Luciano Moreira entrou na lista dos cientistas mais influentes de 2025
Agência Brasil
O engenheiro agrônomo Luciano Andrade Moreira – Foto: Peter Ilicciev/WMP Brasil/Fiocruz
O engenheiro agrônomo Luciano Andrade Moreira foi escolhido pelos editores da revista Nature como uma das dez pessoas ao redor do mundo que moldaram a ciência em 2025. Seu nome configura na lista “Nature’s 10”.
Em associação com outros cientistas, Moreira estuda há mais de uma década o uso da bactéria natural Wolbachia, comum em diferentes insetos, em mosquito Aedes aegypti para bloquear a transmissão de vírus como os da dengue, zika e chikungunya.
A técnica desenvolvida a partir da pesquisa é chamada de “Método Wolbachia.” Como demonstrou em artigo assinado em 2009, os mosquitos portadores da bactéria têm menor probabilidade de contrair esses vírus.
Segundo a revista Nature, “os cientistas ainda não compreendem o mecanismo, mas a bactéria pode estar competindo com o vírus por recursos ou estimulando a produção de proteínas antivirais.”
É isso que faz uma biofábrica de mosquitos wolbitos com sede em Curitiba (PR), dirigida por Luciano Andrade Moreira, e criada em parceria entre a Fiocruz, o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP), uma organização sem fins lucrativos com atuação em 14 países.
Atualmente, o Método Wolbachia faz parte da estratégia nacional de enfrentamento das arboviroses, do Ministério da Saúde, e está em implantação em Balneário de Camboriú (SC), Brasília (DF), Blumenau (SC), Joinville (SC), Luziânia (GO) e Valparaíso de Goiás (GO).
A escolha das cidades é feita pelo ministério considerando indicadores epidemiológicos – a ocorrência de casos de arboviroses em padrões elevados nos últimos anos.
A Revista Nature é uma publicação britânica em circulação desde 1869 e é considerada a revista científica mais citada do mundo. A lista “Nature’s 10” não configura como prêmio ou ranking acadêmico, mas coloca em destaque internacional pesquisadores e iniciativas de impacto.
Em 2023, a ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) foi incluída na lista pelo trabalho no combate ao desmatamento na Amazônia Legal.
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O pesquisador e professor Levon Nascimento, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Centro Universitário Dom Helder, pelo Projeto Trilhas de Futuro Educadores, participou do XXXII Congresso do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (CONPEDI), realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, apresentando três artigos em parceria com outros autores, em Grupos de Trabalho (GTs) distintos, nos dias 26 e 27 de novembro de 2025. O CONPEDI é o mais importante evento científico do direito no Brasil, reunindo pesquisadores de todo o país e de outras nações, promovendo debates que têm impacto direto na produção acadêmica, nas políticas públicas e na formação jurídica brasileira.
Dois dos trabalhos apresentados integram o campo do Direito Ambiental, abordando temas estruturais para a governança socioambiental contemporânea. No dia 26 de novembro de 2025, no GT Direito Ambiental, Agrário e Socioambientalismo II, Levon apresentou o artigo “Jurisprudência dos Desastres Ambientais: Chernobyl, Césio 137 em Goiânia, Mariana e Brumadinho”, escrito em coautoria com Márcia Sant’Ana Lima Barreto e Romário Fabri Rohm. A pesquisa analisou quatro tragédias humanas e ecológicas sob a perspectiva jurídica, comparando o modo como Estados, empresas e sistemas judiciais respondem — ou falham em responder — aos impactos sobre a vida humana, a saúde pública e o meio ambiente. O texto destacou que, embora a jurisprudência evolua após grandes desastres, ela frequentemente age de maneira tardia, reativa e insuficiente, sobretudo quando comunidades vulneráveis são afetadas.
Também no GT Direito Ambiental, Agrário e Socioambientalismo II, no dia 26 de novembro, Levon apresentou o segundo artigo, “Mineração de Lítio e Participação Social: Desafios Democráticos no Vale do Jequitinhonha”, escrito em coautoria com Olívia da Paz Viana e com seu orientador, o Professor Doutor José Claudio Junqueira Ribeiro. O trabalho examinou as contradições presentes no processo de mineração desse mineral estratégico, indispensável à transição energética, mas marcado por assimetrias de poder, impactos territoriais e limitações estruturais à participação das comunidades geraizeiras, quilombolas e indígenas. A pesquisa demonstrou que, quando audiências públicas limitam falas, dificultam acessibilidade ou são realizadas longe das comunidades atingidas, aquilo que deveria ser participação democrática converte-se em ritual burocrático, esvaziado de conteúdo e de justiça.
