Núcleo Regional de Saúde enfrenta dificuldades para combater Aedes aegypti

A Sessão especial da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, desta sexta-feira (26), serviu para reforçar a premissa que o papel de toda a comunidade é importante para o combate ao mosquito Aedes aegypti. Mas também revelou algumas verdades inconvenientes nesse período de promoção do engajamento social.

IMG_1435A representante do Núcleo Regional de Saúde do Estado, Rosane Carvalho, presente ao evento, destacou o problema enfrentado pelo órgão no combate ao mosquito transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

“O órgão enfrenta dificuldades, pois possui uma equipe reduzida e dificuldades de realizar o trabalho de campo, sobretudo após a extinção das diretorias estaduais de saúde [Dires]”, informou Rosane. A profissional de saúde salientou que em Conquista ações vêm sendo feitas, mas existem “muitos municípios enfrentando um cenário caótico”.

Pouco material
Um dos municípios baianos que passa por problema é Brumado (a 100 km de Vitória da Conquista). Naquela cidade, a última remessa de larvicida recebida pela Coordenação Epidemiológica foi de 10 kg, quando seriam necessários pelo menos 60 kg do produto para cobrir a cidade em pelo menos 90% de sua totalidade.

“O larvicida está vindo regrado e o governo cancelou a coleta de dados sobre o índice predial, mas com os números dos casos suspeitos, temos a certeza de que o índice do mosquito no município mais que triplicou. Estamos rumando para uma grande epidemia da zika em Brumado e a Vigep está trabalhando com limitação por conta desta falta de material para os agentes”, disse o coordenador do serviço, Fábio Azevedo.

Sobre a falta de material em Brumado, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que a denúncia da falta de larvicida no município de Brumado não procede. “A média de consumo do município é de 10 KG por mês e todas as solicitações do produto foram atendidas”, dia a nota.

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Redação

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