Categoria: Cultura

Secult lança novo edital com recursos remanescentes da Lei Aldir Blanc na Bahia

Fonte: Ascom/SecultA Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) anuncia novo edital, o Prêmio Cultura na Palma da Mão, com recursos remanescentes da Lei Aldir Blanc, redirecionados pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. O edital está disponível no site da Secult e foi publicado no Diário Oficial do Estado de sábado (28). As inscrições devem ser feitas por meio de formulário online, que pode ser preenchido até mesmo pelo celular, até 17 de setembro, no site da Secult. (Veja aqui).

A chamada pública contempla cinco categorias e é voltada a iniciativas culturais que possam ser desenvolvidas e disponibilizadas exclusivamente em plataformas virtuais, como Instagram, Facebook e YouTube.

No dia 20 de agosto, o edital foi apresentado para o Conselho Estadual de Cultura da Bahia durante a 1ª Sessão Plenária Extraordinária. Os conselheiros deliberaram sobre os diversos pontos apresentados do edital e realizaram contribuições para a Secult. No dia 23 de agosto foi lançada consulta pública no site da Secult, que permaneceu até dia 25. Foram mais de 500 contribuições, como resultado da participação da sociedade civil, que ajudaram no melhoramento do certame. Concluída essa etapa de participação pública, o edital foi solidificado para o lançamento.

“Enquanto o Governo Federal resolvia a questão da regulamentação dos recursos remanescentes, nós já nos debruçávamos em criar o escopo deste edital, nos baseando em experiência anteriores que tivemos, nas contribuições do Conselho Estadual de Cultura desde a implementação da Lei Aldir Blanc na Bahia, e em diversas escutas. É um apoio voltado a microprojetos e projetos de pequeno porte. Nosso objetivo é simplificar ao máximo desde o momento da inscrição até a prestação de contas, que tudo possa ser feito realmente ‘na palma da mão’ e que chegue à sociedade desta mesma forma. E criamos critérios para atingir todos os territórios e garantir diversidade entre os contemplados”, explica a secretária de Cultura, Arany Santana.

A secretária de Cultura ressalta a execução da Lei Aldir Blanc na Bahia. “Do montante de R$ 110 milhões que foram recebidos pelo estado, foram executados R$ 100 milhões através da renda emergencial e dos editais. Com a prorrogação do prazo de execução da Lei Aldir Blanc, que foi um clamor da sociedade e dos órgãos públicos, temos a oportunidade de executar os recursos remanescentes, dos quais R$ 7.822 milhões serão destinados ao Edital Cultura na Palma da Mão”, explica.

Literatura e os bons poetas já não existem mais, estão mortos

Por Alberto David

Não se pode falar em literatura, sem se lembrar do notável Mozart Tanajura e sua importância para o cenário cultural de Vitória da Conquista.

Foi o escritor mais completo da história literária desta cidade, pois atuava como crítico literário, prefaciador, memorialista, historiador, romancista, colaborador de vários jornais de conquista, inclusive para o jornal A Tarde, professor, autor de livros infantis, monografias, enfim, dominava qualquer texto ou assunto com maestria.

Mozart era um escritor popular e humilde, que atendia a quem o procurasse para instruir sobre diversos assuntos, pois com o seu conhecimento, passava muita confiança. Um exemplo disso pude constatar na ocasião de desenlace de meu pai, em 2000, em que estava bastante emotivo e escrevi sobre ele, prestando a minha última homenagem à sua história, através de uma crônica cujo título era “Pai, sinto muito a sua falta”, publicada em página inteira, de um jornal da terra, seria minha surpresa para Mozart, pois até aquele instante eu não sabia que ele já tinha o jornal em mãos. Seria, também, um desafio para mim, pois todos os artigos que publicava tinha que ter o aval dele. Este não teve; daí a surpresa. Pensei: “Vou aguardá-lo na Alameda Lima Guerra, local dos nossos bate-papos e, na hora certa…” mas, de pronto, Mozart mal chegou perto de mim e abriu o seu classificador, tirou o jornal e fez a referência: “Li o artigo que você fez para o seu pai, tem passagens muito bonitas, está muito bom, é o melhor texto que você escreveu. E eu, emocionado, disse-lhe: “Mozart, dê uma nota para mim de zero a dez”. E rapidamente, respondeu: “Sua nota é nove e meio”. Continue lendo