O terceiro trabalho foi apresentado no dia 27 de novembro, no GT Direito, Economia e Desenvolvimento Econômico Sustentável. O artigo, intitulado “Instrumentos Econômicos e Comando e Controle na Gestão Ambiental: Caminhos para a Sustentabilidade no Brasil”, foi produzido em coautoria com Wanderley da Silva. Nele, os autores analisaram os limites e as potencialidades da integração entre os mecanismos clássicos de regulação ambiental — baseados em licenciamento e normas impositivas — com instrumentos econômicos, como incentivos fiscais, tributos ambientais e pagamentos por serviços ecossistêmicos. A pesquisa mostrou que, ao invés de se contraporem, esses instrumentos podem se complementar em um modelo de governança capaz de ampliar a eficiência, a participação democrática e a sustentabilidade ecológica.
A participação de Levon Nascimento no CONPEDI reforçou a importância de pesquisas comprometidas com realidades concretas e com a crítica científica rigorosa. Os temas apresentados — desastres ambientais, mineração de lítio, democratização da gestão e instrumentos econômicos — revelam um olhar atento para o conflito entre desenvolvimento e justiça, contribuindo para o debate nacional sobre políticas públicas, direitos fundamentais e preservação da vida humana e ambiental. O evento em São Paulo mostrou que o Direito, quando articulado à pesquisa qualificada, pode ser um instrumento transformador: capaz de tensionar estruturas, defender comunidades e construir práticas mais justas e sustentáveis.
Sra. Lindaura Lina de jesus, faleceu aos 92 anos de idade
É com tristeza e grande pesar, que a Folha de Condeúba noticia o falecimento da Sra. Lindaura Lina de jesus aos 92 anos de idade, ocorrido na noite deste domingo dia 7 de dezembro de 2025 às 20h10min. Sra. Lindaura ela deixou viúvo o Sr. Manoel Messias com quem teve 12 filhos sendo que 10 vivos: José, Antônio, Manoel, Maria, Luzia, Floraci, Natalzita, Rita de Cássia, Marialves, Missilene, Francielle, sendo que 2 em memória Manoel e Maria além de 47 netos 69 bisnetos e 15 tataranetos.
O corpo está sendo velado na sua residência Rua 14 de Maio, n° 659 Divino, o sepultamento será hoje a tarde segunda-feira dia 8 às 17h no Cemitério da Irmandade do Santíssimo. A família enlutada, agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.
Atendimento: FUNERÁRIA DA PREFEITURA
Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família da Sra. Lindaura, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dela, descanse em paz, nas graças de Deus Sra. Lindaura.
Thaciano decidiria a permanência do Santos na Série A
Quem diria que Thaciano decidiria a permanência do Santos na Série A. O Peixe recebeu o remodelado Cruzeiro pela última rodada do Brasileirão e contou com dois gols do herói improvável, um atrás do outro, na primeira etapa, além de um de João Schmidt nos 45 minutos finais, para vencer a Raposa e confirmar a vaga na elite nacional em 2026. 3 a 1.
O Peixe termina o Brasileirão na 12ª colocação e descola, de quebra, uma vaga na Sul-Americana de 2026, enquanto o Cruzeiro termina o torneio na terceira posição.
Thaciano foi o herói improvável
Mesmo com escalação alternativa, o Cruzeiro fez frente ao Santos na Vila Belmiro, mas foi o Alvinegro que assustou primeiro. Com 12 minutos, Guilherme limpou dois marcadores pela esquerda, chegou ao fundo e cruzou rasteiro na área, onde Neymar apareceu livre para bater rasteiro, mas mandou rente à trave. Alguns minutos depois, Neymar cobrou escanteio rápido e rasteiro para Barreal, que bateu de primeira, mas também errou.
