Categoria: Cultura

O artista condeubense Eduardo Viana musicou um poema em estilo vaquejada

Autor: Eduardo Lima de Sousa Viana
Título: Galope e Vaquejadas

De tudo que mais gosto dessa vida
É meu cavalo minha viola
Meu berrante e meu gibão
Hoje o boi anda ligeiro
É trem cargueiro carreteiro
É navio anda até de avião
Mas minha sina de vaqueiro
Disso eu não abro mão

Já rodei muito tempo
Pelas bandas do sertão
Tocando gado na estrada
Levando minha boiada
Com meu berrante na mão
Era eu era meu Mano
E meu cavalo furacão
O corisco das vaquejadas
E em todas as festas de peão
Hoje desmontei da sela
Mas do sonho não abro mão
Pois a beleza dessa erra
Dilacera o coração

Hoje é o trem cargueiro
Que leva o gado no vagão
E eu sou um vaqueiro
E levo a sina de peão
Hoje é o trem cargueiro
Que leva o gado no vagão
E eu sou um violeiro
Mensageiro do sertão
Guardei minha indumentária
De boiadeiro laçador
Na velha ferroviária
E a boiada o trem levou

O grande artista condeubense radicado em São Paulo, ele é cantor, compositor e escritor Eduardo Lima de Sousa Viana, está concluindo mais um livro, de onde extraiu esse lindo poema, que ele mesmo musicou em ritmo sertanejo e estilo de vaquejada. Nós do Jornal Folha de Condeúba parabenizamos Eduardo por todo esse seu trabalho maravilhoso retratando o mundo no seu contexto riquíssimo direcionado à Cultura popular e principalmente pela sua fidelidade ao seu torrão natal.

As lágrimas já não escorrem

POR Editattoo

Sem compreender escrevo, sem pressa tento interpretar o que sou,
sinto me preso as tentativas expostas por medo ou dor,
Sei que sou parte de tudo que busco como verdade,
a rima de ontem me trouxe medo que até mesmo a fúria perdeu sua força.
Embalado por tentativas de transição sobre o passado que me cobre, sou arte em construir aquilo que meu canto pede.
Em silêncio faço, confundo a estrada que me levará ao sorriso que por hora disfarço sem culpa.
Os sinais servem de acalento para cobrir minha face.
As lágrimas já não escorrem,
Aprendi sorri sobre o choro que cobre o soluço.
Verdades tornam se feridas que no campo vasto vejo nascer a esperança presa em flechas,
no sussurro do meu canto interpreto meu verso, e sobre minhas vestes admiro minha fé.
O brilho reluz na escuridão onde ainda existe luz.

Historiador baiano fala da origem das festas juninas, importância na cultura popular e devoção a santos

Foto: Divulgação

Mesa farta com comidas típicas do Nordeste, licor, fogueira e forró são alguns dos elementos do São João. Embora haja, no formato em que a festa é conhecida, fortes características brasileiras, os festejos juninos são de origem portuguesa, como explica o historiador baiano Manoel Passos. “O São João é uma festa de origem portuguesa, quem nos colonizou.

Ela veio da Península Ibérica, quer dizer, tem a origem bíblica. O grosso da comemoração vem de Portugal”, conta. Apesar da origem portuguesa e católica, os festejos também trazem características francesas, com as quadrilhas, além das adaptações do Brasil. “As quadrilhas, apesar de serem de origem francesa, passaram por uma adaptação, uma estilização ao Nordeste, ao Brasil. Anarriê, por exemplo, é uma palavra francesa. Mas a gente introduziu [na quadrilha] o ‘olha a chuva’, ‘olha a cobra’ e as coreografias da quadrilha. Então, todos esses elementos compõem essa celebração desses festejos”, conta.

O historiador também explica sobre o surgimento da fogueira e a relação com o catolicismo. Segundo ele, a fogueira é um símbolo de São João porque Isabel, irmã de Maria, precisou de madeira e fogo para fazer um anúncio. “Maria, mãe de Jesus Cristo, com a prima dela, Isabel, combinaram que quando João Batista nascesse, Isabel acenderia uma fogueira para avisar a Maria sobre o nascimento. Essa é a origem da fogueira”, detalha.