Um dia me transportei para outro tempo

POR Edtattoo

Um dia me transportei para outro tempo.
De lá Pude ver o quanto a vida dói.
Ao entardecer olhava para o céu e via a paisagem linda que encantava meus olhos,
O vento empurrando as nuvens como um bailar em festa formando vida ao interpretar o que surgia.
Aprendi que: precisava compreender na simplicidade que o tempo me dava,
hoje a poeira do tempo me molda.
Sou vício na tentativa de construir nuvens,
Os embalos da noite transformam meu dia, e meus ouvidos interpretam com amor as palavras que o vento me traz.
Sei que preciso falar a língua dos sábios, mas onde encontramos as respostas para as perguntas que fazemos ao tempo que nos deu vida!
Sei que essas respostas estão guardadas em gavetas que só eu tenho as chaves.
Lá guardo as lembranças das nuvens que o vento me fez, e das gotas em lágrimas que caíram do meu rosto pardo.

Conheça Júlia Ribeiro, finalista do Brasília Independente 2021, (condeubense indireta)

Cantora tem história de vida entrelaçada com a música, mas nunca imaginou que hobby se tornaria oportunidade profissional. ‘Sempre usei música como artifício pra me conectar com pessoas’, diz.
Por Brenda Ortiz, G1 DFCantora e compositora Júlia Ribeiro em vídeoclipe, no DF

A jovem Júlia Ribeiro tem sua história entrelaçada com a música desde o berço. Filha de músico, a finalista do concurso Brasília Independente 2021 cresceu entre instrumentos e canções. Mas, como ela mesma diz, não imaginava que a brincadeira de dentro de casa, se tornaria uma oportunidade profissional.

Júlia conta que durante toda a vida usou a música para se aproximar das pessoas e fazer amizades.

“Eu me mudei muito de cidade. Nasci em Salvador, mas meu pai trabalha em banco, e a gente foi pingando e pingando em cidade, até parar aqui em Brasília. Então eu sempre usei a música como um artifício para me conectar com as pessoas”, conta a cantora.

Foi ouvindo os elogios dos amigos, que Júlia tomou coragem para fazer do hobby um projeto. “Depois de ouvir muita gente falando que eu cantava bem, eu acabei começando a pensar sobre isso. Juntei umas canções que eu tinha, e umas canções que eu gostava de cantar, e gravei”. Continue lendo

História e cultura: Governo Municipal prepara antigo Cine Madrigal para receber o público de novo

Fechado como cinema desde julho de 2007, o antigo Cine Madrigal, que foi, durante 39 anos, uma das mais importantes opções de lazer e cultura de Vitória da Conquista, vem sendo preparado para voltar a receber o público. E o primeiro evento já está marcado. Nesta sexta-feira (20), em visita ao espaço, a prefeita Sheila Lemos anunciou, para setembro, uma exposição de fotos relacionadas à história do último cinema de Vitória da Conquista.

O Madrigal foi adquirido pela Prefeitura em 2014 e, em 2018, na gestão do ex-prefeito Herzem Gusmão, houve a retomada da reforma do espaço. Com a revitalização proposta pela prefeita Sheila Lemos, além de preservação da memória, o novo Madrigal terá a missão de abrigar eventos culturais, artísticos e educativos, com sala de cinema e palco móvel e a possibilidade, ainda, para conferências, cursos e palestras.

Entusiasmada com o projeto, Sheila considera que a revitalização do Cine Madrigal é uma ação de inquestionável valor para a educação e a cultura conquistenses. “Enquanto trabalhamos no projeto da revitalização e, já em setembro, vamos abrir as portas para que o público venha matar a saudade do Cine Madrigal, que carrega uma memória afetiva tão grande junto aos conquistenses. Queremos manter viva a história desse espaço tão importante e regatar o seu potencial educativo e cultural”, afirmou a prefeita. Continue lendo