Em resposta, a Raposa aprontou no contra-ataque e chegou às redes, com a lei mais cruel do Brasil, a lei do ex. Com 16 minutos, Eduardo escapou entre os meio campostas e lançou Gabriel Barbosa no meio dos zagueiros. O atacante saiu cara a cara com Brazão e deu lindo toque de trivela, para mandar no ângulo, mas o tento foi anulado por impedimento.
Quem também chegou ao fundo do gol foi o Peixe, mas dessa vez valeu. Quando o cronômetro marcou 25 minutos, Guilherme cobrou escanteio fechado pela esquerda e Thaciano subiu mais alto que os zagueiros no primeiro poste para desviar com categoria, vencer Léo Aragão e abrir o placar dentro de casa.
E Thaciano precisou de apenas sum minuto para assumir de vez a alcunha de herói improvável. Depois de cruzamento muito forte na área, Igor Vinícius ficou com a posse pela direita, tabelou com Neymar e cruzou rasteiro no meio da área, onde o camisa 16, livre de marcação, completou de primeira e anotou seu segundo gol.
Ainda em cima dos mineiros, o Alvinegro Praiano por pouco não anotou o terceiro tento aos 38. Neymar encontrou ótimo lançamento para Sousa, que cruzou na área, mas parou na defesa. A sobra, porém, ficou viva na área, e Guilherme aproveitou para bater firme rasteiro. Léo Aragão foi nela, não encaixou e viu a redonda bater na trave antes de João Marcelo cortar.
Santos amplia e confirma a permanência
O Cabuloso voltou animado para a segunda etapa e chegou ao gol aos cinco minutos, mas não valeu. Depois de jogada trabalhada de pé em pé, Gabriel Barbosa recebeu na entrada e, de primeira, ligou Rayan na área. O atacante saiu livre, limpou Brazão e empurrou às redes, mas o autor do gol estava impedido.
Em resposta, o já consagrado na partida Thaciano quase anotou o terceiro, duas vezes. Primeiro, aos 11 minutos, Souza chegou com perigo pela ponta esquerda e cruzou do outro lado, onde Thaciano invadiu o espaço e testou cruzado. Plantado dentro do gol, Léo Aragão defendeu em cima da linha.
A segunda grande chance do atacante veio dois minutos mais tarde. O camisa 16 foi acionado na área por Neymar, com espaço, ajeitou para a direita e soltou chute forte. A bola desviou no defensor, explodiu no travessão e pingou fora da linha. Por muito pouco não sai o hat-trick de Thaciano.
Mas demorou muito pouco até que os mandantes anotassem o terceiro tento. Com 14 minutos jogados, Guilherme cobrou escanteio milimétrico pela esquerda e mandou na primeira trave, onde João Schimidt repetiu a cabeçada de Thaciano no primeiro gol e, assim como o atacante, foi feliz.
Ainda teve tempo para um tento celeste, que se tornou o terceiro gol anulado do Cruzeiro no jogo. Aos 30, depois de boa troca de passes, Kaique Kenji chegou pela ponta e cruzou na área. A bola ficou rebatida e sobrou para Eduardo, que, com o goleiro fora da meta, empurrou às redes. O tento, porém, foi anulado por impedimento no início da jogada.
O Vitória é para quem acredita e o Leão fica na Série A! Em um Barradão lotado, o Rubro-Negro venceu o São Paulo por 1 a 0 neste domingo (7), pela última rodada do Campeonato Brasileiro, e conseguiu a permanência na elite do futebol brasileiro. O “gol do fico” foi marcado por Baralhas aos 23 minutos do 2° tempo.
Com o resultado, o time de Jair Ventura fechou o Brasileirão com 45 pontos, na 15ª colocação, um ponto acima de Fortaleza e Ceará, que terminaram em 17° e 18° com 44 e acabaram rebaixados. O Inter, que entrou na rodada no Z4, também fez 44 pontos, mas terminou livre na 16ª colocação.
Esta foi a sétima vitória de Jair Ventura em 13 jogos no comando do Leão. Quando chegou, a equipe somava apenas quatro vitórias na Série A, e a reação puxada pelo treinador mudou o rumo da campanha. No fim, o Rubro-Negro fechou a competição com 11 vitórias, 13 empates e 15 derrotas.
