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Lula depõe como réu pela 1ª vez e nega ter obstruído a Lava Jato

Lula-72Foto: Reprodução

Em depoimento à Justiça Federal de Brasília nesta terça-feira (14), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou que tenha atuado para obstruir a operação Lava Jato. Lula é um dos sete réus em ação penal que investiga suspeita de obstrução dos trabalhos da Lava Jato.

O processo, aberto em julho do ano passado, investiga se houve uma tentativa do grupo de convencer o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró a não fechar acordo de delação premiada. De acordo com o G1, questionado pelo juiz Ricardo Leite se os fatos presentes na denúncia são verdadeiros ou falsos, o ex-presidente respondeu que são falsos.

O depoimento, marcado para 10h, começou com quase 20 minutos de atraso. Na chegada à sala de audiências, o ex-presidente conversou rapidamente com os advogados.

Ex-ministro Zé Dirceu é condenado mais uma vez na Lava Jato

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O ex-ministro José Dirceu foi condenado mais uma vez pela Operação Lava Jato. Outras quatro pessoas também foram condenadas nesta mesma ação penal, entre elas, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, que é irmão do ex-ministro.

De acordo com o G1, a pena para José Dirceu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro é de 11 anos e três meses de reclusão em regime fechado. Em maio de 2016, José Dirceu já havia sido condenado por Sérgio Moro a 20 anos e 10 meses de reclusão.

Portanto, somadas, as penas chegam a 31 anos de prisão. A sentença do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, é desta quarta-feira (8).

Rodrigo Maia pegou R$ 1 milhão em propina da OAS, aponta PF

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Foto: Reprodução

A Polícia Federal concluiu investigação sobre o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Operação Lava Jato e apontou indícios de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. A informação foi revelada pelo “Jornal Nacional”, da TV Globo. A investigação da PF teve origem em mensagens de celular entre Maia e o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.

Segundo o inquérito da PF, em troca de propina de 1 milhão de reais, o parlamentar teria defendido interesses da empreiteira no Congresso, entre 2013 e 2014, como apresentar uma emenda à uma Medida Provisória que definia regras para a aviação regional, em benefício da construtora.

O “Jornal Nacional” ainda informou que Rodrigo Maia pediu à empreiteira doações eleitorais no valor de 1 milhão de reais em 2014. O dinheiro teria sido repassado oficialmente à campanha de César Maia, pai do presidente da Câmara.

Os investigadores suspeitam que a estratégia foi usada para ocultar a origem da propina da empreiteira. A PF sustenta que há ‘fortes indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro’ por parte de Maia.

Maia afirmou que “nunca recebeu vantagem indevida para votar qualquer matéria na Câmara”. Segundo ele, “ao longo dos cinco mandatos como deputado federal, sempre votou de acordo com orientação da bancada ou com a própria consciência”.

Delações da Odebrecht: PT recebeu R$ 35 milhões para selar alianças

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                      Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Em uma reunião em 2014 com Marcelo Odebrecht, à época presidente da maior construtora do país, e Alexandrino Alencar, então diretor de Relações Institucionais da empreiteira, o tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff (PT) à reeleição, Edinho Silva (PT), foi claro: precisava de 35 milhões de reais para garantir a adesão de cinco partidos à chapa da petista e, assim, conquistar dois minutos e 59 segundos de propaganda eleitoral na televisão.

A divisão foi feita de forma igualitária, 7 milhões de reais para cada sigla (Pros, PCdoB, PRB, PDT e PP). De acordo com a Veja, a informação sobre o acerto consta do acordo de delação premiada dos dois executivos, homologado na semana passada.

Com Dilma já fora do poder, a delação tem um enorme potencial de estrago para seu sucessor, Michel Temer. A revelação deve complicar ainda mais sua situação no Tribunal Superior Eleitoral, na ação que analisa precisamente se houve abuso de poder político e econômico na eleição de 2014.

Cármen Lúcia analisa critérios para novo relator da Lava Jato no STF

Apesar do momento de luto, interlocutores da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, avaliam que ela decidirá sobre a escolha do nome do novo relator da Lava Jato “consciente do atual momento do país”.

Ainda não há um consenso entre os magistrados do STF sobre o melhor critério para a escolha do nome que irá substituir o ministro Teori Zavascki na Lava Jato. “Há várias interpretações, mas a ministra Cármen Lúcia deve buscar amparo no que for melhor para o país”, observou um interlocutor.