Sempre busquei meu equilíbrio

POR Edtattoo

Sempre busquei meu equilíbrio.
A vida castigou até meus sonhos de criar asas e voar para bem longe.
Vi muros altos sendo construídos e mantendo me fora.
Tentei por tantas vezes expressar a dor que afligia minha alma, mas o mundo mandou que me calasse.
A voz de Longe soam aos ouvidos e me pede para ter calma pois será apenas uma fase que logo passa.
Ao entardecer minha face treme, e as rugas que escondidas estavam delata ao me olhar no espelho.
Vejo a poluição castigando meus ouvidos vendo a decadência de quem me direciona a fala.
As vezes tentamos compreender a vida em sua totalidade.
Talvez lá no fundo da ilusão que nos mostra as vestes, encontramos as respostas para as máscaras que delata a mente nua.
Sei que ainda falta compreender essas lacunas que nos torna vulneráveis,
Mas precisamos continuar trilhando o caminho de luz.
Pois, além dos muros altos que construímos para proteger nós mesmos, estão as respostas para todas as perguntas que por medo não fazemos, elas sempre estarão dentro de cada um de nós.

O mundo não é o que vemos, nem a vida o que sentimos

POR EdtattooO mundo não é o que vemos, nem a vida o que sentimos..
Nossa casa Não é aqui.
Estamos apenas de passagem nesse mundo sem som.
Ingressamos na busca por conhecer o universo, mas aqui estamos observando apenas o quintal de nossa casa.
Esquecemos de tudo que somos, de onde viemos e para onde vamos.
Permitimos a manipulação da sociedade e acreditamos realmente nela.
Vestimos as máscaras que mais nos apraz e saímos para conquistar aquilo que não nos alimenta.
Feliz aquele que se fecha para conhecer e ouvir a si mesmo.
O homem ainda precisa descobrir quem ele é, pois existe um momento crucial entre a vida e o selo quê une a morte..
Esse momento material e espiritual são determinados por parâmetros desconhecidos da ciência e da tecnologia.
Estudo avançados tentam descobrir qual é o caminho que coordena esse ritmemo energético neural.
A energia quântica está acima das planilhas estabelecidas para estudos acadêmicos hoje citados.
Esses circuitos complexos vem de longe, onde o pensamento ainda não consegue desbloquear.
A síntese da quinta parte estabelece que:
“ao tentar manipular o que é, resulta na tentativa negativa ao fazer o correto”.
Esse cubo de multi filamentos que o pensamento cria, produz um resultado que limita ao pensar em criar, daí a impossibilidade de chegar ao resultado em criar a vida,
Pois a vida não se cria, Ela já é.
E para ser basta apenas está.

Leonardo Boff e sua fala no dia 05 de agosto de 2021

Professora e escritora condeubense Joandina Maria de Carvalho

No dia 05 de agosto desse ano de 2021, o Instituto Conhecimento Liberta promoveu uma atividade riquíssima com o querido Leonardo Boff.

Devo dizer que aprendi a amar Leonardo Boff e apreciar as suas idéias quando eu era ainda muito jovem e transitava apenas entre o Distrito do Alegre e a cidade de Mortugaba. Eu e minha tia Nita recebíamos os cadernos da Editora Vozes e ali tomávamos conhecimento dos livros do então Frei. Quando eu já tinha concluído o meu curso de magistério e estive pela primeira vez em São Paulo procurei na loja da Editora Vozes o seu livro IGREJA, CARISMA E PODER e fui informada que esse livro passava por uma censura. As idéias dos teólogos da libertação estavam desagradando a algumas instituições e pessoas, entre as quais o cardeal Ratzinger, que posteriormente veio a ser o papa Bento XVI.

O tempo passou e felizmente hoje a gente pode não apenas comprar esse livro como também ouvir as mensagens de Leonardo Boff por toda parte. Ele é um velhinho cada vez mais lúcido e já tive oportunidade de ouvi-lo pessoalmente por diversas vezes, não apenas no Rio de Janeiro quando estudei por lá mas em Vitória da Conquista.

O tempo passou, já estamos no século XXI e os problemas só cresceram. Mas não foi por falta de alerta. O capitalismo promove concentração da renda, desigualdade, injustiça, violência e miséria. Todos os tipos de miséria. Entretanto, pessoas otimistas como Leonardo Boff, que não apenas pregam como também praticam o bem e a justiça estão nos alertando mais uma vez. “É possível celebrarmos a alegria de viver juntos”. Estou me propondo a dialogar sobre isso com quem queira. Diálogo não se impõe e eu não me considero uma pessoa autoritária. Quem me conhece sabe disso. Já perdi tempo até com quem não quer conversa e respeito quem pensa diferente de mim. Mas não podemos perder tempo.

