IV Encontro de Condeubenses


Aprovado há pouco mais de um mês pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana do município, o Boulevard São João foi oficializado nesta quinta-feira (23) pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e pelo grupo empresarial Fábrica de Bares, responsável por bares na região central de São Paulo.
Apelidada de “Times Square Paulistana”, a iniciativa instalará 2 mil metros quadrados de telas na esquina que ficou eternizada na canção Sampa, de Caetano Veloso. No local, fica o Bar Brahma, um dos que é administrado pelo grupo Fábrica de Bares.
Apesar do fim da etapa de escutas presenciais, a população conquistense ainda pode contribuir com a elaboração do Plano Municipal de Cultura, documento que irá orientar as políticas públicas do setor pelos próximos 10 anos. Para enviar sugestões, basta acessar a ferramenta do programa Governando com as Pessoas, clicando aqui. A plataforma estará disponível somente até hoje (22).
Maíza Leite, secretária executiva do Conselho Municipal de Cultura, afirma que a iniciativa representa uma oportunidade essencial para que toda a comunidade participe da construção dos rumos da cultura em Vitória da Conquista. “Cada opinião enviada tem grande valor, pois expressa os desejos, ideias, necessidades e anseios da população para fortalecer ações culturais mais inclusivas e efetivas. Por isso, a participação é fundamental para ajudar a construir uma cidade que valoriza a arte, a diversidade e o desenvolvimento cultural para todos.”
Além de contribuir com propostas, os participantes podem indicar prioridades, apontar desafios e sugerir ações que atendam às diferentes expressões culturais do município. As contribuições coletadas nesta etapa serão analisadas e incorporadas ao documento final, garantindo que o Plano Municipal de Cultura reflita a diversidade e as reais demandas da população conquistense.
Presidente destacou que obras produzidas pelo selo ALBA Cultural trazem memórias da política e do jornalismo baiano

Fotos: AL-BA

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Na manhã deste domingo, 12 de abril de 2026, a comunidade de Olho d’Água foi palco de mais uma bela demonstração de cultura e tradição: a realização da 10ª Carreata de Carros de Bois. O evento, que já faz parte do calendário cultural local, foi idealizado pelo senhor Agenor Henrique Silveira, que deu início à iniciativa ainda no ano de 2006.
Apesar de alguns anos sem realização, devido a imprevistos como o período da pandemia, a carreata segue firme, preservando um costume que atravessa gerações. Neste ano, cerca de 20 carros participaram do desfile, todos inscritos previamente mediante uma taxa simbólica de R$ 30, que deu direito a um café da manhã na saída e um churrasco ao final do percurso.
A concentração inicial dedu-se no bar e mercearia Silveira do amigo Lindauro no Riacho Seco, onde todos se reuniram e o professor Hélio proferiu um momento de reflexão, culminando com a oração do Pai Nosso com uma Ave Maria, em seguida os participantes saíram às 9h40min., e chegaram às 11h30min., percorreram por aproximadamente 5 quilômetros até o Bar do amigo Selerino, na região do Baixão, local escolhido para o encerramento e confraternização.
Mais do que um simples evento, a carreata representa a valorização das raízes do homem do campo. Os carros de bois, muitos deles ricamente ornamentados com palha de coqueiro, bexigas e até couro de boi, mostram a criatividade e o carinho dos participantes. Cada detalhe revela o orgulho em manter viva essa tradição.
Segundo o organizador, a participação é voluntária e o principal objetivo é manter acesa a cultura local, além de ensinar às novas gerações o cuidado e o respeito com os animais. A presença das crianças e jovens reforça esse papel educativo, garantindo que esse costume continue sendo passado adiante.
A Carreata de Carros de Bois de Olho d’Água é, sem dúvida, um símbolo de identidade cultural, reunindo famílias, fortalecendo laços comunitários e celebrando a simplicidade e a riqueza das tradições do interior.
Fotos: Oclides/JFC
Por Joandina

Em seu livro A Coluna Prestes, marchas e combates, Lourenço Moreira Lima informa que depois de terem visitado Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, chegaram à Bahia com perto de 1200 homens. O ano era 1926, no dia 26 de fevereiro.
“As primeiras chuvaradas do inverno desse ano enverdeceram aqueles sertões.” O autor descreve a vegetação do sertão da Bahia, destacando que a natureza desabrochara em flores para destacar a travessia da Coluna invicta.
A princípio, a marcha foi a pé, já que os animais eram destinados aos doentes e cargas. Dias depois, começaram a encontrar cavalos, o que facilitou o percurso.
Enquanto isso, escutavam-se histórias do Prestes menino, contadas por ele.
SOCIAL

Neste dia 9 de abril, quem está em festa é o professor, poeta, escritor e colunista do jornal Folha de Candeúba, Antônio da Cruz Santana. A data marca não apenas mais um ano de vida, mas também a celebração de uma trajetória marcada por dedicação à cultura, à educação e à reflexão social.
Natural da cidade de Saubara, na Bahia, Santana escolheu Condeúba como sua terra de coração há muitos anos. Foi neste município que construiu sua vida, desenvolveu seu trabalho e conquistou o respeito e a admiração da comunidade local. Ao longo de sua caminhada, tem prestado relevantes serviços ao povo baiano, especialmente aos condeubenses, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento da cultura e do pensamento crítico.
Dono de uma escrita marcante, Antônio da Cruz Santana se destaca por suas poesias, contos, críticas e romances contemporâneos. Em seus textos, ele não apenas demonstra talento literário, mas também sensibilidade e compromisso social, sempre abordando temas diversos e provocando reflexões importantes sobre a realidade que nos cerca. Sua capacidade de transformar palavras em reflexão o tornou uma referência no meio em que atua.
Reconhecendo sua importância e contribuição, a Câmara Municipal de Condeúba lhe concedeu o título de cidadão condeubense, uma honraria que simboliza o carinho e o respeito do povo por aquele que tanto fez e continua fazendo pela cidade.
Querido por familiares, amigos e admiradores, Santana recebe nesta data inúmeras homenagens, fruto do reconhecimento por sua história e por sua maneira cativante de ser. Seu bom humor, sua generosidade e sua paixão pelo que faz são características que marcam todos que têm o privilégio de conhecê-lo.
Condeúba se orgulha de ter como filho ilustre Antônio da Cruz Santana, um homem que, com suas palavras e atitudes, ajuda a construir uma sociedade mais consciente e humana.
Nós, do jornal Folha de Condeúba, parabenizamos o amigo, parceiro e colunista por esta data tão especial. Rogamos a Deus que sua vida seja longa, repleta de saúde, alegria e inspiração, e que este dia se repita por muitos e muitos anos, sempre com esse sorriso e esse entusiasmo que contagiam a todos ao seu redor.
Parabéns, Santana!
A historiadora e escritora condeubense Joandina Maria de Carvalho, lançará seu livro “Um oposicionista na política baiana” referente a trajetória de Paulo Jackson Vilasboas. O lançamento será na ALBA. Todos estão convidados.


O ano de 2026, mais especificamente no décimo quinto dia do mês de abril, marca um desses momentos, que muito toca o município de Condeúba, na Bahia, e região. É o centenário da passagem da Coluna Prestes por esta terra, evento dos mais impactantes e simbólicos nela já ocorridos.
Há aqueles como a professora, escritora e mestre em História pela FGV (2007), Joandina Maria de Carvalho, que tomaram pra si a responsabilidade de fazer com que o tema e também sua efeméride não passem em branco. Nesse contexto, realizei, no final de fevereiro e início de março últimos, uma entrevista por meio virtual com a pesquisadora. Joandina respondeu a dez questionamentos cujo mote é justamente a associação da Coluna Prestes com o município de Condeúba.
Publicada agora, no alvorecer do quarto mês do ano, ajuda a demarcar a contagem regressiva para o aniversário de um momento marcante para todo o sudoeste baiano e além.
Sem mais delongas, a entrevista…
TEMA: A PASSAGEM DA COLUNA PRESTES POR CONDEÚBA
Pergunta 1: Como o tema está presente em sua trajetória acadêmica e intelectual?
Resposta 1: O tema da Coluna Prestes está presente na minha vida como tema que estudei na graduação e especialização em História do Brasil. Entretanto, em nenhum momento, eu estudei apenas a Coluna Prestes.
Pergunta 2: O que te levou a estudar e escrever sobre ele?
Resposta 2: A motivação inicial para estudar o tema veio da curiosidade que sempre tive para interpretar memórias contadas por minha avó paterna.
Pergunta 3: Considerando uma pessoa leiga no assunto, como descreveria, sucintamente, a Coluna Prestes e o contexto em que passou por Condeúba (BA)?
Resposta 3: Eu não falo apenas com uma pessoa leiga. Precisamos ter cuidado com isso. Como é um tema importante cujas memórias estão diluídas, a importância histórica do tema pode ser
diminuída por pessoas que dizem saber tudo. Isso é muito comum em Condeúba.
Sugiro que façamos reflexões e estudos durante esse ano do centenário para depois respondermos a essa pergunta importante. Não é possível uma resposta de maneira sucinta. Precisamos ler e reler Coluna Prestes em Condeúba e Coluna Prestes nos Gerais de Minas, para que em breve possamos produzir novos textos sobre o tema.
Pergunta 4: Qual foi o impacto, importância e as consequências da passagem da Coluna Prestes por Condeúba (BA)?
Resposta 4: A Coluna Prestes impactou tanto a vida das pessoas em Condeúba que muitos fatos passaram a ser delimitados pelo ano de 1926. Fátima, filha de dona Lizete, que faleceu recentemente conta que todos os anos, a mãe lembrava exatamente os dias, mês e ano em que a revolta passou pela cidade.
Quanto a consequências eu lamento profundamente que o tema não tenha sido estudado pelos profissionais de História, o que poderia ter elucidado fatos e ajudado as pessoas a compreenderem muitos aspectos da Bahia e do Brasil, no contexto histórico da década de 1920. O não investimento em História continua sendo um problema. A passagem da Coluna Prestes por Condeúba é um tema importante.
“A Coluna Prestes impactou tanto a vida das pessoas em Condeúba que muitos fatos passaram a ser delimitados pelo ano de 1926.”
Pergunta 5: Na sua opinião, por que é importante relembrar esse momento?
Resposta 5: Lembrar é um dever de memória. Se esse tema está na vida das pessoas como algo vivo é porque precisa ser lembrado. A história pode contribuir para transformações necessárias.
Pergunta 6: Nestes 100 anos, desde a passagem da Coluna por Condeúba (BA), como a memória sobre o evento permaneceu e como tem sido tratada?
Resposta 6: Infelizmente, o evento é considerado por muitas pessoas como um passado morto. Felizmente, iniciativas como o do seu blog, a publicação do livro Coluna Prestes em Condeúba e a
disposição de algumas pessoas em refletir sobre o tema são novidades importantes.
Pergunta 7: Houve (ou há) equívocos nessa memória, e também na história, sobre este evento?
Resposta 7: Existem muitos equívocos e problemas relacionados à questão da Coluna Prestes em Condeúba, problemas esses que merecem reflexões importantes.
Pergunta 8: Alguma coisa te impressiona e/ou surpreende no assunto?
Resposta 8: Sim. Muitas. O que mais me chama a atenção é o fato das pessoas se acomodarem e não pensarem a História como uma ciência que pode contribuir para transformações sociais necessárias.
“Lembrar é um dever de memória. Se esse tema está na vida das pessoas como algo vivo é porque precisa ser lembrado.”
Pergunta 9: Há algo que ainda não foi estudado sobre a passagem da Coluna Prestes em Condeúba (BA), isto é, qual o “estado da arte” deste tema?
Resposta 9: Um tema importante como a Coluna Prestes em Condeúba está sempre aberto para
novas reflexões e estudos. Entendo que uma nova pesquisa pode sistematizar melhor o que já foi
estudado, lembrando que existe uma bibliografia vasta sobre o tema.
Pergunta 10: Na sua opinião, como seria uma comemoração bem celebrada deste centenário?
Resposta 10: Entendo que Condeúba pode estar na vanguarda dessas comemorações. Juntos com o professor Levon Nascimento, de Taiobeiras, cidade do norte de Minas Gerais, podemos convidar as pessoas para reflexões sobre o tema e para ações tendo em vista possíveis transformações sociais.
Não se pode falar sobre a Coluna Prestes em Condeúba sem referência ao norte de Minas Gerais. Conforme Jorge Amado em O Cavaleiro da Esperança, “Prestes reingressa em território baiano pelo município de Condeúba, onde havia passado na descida”.
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Agradeço à professora Joandina Maria de Carvalho por ter me concedido a entrevista.
Correntina, Bahia, Brasil. 1.o
de abril de 2026.
G. S.
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PUBLICADO ORIGINALMENTE EM:
https://oblogpercurso.blogspot.com/2026/04/o-centenario-da-passagem-da-coluna.html
Observação: o blog “Percurso” faz parte de um projeto de cultura geral de Gabriel Soares. Tem por objetivo compartilhar fotografias, reflexões, pesquisas, entre outras coisas.
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