Morreu o ex-prefeito de Vitória da Conquista Raul Ferraz, aos 90 anos



A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (30), a segunda fase da Operação Magna Fraus, com o objetivo de investigar um esquema que teria desviado – por meio de fraudes e invasões de dispositivos eletrônicos – mais de R$ 813 milhões por meio de empresas que gerenciam transferências PIX.

Segundo a PF, o dinheiro foi desviado de contas usadas por bancos e instituições de pagamento para administrar transferências PIX de seus clientes.
A investigação tem braços no Brasil e no exterior, demandando prisões internacionais com o apoio da Interpol na Argentina e em Portugal. Na Espanha, a operação contou com o apoio da Brigada Central de Fraudes Informáticos da Polícia Nacional da Espanha.
Mandados
No Brasil, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão nas cidades de Goiânia, Brasília, João Pessoa, Belo Horizonte. Em Minas Gerais, estão sendo cumpridos mandados nos municípios de Betim e Uberlândia.
Em Santa Catarina, os alvos dos mandados estão localizados nas cidades de Itajaí e Balneário Camboriú; na Bahia, em Camaçari; e, em São Paulo, no município de Praia Grande, além da capital do estado.
Das 26 prisões demandadas à PF, 19 são preventivas e sete são temporárias. Foram determinadas também medidas de bloqueio de bens e valores, na ordem de até R$ 640 milhões.
De acordo com a PF, os investigados são suspeitos de terem cometidos crimes de invasão de dispositivo informático e furto mediante fraude eletrônica, além de lavagem de dinheiro.
Confira a reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
A primeira fase da Operação Magna Fraus foi deflagrada em julho, com o objetivo de investigar um “grupo criminoso responsável pela lavagem de dinheiro proveniente de fraudes e invasões de dispositivos eletrônicos”.
Foram expedidos mandados de prisão temporária, bem como de busca e apreensão em Goiás e no Pará.
Na época, a PF informou que estava apurando a atuação de “suspeitos especializados no uso de técnicas avançadas de negociação de criptoativos, empregadas para ocultar e dissimular a origem e a titularidade de valores ilícitos, dificultando sua rastreabilidade”.


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Confira a lista de finais de Libertadores do Flamengo
Caso conquiste o título este ano, o Flamengo será o primeiro time brasileiro tetracampeão na história da Libertadores. O Palmeiras, que decide a outra vaga na decisão nesta quarta-feira contra a LDU, também tem chances de conseguir o feito este ano. O São Paulo, eliminado nas quartas de final, o Santos e o Grêmio, que não se classificaram para a edição deste ano, são os outro times do país com três títulos.
A primeira final e o primeiro título de Libertadores do Flamengo foram em 1981, com a grande geração de Zico, Júnior, Leandro, Andrade, Adílio e cia. A decisão foi contra o Cobreloa, do Chile. O rubro-negro venceu a ida por 2 a 1 no Maracanã e perdeu o jogo de volta por 1 a 0, em Santiago, o que forçou uma partida de desempate no Centenário, em Montevidéu (URU), vencida pelo Fla por 2 a 0. Zico marcou todos os quatro gols do time da Gávea nas finais.
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Os rubro-negros precisaram esperar por 28 anos até chegarem a uma outra final de Libertadores. A segunda decisão e o segundo título chegaram em 2019, com uma virada épica sobre o River Plate (2 a 1), com dois gols de Gabigol, um aos 44 minutos e outro aos 47 do 2º tempo.
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O Flamengo chegou a sua terceira final em 2021, mas seu único vice na competição veio de forma traumática: uma derrota por 2 a 1 para o rival nacional Palmeiras, no Centenário, em Montevidéu. Raphael Veiga abriu o placar para o time paulista aos 5 minutos, Gabigol empatou aos 25 minutos do 2º tempo, e Deyverson, após falha de Andreas Pereira, fez o gol do título alviverde aos 50 minutos. Há a chance da revanche este ano.
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O rubro-negro voltou à decisão continental em 2022 e conquistou o tricampeonato com uma campanha avassaladora: 12 vitórias e 1 empate em 13 jogos. A decisão, no Monumental de Guayaquil (Equador) foi contra o Athletico-PR. Vitória por 1 a 0, gol de Gabigol, aos 49 minutos do 1º tempo.
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O 0,1% mais rico da população mundial emite em apenas um dia mais gases do efeito estufa que metade das pessoas mais pobres. Apenas um indivíduo entre os mais ricos emite, em média, 800 quilos de gás carbônico equivalente (CO₂e) por dia, 400 vezes mais que alguém do grupo de menor poder aquisitivo, que tem uma média de dois quilos de CO₂/dia.