A avaliação na presidência do STF é que o nome ideal seria o de um ministro com perfil semelhante ao de Teori. Ou seja, um ministro mais técnico e de personalidade discreta.

Empresas da Lava Jato descobrem que executivos desviavam propina

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Empreiteiras envolvidas na Operação Lava-Jato não figuram apenas como agentes de desvio de recursos públicos, também viraram alvo de desvios dentro do desvio. Grandes empreiteiras, entre elas a Odebrecht, começaram a identificar casos em que funcionários responsáveis por operar o pagamento de propina acabavam embolsando parte do dinheiro, desviado para contas no exterior ou benefícios pessoais. Continue lendo Empresas da Lava Jato descobrem que executivos desviavam propina

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Delator diz que Arthur Maia recebeu R$ 250 mil não declarados da Odebrecht em 2010

O deputado federal Arthur Maia (PPS) recebeu R$ 250 mil em 2010 do Grupo Odebrecht e o recurso não aparece na prestação de contas da Justiça Eleitoral. Segundo o ex-executivo da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, o parlamentar fez uma solicitação de apoio à campanha e recebeu uma “contribuição em valor diferenciado”, “tendo em vista a capacidade demonstrada, bem como pelo fato de este ser baiano e possuir confiabilidade dentro da empresa”.

“Foram pagos R$ 250 mil, operacionalizados pela equipe de Operações Estruturadas, para o codinome ‘Tuca’”, explica Melo Filho, detalhando as datas em que foram realizados os três pagamentos, entre agosto e outubro de 2010. Já em 2014, Arthur Maia teria recebido a contribuição de maneira “oficial”. O ex-executivo cita a cifra de R$ 349 mil, porém na prestação de contas de Maia junto à Justiça Eleitoral aparecem apenas doações da Braskem S/A, que somam R$ 129 mil.

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Sob codinome ‘Feia’, senadora Lídice recebeu R$ 200 mil em 2010

Durante o pleito em que se elegeu senadora pela primeira vez, 2010, Lídice da Mata (PSB) recebeu R$ 200 mil da Odebrecht, revelou delação premiada do ex-executivo da empresa Cláudio Melo Filho. Sob codinome “Feia”, a ex-prefeita de Salvador já mantinha uma “relação histórica” com a empreiteira, que conhece e admira, segundo o documento.

“Eu acreditava na sua eleição como Senadora pelo momento político na Bahia, pois ela era da chapa do governador eleito Jaques Wagner”, afirmou Melo Filho. Após a eleição, o ex-executivo disse ter solicitado apoio direto para que Lídice ajudasse um projeto do Instituto de Hospitalidade na capital baiana, que teria relação com a Fundação Odebrecht. “Este projeto era vinculado a Secretaria de Turismo da Bahia, cujo secretário, Domingos Leonelli, era indicado pelo PSB, partido da Senadora.

José Filho me relatou o descaso dela com o assunto, pois nunca recebeu sequer um retorno”, acrescentou. De acordo com a delação, a senadora ainda foi contatada em março de 2012, junto a outros parlamentares, para legislar a favor do Projeto de Resolução do Senado Federal n. 72/2010. Por meio de nota, a senadora afirmou que as doações das campanhas estão dentro da legalidade. “As minhas contas foram devidamente aprovadas pelo TSE e estão disponíveis em seu site oficial”, aponta Lídice.

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Líderes não indicaram nomes para comissão de impeachment de Temer

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (7) que não instalou a comissão que deve analisar o impeachment do presidente Michel Temer porque os líderes partidários não indicaram nomes para o colegiado.

A explicação será dada ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mello cobrou na terça-feira (6), explicações da Câmara sobre a Casa ainda não ter atendido a ordem judicial. Maia disse que vai responder ao ministro “com toda clareza”.
“[A comissão] não foi instalada porque essa é uma atribuição dos líderes e eles ainda não indicaram os membros. A decisão dos líderes, pelo jeito, está tomada”, explicou.

Até o momento, 16 dos 66 membros titulares foram indicados.

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Maioria no STF decide manter Renan na presidência do Senado

Por seis votos a três, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou em julgamento nesta quarta-feira (7) o afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado.
Até a última atualização desta reportagem, cinco dos nove ministros presentes ao julgamento já haviam votado pela derrubada da decisão liminar (provisória) do relator do caso, Marco Aurélio Mello, proferida na última segunda (5). O ministro havia determinado o afastamento de Renan Calheiros, ordem que não foi cumprida pela Mesa do Senado. Continue lendo Maioria no STF decide manter Renan na presidência do Senado