Categoria: Cultura

Condeúba/Dist. do Alegre: Associação Quilombo da Vereda Grande homenageou a semana da Consciência Negra com muita festa

Por Oclides da Silveira

Assando biscoito ao vivo na festa na festa da Associação Quilombo da Vereda Grande

Neste domingo dia 24 de novembro de 2018,  a Associação Quilombo da Vereda Grande homenageou a semana da Consciência Negra com muita festa, houve exposição de fotos e danças como Maculelê, Carimbó, Capoeira e muitas outras.

“A residencia da Sra. Deonária local da festa, ficou pequena para o público que compareceu, para ver muitas atrações como a confecção de biscoito de chiringa ao vivo, entre outros. O público compareceu e ficou saciado pela grande festividade apresentada. Foi digno de parabéns pela iniciativa” completou o vereador José Reis.

Fotos: Zé Reis

 

 

Condeúba: Juventude condeubense em busca da formação da 1ª Diretoria do Conselho

Por Paulo Henrique

Juventude que caminha pro futuro. Foi realizado em Condeúba, neste último dia 21 de novembro de 2018, um encontro com jovens e lideranças para a criação do Conselho Municipal de Juventude, eu fui o coordenador da reunião.
O encontro foi livre, aberto e democrático, onde cada pessoa pode se expressar e dar sua contribuição.
Na ocasião, esteve também presente Gabriele que é representante da Secretaria Nacional da Juventude que veio pra avaliar, propor, auxiliar, orientar novos caminhos pra juventude condeubense.
Os jovens falaram e se expressaram como desejam o Conselho.
Na plenário também estiveram presentes o secretário de administração Antônio Sousa que representou o prefeito, o vereador Reginaldo Sobrinho, Oclides da Silveira representando a Secretaria de Cultura, Desporto e Lazer, Mariana Penides representando a Secretaria de Ação Social e Janiffer representando a Secretaria de Educação.
Enfim, os primeiros passos foram dados pra a criação deste Conselho, agora resta contar com o grande apoio das juventudes que são belíssimas, cheias de talentos, de criatividades, de grande expressão.
Para finalizar, houve a partilha de um lanche e também um momento de descontração e de bate papo.

Fotos: JFC

Condeúba: Comunidade Quilombola do Tamboril mantem tradição de evento no dia da “Consciência Negra”

Por Oclides da Silveira

Os meninos da Associação Quilombola do Tamboril jogando Capoeira

Nesta terça-feira dia 20 de novembro de 2018, foi realizado na Comunidade Quilombola do Tamboril uma manifestação em face do dia da “Consciência Negra”. Onde teve as danças: Afro, Maculelê, Carimbó, da Garrafa e Capoeira.

Estiveram presentes as escolas do Campo através do seu diretor Juari Francisco Nascimento, Escola do Alegre Antonio Terêncio com o diretor Vandercleiton Avelar e seus professores e alunos, Escola Geraldo Rodrigues Novaes e sua diretora ‘Landia” com seus professores e alunos, Esteve ainda o Anexo do Colégio Estadual do Alegre com o seu coordenador, professores e alunos.

Todo dia é dia de Consciência Negra.

A Escola Antônio Terêncio do distrito de Alegre, através do seu diretor Vandercleiton disse: ” temos a honra de participar e prestigiar o evento da consciência negra na sede da Comunidade Remanescente do Quilombo de Tamboril. Os alunos das turmas do Oitavo e Nono anos desenvolvem na disciplina História e Cultura Afro Brasileira, com a orientação da professora Adriele, atividades durante o ano letivo, que retratam a Cultura Afro. Foi apresentado quadros com pinturas que retratam a beleza das mulheres, da cultura, das paisagens africanas.

O painel com as bonecas Abayomis que eram confeccionadas pelas mães africanas como forma de distração e usado como amuletos de proteção para suas crianças nas longas travessias para o Brasil, ainda com a orientação da professora Adriele apresentou-se a música Raiz de todo bem de autoria do cantor baiano Saulo Fernandes.