Os dados integram o relatório Saque Climático: como poucos poderosos estão levando o planeta ao colapso, lançado nesta quarta-feira (29), pela organização global da sociedade civil, Oxfam.
O relatório analisa o quanto o planeta ainda é capaz de emitir gases do efeito estufa para manter a meta do Acordo de Paris de conter o aquecimento global em 1,5 graus Celsius (°C) em comparação com o período pré-industrial.
Como base de dados, os pesquisadores partiram dos cálculos do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), que estimava, em 1990, uma margem de 1.149 Gigatoneladas (Gt) de CO₂e para garantir 50% de chance de sucesso na contenção do aquecimento global.
No entanto, o relatório alerta que, desde 1990, o 0,1% mais rico da população mundial aumentou em 32% sua participação nas emissões globais de CO₂, enquanto a metade mais pobre viu sua parcela cair 3%.
“Nos últimos 24 anos, as emissões continuaram a aumentar, e 89% desse orçamento de carbono restante já foi consumido”, informa o relatório.
Segundo a diretora-executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago, os dados revelados pelo estudo reforçam a ideia de que quem mais causa os efeitos das mudanças climáticas deve fazer frente ao problema.
“Quando a gente fala que o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas é o que deve iluminar a atuação dos países na crise climática, isso também tem a ver com o nosso modo de vida enquanto conjunto da sociedade”, reforça.
A responsabilidade dos mais ricos sobre os impactos no clima global fica mais clara com um outro dado trazido pelos pesquisadores. Segundo eles, se toda a população mundial tivesse o mesmo comportamento de emissão de gases do efeito estufa que os mais ricos do mundo, o limite de emissões para evitar um colapso climático seria esgotado em menos de três semanas.
“Essas pessoas têm um próprio estilo de vida, e também a maneira como elas geram suas riquezas e consomem está completamente relacionada com a emissão de carbono. E é uma emissão completamente desproporcional, em relação ao resto do planeta”, explica Viviana.
Diante desses dados, os pesquisadores calcularam ainda qual seria a redução necessária nas emissões da população 0,1% mais rica para manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C. De acordo com o relatório, os mais ricos precisam reduzir em 99% as emissões individuais até 2030.
Com o maior poder de consumo no mundo, essa pequena parcela da população global também emite gases do efeito estufa por meio de seus investimentos financeiros, já que 60% das aplicações são feitas em atividades econômicas de grande emissão, como petróleo, gás e mineração.
De acordo com o estudo, o bilionário médio produz 1,9 milhão de toneladas de CO₂e por ano, apenas por meio dos investimentos.
Além de manter o padrão de consumo capaz de impactar mais o clima do planeta, os investimentos dos mais ricos do mundo também financiam uma maior influência em ambientes decisivos como a própria Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP).
O relatório da Oxfam cita o exemplo da COP29, ocorrida em 2024, na cidade de Baku, no Azerbaijão. Na conferência, foram concedidas 1.773 pessoas ligadas aos setores de carvão, petróleo e gás ─ uma delegação capaz de superar a média participativa de todos os representantes dos 10 países mais vulneráveis ao clima.
“A gente percebe como esse poder e essa riqueza, de potenciais poluidores e que constroem a crise climática, também estão nesses espaços onde o mundo tenta construir acordos para pausar o aquecimento global”, reforça a diretora-executiva da Instituição.
Diante dos dados apresentados, o relatório traz ainda recomendações para a diminuição dos impactos climáticos causados pelas grandes riquezas. Entre as medidas estão a taxação e limitação da atuação de super-ricos em ambientes incidência política sobre decisões globais, melhor distribuição do orçamento climático e fortalecimento da participação da sociedade civil e de grupos tradicionais.
“A crise climática é uma crise de desigualdade. Os indivíduos mais ricos do planeta financiam e lucram com a destruição do clima, enquanto a maioria da população mundial paga o preço das consequências fatais do seu poder sem controle”, conclui Amitabh Behar, diretor-executivo da Oxfam Internacional.




