A Didática na Instituição de Ensino

Por Vandecleito Soares de Avelar

Há tempos o modelo tradicional de ensino se mostra desmotivador para os alunos, e promover seu engajamento tem sido um dos principais desafios impostos aos professores e à comunidade em geral. A escola é na atualidade um amplo espaço para experimentação e prática do conhecimento. Além de um ambiente colaborativo de aprendizagem, possibilitando maior interação entre os estudantes e professores no processo de ensino-aprendizagem, algo inerente à proposta das chamadas metodologias ativas de ensino. A ideia é que os alunos podem construir, os mais diversos tipos de objetos de aprendizagem e projetos com suas próprias mãos, tendo coragem e iniciativa.

A didática, na perspectiva da mediação, promove e amplia o desenvolvimento das capacidades intelectuais dos alunos por meio dos conteúdos. Conforme a teoria histórico-cultural, formulada inicialmente pelo psicólogo e pedagogo russo Lev Vygotsky, o objetivo do ensino é o desenvolvimento das capacidades mentais e da subjetividade dos alunos através da assimilação consciente e ativa dos conteúdos, em cujo processo se leva em conta os motivos dos alunos.

O papel do professor é favorecer uma aprendizagem sólida  porque os conteúdos  transformam em meio de atividade subjetiva do aluno. Ou seja,  executa uma ideia, uma definição, com suas próprias palavras, saber aplicar o conhecimento em situações novas ou diferentes, na sala de aula e fora dela, favorecendo o desenvolvimento das múltiplas linguagens. O professor-facilitador   sempre está atualizando as metodologias de ensino, variando os métodos e procedimentos, em consonância com as características individuais e sociais dos alunos,  investigando os conhecimentos prévios ou as experiências dos alunos, estabelecendo diálogos ou investindo  no bom relacionamento com os alunos.

Aos educadores cabe a compreensão de que a tarefa da escola contemporânea não consiste em dar às crianças uma soma de fatos conhecidos, mas em ensiná-las a orientar-se independentemente na informação científica e em qualquer outra. E significa que a escola deve ensinar os alunos a pensar, quer dizer, desenvolver ativamente neles os fundamentos do pensamento contemporâneo para o qual é necessário organizar um ensino desenvolvimental.

Para M. Castells, a tarefa das escolas e dos processos educativos é o de desenvolver em quem está aprendendo a capacidade de aprender, em razão de exigências postas pelo volume crescente de dados acessíveis na sociedade e nas redes informacionais, da necessidade de lidar com um mundo diferente e, também, de educar a juventude em valores e ajudá-la a construir personalidades flexíveis e eticamente ancoradas.

O papel da escola é ajudar os alunos a desenvolver suas capacidades mentais, ao mesmo tempo em que se apropriam dos conteúdos. Nesse sentido, as metodologia ativas de ensino, mais do que o conjunto dos procedimentos e técnicas de ensino, consiste em instrumentos de mediação que auxilia o aluno a pensar com os instrumentos conceituais e os processos de investigação da ciência que se ensina.

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