Alunas da Escola Antônio Terêncio apresentaram a dança do Maculelê

A música relata a relação que a Bahia tem com o continente africano e a identidade cultural existente entre os povos baianos e Africanos. Com a orientação da professora Nédina apresentou-se a Dança do Maculelê, que conta a lenda de um jovem guerreiro que sozinho defendeu sua tribo de um grupo rival, usando apenas, dois pedaços de pau. Na dança, com dois bastões, os participantes desferem e aparam golpes no ritmo da música. O esforço e colaboração da comunidade quilombola em realizar o evento, abrilhanta o mesmo, que em seus organizadores, participantes e colaboradores fizeram acontecer”, concluiu o diretor.

Logo após as atrações foi dado uma pausa para os presentes se degustar de um verdadeiro banquete que foi servido: Bolos de milho,  cenoura, e puba, tapioca, chimango, bolinho de arroz, paçoca de amendoim, biscoito na gordura, canjica, beju, cuscuz, brevidade, rapadura com farinha, cachorro quente, suco e refri de vários sabores.

Depois seguiu para o ato final com uma excelente palestra proferida pela professora de História Marittza Danielle, que contou toda a história do negro no Brasil, desde sua escravatura até os dias de hoje, conclamou todos os presentes para fazer uma profunda reflexão sobre o significado de “Consciência Negra”.

A professora Marittza falou da grande carga de preconceitos que o negro carrega até a data atual, citou alguns exemplos claros que todos nós conhecemos, assim como, disse também da falta de acensão do negro nos meios profissionais como Médico, Engenheiro, Advogado entre outros, além da participação pífia na politica brasileira.

O Brasil é o segundo país do mundo que mais agrega negros, perdendo só para a África segundo Marittza, que não poupou desagravo no tratamento preconceituoso sobre a raça negra, o que não é mais suportável ver uma pessoa praticando racismo e agente fica de braços cruzados sem tomar nenhuma atitude. Marittza afirmou que é favorável a todas as cotas raciais,  homofóbica e outras. Continue lendo

NEGROS SOMOS TODOS NÓS!!!

HOMENAGEM À SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA FEITA PELA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, DESPORTO E LAZER DE CONDEÚBA

Por Oclides da Silveira

Quem não tem na sua linha sucessória uma ramificação de negros? Pois, nós os brasileiros, somos filhos de uma miscigenação, que engloba várias etnias. Isto posto, nos definimos como negro, índio, branco, galego entre outros. Por isso, não é mais suportável a gente ver pessoas promiscuas rotulando os outros pela raça, cor, crença e homofobia. Isso ainda é o reflexo de 350 anos de uma escravidão desumana sobre os negros ocorrida aqui no Brasil.

A escravidão oficial acabou no Brasil, com a promulgação da Lei Áurea pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. Não obstante, que até os dias de hoje, ainda há vestígio de escravidão extra oficial em nosso País, fomentado por fortes preconceitos existentes no seio da sociedade conservadora. Não podemos coadunar com tais fomentos para o real crescimento e evolução de um povo, com esse tipo de exclusão pela raça, cor, credo ou homofóbica.

Temos o dever de reconhecer e respeitar o negro pelo que ele é como ser humano, enaltecer suas obras e bons procedimentos sem mácula, pois, não seria justo e verdadeiro, a separação de tais realizações, usando os predicados que já citamos acima. A paz e bem ao povo brasileiro, somos todos irmãos, sem nenhuma exclusão.

SALVE ZUMBI!!! A EXPRESSÃO MAIOR DA RAÇA NEGRA NO BRASIL.

Artigo: O oprimido e a opressão

HOMENAGEM À SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Por Levon Nascimento

A opressão não seria tão violenta e persistente se não contasse com o conformismo ou, até mesmo, a colaboração dos oprimidos frente aos opressores.

