Maior dos crimes do PT foi permitir que o pobre subisse um degrau’, diz Lula

Maior dos crimes do PT foi permitir que o pobre subisse um degrau’, diz Lula. Foto: Lula Marques/Agência PT

O ex-presidente Lula rejeitou neste fim de semana, durante participação no Festival PT 40 anos, que celebra o aniversário da sigla, os pedidos de autocrítica feitos ao partido durante os últimos anos. Ele aproveitou ainda para defender que o maior dos crimes cometidos foi permitir a escalada social da camada mais pobre da população brasileira e a criticar a forma com que caminha o mercado de trabalho, atacando a ‘uberização’ do emprego.

No evento de celebração aos 40 anos da legenda, o petista subiu ao palco ao lado do ex-presidente uruguaio ‘Pepe’ Mujica, que também foi muito bem recebido pelos cerca de 5.500 militantes presentes. O discurso de Lula voltou a tratar os pedidos de autocrítica feitos ao partido. Ele reconheceu que o PT já errou, mas disse que “o maior dos crimes foi permitir que o pobre pudesse subir um degrau na escala social”.

O petista questionou também as novas relações de trabalho, que passaram a ser mediadas pela tecnologia, e defendeu que hoje um universitário tem menos esperança e tranquilidade de conseguir um emprego do que ele quando tirou seu diploma de torneiro mecânico. “A verdade é que estas pessoas estão regredindo nas conquistas que imaginavam ter. Trabalho por aplicativo é o ser humano sendo tratado da forma mais canalha possível, em nome de uma palavra chamada empreendedorismo individual ou flexibilização. O nome é sofisticado, importante, porque as pessoas têm orgulho de dizer.

Você não vai ter mais emprego e vai ser chamado de microempreendedor “, criticou o petista. Para Lula, a ‘uberização’ ou ‘pejotização’ do trabalho, isto é, a redução dos empregos com carteira assinada, representam nada mais do que um retrocesso social, maquiado com termos bonitos e a ideia de ter mais liberdade. Segundo o ex-presidente, isso é apenas uma forma de caminhar rumo ao fim da CLT diminuindo a resistência dos trabalhadores.

Dados do IBGE indicam recorde de trabalho sem carteira e por conta própria no Brasil

Por  Fernanda Pinheiro

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística identificou um novo recorde no número de trabalhadores sem carteira e atuando por conta própria no Brasil. De acordo com o órgão, a taxa de desemprego no país ficou estável no trimestre encerrado em outubro. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (29).

Os dados do IBGE indicam a existência de 11,9 milhões de trabalhadores sem carteira assinada e 24,4 milhões por conta própria. A taxa de informalidade, que inclui empregados domésticos sem carteira e empregados sem CNPJ ficou em 41,2%, estável em relação ao trimestre anterior, conforme reportagem da Folha de S. Paulo.

São 38,8 milhões de trabalhadores nessas condições.

Quanto a porcentagem, no trimestre encerrado em outubro a taxa de desemprego foi de 11,6%. Anteriormente o número havia sido de 11,8%.  no trimestre imediatamente anterior e 11,7% no mesmo trimestre de 2018. Para o IBGE, o indicador ficou “estatisticamente estável”. (Bahia Notícias)

3,3 milhões procuram trabalho há mais de 2 anos no país, diz IBGE

Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo

Apesar do recuo da taxa de desemprego em junho, o número de brasileiros buscando uma vaga há mais de dois anos nunca foi tão alto. O desemprego de longa duração atinge 3,347 milhões, informou na manhã desta quinta-feira o IBGE. Isso significa que um em cada quatro desempregados no Brasil procura emprego há mais de dois anos e não consegue.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do segundo trimestre de 2019, esse é o maior patamar já registrado desde 2012, quando teve início a série histórica do IBGE. Naquele ano, havia 1,516 milhão de pessoas nessa condição. A taxa de desemprego foi de 12% em junho, abaixo dos 12,7% registrados no mesmo mês do ano passado.

Adriana pondera que a melhora quantitativa não foi acompanhada de melhora qualitativa: o número de desempregados que buscam uma vaga há pelo menos dois anos cresceu em 196 mil neste período.

