4º CAMPEONATO DE FUTSAL DO RIACHO SECO – COPA SALVADOR MESSIAS
4º CAMPEONATO DE FUTSAL DO RIACHO SECO – COPA SALVADOR MESSIAS – RESULTADOS DOS JOGOS DA 1ª RODADA.

4º CAMPEONATO DE FUTSAL DO RIACHO SECO – COPA SALVADOR MESSIAS – RESULTADOS DOS JOGOS DA 1ª RODADA.


Os dados estão disponíveis no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro – Siconfi, da Secretaria do Tesouro Nacional, que reúne informações oficiais fornecidas a cada quatro meses por todas as administrações fazendárias estaduais.
Trata-se da primeira vez em mais de uma década que a Bahia ultrapassa São Paulo, o mais rico estado brasileiro, no ranking dos maiores volumes de investimentos do país. Com um orçamento cinco vezes menor que o paulista, o governo baiano havia se consolidado na vice-liderança em valores absolutos investidos, sempre com São Paulo à frente.
Somando-se os R$ 16,08 bilhões investidos nos dois primeiros anos da administração do governador Jerônimo Rodrigues, maior volume já registrado nas últimas décadas por um governo baiano em sua etapa inicial de gestão, a Bahia já soma R$ 20,2 bilhões em investimentos desde 2023, de acordo com levantamento da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA).
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A cantora Vanessa Rios, de 42 anos, vocalista da Banda Capim com Mel, faleceu na manhã deste domingo (26) após longa luta contra um câncer de pulmão. A informação foi confirmada oficialmente pela banda por meio de seu perfil no Instagram.
Vanessa foi diagnosticada em 2023 com sarcoma sinovial pulmonar um tipo raro de câncer e continuou a carreira artística mesmo durante o tratamento, chegando a subir ao palco após sessões de quimioterapia. Com o avanço da doença, precisou se afastar gradualmente dos palcos para se dedicar à saúde, mas manteve contato com fãs e colegas de banda.

Natural de Pernambuco, Vanessa iniciou a carreira cantando por bandas regionais como Forró do Muído e Banda Boa Toda, antes de vencer concurso que a levou à Banda Kitara em 2014. Posteriormente, integrou a Banda Capim com Mel, consolidando-se como voz de destaque no cenário do forró-eletrônico.
Em nota oficial, a banda Capim com Mel agradeceu “pelo profissionalismo, dedicação e legado deixado” e desejou “paz” à cantora. A notícia da morte comoveu fãs, colegas músicos e o meio artístico do forró a nível nacional, que expressam solidariedade aos familiares e amigos de Vanessa.
A perda deixa uma lacuna importante no gênero forró-brega, onde Vanessa era reconhecida pela energia nos palcos e pela presença marcante. Em vida, ela não apenas cantava, mas representava a perseverança ao enfrentar a doença enquanto mantinha o vínculo com o público.
A Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), deflagrou a Operação Agro II. A ação é fruto de uma investigação conduzida pela 37ª Delegacia Territorial (DT/São Sebastião do Passé), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na prática de furto de gado (abigeato) na região metropolitana de Salvador.
O grupo criminoso atua de forma estruturada e recorrente, invadindo propriedades rurais, subtraindo gados, abatendo os animais no próprio local dos crimes e, posteriormente, distribuindo clandestinamente a carne em açougues situados na capital baiana, sem qualquer tipo de controle sanitário. Esse tipo de ação coloca em risco a saúde pública e viola normas de segurança alimentar.
A operação busca cumprir mandados judiciais contra integrantes do grupo e em estabelecimentos comerciais. As ordens judiciais, expedidas pela 2ª Vara de Garantias de Salvador, miram alvos na capital baiana.
A Operação AGRO II representa mais uma ação da Polícia Civil da Bahia no enfrentamento às organizações criminosas e na preservação da segurança alimentar da população baiana.
A ação conta com o empenho de aproximadamente 100 policiais civis vinculados ao Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), além da participação de equipes da Vigilância Sanitária do Município de Salvador e da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), que realizam fiscalizações nos estabelecimentos suspeitos de comercialização irregular de produtos de origem animal.
Como medida complementar, foi deferido judicialmente o bloqueio de contas bancárias dos investigados, com valores limitados a até R$ 30 mil individualmente, visando a descapitalização da organização criminosa e o ressarcimento dos danos causados às vítimas e à coletividade.

O vereador Elder Almeida, o famoso Nego Elder, de Pau Brasil, no sul da Bahia, acabou perdendo o mandato. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a decisão do TRE-BA, que ainda em março já havia determinado a cassação por conta de uma condenação criminal que se tornou definitiva.
Com isso, Nego Elder deixa a cadeira na Câmara e não poderá disputar ou ocupar nenhum cargo público enquanto durar a inelegibilidade. A Justiça Eleitoral já avisou oficialmente à Câmara e o presidente da Câmara já convocou o suplente para garantir que o trabalho legislativo siga sem interrupções.