Os 350 anos da brutal e desumana escravidão negra no Brasil não teriam durado tanto se, num dado momento da história, muitos escravizados não tivessem começado a achar que aquilo era destino (sina) e, outros, a navegar no próprio sistema escravocrata, passando a colaborar com seus senhores em troca de pequenos favores, à forma de migalhas: os capitães do mato.

A dominação feminina em diferentes tempos ou em diversos tipos de sociedade, só foi possível graças ao fato da maioria das mulheres aceitarem a condição de submissas ao poder discricionário dos homens.

Igualmente, a exploração da mais-valia dos trabalhadores por seus patrões só se efetiva por que a grande parte do proletariado não toma consciência de classe e, efetivamente, não luta unida pela superação das relações capitalistas de trabalho.

No Brasil dos dias atuais, esta constatação se faz ainda mais evidente. Depois de um período de quatorze anos (curto interregno diante de sua longa história de espoliação pelas oligarquias),no qual um governo de origem popular (ainda que marcado pelo tal presidencialismo de coalizão, o qual desfigurou o projeto original das personagens principais deste período de poder), a população beneficiária de uma série de avanços sociais, que conquistou direitos e alcançou empoderamento real, foi conduzida ideologicamente, por força da grande mídia cartelizada, a desejar o impeachment do governo legitimamente eleito e a ansiar pela entronização no Palácio do Planalto de plutocratas que absolutamente em nada representam seus reais interesses de classe. Continue lendo

A CONSCIÊNCIA NEGRA: PARA BRANCOS OU PARA NEGROS?

HOMENAGEM A SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Por Antônio Santana

Poeta e professor condeubense Antônio da Cruz Santana

Eu sou Antônio da Cruz Santana, Saubarense, baiano, brasileiro, sou negro com muito orgulho, professor, escritor e poeta. Amo a minha família constituída de (pais negros, irmãos negros e avós negros), a minha raça é negra, da felicidade de uma vasta e deliciosa culinária (africana, brasileira e baiana), dos nossos costumes advindos dos nossos ilustres irmãos negros (escravos), escravos africanos e afrodescendentes brasileiros da América do Sul.
Inegavelmente pertencemos sim, a uma descendente RAÇA NEGRA que sofreu muito no passado, mas que infelizmente continua a sofrer em dias atuais não pela ausência de inteligência, mas pela cor da pele e pela falta de oportunidade político, econômico, cultural e social de um país que oferece poucas políticas públicas para tornarmos iguais aos outros.
Sofremos ainda, pelas mazelas de uma gama da sociedade elitizada e excludente que nos julga pela cor como motivo fútil para nos inferiorizar em detrimento da nossa condição social em que a pessoa humana ocupa na pirâmide da sociedade brasileira atual, desestruturada e mal administrada pelos poderosos.
Portanto, ao me colocar e me caracterizar no texto e no contexto da nossa história, não somente assumo a minha condição publicamente de NEGRO, como também a defesa de uma RAÇA dignamente e respeitosamente merecedora de consideração e reparos pelo passado perverso, infame e cruel pelos quais os negros (as) foram e (são) submetidos ao trabalho escravo.
Os negros (as) de ontem que foram maltratados, massacrados, pisoteados, ridicularizados e humilhantemente espancados, torturados e outros até mesmo mortos pelos capatazes dos senhores feudais do século passado condições não muito distante do nosso presente. Enquanto isso, podemos elencar alguns fatores que melhoraram e a serem consideravelmente melhorados como por exemplo, o emprego, a saúde, a educação, a moradia, o lazer, o esporte e tantos outros direitos sociais que são assegurados pela nossa Constituição de 05 de outubro de 1988, que são negados ou violados pelo Poder Público Brasileiro.
Porque infelizmente vivemos em uma sociedade egoísta, machista, desigual, violenta e completamente racista e preconceituosa principalmente com negros e pobres das periferias das pequenas, médias e grandes cidades brasileiras. Porém, é nela que temos que morar, conviver com pessoas de ideias e memórias diferentes, donos (as) de suas verdades e vaidades, vivendo em suas vidas particulares (vazias) de bens espirituais para com os seus semelhantes.
Por outro lado, penso que viver ou comemorar o Dia 20 de Novembro, como Dia da Consciência Negra representada pelo nosso Grande líder Zumbi dos Palmares, significa se reconhecer como seres diferentes e resistentes diante de uma triste lembrança mais vitoriosos por não sermos covardes e não fugir à LUTA. Por isso, cabe-nos perguntar: A consciência Negra para quem, brancos ou negros? Por fim, deixo essa mensagem para conscientemente fazermos uma profunda reflexão acerca não somente do (20 de Novembro) mais dos 365 dias do dia-a-dia da luta e da labuta dos Negros (as) em especial, mais de todas as pessoas e segmentos da nossa sociedade que por um motivo ou por outro se sentem EXCLUÍDOS em todos os aspectos da mesma.
Obrigado meu Deus por eu ser o que sou, sem precisar de mudar de cor ou de quaisquer outras concepções para as quais eu não fui e (nem quero) ser orientado.

VIVA A CONSCIÊNCIA NEGRA BRASILEIRA!!!

Condeúba: As guerreiras negras da divisa da Bahia com Minas

HOMENAGEM A SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

* Por Levon Nascimento

Casinha  de pau a pique de Feliciana e José Martins,
Mandassaia do Alegre ainda estava de pé em foto 2007

Feliciana era uma mulher negra que viveu no Areial, região próxima do Morro da Feirinha, na zona rural de Condeúba, Bahia, divisa com o norte de Minas Gerais.

Ela fazia peneiras de taquaras retiradas de coqueiros e outras palmeiras, junto com as filhas Joaquina, Rita, Euflosina e Francisca. Era a única riqueza de seu trabalho que conseguiam comercializar. Artesãs de mão cheia! As taquaras eram amarradas com cordão de algodão lubrificado com cera de abelha. Começo, meio e fim do processo produtivo todo dominado por elas.

                         peneira de pindoba taquara Fabricação de peneiras de taquaras

A terra onde Feliciana morava ficava sob um pedregulho aos pés do morro. Era assim desde seus pais e avós. Herança dos tempos do cativeiro. Quem sabe, um resquício de quilombo? Talvez, um dos poucos pedaços de chão que sobrou para ela e outros negros da região. Os terrenos bons eram propriedades de brancos.

Mesmo com o rio banhando os fundos da casa, a infertilidade do solo exaustivamente usado por anos não deixava que nenhuma cultura rendesse. No máximo uns pés de mandioca, umas covas de milho e mangueiras que matavam a fome da meninada. E os pés de algodão, para fazer os cordões das peneiras.

Feliciana foi casada com José Martins do Nascimento. Conta-se como lenda que ele foi mais de quarenta vezes a pé a São Paulo para trabalhar. Ganhava muito pouco. Quando chegava, era o suficiente para pagar as dívidas de sobrevivência da família. Já nas últimas expedições à capital paulista, levava consigo alguns dos filhos homens. Retirantes… Viúvas de marido vivo. Continue lendo

CONDEÚBA DE NOSSOS DIAS

Por Thiago Braga

Lá, depois da cortina de poeira, quando o vento decide varrer a estrada, Condeúba se mantém bonita para seus moradores, ora encantando os visitantes com a pureza do meio ambiente (fauna e flora). Guarda o traço fino da própria origem: arte, cultura e tradições regionais. Sua história vai de encontro com a povoação dos vales. Sofre com a falta d’ água em períodos de seca. Supera as dificuldades através da irrigação do solo. Por fim, o corte de lenha, tarefa braçal que produz carvão vegetal. Provocar queimada é crime segundo o Código Florestal.