Estudo da UFMG aponta danos ambientais e perdas econômicas duradouras
Agência Brasil
Sobradinho – Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Daqui a pouco menos de dois meses, o rompimento da barragem de rejeitos Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, vai completar sete anos. Na tragédia 272 pessoas morreram, outras ficaram desaparecidas e rios e comunidades sofreram impactos causados por um desastre socioambiental sem precedentes. A Vale era a responsável pela barragem.
Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), feito por pesquisadores do Projeto Brumadinho, indica que 70% dos domicílios do município relataram algum tipo de adoecimento físico ou mental, o que indica que os impactos sobre a saúde continuam estruturais e persistentes até hoje.
Sintomas como estresse, insônia, ansiedade, hipertensão e episódios depressivos continuam recorrentes, enquanto 52% dos adultos passaram por tratamento psicológico ou psiquiátrico desde a tragédia.
O cenário também envolve piora de doenças crônicas e aumento da demanda por acompanhamento especializado. Ao mesmo tempo, 76% dos domicílios enfrentam dificuldades para acessar consultas, exames e tratamentos, em meio a uma rede pública pressionada pelo volume de atendimentos e pelas mudanças na mobilidade local.
Contaminação
A insegurança sanitária marca a rotina. Segundo o levantamento, 77% das famílias vivem com medo constante de contaminação dos alimentos.
“Recebemos a pesquisa com muita tristeza, pois ela confirma que a população de Brumadinho continua sofrendo. Temos relatos de familiares que desenvolveram diabetes, lúpus, câncer, dermatites crônicas e problemas de coração, além do crescimento do uso de ansiolíticos que também é visível”, diz Nayara Porto, presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (Avabrum).
O estudo aponta a permanência de metais pesados – manganês, arsênio, chumbo, mercúrio e cádmio – em diferentes matrizes ambientais. A água permanece como principal vetor de risco: 85% dos domicílios relatam impactos no uso dos copos d’água, enquanto 75% afirmam que o fornecimento e a qualidade estão comprometidos.
Tragédia em Brumadinho matou 272 pessoas. População pede justiça – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A chamada “lama invisível”, conceito que traduz a desconfiança sobre o consumo de bens produzidos em Brumadinho, ainda está presente no cotidiano. Para Josiane Melo, diretora da Avabrum, o território continua marcado pela instabilidade.
“É inadmissível conviver com insegurança hídrica, adoecimento e medo tantos anos depois [do desastre]. O estudo só comprova que a vida não voltou ao lugar”, diz Josiane.
Perdas
As perdas econômicas também são expressivas. Segundo o professor Ricardo Machado Ruiz, um dos autores do estudo, Brumadinho poderia perder entre R$ 7 bilhões e R$ 9 bilhões de Produto Interno Bruto (PIB) no longo prazo sem o acordo firmado em 2021. Com a aplicação dos recursos, o prejuízo estimado cai para algo entre R$ 4,2 bilhões e R$ 5,4 bilhões, mas não desaparece.
O pesquisador explica que a mineração desempenhava papel central na economia local e que, após o rompimento, a estrutura produtiva passou a depender da reparação, que absorveu trabalhadores e reduziu efeitos imediatos, mas enfraqueceu pequenos negócios e atividades informais. O futuro, afirma, depende de diversificação econômica.
“Se nada for feito para substituir aquela atividade mineradora, ainda restará essa perda bilionária dentro do município”, finaliza Ruiz.
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A paixão é como um fogaréu de emoção Que faz a gente perder a razão Que joga você no chão E faz você viver uma grande ilusão.
A paixão afeta direto o seu coração É como um tiro sem perdão Ou como uma tomada de decisão Que acaba com qualquer previsão.
A paixão um fogo passageiro Como um incêndio que logo se apaga É como uma esperança que não dá em nada Quando a beleza se acaba
A paixão é como uma noite de trovão que dá e passa É como matar a sede sem poder beber água A paixão é como a sedução de um olhar Para tudo depois de um beijo começar.
O cantor Mauri Lima, da dupla com Maurício e irmão de Chitãozinho e Xororó, morreu neste domingo (7/12)
Cantor retornava de show em Curitiba quando sofreu acidente que também matou um integrante da equipe. O cantor Mauri Lima, da dupla com Maurício e irmão de Chitãozinho e Xororó, morreu neste domingo (7/12) em um acidente de trânsito na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), em Miracatu (SP). Ele tinha 55 anos.