O elevado tempo de procura por emprego é um dos fatores que ajudam a explicar o desalento, que ocorre quando o trabalhador desiste de buscar uma vaga por acreditar que não conseguirá obtê-la. No segundo trimestre, o país tinha 4,9 milhões de desalentados.

Segundo o jornal o Globo, por estados da federação, a Bahia é o que tem o maior número de desalentados: 766 mil pessoas. No Maranhão, são 588 mil pessoas.

Brumado: Fechamento de fábrica de cimento é culpa da política adotada pelo governo federal, repudia Sindmineradores

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A fábrica de cimento de Brumado anunciou o seu fechamento na quinta-feira (01). Mais de cinquenta trabalhadores ficarão desempregados com a desativação da fábrica. O presidente do Sindicato dos Mineradores (Sindmineradores), Édio Pereira, o “Continha”, destacou que o órgão já foi notificado sobre a decisão, que levou em conta dificuldades de mercado.

“A gente lamenta, principalmente porque o discurso que foi vendido para a opinião pública era de que a reforma trabalhista iria ser aprovada para gerar empregos, mas estamos vendo exatamente o contrário”, criticou. Para o presidente, a reforma fará justamente o inverso, aumentando o desemprego.

“Esses pais de família vão para o olho da rua por conta dessa política nefasta. Nós repudiamos veementemente essa atitude da empresa e a política adotada pelo governo, que está enganando o povo”, avaliou.

86% aceitariam salário menor para ter trabalho

A 5ª edição do Índice de Confiança Robert Half apontou que 86% dos profissionais desempregados entrevistados para a pesquisa estão dispostos a aceitar uma proposta salarial inferior à do último emprego para voltar ao mercado de trabalho. O comportamento retratado na pesquisa reflete a dificuldade de recolocação no mercado de trabalho. Em julho, havia 12,9 milhões de desempregados no país, segundo o IBGE.

A pesquisa mostrou ainda que 64% dos desempregados entrevistados estão confiantes de que o mercado estará melhor nos próximos seis meses: 7% estão muito confiantes, 23% apresentam alta confiança e 34% revelaram um nível médio de confiança. Baixa e muito baixa foram, respectivamente, 23% e 12%. De acordo com o G1, dentro desse grupo estão os desempregados qualificados (com 25 anos de idade ou mais e formação superior completa).

A pesquisa apontou ainda queda de otimismo dos profissionais (incluindo empregados e desempregados) quanto ao mercado de trabalho atual (de 30,9 pontos em abril para 28,8 pontos em julho) e futuro (de 50,2 pontos para 47,1 pontos).

No total, foram entrevistados 1.161 profissionais qualificados, com 25 anos de idade ou mais e formação superior completa, sendo 387 empregados, 387 desempregados e 387 recrutadores – profissionais com poder de decisão sobre o preenchimento de uma vaga dentro das empresas – de diferentes regiões do país, entre os meses de julho e agosto de 2018.

Falta trabalho para 27,6 milhões de pessoas no Brasil, aponta IBGE

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O total de pessoas em situação de desalento, ou seja, que desistiu de procurar trabalho, subiu para 4,8 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2018. Isso é o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta quinta-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É o maior número de desalentados da série histórica da Pnad, iniciada em 2012. No primeiro trimestre, o país contava com 4,6 milhões de desalentados. No segundo trimestre de 2017, eram 4 milhões de pessoas nessa situação. Também é considerado desalentado a pessoa que ficou fora da força de trabalho por não conseguir ocupação adequada, não ter experiência ou qualificação para as vagas ofertadas, ser considerado muito jovem ou muito velho ou por não haver trabalho na localidade em que mora.

O porcentual de pessoas desalentadas ficou em 4,4% no segundo trimestre, a maior da série histórica. Entre as unidades da federação, Alagoas (16,6%) e Maranhão (16,2%) tiveram a maior taxa de desalento. As menores foram as do Rio de Janeiro (1,2%) e Santa Catarina (0,7%).

