Conforme a Agência Brasil apurou, uma análise preliminar aponta que os diferentes alertas chegaram a moradores de
Belo Horizonte (MG),
Brasília (DF),
Campo Grande (MS),
Curitiba (PR),
Rio Branco (AC),
Rio de Janeiro (RJ),
Salvador (BA) e
São Paulo (SP).
Somadas, essas cidades reúnem cerca de 30 milhões de pessoas. Além das capitais, também foram enviados alertas para outros municípios menores nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
Em entrevista coletiva na manhã deste sábado, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, esclareceu que, durante a invasão ao sistema Defesa Civil Alerta, foram emitidas dez diferentes notificações.
“Foram nove mensagens emitidas pelo Cell Broadcast [sistema implantado em 2025] e uma pelo sistema SMS [sistema utilizado desde 2014 e substituído no ano passado]”, afirmou Wolff.
O Cell Broadcast é a tecnologia que o sistema Defesa Civil Alerta utiliza para enviar mensagens de texto sobre desastres naturais e eventos climáticos extremos diretamente para os celulares da população em áreas de risco. A tecnologia permite que os alertas cheguem de forma rápida e eficiente, sem a necessidade de um aplicativo ou registro prévio.
De acordo com o secretário nacional, o primeiro alerta foi disparado para Curitiba. Pouco depois, usuários de telefonia móvel de outras localidades começaram a receber as mensagens. Além do alerta sonoro, as mensagens continham texto que mencionavam termos como “misantropia” e “invasão alienígena”, entre outras.
De acordo com o secretário, o trabalho de investigação que está sendo realizado pela Polícia Federal junto à equipe técnica da Defesa Civil vai determinar se as mensagens foram enviadas por uma pessoa ou um grupo articulado. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também está apurando o caso.
A suspeita é que a invasão tenha ocorrido na plataforma da própria Defesa Civil nacional, responsável por emitir os alertas.
Em nota, a Anatel informou que, ao que se sabe até o momento, “os alertas em questão não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica do sistema, operada pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações)”.
O governador Jerônimo Rodrigues anunciou, na manhã desta sexta-feira (19), a realização de novos concursos públicos e convocações para reforçar as forças de segurança da Bahia. Os editais serão publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (20). O anúncio foi feito durante a cerimônia de formatura dos 1.441 novos policiais militares, realizada na Vila Militar do Bonfim, em Salvador.
Ao todo, serão abertas 2.500 vagas para soldados da Polícia Militar e 200 para oficiais da corporação. Para o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, serão ofertadas 600 vagas para soldados e 60 para oficiais. O governador também anunciou a contratação de 124 profissionais para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), por meio do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).
Além disso, serão convocados mais 72 policiais militares da reserva remunerada para atuação no Serviço de Telecomunicações (Stelecom), reforçando o grupo de 400 reservistas já convocados pelo Governo do Estado.
Mais de 15 dias de ações realizadas por unidades de diversos departamentos e coordenações da Polícia Civil da Bahia, desde o início do mês de junho até esta sexta-feira (19), resultaram em 616 prisões de foragidos da justiça, envolvidos com diversos crimes, em Salvador e diversas regiões do estado, no âmbito da Operação Malhas da Lei. No mesmo período, a Operação em Chamas apreendeu uma tonelada de fogos de artifício, irregulares.
Durante as ações, foram cumpridos mandados de prisão de foragidos da Justiça e envolvidos com homicídios, feminicídios, latrocínios, tráfico de drogas, organização criminosa, violência doméstica e familiar, além de furtos, roubos e demais crimes contra o patrimônio, desde o início de junho. Só no interior do estado foram realizadas 394 prisões, cuja previsão é de um impacto direto na segurança de moradores e turistas que vão aos principais circuitos das festas juninas nos municípios baianos.
Ainda em curso, a Operação em Chamas, deflagrada pela Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC), retirou 320 mil unidades de fogos clandestinos de circulação em três dias de ações no interior do estado e uma tonelada de fogos apreendida em Salvador e Região Metropolitana (RMS).
A Operação em Chamas é realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio do CFPC, e conta com o apoio Departamento de Polícia Técnica (DPT), do Exército Brasileiro (EB), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON-BA), do Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (IBAMETRO), Conselho Regional de Química (CRQ-BA), do Ministério Público da Bahia (MPBA), da Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (CODECON), e Secretarias Municipais.
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) determinou em decisão monocrática do conselheiro Nelson Pellegrino, a suspensão imediata de pagamentos superfaturados a atrações artísticas contratadas para o São João de Itaberaba, o “Arraiá de ITA”. A medida cautelar, publicada neste sábado (20), atende a uma representação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). O órgão identificou que a prefeitura, liderada pelo prefeito João Almeida Mascarenhas Filho, planejava gastar R$ 3,92 milhões dos cofres públicos com apenas cinco bandas, cujos cachês apresentaram reajustes abusivos e muito acima da inflação em relação ao ano anterior.
A investigação do Ministério Público baseou-se nas diretrizes da Nota Técnica Conjunta de 2026, que estabelece como teto para os contratos juninos a média dos valores cobrados pelos mesmos artistas em 2025, corrigida pelo IPCA acumulado de 4,39%. De acordo com o teto legal, o cantor Rey Vaqueiro, que deveria receber no máximo R$ 292 mil, foi contratado por R$ 500 mil — um aumento real de 71,06%. O show de Natanzinho Lima saltou para R$ 850 em 2026, ficando 33,48% acima do limite permitido. Outras atrações, como Eric Land (R$ 280 mil), Vitor Fernandes (R$ 300 mil) e a banda Xinela de Couro (R$ 90 mil), também apresentaram distorções financeiras significativas, sem qualquer justificativa de ganho de notoriedade ou detalhamento de custos de logística nos processos administrativos.
O que mais chamou a atenção da Corte de Contas foi o severo descompasso entre os gastos milionários com a festa de cinco dias e a crise financeira enfrentada pelo município baiano. A documentação anexada ao processo revela que a Prefeitura de Itaberaba possui obrigações fiscais atrasadas e precisou aderir a um Parcelamento Especial de Débitos junto à Receita Federal, acumulando um passivo declarado superior a R$ 27 milhões. Além disso, a administração municipal fechou o primeiro quadrimestre de 2026 com mais de R$ 6,7 milhões em despesas liquidadas e não pagas, além de quase R$ 2 milhões pendentes de pagamento na fonte de recursos ordinários, colocando em risco a prestação de serviços públicos essenciais de saúde e educação.
Diante do risco iminente de lesão ao erário, o conselheiro Nelson Pellegrino deferiu a liminar para obrigar o município a limitar os repasses financeiros aos valores médios de 2025 corrigidos pela inflação. Durante as negociações com o MPBA, a Procuradoria de Itaberaba informou que conseguiu reduzir o show da banda Xinela de Couro para R$ 76 mil e que buscava um abatimento com a produção de Rey Vaqueiro; contudo, a empresa responsável por Natanzinho Lima demonstrou inflexibilidade comercial, mantendo o alerta técnico ligado. O prefeito João Almeida Mascarenhas Filho e as cinco empresas produtoras foram notificados e têm o prazo de 20 dias para apresentar defesa formal e enviar a cópia integral dos processos de inexigibilidade de licitação ao tribunal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Ricardo Stuckert / Secom-PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.437, que fixa em R$ 5.130,63 o piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica para a formação em nível médio, na modalidade normal. Publicada nesta sexta-feira (19/6) no Diário Oficial da União, a norma também é assinada pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
A nova lei decorre da aprovação pelo Senado Federal em maio de Medida Provisória assinada em janeiro pelo presidente Lula, que reajustou o piso salarial dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026, garantindo um aumento de 5,4% sobre o valor anterior, de R$ 4.867,77, com ganho real acima da inflação.
Segundo a Lei nº 15.437, a partir de agora o percentual de atualização do piso salarial resultará da soma da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no ano anterior ao da atualização e de 50% da média de crescimento real das receitas do Fundeb nos cinco anos anteriores. O Fundeb é o principal mecanismo de financiamento da educação pública no Brasil. O fundo repassa recursos a estados e municípios para custear a educação básica.
A norma determina ainda que o percentual de atualização do piso não poderá ser inferior à variação acumulada do INPC relativo ao ano anterior ao da atualização.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da arma de fogo encontrada com um dos seguranças dele. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Moraes atendeu ao pedido de autorização feito pelo delegado Thiago Boing, responsável pela investigação. A determinação é que a oitiva será presencial, na terça-feira (23), às 15h, na residência de Bolsonaro, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
Ontem (17), o delegado informou que tentou intimar Bolsonaro, mas foi impedido pela equipe de segurança do ex-presidente.
Na mesma decisão, o ministro deu prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro informe se agentes que fazem a segurança pessoal do ex-presidente são dispensados no período noturno.
Apreensão
A arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.
Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.
Ontem, a defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma, que foi deixada com o segurança para ser levada para conserto. Segundo os advogados, o ex-presidente não está proibido de manter em casa.
O Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. Na noite desta sexta-feira (19), a seleção verde e amarela não teve maiores dificuldades para vencer o Haiti por 3 a 0, na partida que encerrou a segunda rodada do Grupo C, todo ele sediado nos Estados Unidos.
Com o triunfo na Filadélfia diante de mais de 68 mil torcedores, os brasileiros somam os mesmos quatro pontos de Marrocos, que, mais cedo, superou a Escócia por 1 a 0 em Boston, mas fica à frente pelo saldo de gols. Os escoceses, com três pontos, aparecem em terceiro e os caribenhos, ainda zerados, estão na lanterna.
Uma das apostas de Carlo Ancelotti para esta sexta, Matheus Cunha fez valer a confiança do treinador e marcou duas vezes. O também atacante Vinícius Júnior foi outro a se destacar. O camisa 7 se envolveu em 100% dos gols da seleção brasileira na Copa até o momento.
