Dia: 8 de Setembro, 2025

Não há “ditadura da toga” no Brasil, afirma Gilmar Mendes

Sem citar nomes, o ministro do STF rebateu críticas à atuação da Corte
Agência Brasil

Brasília (DF), 08/01/2025 - Foto feita em 12/12/2024 - O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, durante entrevista para a Agência Brasil.Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou suas redes sociais para rebater as recorrentes críticas ao Poder Judiciário brasileiro. Em uma postagem publicada no início da noite na rede X, Mendes defendeu a atuação da Corte, afirmando que o STF atua como guardião da Constituição e do Estado de Direito, impedindo retrocessos e preservando garantias fundamentais.

“No Dia da Independência, é oportuno reiterar que a verdadeira liberdade não nasce de ataques às instituições, mas do seu fortalecimento”, escreveu Mendes, poucas horas após atos organizados por políticos de direita e grupos religiosos terem reunido milhares de manifestantes a favor da anistia do ex-presidente da República Jair Bolsonaro e de réus condenados pelos atos do 8 de Janeiro e do impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

“Não há, no Brasil, ‘ditadura da toga’, tampouco ministros agindo como tiranos”, afirmou Mendes

Segundo ele, os ministros da Corte vêm atuando de forma a preservar as chamadas garantias fundamentais – ou seja, os direitos e proteções asseguradas na Constituição Federal a todos os cidadãos brasileiros.

Sem mencionar nomes, Mendes teceu críticas alusivas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, lembrando das recorrentes críticas do ex-presidente e de seus apoiadores ao sistema eleitoral brasileiro e a gestão da pandemia da covid-19 pelo governo Bolsonaro, entre outros episódios.

“Se quisermos falar sobre os perigos do autoritarismo, basta recordar o passado recente de nosso país: milhares de mortos em uma pandemia; vacinas deliberadamente negligenciadas por autoridades; ameaças ao sistema eleitoral e à separação de Poderes; acampamentos diante de quartéis pedindo intervenção militar, tentativa de golpe de Estado com violência e destruição do patrimônio público, além de planos de assassinato contra autoridades da República”, comentou o ministro.

Mais cedo, em evento na Avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal sobre tentativa de golpe de Estado, como “tirania”. “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes. Ninguém aguenta mais o que tá acontecendo nesse país ”  Tarcísio, durante o ato na Paulista. 

“O que o Brasil realmente não aguenta mais são as sucessivas tentativas de golpe que, ao longo de sua história, ameaçaram a democracia e a liberdade do povo. É fundamental que se reafirme: crimes contra o Estado Democrático de Direito são insuscetíveis de perdão! Cabe às instituições puni-los com rigor e garantir que jamais se repitam”, concluiu o ministro Gilmar Mendes.

Lotofacil da independência tem 54 apostas com prêmio de R$ 4,2 milhões

Mega-sena não teve vencedores e prêmio acumulou em R$ 47 milhões
Agência Brasil

Brasília (DF), 05/09/2025 - Lotofácil da independência. Foto: Caixa/Divulgação
© Caixa/Divulgação
O concurso número 3.480 da Lotofácil da Independência, realizado neste sábado, em São Paulo, teve 54 apostas que acertaram os 15 números sorteados: 03, 05, 06, 08, 09, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 20, 21, 22 e 23.

O prêmio para cada aposta vencedora é R$ 4.293.824.

O concurso também premiou 9.661 apostas que acertaram 14 números com o valor de R$ 2.008. Mais de 300 mil apostas acertaram 13 números sorteados e vão receber R$ 35. 

Clique aqui e veja os detalhes das apostas premiadas.

Mega-sena

Já o sorteio 2.911 da Mega-sena não teve nenhuma aposta que acertou as seis dezenas. Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 47 milhões para o concurso que será sorteado na próxima terça-feira (9).

As dezenas sorteadas ontem foram: 23, 27, 32, 54, 56 e 59.

Setenta e sete apostas acertaram cinco dezenas sorteadas e recebem o prêmio de R$ 30.684.

Rondesp Sudoeste apreende armamento de guerra e drogas em Jequié

Rondesp Sudoeste apreende armamento de guerra e drogas em Jequié

Na madrugada deste domingo (07), por volta das 2h, durante a Operação Sudoeste Seguro, guarnições da Rondesp Sudoeste, com apoio do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), realizaram incursão na área rural do Morro do Macaco, bairro Mandacaru, em Jequié.

No local, foi visualizado um acampamento onde indivíduos armados, ao perceberem a presença policial, efetuaram disparos contra as equipes, que revidaram à injusta agressão.

Após o confronto, dois suspeitos foram socorridos ao Hospital Prado Valadares, mas não resistiram aos ferimentos, enquanto um terceiro, que havia fugido abandonando uma arma no local, também deu entrada posteriormente na mesma unidade.

Na ação, foram apreendidos dois fuzis calibre 5,56 (marcas MKA e Springfield), duas submetralhadoras artesanais, três carregadores, 54 munições calibre 5,56, 12 munições calibre 9mm, 30 munições calibre 12, além de 286 pedras de crack, um celular Xiaomi Redmi azul, documentos pessoais e diversos apetrechos de acampamento.

Todo o material apreendido foi apresentado à autoridade competente para os devidos encaminhamentos legais. A operação reforça o empenho da Rondesp Sudoeste e do 19º BPM no enfrentamento às organizações criminosas e na retirada de circulação de armamento de alto poder destrutivo, contribuindo para a segurança da região.

Servidora pública é condenada a indenizar professora por injúria racial

Brumado: Servidora pública é condenada a indenizar professora por injúria racial

Em Brumado, uma servidora pública municipal foi condenada a indenizar uma professora no valor de R$ 1.500,00 por danos morais após enviar áudios pelo WhatsApp com ofensas de cunho racial.

Segundo decisão publicada na quarta-feira (03), levando em conta a gravidade das ofensas, o juiz Rodrigo Medeiros Sales julgou procedentes os pedidos, considerando que a acusada não apenas se excedeu verbalmente durante uma discussão familiar, mas agiu de modo juridicamente reprovável e socialmente intolerável, proferindo xingamentos considerados discriminatórios e ofensivos, entre os quais “negrinha”, “tóxica” e “endiabrada”.

O magistrado destacou ainda que a conduta da servidora “afronta diretamente a dignidade da pessoa humana e a vedação constitucional a qualquer forma de preconceito”, cuja repressão é necessária para efetivação da igualdade material e do respeito às diferenças. A Constituição Federal define o racismo como crime inafiançável e imprescritível. A decisão cabe recurso.