Um grave acidente registrado na noite da última sexta-feira (24), na BR-030, em Brumado.
A colisão ocorreu por volta das 22h50, nas proximidades da fábrica de argamassa, e envolveu um caminhão e um carro.
Segundo informou a Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv) ao site Achei Sudoeste, o caminhão seguia sentido o distrito de Ibitira, em Rio do Antônio, quando o carro, que trafegava no sentido contrário, invadiu a contramão, provocando o impacto frontal.

O motorista do caminhão, identificado como Cristian Rayan Moreira Amorim, de 28 anos, tentou desviar, mas não conseguiu evitar a colisão.
As vítimas que estavam no automóvel foram socorridas por uma equipe do Samu 192, e encaminhadas para o Hospital Municipal de Brumado. O condutor do caminhão não sofreu ferimentos.
As vítimas foram identificadas como Robson Pinheiro de Souza, de 29 anos e Renata de Cássia Oliveira Alves, de 27 anos. O estado de saúde deles não foi informado.
A CIPRv controlou o trânsito no local.

O cenário no centro de Malhada de Pedras ganhou um novo contorno nesta semana. A tradicional agência do Bradesco, que por anos funcionou na Praça do Mercado, encerrou oficialmente suas atividades na última quinta-feira (23).
De acordo com o Malhada Online, com tapumes nas portas e a fachada já sem a logomarca do banco, o prédio se despede de uma trajetória iniciada em 1983, quando o local ainda abrigava uma unidade do antigo Banco do Estado da Bahia (Baneb).
Após a privatização do banco estadual nos anos 1990, a estrutura passou a integrar a rede Bradesco, mantendo-se em operação por mais de 40 anos.
Durante esse período, o espaço se tornou parte da rotina dos moradores e testemunhou o desenvolvimento financeiro de inúmeras famílias. Ali, muitos abriram suas primeiras contas, receberam salários e conquistaram créditos.
Com o fechamento, a cidade enfrenta impactos imediatos, especialmente na circulação de dinheiro físico, já que o transporte de numerário realizado pelo carro-forte do Bradesco abastecia grande parte do comércio local.
Sem o posto de atendimento e sem caixas eletrônicos ativos, comerciantes relatam preocupação com a redução do fluxo de cédulas e a dependência de agências em municípios vizinhos, como Brumado.
Agora, os clientes devem recorrer a atendimentos digitais ou buscar suporte em correspondentes bancários e unidades próximas.
Para os moradores, o encerramento da agência não representa apenas o fim de um serviço bancário, mas o fechamento de um capítulo que acompanhou a história e o crescimento da própria cidade de Malhada de Pedras.

Além dos mais de 700 mil mortos pela covid-19 no Brasil, há outras 284 mil vítimas indiretas: crianças e adolescentes que perderam os pais, avós ou outros familiares mais velhos que exerciam papel de cuidado em suas residências. O número se refere somente a 2020 e 2021, os piores anos da pandemia. Entre elas, 149 mil perderam o pai, a mãe ou os dois.