Em situação mais tranquila, o Brasil decide o futuro na próxima quarta-feira (24). Às 19h (horário de Brasília), a seleção verde e amarela enfrenta a Escócia. No mesmo dia e horário, o Haiti pega Marrocos em Atlanta. Os dois primeiros colocados avançam, mas vale lembrar que os oito melhores terceiros entre os 12 grupos também se classificam.
Vitória ao natural
Como adiantado por Ancelotti na entrevista coletiva da última quinta-feira (18), o Brasil foi a campo com mudanças em relação ao empate por 1 a 1 com Marrocos, sábado passado (13), em Nova Jersey. Na lateral direita, Danilo assumiu o lugar do zagueiro Ibañez, enquanto Matheus Cunha foi escolhido para atuar ao lado de Vinícius Júnior e Raphinha no ataque, deixando Igor Thiago no banco.
Marcando a partir do círculo central com nove dos dez jogadores de linha, deixando somente o atacante Frantzdy Pierrot solto, o Haiti tentava diminuir os espaços do Brasil à frente. E a estratégia funcionou bem nos primeiros minutos, em meio à lentidão do ataque canarinho, que pouco se movimentava para mexer com o posicionamento dos adversários.
Ainda assim, em duas oportunidades, Raphinha ficou perto de tirar o zero do placar. Aos 11, o volante Bruno Guimarães tocou por cima da zaga e encontrou o atacante livre, dentro da área pela esquerda, para finalizar. A rede balançou, mas o brasileiro estava impedido.
Dez minutos depois, Raphinha recebeu novamente passe açucarado de Bruno Guimarães, desta vez, pelo meio. Cara a cara com Johny Placide, o camisa 11 – novamente em posição irregular – encobriu o goleiro haitiano, mas a bola saiu à direita da trave.
O alívio veio aos 22 minutos. No rebote de um chute de Vinícius Júnior dentro da área pela esquerda, o zagueiro Hannes Delcroix tentou afastar, mas a bola explodiu em cima de Matheus Cunha e, vagarosa, parou nas redes do Haiti. O gol foi creditado ao atacante brasileiro. Na comemoração, o primeiro a abraçá-lo efusivamente foi justamente Igor Thiago.
Atacante Matheus Cunha abre o placar para o Brasil aos 22 minutos e 10 minutos depois balançou a rede novamente na partida contra o Haiti, disputada na Filadélfia – Reuters/James Lang/proibida reprodução
O gol desmontou a estratégia haitiana e o jogo ficou à feição do Brasil. Aos 32, Lucas Paquetá desarmou o atacante Josue Casimir na intermediária e Vinícius Júnior achou Matheus Cunha às costas da marcação, desorganizada. O camisa 9 entrou na área pela esquerda e bateu forte, marcando o segundo dele na partida.
Nos acréscimos, foi a vez de Vinícius Júnior anotar o dele. Aos 48 minutos, novamente aproveitando espaços atrás da linha defensiva haitiana, Lucas Paquetá lançou o atacante, que superou o zagueiro Ricardo Adé na velocidade e concluiu na saída de Placide. Nada melhor do que balançar as redes no jogo número 500 da carreira.
A nota negativa do primeiro tempo foi a lesão de Raphinha. Aos 38 minutos, o atacante sentiu dores musculares e sentou inconsolável no gramado, recebendo apoio dos companheiros. Até mesmo Alisson saiu do gol brasileiro para consolar o companheiro de seleção, que deu lugar a Rayan.
Queda de ritmo
Na etapa final, o Brasil seguiu tendo espaços, mas pecando na conclusão das jogadas. O Haiti se lançou ao ataque e assustou aos 17 minutos. Após cobrança de escanteio pela esquerda, Adé superou Marquinhos pelo alto. Alisson defendeu parcialmente a cabeçada e Danilo, em cima da linha, antecipou-se ao lateral Jean-Kevin Duverne para afastar o perigo.
Para refrescar o ataque brasileiro, Ancelotti trocou Lucas Paquetá e Matheus Cunha por Gabriel Martinelli e Endrick. Este último, muito pedido pela torcida, foi ovacionado ao entrar em campo, e foi o primeiro que quase marcou o quarto gol a Amarelinha. Aos 22 minutos, na sequência de uma troca rápida de passes pela esquerda na entrada da área, Gabriel Martinelli recebeu passe de calcanhar de Vinícius Júnior e acertou o travessão.
Aos 32, foi a vez de Endrick ficar no quase. Ele invadiu a área pela direita, recebeu de Rayan e chutou por entre as pernas de Placide. O atacante saiu comemorando, mas o gol foi anulado por impedimento.
Aproveitando a boa vantagem no marcador e o ritmo lento da etapa final, o técnico do Brasil efetuou as duas últimas trocas, tirando Bruno Guimarães e Vinícius Júnior para as entradas de Danilo Santos e Éderson. O último, nos acréscimos, poderia ter aumentado a fatura após cruzamento rasteiro de Gabriel Martinelli, mas o volante, na pequena área, teve a conclusão bloqueada por Delcroix.
Nada, porém, que alterasse o rumo da partida. Depois de oito jogos, o Brasil, enfim, voltou a encerrar um compromisso sem ser vazado.