Felizmente, o nosso papa agora se chama Francisco e está nos convidando não apenas para dialogar mas também para agir. Estou então, querendo conversar sobre a ideia A Economia de Francisco, uma das questões tratadas por Leonardo Boff em sua palestra na quinta feira passada.

Xangai visita o Iguá revê tradições locais e reafirma compromisso com a cultura popular

Secom/PMVC“Estimular a produção da verdadeira cultura conquistense”, este foi um dos compromissos firmados pelo secretário municipal de Cultura, Eugênio Avelino, o popular poeta, compositor e cantor Xangai, ao ser nomeado. Há menos de um mês no cargo, o secretário e cantador, como Xangai prefere ser chamado, visitou, na sexta-feira (6), o distrito de Iguá, para rever a cultura do local e conhecer os artistas que atuam lá.

“Nesta primeira visita como secretário, aos distritos e povoados de Conquista, fiz questão de vir ao Iguá, onde moraram meu avô e meu pai e para ver a grandiosa arte feita pela população do povoado do Rancho Alegre”, disse Xangai. Ele ressaltou que suas itinerâncias irão percorrer, a cada mês, todos os distritos do município. “Vamos assuntar um pouco da arte que o povo daqui tem”, anunciou o secretário.

Em Iguá, Xangai encontrou com Vivaldo Barbosa, mestre do Terno de Reis Santos Reis Magos, do povoado Rancho Alegre. Vivaldo contou que, além do isolamento e a não realização das festas devido a pandemia da Covid-19, o desinteresse dos mais jovens é uma grande dificuldade para a manutenção da cultura do reisado. “Aprendi a tocar viola, a sanfona de oito baixos e os outros instrumentos com meu pai, que por sua vez aprendeu com meu avô. Hoje, infelizmente, o jovem ignora e está cada vez mais distante dessa tradição”, lamentou o mestre. Continue lendo

Canções de Elomar Figueira Mello serão interpretadas em concerto ao vivo na Casa Museu Ema Klabin

O duo Tiago Fusco e Verlucia Nogueira

No próximo dia 7 de agosto, às 16h30, a Casa Museu Ema Klabin traz para o programa #TardesMusicaisEmCasa o duo Tiago Fusco e Verlucia Nogueira. A dupla apresenta direto da Casa Museu com transmissão pelo seu canal do YouTube o show Estradar, um mergulho investigativo e criativo na música do poeta e compositor Elomar Figueira Mello.

Tiago Fusco e Verlucia Nogueira abordam a obra do compositor a partir de uma formação inédita para este cancioneiro: o piano e a voz feminina. No repertório, clássicos como: Bespa, Cavaleiro Do São Joaquim, A Pergunta , Curvas Do Rio, O Pidido, Clariô, História De Vaqueiros, Cantada , Função , Campo Branco , Retirada, Incelença Pro Amor Retirante e Na Quadrada Das Águas Perdidas.

Diferentes estilos:

Tiago conduz a transposição da obra, originalmente escrita para violão, de forma inventiva, transitando ora pelo estilo popular regional e rítmico, ora pelas possibilidades narrativas do instrumento. Já a cantora cearense Verlucia, tendo familiaridade com a linguagem dialetal proposta pelo autor, explora o regionalismo, a dramaticidade e o lirismo das falas e melodias propondo nuances às canções, personagens e paisagens deste repertório.

Para aproximar a abordagem criativa do duo às características e à essência da obra, no processo de gravação do CD Estradar, a dupla contou com a direção artística de João Omar, filho e parceiro musical de Elomar.

Dos sofreres e ânsias do sertanejo à festa. O repertório do Estradar conduz uma grande viagem pela estética sertaneja, através das narrativas épicas, causos de mistérios e valentia; dos lamentos de retirantes; das canções de amor e da festa presentes no cancioneiro elomariano.

O espetáculo tem apoio cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio do ProAC ICMS da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e patrocínio da Klabin S.A.

O piano utilizado nesta edição do Programa Tardes Musicais é cedido pela Fritz Dobbert, parceira da Casa Museu Ema Klabin.