Os casos confirmados de pessoas intoxicadas por metanol subiu para 59, segundo atualização divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Ministério da Saúde. O estado de São Paulo lidera o número de casos confirmados (46), seguido por Paraná (6), Pernambuco (5), Rio Grande do Sul (1) e Mato Grosso (1).

O número de pessoas que morreram em razão da intoxicação continua em 15: Nove em São Paulo, três no Paraná e três em Pernambuco. Outros 9 óbitos estão sendo investigados, três em Pernambuco, dois no Paraná, um em Minas Gerais, um no Mato Grosso do Sul, e dois em São Paulo.
O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS) reforçou que bebidas alcoólicas de origem clandestina ou sem procedência confiável podem conter substâncias tóxicas e até letais e representam risco à saúde.
Denúncias sobre possíveis irregularidades e suspeitas a respeito de bebidas adulteradas podem ser enviadas pelo Disque Denúncia 181 ou pelo site da Polícia Civil de São Paulo. O Procon-SP também recebe denúncias pelo Disque 151 e pelo site do serviço.



Foi aberto nesta quarta-feira (29), no auditório do CEMAE, o 1º Encontro de Comunicação Legislativa da Bahia, reunindo representantes de diversos municípios da região Sudoeste. O evento contou com auditório lotado, demonstrando o interesse e a relevância do tema para o fortalecimento da comunicação pública e do papel do Legislativo nos municípios.
O presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, vereador Ivan Cordeiro(PL), destacou a importância da comunicação no trabalho parlamentar e agradeceu a presença das autoridades, colegas vereadores e profissionais da área. “A comunicação é fundamental para a atividade parlamentar, para a garantia dos direitos constitucionais do cidadão e para o debate sobre o desenvolvimento dos municípios. É através dela que tudo acontece”, afirmou.
Ivan também agradeceu a presença do vice-prefeito e prefeito em exercício, Dr. Aloísio Alan, do presidente da Câmara de Potiraguá, Raul Santos, e do diretor financeiro da Fundação Paulo Jackson, Almir Pereira, além dos demais colegas parlamentares. “Esse é um evento da Câmara e para todos nós vereadores. Ficamos felizes com a participação de tantos representantes da região”, completou.
O diretor financeiro da Fundação Paulo Jackson, Almir Pereira, responsável pela TV e Rádio ALBA, fez um anúncio especial durante o evento: a Câmara de Vitória da Conquista terá o seu próprio canal de televisão, como parte do programa Brasil Digital, do Governo Federal, em parceria com o Ministério das Comunicações.
“Já está autorizado o canal virtual 7, que integrará a rede legislativa de comunicação junto à TV ALBA, à TV Câmara Federal e ao Senado. A Câmara de Vitória da Conquista terá um importante instrumento para se comunicar diretamente com a população, transmitindo sessões, audiências e programações locais”, informou Almir.

A Câmara dos Deputados incluiu nesta segunda-feira (27) o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no cadastro de devedores do setor público federal. A Casa tenta cobrar do parlamentar uma dívida de R$ 13,9 mil por faltas injustificadas no mês de março.
Ao G1, a Câmara informou que também enviará um ofício para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que avaliará se a cobrança pode ser incluída na Dívida Ativa da União.
As cobranças contra Eduardo Bolsonaro dizem respeito a quatro ausências injustificadas em março, quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já estava nos Estados Unidos e antes de ele oficializar o afastamento temporário do mandato.
O gabinete de Eduardo foi notificado e recebeu o boleto da cobrança em agosto. No início do mês passado, a guia de pagamento venceu, e a Câmara deu início aos trâmites formais para receber os valores.

Segundo o governador, ele determinou desde a terça-feira (28) que o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, acompanhe em tempo real os desdobramentos da crise na capital fluminense e adote as medidas necessárias para evitar qualquer repercussão na Bahia.
Durante a entrega de ambulâncias, micro-ônibus e veículos administrativos destinados às Policlínicas Regionais de Saúde, Jerônimo reforçou a importância da integração entre os governos estaduais e o Governo Federal no enfrentamento ao crime organizado.
“Determinei que o secretário Marcelo Werner acompanhe de perto a situação no Rio de Janeiro e atue no que for preciso para que os fatos ocorridos lá não tenham reflexo na Bahia. A integração entre as forças estaduais e a União é essencial para o combate ao crime organizado”, declarou o governador.