Mauri havia se apresentado em Curitiba no sábado (6/12) e retornava para casa quando o acidente ocorreu, por volta das 14h. Um integrante da equipe, ainda não identificado, também morreu.
Em nota, a assessoria de Chitãozinho e Xororó lamentou o ocorrido e informou que o irmão Maurício está bem. “Informamos que Maurício está fisicamente bem e sendo assistido. A família agradece o carinho e o entendimento de todos em se reservarem neste momento de profunda dor”, diz o comunicado.
Nascido em 1970, em Mauá (SP), na região metropolitana da capital, Mauri morava em Indaiatuba (SP). Ele era casado com a apresentadora do SBT Andrea Fabyanna e tio de Sandy e Junior.
A dupla Mauri e Maurício foi formada há 35 anos. Antes disso, ainda adolescentes, eles trabalhavam nos bastidores dos shows de Chitãozinho e Xororó. Entre 1980 e 1990, Maurício foi contrabaixista e backing vocal dos irmãos, enquanto Mauri atuou na produção.
É com profunda tristeza e enorme pesar que comunicamos o falecimento de Mauri Lima, irmão de Chitãozinho e Xororó, em um trágico acidente ocorrido na tarde deste domingo, 7 de dezembro. O fato é muito recente e as informações ainda estão sendo apuradas e consolidadas, mas informamos que Maurício está fisicamente bem e sendo assistido. A família agradece o carinho e o entendimento de todos em se reservarem neste momento de profunda dor
O atleta Beto Maratonista correndo na elite geral ficou em 5° lugar
Foi realizada neste domingo dia 7 de dezembro de 2025, a corrida da OAB 5 km, onde o atleta condeubense Beto Maratonista foi 5° colocado, correndo na categoria elite geral. Parabenizamos ao atleta Beto pela ótima classificação.
Beto agradece aos seus patrocinadores e colaboradores:-
Positivo Móveis, Posto Condeúba, Biofarma e Farmacia Condeúba. Pela cobrtura publicitária que sempre deu para o esporte em geral, a Folha de Condeúba.
“Estupros corretivos, tapas e facadas. Querem nos manter de bocas fechadas, mas nem a morte irá nos calar. Mulheres vivas!”, com essas palavras a assistente social Elisandra “Lis” Martins encerrou sua fala na Batalha de Rimas, no centro de Brasília, no ato Levante Mulheres Vivas, realizado em diversas capitais do país neste domingo (7).
Sob fortes pancadas de chuva, milhares de pessoas participaram do protesto no Distrito Federal (DF) para denunciar a violência contra a mulher, o feminicídio e a omissão do Estado na proteção e prevenção à violência de gênero.
O “Levante” foi convocado por dezenas de organizações de mulheres, após sucessivos casos emblemáticos de feminicídios que chocaram o Brasil nos últimos dias. Em Brasília, falas de lideranças e apresentações culturais movimentaram a Torre de TV, no centro da capital.
A rimadora Elisandra “Lis” Martins, de 31 anos, faz parte do coletivo Batalha das Gurias, da Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop, e compareceu ao ato para denunciar a violência de gênero na esperança de provocar uma reação do Estado.
“É violência de gênero, é violência de raça, por esses motivos temos as nossas vidas escassas, é como viver no submundo dos empregos, periferias e até do próprio mundo. Da não aceitação até a depressão que nos mata, mantendo viva a respiração”, rimou a moradora do Itapoã, região administrativa do DF a cerca de 10 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.
A manifestação contou com a presença de um ministro e seis ministras, entre elas as da pasta da Mulher, Cida Gonçalves, da Igualdade Racial, Anielle Franco, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além de deputadas federais, da primeira-dama Janja Lula da Silva e diversas lideranças populares.
Ministras e a primeira-dama, Janja Lula da Silva, durante ato do Levante Mulheres Vivas, na área central de Brasília, contra o o feminicídio – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foram recorrentes falas contra o Estado e a omissão e incapacidade das instituições de protegerem as mulheres vítimas de violência, assim como de prevenir esses crimes.