Três milhões procuram emprego há mais de dois anos, indica IBGE

Três milhões de pessoas desocupadas no mercado de trabalho estão procurando emprego há mais de dois anos, conforme os dados do primeiro trimestre de 2018. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Veja, o contingente de pessoas desempregadas há mais de dois anos representa 22% do total da população desocupada no primeiro trimestre, que chegou a 13,7 milhões de pessoas. Na comparação com os três primeiros meses de 2017, houve crescimento de 4,8% no total de pessoas desempregadas há mais de dois anos.

A maioria dos desempregados procura ocupação há mais de um mês, mas menos de um ano – 6,384 milhões de pessoas. Esse contingente encolheu em 8,5% ante o primeiro trimestre de 2017. Por outro lado, o total de pessoas procurando emprego há menos de um mês saltou 14,6% entre o primeiro trimestre de 2017 e os três primeiros meses de 2018. Para o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, os dados são “bastante preocupantes”.

Desemprego tem alta e atinge 13,7 milhões no país

Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Publicas

O índice de desemprego no Brasil atingiu 13,1% no trimestre encerrado em março de 2018, maior nível desde maio do ano passado. Isso significa que 13,7 milhões de pessoas estão desempregadas no país. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua.

De acordo com o G1, a taxa ficou maior do que a registrada no trimestre móvel encerrado em fevereiro, de 12,6%, na terceira alta consecutiva após nove trimestres de queda. O índice, porém, ainda ficou abaixo do registrado em igual trimestre móvel do ano passado, de 13,7%. O resultado veio acima do esperado pelo mercado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 12,9% no período.

Os dados do IBGE mostram que na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, o número de desempregados no país aumentou em 1,379 milhão de pessoas, o que representa uma alta de 11,2%. Já no confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 14,2 milhões de desocupados, houve queda de 3,4%.

Bahia tem 1 milhão de jovens que não trabalha nem estuda

Na Bahia, em 2016, pouco mais de 1 em cada 3 jovens nas faixas de 18 a 24 anos (33,7%) e de 25 a 29 anos de idade (33,9%) não estudavam nem estavam trabalhando. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) havia no ano passado 1 milhão de baianos nessa população que se conhece como “nem-nem”. Em 2013, o número era de 24%.

Eram proporções acima da média nacional (30,1% e 25,8% respectivamente) e, para o grupo entre 25 e 29 anos (33,9%) a quarta maior percentagem de pessoas que não estudavam nem trabalhavam entre os estados, abaixo apenas de Alagoas (37,5%), Pernambuco (36,9%) e Maranhão (36,3%).

Assim como ocorreu no país como um todo, a proporção dos “nem-nem” na Bahia cresceu a partir de 2014, com maior intensidade entre 2015 e 2016 – reflexo principalmente da saída de jovens de ocupações no mercado de trabalho. Considerando-se os jovens de 16 a 29 ano de idade, no estado, a percentagem dos que não estudavam nem trabalhavam se manteve relativamente estável entre 2012 (26,0%) e 2015 (25,5%).

Em 2016, ela passa a 30,5% ou cerca de 1 milhão de pessoas. O aumento dos “nem-nem” na Bahia foi o quarto maior comparando-se 2012 com 2016 e o segundo maior do país entre 2015 e 2016, abaixo apenas que o verificado em Pernambuco.

Ituaçu: Funcionários demitidos de fábrica de cimento fazem protesto na BA-14205 Jul 2017

greveFoto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em Ituaçu, um grupo de funcionários demitidos pela fábrica de cimento Itaguarana realizou um protesto na manhã desta quarta-feira (05), na BA-142. Com faixas e cartazes, eles queimaram pneus para chamar a atenção da empresa, pois alegam terem sido vítimas de crime trabalhista.

Um dos idealizadores do movimento informou que, em julho de 2016, mais de 200 trabalhadores foram demitidos da fábrica sem aviso prévio e com os salários atrasados. Além disso, segundo ele, os funcionários demitidos não receberam o FGTS, nem tiveram direito a rescisão e seguro desemprego. Os funcionários buscam um acordo com a fábrica para receber os direitos trabalhistas e os salários atrasados.