A operação policial realizada nesta terça-feira (28) contra o tráfico de drogas nos complexos da Penha e do Alemão, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, foi marcada por execuções e torturas e classificada como carnificina por moradores, parentes dos mortos e pela Associação de Moradores do Parque Proletário da Penha.

A reportagem da Agência Brasil esteve no local e entrevistou testemunhas que tentaram socorrer as vítimas nas primeiras horas ou ajudaram na remoção dos corpos. Segundo a contagem oficial do governo do estado, são ao menos 119 vítimas. É a operação mais letal da história da capital fluminense.
Para impedir a fuga dos suspeitos, a estratégia das polícias foi invadir as comunidades e montar “um muro” com agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), bloqueando a fuga pelo alto da mata que circunda as duas comunidades. No local, segundo os relatos, se deu o confronto mais violento, com sinais de tortura e execução de dezenas de corpos resgatados e dispostos na manhã de hoje em frente à associação comunitária, na Praça São Lucas, na localidade conhecida por Vila Cruzeiro.
” A gente ouviu os gritos e pedidos de socorro e subiu para ajudar. Eu moro perto. Entrei na mata 3h da manhã.”, contou um morador. O homem, de 25 anos, que preferiu não se identificar, contou que, naquele momento, a polícia ainda estava no local e tentou impedir a ajuda.
“Eles não paravam de dar tiro, tacar bomba de gás [lacrimogêneo] e, em muitos momentos, a gente teve que se proteger. Eles dando tiro, a gente se escondendo no meio dos corpos para prosseguir”, relatou.
A testemunha esteve, mais cedo, no Instituto Médico-Legal (IML) para tentar liberar o corpo de um primo, morto na operação. Na tentativa de socorro, o homem revelou que o cenário na mata era desolador.
“A gente encontrou muitos mortos sem camisa, fuzilados, com mãos e dedos decepados e também decapitados. Eu vi bem uma cabeça que estava entre os galhos de uma árvore e o corpo jogado no chão”, disse.
Ele mostrou à reportagem o vídeo da vítima encontrada nessas condições, identificada como Ravel. Fotógrafos que estiveram na área mais cedo também encontraram vítimas mortas com a cabeça cortada por faca.
Segundo a testemunha, os moradores que participaram do resgate acessaram ainda celulares encontrados no local ou receberam áudios das vítimas contando que tinham se rendido, antes da execução, contrariando a versão do governo do estado de que os mortos foram vitimados em confronto.
“Vocês viram os vídeos dos meninos saindo do bunker, ontem, se entregando? Eles não são um terço dos que se entregaram. Teve gente que pediu perdão, se ajoelhou, jogou os fuzis, mas foi morta”.
O presidente da associação comunitária de Parque Proletário, Erivelton Vidal Correa, em entrevista na sede da entidade, na Penha, confirmou o depoimento da testemunha ouvida pela Agência Brasil e disse que desde às 19h da noite de terça, as famílias tentavam subir a mata para ajudar as vítimas. Ele avaliou que, se o socorro tivesse chegado antes, possivelmente, o número de mortos poderia ter sido menor.
A entidade chegou a levar seis baleados para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, ontem, mas eles chegaram mortos à unidade.
“Retiramos um total de 80 corpos da área conhecida como Mata da Pedreira, com o nosso sistema, nossa mão de obra. Pedimos aos moradores que trouxessem lençóis, toalha, canga, o que tivessem, para ajudar com as remoções”, contou Correa.
O presidente da associação também confirmou os sinais de tortura e execuções: “Muitos corpos deformados, com perfurações no rosto, perfurações de faca, cortes de digitais, dois corpos decapitados, a maioria dos corpos não tinha face, essa era a condição”. Entre eles, o de dois irmãos manauaras. “Eles foram mortos abraçados com um tiro na cara cada um e tiveram as digitais cortadas”.
Segundo Correa, durante todo o período de 11 anos que esteve na associação da Penha, nunca tinha se deparado com cenário tão violento. “Foi uma arbitrariedade muito grande. A gente sabe que o Estado tem que trabalhar, mas trabalhar direito, o que aconteceu aqui foi um genocídio, uma carnificina”, disse.
“Eu não estou aqui para falar das escolhas de vida de cada um. Não estou aqui para falar nem mal, nem bem, da polícia ou do tráfico. Agora, todos os corpos que nós pegamos ali, antes, eles estavam vivos nas mãos deles [da polícia]. Eles podiam prender, mas não, mataram e largaram no mato”.
Essa é a mesma opinião de Paula*, uma moradora que acompanhou a chegada dos corpos à sede da associação. “Foi um esculacho desnecessário. Se eles [polícia] vieram para fazer busca e apreensão, tinham que ter feito, e não matar a facada, tirar a cabeça, além dos policiais, os que estavam aqui também têm família, mãe, pai, esposa, filhos. E foram encontrados neste estado”, disse.
Entre as vítimas, além de suspeitos de tráfico de drogas, Vidal Correa denuncia que há moradores.
“São pessoas daquela região, que a gente chama de ‘lá de trás’ e que criavam cavalos. Eles vão no mato buscar comida para os animais. Então, infelizmente, estavam no momento errado, na hora errada e sofreram perdendo a vida”, denunciou. “Esperamos que isso seja esclarecido”, completou. Hoje mesmo o IML começou o reconhecimento e liberou os primeiros corpos para enterro.
Perguntado sobre a razão de a polícia ter optado por deixar as vítimas mortas no local e até impedido o socorro, Vidal acredita que a opção foi para não gerar provas. “Se levassem para o hospital ou chamado a delegacia, ia comprovar o genocídio. Era mais conveniente largar para trás”, completou.
Mães de mortos também questionaram a operação e denunciaram execuções de rendidos. “Está ouvindo os tiros?”, pergunta Elizângela Silva à reportagem, enquanto exibe um vídeo de celular gravado de dentro da mata. “Eles estavam vivos quando a gente tentou subir a mata e a polícia jogou tiro contra nós”. Ela é vizinha da mãe de uma das vítimas. “O menino pediu ajuda de manhã: ‘mãe, me ajuda, pelo amor de Deus’, mas chegou de noite, eles pegaram e mataram todos que estavam lá”. Outras mães também denunciaram arbitrariedade contra jovens que já tinham se rendido.
A Operação Contenção, realizada pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, deixou 119 mortos, sendo 115 civis e quatro policiais, de acordo com o último balanço. O governo do estado considerou a operação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência à operação, e aqueles que se entregaram foram presos. No total, foram feitas 113 prisões.
A operação contou com um efetivo de 2,5 mil policiais e é a maior realizada no estado nos últimos 15 anos. Os confrontos e as ações de retaliação de criminosos geraram pânico em toda a cidade, com intenso tiroteio, fechando as principais vias, escolas, comércios e postos de saúde.
Na coletiva de imprensa, durante a tarde, na Cidade de Polícia, o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, disse que os policiais seguiram as normas vigentes e que os desvios serão apurados. “O que as famílias falam, reclamam, denunciam, claro que são objeto de declarações junto às delegacias e foram instalados inquéritos para apurar esses confrontos, mas deixando claro que em todos esses inquéritos os polícias são vítimas, autores são os criminosos”, declarou, negando as execuções.
* Nome fictício para preservar a identidade da vítima.




Dados do Ministério dos Transportes indicam que cerca de 20 milhões de pessoas conduzem veículos sem a CNH, um reflexo direto, segundo Renan, do custo e da burocracia.
São 20 milhões de brasileiros que dirigem sem carteira. Isso precisa ser resolvido, porque a gente pensa que isso é um problema do mundo todo, mas não é verdade”, relatou o ministro
Liberdade – Uma das novidades da proposta é o fim da obrigatoriedade das 45 horas de aulas teóricas presenciais na autoescola. O ministro enfatizou que o cidadão ganhará liberdade para escolher como se preparar, mas a avaliação continuará sendo obrigatória.
Por que vai reduzir o custo para as pessoas? Porque vamos permitir que o cidadão estude onde quiser. A gente vai continuar exigindo a prova. A pessoa vai ter que passar na prova como é hoje, mas não vai precisar das 45 horas de aula”, explicou
Acesso restrito – Hoje, tirar uma CNH pode custar mais de R$ 4 mil, o que leva milhões de brasileiros a dirigirem carros e motos sem habilitação.