A estimativa é de pesquisadores ingleses, brasileiros e americanos, que acabam de lançar um estudo para demonstrar não somente a “magnitude da orfandade no Brasil”, como também “as grandes desigualdades entre os estados”.
Uma das autoras do estudo, a professora do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo Lorena Barberia destaca que os impactos de uma emergência sanitária são identificados primeiro entre as vítimas diretas, mas há também aqueles que são afetados por essas mortes.
“Nós quisemos olhar a vulnerabilidade das pessoas que dependem de quem faleceu. Achamos super importante lembrar que as pessoas acima de 60 anos não só tinham mais chance de morrer, mas, muitas vezes, tinham um papel na estrutura familiar muito decisivo. Muitas crianças e adolescentes dependiam dessas pessoas. Então, pensamos que tínhamos que considerar essas estimativas, tanto de pais e mães como desses responsáveis”.
A partir de modelos estatísticos, alimentados por dados demográficos, como a taxa de natalidade e o excesso de mortalidade ─ mortes acima do esperado ─ em 2020 e 2021, a pesquisa chegou a algumas estimativas:
Em 2021, Ana Lúcia Lopes, hoje com 50 anos, perdeu o companheiro, o fotógrafo Cláudio da Silva, o que fez com que seu filho, Bento, que tinha 4 anos, ficasse órfão de pai. Ela lembra que esses números dizem respeito a crianças e adolescentes reais, que sofreram e continuam sofrendo com as mortes de seus entes queridos.
“Eu contei para o Bento logo que aconteceu. A gente tinha um cachorrinho que morreu um pouco antes. Aí, eu falei para ele que o cachorrinho precisava de alguém lá no céu para cuidar dele e que o papai tinha ido fazer isso. Às vezes ele me via chorando e falava: “Mãe, você tá chorando por causa do meu pai?”.
“Apesar de tudo, no começo, ele parecia bem. Um tempo depois, quando ele foi mudar de classe na escola, ele começou a chorar bastante, porque não queria perder a professora. Aí, eu perguntei o que ele estava sentindo, e ele disse: ‘Ah, mãe, acho que eu queria o meu pai’. Foi quando ele começou o atendimento psicológico”.
Cláudio recolhia a contribuição previdenciária referente ao seu trabalho como microempreendedor individual, o que garantiu a Bento a pensão por morte e evitou que a família passasse por problemas financeiros. De acordo com outra autora do estudo, a promotora de justiça da cidade de Campinas (SP) Andréa Santos Souza, os problemas financeiros são os mais frequentes em situações de orfandade.
Durante a pandemia de covid-19, o trabalho de Andrea Santos Souza, que atua na área de Infância e Juventude na cidade de Campinas (SP), estava bastante focado na proteção das crianças e adolescentes afetados pelo fechamento das escolas, pela miséria pandêmica, ou pela crescente violência familiar. Até que ela percebeu um aumento nos pedidos de guarda, feitos por tios, avós e outros parentes.
“Essas crianças estavam ficando órfãs sem uma representação legal. Pedi aos cartórios que me mandassem todas as certidões de óbito das pessoas que morreram por Covid e que deixaram herdeiros menores. Num primeiro momento, eles disseram que não conseguiam fazer esse recorte, então, eles me mandaram todas as certidões de quem morreu naquele ano de 2020. Foram mais de 3 mil, e foi um trabalho muito triste. Eu, uma estagiária e uma funcionária ficamos olhando certidão por certidão, separando todos os órfãos. Numa primeira leva, nós localizamos quase 500 crianças”, lembra Andrea.
A partir daí, o trabalho duplicou: as certidões continuavam chegando, e, ao mesmo tempo, era preciso localizar todas essas crianças, encaminhá-las para programas de assistência, checar se já constavam no Cadastro Único no Governo Federal e se as famílias já recebiam o Bolsa Família ou o Auxílio Emergencial. Era preciso ainda verificar se elas não estavam sendo vítimas de outras violações, além de terem perdido suas mães e pais.
“A primeira delas é a separação de irmãos, né? As famílias numerosas separam os irmãos. Quanto aos bebezinhos muito pequenos, tem o problema de adoções ilegais. As meninas tinham situações de exploração de todas as formas, trabalho doméstico forçado, casamento infantil, abuso sexual… Em muitos meninos, a gente via o direcionamento para o tráfico ilícito de entorpecente ou exploração do trabalho infantil…”
Além dessas situações mais drásticas, Andréa enfatiza que toda orfandade aumenta a vulnerabilidade, especialmente nos casos minoritários de crianças que perderam tanto a mãe quanto o pai, ou daquelas que já eram criadas por mães solo, quantidade bastante frequente. Os profissionais de saúde que morreram e deixaram filhos eram numerosos, mas, como a pandemia escancarou desigualdades sociais, a maioria dos órfãos era de filhos de trabalhadores de limpeza, alimentação, transporte ou informais, que não puderam parar e se isolar em casa.
Diante de exemplos tão trágicos, a promotora buscava entender melhor a dimensão da orfandade causada pela covid-19 no Brasil, quando as primeiras estimativas globais sobre a tragédia foram lançadas por pesquisadores do Imperial College, de Londres, na Inglaterra, em julho de 2021. Andréa entrou em contato com os pesquisadores, contou sobre a sua experiência localizando os órfãos de Campinas e, a partir daí, passou a colaborar com o grupo de estudos, que é o mesmo responsável pelas novas estimativas.
Graças ao encontro com Andréa, os pesquisadores puderam comparar o resultado dos modelos estatísticos com os dados da promotoria, e confirmar as semelhanças. Conheceram também outra ferramenta dos registros civis brasileiros, que é quase única no mundo. Desde 2015, as certidões de nascimento já são emitidas em conjunto com o CPF e, quando o documento é registrado, os cartórios associam o número das crianças ao CPF dos pais, o que permite o cruzamento de informações, inclusive em casos de orfandade.
Com isso, a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen/Brasil) verificou que, de março de 2020 a setembro de 2021, 12,2 mil crianças de até 6 anos ficaram órfãos por causa da covid-19, com proporções similares de mortes maternas e paternas, e de ocorrências ao longo dos meses. Como os dados da Arpen cobrem apenas as crianças nascidas de 2015 para cá ou aquelas que tiveram a certidão de nascimento reemitida, não seria possível saber a dimensão da orfandade apenas por eles, mas os registros serviram para reforçar a validade das estimativas do estudo.
“O objetivo é lembrar que, mesmo depois do fim da pandemia, nós precisamos de políticas públicas para dirimir as desigualdades provocadas pela pandemia, porque nós sabemos que algumas pessoas saíram em uma situação muito mais vulnerável que outras. Não houve um programa desenhado para essas crianças especificamente, e a sociedade não estava acostumada a essa magnitude de órfãos. Os programas que existem claramente precisam ser fortalecidos, porque temos um grupo novo de crianças e adolescentes, que não era esperado”, reforça a pesquisadora Lorena Barberia.


