Dia: 9 de junho de 2020

Coronavírus em Taiobeiras: é daqui pra frente

Levon Nascimento

Vamos parar com essa história de que quem trouxe o coronavírus foi o pessoal que veio de São Paulo.

Chega de transferir culpa! O vírus vem em seres humanos, como você e eu, paulistas, mineiros, etc.

Pode ser que tenha vindo de alguém que chegou de São Paulo, lá no início, ou não. Não estamos isolados no mundo.

Não nos esqueçamos de que houve um liberou geral no Alto Rio Pardo.

Em Salinas, teve até carreata da morte exigindo abertura imediata do comércio.

Em Taiobeiras, quem defende o #fiqueemcasa é chamado de vagabundo nas redes sociais.

Bares abertos, alguns deles desrespeitando os decretos municipais quanto aos cuidados básicos, gente sem máscara e perambulando sem necessidade.

Outros duvidaram de que o vírus existia ou falaram besteiras nas redes, como a de que os caixões com mortos eram invenção da Globo e estavam vazios.

Ouvi coisas que me deixaram até com dúvidas sobre se é fato a tal inteligência humana.

Seguiram o exemplo ruim vindo de Brasília; este sim, um vírus que caminhou mais rápido.

Penso que o coronavírus estava aqui entre nós no Alto Rio Pardo há mais tempo, assintomático ou nas síndromes gripais inespecíficas.

Digo que penso, evidentemente por que não tenho certezas, daí não afirmo categoricamente e nem acuso pessoas.

Faltaram testes em massa, aqui e no país inteiro, isso é fato. A política de saúde ficou às escuras sem os testes.

Quem se descuidou e ignorou as recomendações sanitárias pode ter sido o contaminado assintomático que transmitiu a outros, ou não. Mas isso não importa mais.

Agora, é hora de tomar todas as medidas para impedir novas contaminações.

É daqui pra frente, sem ódio, com zelo pela vida humana, que devemos partir.

POR Levon Nascimento

POR QUE O NEGRO SOFRE TANTO?

POR Antônio Santana

Desde o início da escravidão,
Ao advento da nossa comunicação.
O negro vem sendo vítima da segregação,
Tendo pouca atenção na civilização.

Procura – se explicação para tanta discriminação,
Numa sociedade de tamanha exclusão.
Onde passam fome, frio e muita humilhação,
Em um país que corrupto é tratado com educação.

Sem boas condições o negro foge da solidão,
Sonhando com a sua libertação.
Invadindo fronteiras de pé ou de caminhão,
Para um país que lhe dê trabalho e habitação.

Por que o negro sofre tanto?
Parece não ter uma correta explicação.
Desde o preconceito até a abolição,
No Brasil, ainda segue o fantasma da escravidão.

É o negro e o pobre que morrem,
Embora a política social tenha avançado.
É o negro que sofre desempregado
Cerregando na pele o chicote do passado.

Antônio Santana,
Escritor e poeta.

Campanha de vacinação contra febre aftosa acontece até 30 de junho

Foi prorrogada até o dia 30 de junho na Bahia, a campanha de vacinação contra a febre aftosa. A decisão foi tomada pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

A Adab levou em consideração as dificuldades de logística para distribuição das vacinas; a suspensão das atividades comerciais, que dificultou o acesso à imunização; as interrupções de transporte intermunicipal e a antecipação dos feriados estaduais e municipais.

A declaração da vacina poderá ser feita até o dia 15 de julho por meio do site da Adab. Os produtores também podem procurar os pontos físicos de atendimento, sindicatos rurais ou lojas de revenda de produtos agrícolas para fazer a declaração obrigatória.

Ministério da Saúde muda formato de divulgação de dados de covid-19

Foto – Divulgação

O Ministério da Saúde informou que passará a divulgar os dados de covid-19 em uma plataforma interativa que trará a análise de casos e mortes por data de ocorrência, de forma regionalizada. A nova ferramenta deverá ser disponibilizada nesta semana.

“O uso da data de ocorrência (e não da data de registro) auxiliará a se ter um panorama mais realista do que ocorre em nível nacional e favorecerá a predição, criando condições para a adoção de medidas mais adequadas para o enfrentamento da covid-19, nos âmbitos regional e nacional”, diz o comunicado, divulgado na noite de ontem (7).

Para o governo, a divulgação do acúmulo de casos, como vinha sendo feito até o momento, dificulta a verificação das mudanças dos cenários regionais, estaduais e municipais. “O dado acumulado pode indicar uma grande quantidade de casos em localidades que já estão em outra fase da curva epidemiológica”, informou.

Presidente e vice do TSE conversam com Maia e Alcolumbre sobre eleições municipais

Foto – Divulgação / TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, e o vice-presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, reuniram-se na tarde desta segunda-feira (8) com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a realização das eleições municipais em meio à pandemia do coronavírus.

Barroso relatou aos líderes que conversou nas últimas duas semanas com oito especialistas (epidemiologistas, infectologistas, sanitarista, físico especializado em estatística de pandemia e biólogo). O ministro afirmou aos parlamentares que há um consenso médico sobre a necessidade do adiamento por algumas semanas – primeiro turno entre a segunda quinzena de novembro e o começo de dezembro. Barroso deixou claro, porém, que a definição da data é uma “decisão política”.

“Todos os especialistas têm posição de consenso de que vale a pena adiar por algumas semanas, mas não deixar para ano que vem (2021), porque não muda muito do ponto de vista sanitário. Eles acham que, em agosto, setembro, a curva pode ser descendente. Endossaríamos, portanto, a ideia de adiar por algumas semanas”, disse Barroso aos parlamentares.

As datas do pleito serão definidas pelo Congresso, uma vez que o dia da eleição está previsto na Constituição – primeiro domingo de outubro –, e, para alterá-lo, é necessária emenda constitucional. Os parlamentares propuseram que os líderes partidários das duas Casas participem de conversas com os médicos. O TSE se comprometeu a organizar reunião com especialistas na semana que vem.

A partir da conversa, Câmara e Senado darão andamento à análise das propostas sobre adiamento do pleito. Ministros e parlamentares também trataram sobre a necessidade de alterar algumas datas importantes vinculadas ao pleito. A questão, porém, será discutida no âmbito do Congresso Nacional.

O presidente do TSE relatou conversas internas para ampliar o horário da votação para 12 horas e prever campanhas para votação em horários conforme a faixa etária. Barroso também pediu ajuda do Congresso para obtenção de doações de empresários para materiais de proteção aos mesários e eleitores, como máscaras e álcool gel.