A doutora em ciência sociais Vanessa Hacon é ativista do Coletivo Mães na Luta, que assessora mulheres vítimas de violência. Ela afirma que o sistema de Justiça é negligente no atendimento às mulheres e, na maioria dos casos, culpa a própria vítima.
“As mulheres saem de casa para se livrar da violência doméstica e vão parar dentro do sistema de Justiça, onde a violência processual é intensa e absurda e os juízes não fazem nada”, disse Vanessa.
A ativista reclama que as instituições do sistema de Justiça não concedem as medidas protetivas às mulheres quanto necessário.
Carla Michelli e Vanessa Hacon no Levante Mulheres Vivas, em Brasília, contra o feminicídio – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
“Existe uma ideologia machista nos tribunais que deslegitima denúncias com base em estereótipos de gênero vulgares, do tipo ‘essa mulher é uma ressentida’, ‘não aceita o fim do relacionamento’, ‘vingativa’. Essas denúncias precisam ser levadas a sério e, de fato, processadas corretamente, ao invés de arquivadas sob argumentos vagos”, criticou.
Patriarcado
Com gritos como “Feminismo é revolução” e “Mulheres Vivas”, as manifestantes destacaram que a forma “patriarcal” como a sociedade foi estruturada ao longo dos séculos contribui para uma espécie de “epidemia” de feminicídios no Brasil.
“O patriarcado é quando a sociedade se estrutura a partir da lógica de que o homem, de que o gênero masculino, tem o poder, e o poder é centralizado neles, a partir deles, e é a partir deles que as coisas acontecem”, afirmou a militante do Movimento Negro Unificado (MNU), Leonor Costa.
Ela destacou à Agência Brasil que os casos “absurdos” de feminicídios nos últimos dias acenderam a revolta das mulheres pelo país.
Militante do Movimento Negro, Leonor Costa diz que educação é fundamental para mudar violência contra mulheres – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
“Espero que esses atos sensibilizem a sociedade e mostrem o perigo que as mulheres vivem no seu cotidiano e, mais do que isso, que sensibilize o Estado. É fundamental que haja políticas públicas que sejam capazes de frear esse nível de violência”, afirmou.
Para a representante do MNU, a educação é fundamental para mudar essa cultura. “São necessárias políticas de educação que consigam conscientizar a sociedade como um todo para entender que esse é um problema do país. Esse não é só um problema meu, que sou mulher”, completou.
Papel dos homens e do orçamento público
A maioria da manifestação foi formada por mulheres, mas muitos homens acompanharam o ato e as lideranças presentes destacaram o papel deles na luta contra a violência de gênero, como explicou a escritora, cineasta e professora aposentada Renata Parreira.
“É preciso convocar os homens a discutir, a refletir sobre sua masculinidade tóxica. Trazê-los como aliados para essa luta, porque é uma luta de todas e todos para que possamos mudar o projeto de sociedade”, destacou.
Para Renata, que integra o Levante Feminista contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio, é preciso ainda reforçar o orçamento público para combater a violência de gênero.
“Sem orçamento público, sem equipe qualificada, sem indicadores econômicos e sociais de pesquisa não há como elaborar políticas públicas efetivas para a prevenção da violência de mulheres. Nós precisamos, por meio da educação, transformar a realidade porque a cultura não é fixa, ela é dinâmica e pode ser mudada”, completou.
Para a escritora Renata Parreira, é preciso orçamento público para combater violência de gênero – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Questão econômica
A situação econômica das mulheres foi outro elemento lembrado no ato como fator que alimenta a violência de gênero.
A empreendedora Aline Karina Dias, de 36 anos, avalia que a questão financeira é a arma para emancipar muitas mulheres dos ciclos de violência e exclusão.
“Compreendemos o empreendedorismo, a questão financeira, como uma ferramenta de emancipação e de existência das mulheres. Muitas que sofrem feminicídio são devido a questões sociais, por falta de moradia e de emprego”, disse.
Aline Karina lidera o Sebas Turística, projeto de afroturismo de base comunitária que visa promover o turismo cidadão em São Sebastião, região administrativa do DF a cerca de 17 km do centro de Brasília.
Entenda
A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país.
Levante Mulheres Vivas reuniu milhares na área central de Brasília protestar contra o feminicídio – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso acusado do crime.
Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição que se matou em seguida.
Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.
Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero.
Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero. Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios.