Protesto estudantil contra cortes em universidades termina em confronto com a polícia na Argentina
Mlhares de estudantes e professores protestaram contra o governo nesta quinta-feira (15) na Argentina. Em Buenos Aires, o ato terminou em confronto entre policiais e manifestantes.
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Os manifestantes exigem o cumprimento da lei de financiamento universitário. Segundo estudo, os recursos federais para as instituições caíram 40,5% no primeiro semestre deste ano.
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Aprovada em 2025, a lei teve o veto presidencial derrubado. O porta-voz Adrián Ravier afirmou que “não é verdade que essa lei não esteja sendo cumprida”.
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Esta é a 5ª marcha federal universitária sob o atual governo. Opositores também pediram a revogação de um megadecreto presidencial sobre a venda de terras.

Milhares de estudantes e professores argentinos foram às ruas nesta quinta-feira (15) em protesto contra o governo de Javier Milei, na Argentina. Em Buenos Aires, a manifestação terminou em confronto entre policiais e manifestantes, com lançamento de pedras e disparos de gás lacrimogêneo.
Os manifestantes exigem que o governo cumpra uma lei que prevê a atualização do financiamento das universidades públicas, incluindo a reposição das perdas salariais dos professores e a recomposição das bolsas estudantis.
A mobilização ocorre após dias de greve, protestos dentro das universidades e decisões judiciais que determinam que o Executivo aplique a chamada Lei de Financiamento Universitário.
Durante os protestos, manifestantes levaram bandeiras de entidades estudantis e sindicatos de professores. Entre as mensagens exibidas estavam “Milei, cumpra a lei” e “A universidade pública é um direito, não um privilégio”.
“Estamos exigindo que nos paguem o que nos devem”, disse à AFP Francisca Staiti, secretária-geral do sindicato de professores Conadu Histórica.
Segundo a dirigente, as restrições orçamentárias levam professores a acumular empregos ou abandonar seus cargos.
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Os recursos destinados às universidades argentinas caíram 40,5% em termos reais no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2023, segundo um estudo do Centro de Pesquisa em Economia Nacional da Universidade de Buenos Aires.
Desde então, decisões judiciais, incluindo uma da Suprema Corte em junho, determinaram que o Executivo efetue os pagamentos.
Na terça-feira, o porta-voz presidencial, Adrián Ravier, afirmou que “não é verdade que essa lei não esteja sendo cumprida”. Segundo ele, a aplicação da norma está interrompida enquanto o governo recorre à Justiça.
O Executivo também argumenta que a legislação não especifica de onde virão os recursos para financiá-la.
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Esta é a quinta marcha federal universitária desde que Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023. Desde então, o governo anunciou aumentos nas verbas destinadas às universidades, mas as instituições consideram os valores insuficientes.
A mobilização também reuniu partidos de oposição, sindicatos, organizações sociais e aposentados.
Os grupos convocaram ainda um ato em frente ao Congresso para pedir a revogação de um megadecreto de Milei que, entre outras medidas, elimina restrições à venda de terras rurais a estrangeiros.
Agora no g1.


