JACARACI NO RUMO CERTO

Por Thiago Braga

Thiago Braga – Colunista da Folha de Condeúba

Quem conheceu Jacaraci, anos atrás, sequer imagina o crescimento da cidade, antes “encolhida” no meio dos altos e baixos do vale. Agora se mostra com outra cara, a começar pela antena de telefonia móvel vista desde o “pé da serra”. O bairro Bom Jesus tomou parte do grande terreno que, dividido em lotes, deu lugar à residências, ruas e travessas. Veio de lá para cá, fazendo “zig zag”, ocupando espaço e querendo ir mais longe, sem se perder no verde da floresta.

Por conta da mão de obra e, é claro, o desejo natural dos cidadãos em adquirir sua “casa própria”, quadras e mais quadras foram abertas no chamado desenvolvimento urbano. Modelo de organização que segue a risca o Código de Posturas do Município.

O centro velho, formado por belas construções dos anos 40 e 50, oferece – nos um panorama do “tempo que passou”. Passou, deixando gratas lembranças como a primeira pensão, a antiga boate, (hoje drogaria), o correio (telégrafo reformado), a morada do padre, dentre outros. O “cheiro de mato” vindo do capão florido no fundo da Escola Anísio Teixeira, além das árvores de sombra cercando o Banheiro Público. O calçamento de pedra bruta, trabalho feito por homens de braço forte e picareta nos ombros, rende elogios do visitante. Cada praça parece um livro aberto onde as cores salta – nos aos olhos, cheia de boas energias. A natureza sorrir, pedindo para ser protegida, pois não nega nada ao admirador (a) do meio ambiente. Água cristalina para encher a mão e lavar o rosto, na famosa “bica”, ou passeio pela “virada do cigano”.

O silêncio de dias comuns, nada mais é, que a melhor oferta para o descanso e tranquilidade, diante da paisagem agrícola. Parece novela? Não, pura realidade. O município contempla riquezas como a Areia Branca, o Rio da Passagem, Morro do Chapéu, etc. Do calor excessivo ao plantio de palma e a produção de queijo artesanal. Safra: arroz, milho, feijão catador, banana da prata, cajú, melancia, mamona, além de outros. Em vista disso, traz o retrato vivo daquela agro – vila, ainda “apagada” no mapa, hoje ponto de turismo para gente vinda de outros estados. O traço moderno da nova Jacaraci depreende novidades, no qual citamos algumas: lojas, restaurantes, papelarias, academia popular, centro de convivência de idosos, quiosques e parada de ônibus.

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