Foto: Arquivo Pessoal

O historiador detalha que a devoção a Santo Antônio, São João e São Pedro, presentes no catolicismo por causa do colonialismo português, até hoje são destaques na cultura popular do Brasil, principalmente no Nordeste. “[São João] é uma comemoração eminentemente católica, que faz referência aos santos nas festas juninas: Santo Antônio, São João e São Pedro. Mas quando [a festa] chega aqui no Brasil há um processo de estilização, é um comemorar praticamente da colheita”, explica.

“É uma festa caipira e algumas coisas foram acrescidas. A quadrilha é de origem francesa, a música é o forró, que tem origem do Nordeste. Aí você já vai pegando essas questões culturais. E como é que se comemora? Os licores são específicos, típicos da comemoração dessas festas juninas especialmente os mais famosos, como licor de jenipapo”, conta.

Ainda sobre os elementos da culinária junina, o historiador destaca outras iguarias. “O amendoim cozido é bem específico daqui. A gente conhece amendoim seco em toda parte do mundo, mas cozinhar é daqui. O milho, a gente [do Nordeste] come de todas as formas, milho assado, milho cozido, canjica, cuscuz, pamonha. Tudo isso, todos esses elementos, fazem parte desse cardápio junino. Por isso que eu digo que é uma festa da colheita”, diz.

HOMENAGEM AO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE, (NATUREZA SOFRIDA)

Professor, Poeta e Escritor Antônio da Cruz Santana

NATUREZA SOFRIDA

Ao entardecer choro o meu desprezar.
Ao amanhecer, estou mais calma e menos explorada.
De repente parei de crescer, de me refazer,
De repente pensei em morrer, desaparecer.

Mas a terra me fez ressuscitar devagar,
Sem sofrer e sem precisar morrer, voltei a crescer.
A terra me fez acreditar e respirar o ar
Porque voltei a ser feliz e brotar!

Replantar é recomeçar a trabalhar e vigiar,
É compreender o valor que a natureza dá,
É reflorestar o que o homem acabou de matar,
É respeitar os limites entre o rio e o mar.

É gozar das coisas belas que a vida dá,
É replantar o outro lado do rio que teve que secar,
É preservar o verde que pede socorro para não acabar,
É reunir todos ao redor do mundo que não suporta mais gritar.

Antônio Santana,
Professor e poeta.
Condeúba – Bahia.

Felei do tempo que me deste

POR Edtattoo

Campo florido surtido de cores cobrindo o tapete seco no Nordeste,
Vi cantar em revoada os insetos que devoram lavoura
Vi a estrada sumir quando eu permitir a boiada passar
Vi a dona da rima que me deste vida falar no carinho
Filho do meu tempo! sou parte da arte que dói, aqui somos instantes, na labuta do dia sou arte que cura sem vê.
Instante do resumo aprendido,
Talvez eu seja apenas o instrumento da vida que com amor Deus presenteia ao abrir meus olhos,
Ser feliz é contemplar a luz, o cheiro, o calor escaldante do sol a meio dia.
Aos poucos perdemos o chão de onde pensamos, as muralhas estendem se até o horizonte bem que minha vó dizia : “A cor da liberdade é translúcida, revela sua fúria declarando a dor na rima distorcida que o corpo pede”.
O artista do meu tempo faleceu olhando o sol se pôr, as estrelas caem no esquecimento.
Pra onde foi meu canto!
Destaque virei refém do pensamento nú, ou na nudez vestida foi corrompido?
Sei que ainda tenho fé, a esperança retorna lutando contra o vento furioso que assusta, e até o sorriso se desfaz.

‘Santa Dulce dos Pobres’, música do cantor Fafai, ganha destaque no projeto Ações Sociais Irmã Dulce

O cantor e compositor brumadense Rafael Roberto, popular Fafai

Composta e interpretada pelo cantor brumadense Rafael Roberto, popular Fafai, a música Santa Dulce dos Pobres, homenagem a Irmã Dulce, tem ganhado repercussão positivamente após a sua participação no Festival de Música Popular de Brumado.

Em entrevista, o artista falou sobre a canção. “A inspiração foi do momento em que Irmã Dulce foi canonizada. Partiu de um princípio profissional. Eu me senti na obrigação de fazer uma homenagem a Irmã Dulce. Não esperava que a música ganhasse a repercussão que ganhou”, confessou. Religioso, ele disse que a composição é um engajamento seu na vida cristã.