Desde cedo, viu no agronegócio, fonte de riqueza distribuída em plantio, colheita e armazenamento de produtos. Perdeu a timidez, para “negociar longe”, ganhando crédito no mercado livre. Segue a BR 116, na conquista de grandes horizontes. De jeito atrevido, “espixou” sob a mata rasteira dos gerais. Ruas, becos e avenidas dividem o mesmo espaço com enorme conjunto de casas. Por assim dizer, extrapola limites de crescimento, mostrando presença nessa região agrária. “Criou asas”, no sentido de movimentar pessoas e bens. Exemplo vivo do desenvolvimento social.

Carros de bois, uns poucos que ainda restam, “fazem trânsito” na zona rural. Puxado por boi zebú, todo preto, pesando entre 40 e/ou 48 arrobas. Força motriz usada durante anos para transporte de mercadorias. Há criação de galinha, codorna, marreco, cabrito, sariema, cocá, etc. A feirinha chama – nos atenção pela variedade de frutas, verduras, legumes, cereais e pescados. Acha de tudo: do alface crespo ao polvilho doce ensacado em pacotes de meio quilo. O comércio é bastante sortido nos demais ramos de atividades. “Anda a todo vapor”. Ponto de convergência entre o homem do campo e o resto do mundo.

A cidade multicor se entrega à calmaria dos dias longos de verão. E o céu de baunilha?! De fundo, as montanhas azuladas parecem querer abraçar Condeúba, toda sorridente, para a chegada do Natal. Presépios cheios de luz e emoção. Algo singular. O que temos hoje? Um lugar agradável com todos os motivos possíveis e necessários para sentirmos o valor da terra em abundância. A lavoura, seguida da pecuária, sempre foi farta no município. Safra: milho, arroz, amendoim, feijão de corda, ciriguela, açafrão, cana roxa, dentre outros. * Condeúba: união, trabalho e certeza de novo tempo. *

Thiago Braga é de Jacaraci e escreve para a Folha de Condeúba

“ESTUDOS SOCIAIS” DEIXOU DE FAZER PARTE DO CURRÍCULO ESCOLAR

Por Thiago Braga

Quem se lembra da matéria “Estudos Sociais”? Durante longo tempo foi ensinada nas escolas, como disciplina essencial na formação do aluno. Misto de conhecimento: política, História do Brasil, aspectos econômicos e naturais, além de cultura em geral. Trazia informações numa “bandeja” servida por fatos, pessoas e bens. Acompanhou, de modo particular, os costumes e as tradições de nossa gente. Livro bastante aceito na proposta pedagógica. Não deixava nada à desejar, no sentido de faltar isto ou aquilo, indo de encontro com o processo “aprender a aprender”. Um salto decisivo na educação nacional.

Fez despertar no jovem o gosto pelo pensamento sadio, crítico e independente. Leitura multi – disciplinar. O professor “a moda antiga”, dispunha de conteúdo rico, no qual o aprendizado superava expectativas. Com o passar dos anos, “o velho” Estudos Sociais perdeu espaço para a modernidade. Esse antigo companheiro contava de tudo um pouco: da arara vermelha ao último despacho do governo. Sem polpar esforços, incentivou o uso da pesquisa como fonte de entendimento sobre temas apresentados em sala de aula. Por esse e outros motivos, tornou – se o roteiro que abriu caminho nos estudos da sociedade brasileira.

Haja vista a presença do item “Estudos Sociais”, no boletim escolar, tivemos essa passagem no ensino básico. A didática simples, transmitida em texto claro e objetivo, construía larga visão acerca da realidade. Trabalhava a ética e a democracia, colocadas lado a lado, como ponto – chave na compreensão da dinâmica temporal. Isso rendeu frutos e flores no dia a dia dos educandos, no tocante à contribuição dada ao projeto “país de futuro”. Tal assunto era levado ao pé da letra. Foi, antes de mais nada, o primeiro passo para enxergarmos a “pátria mãe gentil”.