Guajeru: Eleitores têm até o dia 18 de fevereiro para fazerem o recadastramento biométrico

A estimativa do Cartório Eleitoral da 93ª Zona, que compreende os municípios de Caculé, Guajeru, Rio do Antônio e Ibiassucê, é de que pelo menos 10.000 eleitores deixem de recadastrar o seu título e fiquem impedidos de votarem em prefeitos e vereadores nas eleições municipais do dia 04 de outubro deste ano. Só em Guajeru este número pode chegar a pouco mais de 2.200 eleitores.

O prazo final para o recadastramento biométrico é no dia 18 de fevereiro e os eleitores que não regularizarem sua situação até esta data terão o título cancelado.

O Cartório Eleitoral da 93ª Zona tem usado as mídias sociais, veículos de comunicação e carro de som para divulgar a programação e evitar que os eleitores deixem de fazer o recadastramento dentro do prazo.

Em Guajeru um posto de atendimento foi instalado para dar celeridade ao recadastramento, trazendo também mais comodidade para que os eleitores do município não precisem ir a Caculé para fazer o recadastramento.

O eleitor que não fizer o recadastramento, além de ter o título cancelado, terá dificuldade de receber salários e aposentadorias, não poderá tirar passaporte, inscrever-se em concursos públicos, matricular-se em instituições públicas de ensino e receber programas sociais do governo (como Bolsa Família), além de correr o risco de ter o CPF suspenso.

Esta última fase do recadastramento biométrico está priorizando o agendamento, que pode ser feito através do site https://agendamento.tre-ba.jus.br/agendamento/publico/index.jsp ou pelo telefone: (77) 3455-1199. No ato do agendamento o eleitor deverá apresentar o número do título. Caso não possua a inscrição eleitoral ou não saiba o número, deverá informar o número de CPF, a data de nascimento e nome completo dos pais.

Fonte: Ascom

Em Itabela, cafeicultores fazem mobilização por condições dignas para sobrevivência do setor

Cafeicultores de Itabela e região fizeram rápida, ordeira e pacífica mobilização nesta manhã de sexta-feira (24) na BR-101, em busca de condições dignas e justas para sobrevivência da cafeicultura local, regional e brasileira, que atravessa momentos de preocupação.

Entre os principais pleitos do movimento, que acontece também nos Estados produtores de Rondônia, Espirito Santo e Minas Gerais, estão: preços justos, renegociação de dívidas com agentes financeiros e cooperativas, com juros civilizados, carência e prazo, redução da carga tributária, e criação da Organização dos Países Produtores de Café (OCAFE), para dar dignidade e rentabilidade aos cafeicultores, hoje sujeitos a manipulações por entidades que operam no mercado cafeeiro.

Com apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar, tudo transcorreu dentro da mais absoluta normalidade, como anunciado pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Gilberto Borlini.

Presentes, prestigiando e participando da movimentação ao lado da classe produtora, estiveram dirigentes de sindicatos, associações, entidades da sociedade civil, empresas ligadas ao setor da cafeicultura, dirigentes do setor público, secretários e assessores municipais, veículos de comunicação locais e regionais.

Após rápida paralisação, sem causar transtornos ao livre trânsito de veículos na BR-101, foi hasteada a Bandeira Brasileira, o público presente cantou solenemente o Hino Nacional, foram distribuídos folhetos alusivos ao evento, e em seguida encerrada a movimentação.

Por: CliC101 | Idalício Viana

NIETZSCHE DISSE: Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade

Por Leandro Flores

Fundador do Movimento Café com Poemas – Poeta, Escritor, Jornalista Leandro Flores é condeubense radicado em Salvador/BA.

Nietzsche, filósofo e poeta prussiano já dizia que: “Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade. Somente a arte pode transfigurar a desordem do mundo em beleza e fazer aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida” (2008).

Nunca uma frase como essa, do grande e incomparável pensador do século XIX, fez tanto sentido como agora, nestes tempos de afogamento de esperança, de sonhos, em que o país e o mundo passam por diversas transformações que muitas vezes nos deixam fora de eixo, sem chão, sem saída e desesperançosos em relação ao futuro.

A arte vem como refúgio, como fuga nesse processo de endurecimento de alma. Acaba sendo uma das poucas ferramentas – ainda – capazes de trazer um sorriso, uma paixão, uma vontade de deixar as coisas mais leves, de trazer algum sentido para o mundo, traduzindo aquilo que ainda conseguimos observar e sentir como BELO, como SIGNIFICATIVO e aproveitoso para alguém e para o universo como todo.

O mundo está em cacos, se diluindo em ideologias cada vez mais extremistas, cada vez mais conflitantes e, a arte, mesmo sendo também uma ferramenta de perseguição dessa escalada da estupidez, acaba sobrevivendo (para o nosso bem) e, assim, quem sabe, algum dia possamos lembrar novamente Nietzsche, só que desta vez como chave de memória, não como lamentação de um estado fático, podendo dizer também que a arte venceu finalmente. “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.”