“É uma coisa de Deus. Fiz de todo coração”, resumiu. A canção já chegou até o projeto Ações Sociais Irmã Dulce, na cidade de Salvador, onde tem sido tocada com frequência. “A gente tinha até acertado de eu ir lá cantar no dia 27 deste mês, mas, por causa da pandemia, vamos remarcar a data. Quando essa data estiver certa, vou comunicar a comunidade de Brumado e região”, afirmou.

acheisudoeste

Morre, Aos 78 Anos, Cantor B.J. Thomas Em Decorrência De Um Câncer Nos Pulmões

Billy Joe Thomas, o popular “B. J. Thomas”, morreu aos 78 anos de idade

O cantor B.J. Thomas morreu neste sábado (29), aos 78 anos, em decorrência de um câncer de pulmão descoberto em março deste ano já em estágio avançado. A morte, confirmada pelo perfil oficial do cantor em suas redes sociais, ocorreu na casa do artista no estado do Texas (EUA).

Billy Joe Thomas gahou espaço nos palcos entre as décadas de 1960 e 1970, quando seus hits ‘Raindrops Keep Fallin ‘on My Head” e ‘Hooked On A Feeling’, ganharam o público. Vencedor de cinco prêmios Grammy, B.J. Thomas, como gostava de ser chamado, deixa esposa e três filhas.

No Brasil, fez sucesso a música “Rock and Roll Lullaby”, ao embalar a trilha sonora da novela “Selva de Pedra”, da TV Globo, de 1972. A música retornou às paradas brasileiras em 1986, quando a novela foi regravada. Thomas, que nasceu em 7 de agosto de 1942, no Oklahoma, EUA, vendeu mais de 70 milhões de discos e misturou country, soul, gospel e soft rock.

Boulevard Shopping homenageia histórias de amor e premia casais no Dia dos Namorados

O concurso cultural “Sorte de quem ama”, nas redes sociais, garante aos vencedores Lua de Mel no Cana Brava All Inclusive Resort, em Ilhéus

Uma mensagem de “bom dia”, uma pausa para almoço (a dois), um cafuné em fim de tarde complicado, uma conversa franca sobre planos para o futuro ou apenas um riso despretensiosamente compartilhado; quais são as narrativas construídas em cada história de amor?

Neste Dia dos Namorados, o Boulevard celebra a data simbólica com um Concurso Cultural – “Sorte de Quem Ama Boulevard” – que premiará as cinco melhores histórias de amor, contadas a partir de uma foto no ambiente ‘Instagramável’ do shopping. Afinal, se a pandemia impôs, por um lado, restrições e distanciamento, por outro, despertou urgências em termos de pesquisa, ciência, cooperação, revisão dos planos individuais e coletivos e – por que não dizer? – também de expressão dos afetos. Se não pessoalmente, por vídeo. Se não fisicamente, por áudio. Se não olho no olho, por ligação no celular. E, nesse caso, também por foto no ambiente projetado para o Dia dos Namorados pelo Boulevard Shopping. Continue lendo

REQUISIÇÃO: DEIXE OS POETAS PASSAREM

Por Leandro Flores

E, se de repente, no estoque da vida, faltassem também os sonhos, o amor, o conhecimento, a poesia? Será que alguém entenderia que, assim como os caminhoneiros, o poeta é um incomparável condutor de sentimentos? O que seria, por exemplo, do coração sem aquele combustível essencial que nutre qualquer paixão? Os livros, a melodia, as histórias, como ficariam se nos faltassem as palavras? Se não tivessem, de repente, mais poetas para conduzi-las aos nossos olhares… Se não houvesse mais inspiração para traduzir todos os momentos?

Ouso-me dizer que até o amor, este nobre sentimento, não resistiria pela falta do que falar… Acho mais ainda, que não resistiria pela falta do que ouvir… Não dá para subestimar o poder daquele que sabe como ninguém entender as dores e as delícias de um coração que não quer outra coisa senão existir e compreender a vida e tudo que ela nos traz.

Portanto, peço encarecidamente, deixe o poeta passar, escolte-o, dê-lhe matriz para que possa fazer com amor aquilo que mais sabe: traduzir poesia e transcrever os sentimentos.

Leandro Flores
Maio de 2018
(Durante a greve histórica dos caminhoneiros).