Sete de abril, dia do Jornalista, data oportuna para reflexões sobre a ética profissional e resgate da credibilidade

POR: José Aparecido Ribeiro – Jornalista, Licenciado em Filosofia.

Em 1983, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e a Cultura (Unesco) aprovou os princípios que regem a ética profissional no Jornalismo. O Código Internacional de Ética Jornalística proclama que o dever supremo do jornalista é servir a causa do direito à informação fidedigna, através da dedicação honesta à missão de retratar a realidade de forma objetiva, isenta e responsável, considerando a relevância, a utilidade pública e a imparcialidade, sem interferir no contexto, mantendo, portanto o distanciamento que confere ao jornalista o desapego, se não à verdade, e que resulta na credibilidade para o exercício profissional.

Ao trazer o tema para a realidade brasileira percebe-se que a banda tem tocado na contramão do que manda a ética profissional. No momento em que o Brasil mais precisa do jornalista, da sua isenção, e da sua imparcialidade, ao invés de fazer jornalismo, a categoria – salvo honrosas exceções – parece estar profundamente engajada no ativismo político. Mas a obediência ao código de conduta profissional não deveria jamais ser alienada, pois ao romper com a ética do coletivo em prol da ética individual, nós jornalistas colocamos em risco a fiabilidade – a credibilidade – conquistada ao longo de muito tempo, por meio de acordos tácitos e históricos com a sociedade à qual pertencemos.

Assistimos hoje, entre assombrados e indignados, ao desvario escandaloso e inaceitável do factual dando lugar ao opinativo, para atender interesses editoriais inconfessáveis, e muito pouco republicanos. Recai então sobre nós os jornalistas a responsabilidade do resultado não só do trabalho individual, mas de toda a nossa categoria. Sendo assim, ainda que isso pudesse ser justificado pela necessidade de sobrevivência, o jornalista não pode se furtar ao trato com a verdade. E nem abdicar do seu compromisso coletivo, sob pena de estar sendo incoerente, omisso e – até – criminoso. É o mesmo dilema do médico: a quem ele deve servir? À medicina e à humanidade? Ou ao dono do hospital e seus interesses mercantis?

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COVID-19: Bahia registra 25 novos casos de coronavírus; número de mortes sobe para 14

Boletim publicado pela SESAB em 07/04/2020 às 18h00.

O 14º óbito é de uma mulher com 51 anos; ela estava internada em um hospital em Salvador desde o dia 25 de março

POR Bianca Rocha

Foto: Tchelo Figueredo

O número de casos confirmados de coronavírus no estado da Bahia subiu para 462, representando 4,99% do total de notificações registradas pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Até o momento, 2.511 casos foram descartados.

O número de mortes também aumentou, agora o estado tem 14 mortes confirmadas pela doença. São 10 casos confirmados em Salvador, um em Lauro de Freitas, um em Itapetinga, um em Utinga e um em Adustina.

O 14° caso confirmado de morte é de uma mulher que morava em Salvador. Ela tinha 51 anos e possuía histórico de hipertensão e diabetes. A paciente estava internada desde o dia 25 de março em um hospital da rede privada e morreu nesta terça-feira (7).

Ao todo, a Sesab informou que 106 pessoas já estão recuperadas da Covid-19, porém ainda há 51 pacientes internados em hospitais da rede estadual, 26 deles estão em UTI.

Os casos confirmados estão distribuídos em 51 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (58,01%). A mediana de idade é 40 anos, variando de 4 dias a 96 anos. A faixa etária mais acometida foi a de 30 a 39 anos, representando 27,71% do total. Porém, o coeficiente de incidência por 100 mil habitantes foi maior na faixa de 50 a 59 anos (5,92/100.000 hab), indicando o maior risco de adoecer nessa faixa etária.

SUDOESTE: Fábrica de calçados convoca operários para demissão em massa

SUDOESTE DIGITAL (Conteúdo) – A unidade da fábrica de calçados Renata Mello, em Itarantim, sudoeste da Bahia, teria anunciado a demissão em massa de todos os seus operários nesta terça-feira, 7, após um breve discurso de um dos diretores da empresa. Segundo fontes, foram 1.027 demitidos.


Para confirmar a informação a reportagem do Sudoeste Digital tenta contato, via mensagem de aplicativo, com o presidente da empresa e com a diretora regional, mas ainda não obteve retorno.

Um dos representantes da fábrica explica os motivos, dentre os quais a retração econômica por conta do Covid-19 e tenta alentar dezenas de funcionários, que ouvem atentamente e desolados o discurso.

Segundo o setor de Recursos Humanos, o aviso prévio se deu por conta da pandemia do coronavírus, que tem trazido inúmeros prejuízos à empresa calçadista. Ainda segundo a empresa, a paralisação das atividades não é o fim da Renata Melo no município, mas sim uma pausa para que as pessoas fiquem em casa e não corram o risco de se contaminarem.

A empresa também acrescenta que não há possibilidade de pagar os funcionários sem haver entrega de pedidos, e que a única solução foi conceder aviso prévio a todos. A empresa também reafirmou que todos os funcionários terão seus direitos garantidos, conforme preconiza o Ministério do Trabalho.

LONGA CRISE – Em 9 de agosto de 2018 a empresa Renata Mello demitiu 70 funcionários na cidade de Maiquinique, no sudoeste da Bahia. Em julho daquele mesmo ano a empresa já havia demitido alguns funcionários que já estavam de aviso prévio. O mesmo ocorreu em Itapetinga, com aviso prévio a 250 dos seus 300 funcionários.

Conflito entre Bolsonaro e Mandetta é perda de tempo que gera mortes, avalia Rui Costa

“Ministro vai ser demitido; ministro fica. Quanta perda de tempo. Vamos trabalhar. Tempo perdido são vidas perdidas”, disse o governador da Bahia

Por Rayllanna Lima

Foto: Breno Cunha/bahia.ba

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), criticou a instabilidade no governo federal sobre a atuação do Ministério da Saúde durante o combate à pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19)

Na segunda-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu demitir o chefe da pasta, Luiz Henrique Mandetta, em meio a uma crise sanitária, mas recuou sob forte pressão da ala militar do governo.

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) foi uma das vozes mais fortes para manter Mandetta no cargo, ao lado do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno.

“Ministro vai ser demitido; ministro fica. Assim se passou mais um dia com mídia e sociedade sendo pautadas. Quanta perda de tempo. Vamos trabalhar para comprar respiradores, insumos e lutar contra o inimigo comum que está matando. É guerra. Tempo perdido são vidas perdidas”, escreveu Rui, em seu perfil no Twitter.

Prefeitura de Vitória da Conquista decreta estado de calamidade pública

A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista declarou estado de calamidade pública para fins de prevenção e enfrentamento à pandemia causada pelo Covid-19. Com a aprovação da Câmara Municipal de Vereadores, a Lei 2.392 e o Decreto nº 20.251 foram publicados no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira (6).

O dispositivo dispensa o Poder Executivo dos resultados fiscais, da limitação de empenho e da atribuição de recursos previstas na Lei Municipal 2.367/19, que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2020. Tudo isso está em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal do Município.

A lei também autoriza a Prefeitura a abrir créditos suplementares e especiais, visando amparar despesas necessárias ao enfrentamento da pandemia do Coronavírus e suas consequências. Além disso, estão dispensadas licitações para aquisição de bens, serviços – inclusive de engenharia – e insumos destinados a atender às emergências de saúde pública.

A Prefeitura está atenta às medidas necessárias para proteger a população da contaminação, bem como aos efeitos da desaceleração das atividades econômicas, o que acarreta na diminuição significativa da Fazenda Pública Municipal. Por isso, é inegável que as consequências da enfermidade gerarão um natural aumento das despesas públicas, não previstas na Lei Orçamentária.

Diante de tudo isso, ao decretar estado de calamidade pública e ter o aparato legal da Lei 2.392, o Município terá condições de manter o funcionamento da máquina pública e, assim, atenuar os efeitos negativos trazidos pelo Covid-19 para a saúde e para a economia local.

Prefeitura de Ituaçu impõe restrições para pessoas que viajarem para Brumado e Vitória da Conquista

Devido aos casos de coronavírus já confirmados nas cidades de Brumado e Vitória da Conquista, a prefeitura de Ituaçu determinou que as pessoas que viajarem para os municípios, mesmo que retornem no mesmo dia, deverão ficar em isolamento domiciliar por 14 dias.

Em comunicado, a prefeitura também optou, juntamente com a secretaria de saúde, por não flexibilizar o Decreto nº 011/2020, inclusive com a não realização da feira livre. “Esta medida atende as exigências do Ministério da Saúde, na preservação do cidadão”, destacou.

Crédito para folha de pagamento já está disponível nos bancos

O programa de financiamento da folha de pagamento para pequenas e médias empresas foi regulamentado hoje (06/04) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião extraordinária. Com isso, as empresas já podem pedir o empréstimo aos bancos.

Cerca de 1,4 milhão de pequenas e médias empresas, que empregam 12,2 milhões de trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, receberão R$ 40 bilhões de crédito com juros baixos para manter a folha de pagamento por dois meses. O limite de financiamento é de dois salários mínimos.

Ou seja, se o trabalhador ganha mais de dois salários mínimos, a empresa terá de complementar o salário. Ao contratar o crédito, a empresa assume o compromisso de não demitir o funcionário nesse período de dois meses. A taxa de juros será de 3,75% ao ano (atual taxa Selic), com seis meses de carência e 36 meses para o pagamento.

Os recursos virão do Tesouro Nacional (85%) e das instituições financeiras participantes (15%). Em caso de inadimplência, as perdas serão absorvidas pelo Tesouro e pelos bancos participantes nessa mesma proporção. A União, por meio do Tesouro Nacional, aportará até R$ 34 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que atuará como agente financeiro da União no programa.

As instituições financeiras participantes poderão conceder operações de crédito no âmbito do programa até 30 de junho de 2020. As pequenas e médias terão carência de seis meses para começar a pagar e um prazo de 30 meses para pagamento, totalizando 36 meses.

Segundo o BC, “para assegurar a destinação dos recursos e o cumprimento dos objetivos do programa, empresas e sociedades beneficiárias deverão ter as folhas de pagamento processadas pelas instituições financeiras participantes, além de se comprometerem a prestar informações verídicas e a não utilizar os recursos para finalidades distintas do pagamento de seus empregados. Os recursos tomados serão depositados diretamente nas contas dos funcionários”.

(Foto: Vinícius Silva/Vinny Publicidade e informações da Agência Brasil).