo dos que dizem que não votam em nenhuma das opções, vão votar em branco ou nulo soma 6,2%.

Cenários 3 e 4

Contra o governador de São Paulo, Lula abre maior frente. O presidente da República, no cenário 3, alcança 37,4%, enquanto Tarcísio tem 22,3%. Ciro é o terceiro, com 9% e depois aparecem: Ratinho Júnior (8,1%), Romeu Zema (5,7%) e Caiado (4,1%). A soma dos entrevistados que dizem que não sabem ou não opinam é de 5,8%. Os outros 7,6% equivalem à soma dos que não vão votar em nenhum dos nomes propostos ou vão optar pelas opções branco e nulo.

O levantamento do Paraná Pesquisas foi realizado do dia 21 a 24 de outubro em 162 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal. A margem de erro é estimada em 2,2 pontos porcentuais para os resultados gerais e o nível de confiança divulgado é de 95%.

Nas simulações de segundo turno, Lula empata tecnicamente com Bolsonaro, Michelle e Tarcísio. Isto significa que, embora Lula apareça na dianteira, a diferença é inferior a 4,4 pontos percentuais, o limite da margem de erro. Contra Bolsonaro, Lula soma 44,9% ante 41,6% do adversário.

Os que dizem não saber em quem vão votar ou não opinaram são 5,7%. Já o grupo dos que não votariam em nenhum ou iriam escolher as opções branco ou nulo soma 7,7%.


Veja as demais simulações de segundo turno:

Lula x Michelle

  • Lula: 44,7%.
  • Michelle: 41,6%.
  • Não sabe/não opinou: 5,5%.
  • Nenhum/branco/nulo: 8,2%.

Lula x Tarcísio

  • Lula: 44,9%.
  • Tarcísio: 40,9%.
  • Não sabe/não opinou: 6,2%.
  • Nenhum/branco/nulo: 8%.

Lula x Flávio

  • Lula: 46,7%.
  • Flávio: 37%.
  • Não sabe/não opinou: 5,8%.
  • Nenhum/branco/nulo: 10,4%.

Contexto

O levantamento da Paraná Pesquisas tem resultado que segue a mesma linha de outros divulgados recentemente, confirmando Lula como líder de cenários de primeiro e segundo turnos para as eleições de 2026, a serem disputadas em outubro do próximo ano.

O levantamento é o primeiro divulgado após o presidente afirmar claramente, pela primeira vez, que vai concorrer à reeleição, pleito que pode lhe conferir o quarto mandato de presidente do Brasil.

O aviso de que vai concorrer ao quarto mandato foi feito por Lula à imprensa no primeiro dia de agendas na Indonésia, na última quinta-feira (23/10). Portanto, em meio à realização do levantamento do Paraná Pesquisas, feito de 21 a 24 de outubro.

O presidente Lula cumpriu, no fim de semana, uma agenda externa na Ásia, que teve como ponto alto uma reunião com presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar arrefecer as tarifas impostas aos produtos importados do Brasil.