Condeúba: Exposição de artesanato condeubense em frente ao antigo Prédio da Intendência

Por Oclides da Silveira

Bolsa feita com algodão “Ganga” que é produzido no próprio Distrito do Alegre

Nesta terça-feira dia 2 de março de 2019, deu-se início a exposição de artesanato produzido no município de Condeúba e ao mesmo tempo com aulas de crochê, bordado e outros. Os cursos são ministrados pela professora Vita Reis, que além de ensinar, está divulgando os produtos e também vendendo.

Perguntamos a professora Vita Reis por que ela escolheu armar seus varais de produtos em frente ao Prédio da Intendência para expor seus artesanais e dar aula em praça pública? Ela então nos respondeu. “Trabalhar com artesanato é um momento de transformação, em que as pessoas viajam no pensamento, então nada melhor do que ficar diante desse belíssimo monumento histórico que consideramos a mais importante referencia de nossa cidade  que é o Prédio da antiga Intendência. Aqui as pessoas se sentem mais inspirados para trabalhar, ao ar livre no meio do vento, sombra e gente que param constantemente para admirar nosso trabalho, bem como para comprar.

Nossa ideia inicial a princípio é fazer essa exposição todas as quintas-feiras e buscar mais e mais pessoas que trabalham com o artesanato de todos os lugares do município, hoje nós já convidamos elas vieram da região do sapé aqui está a amiga Gidalva Sousa Dias Assis, que já trabalha também com artesanato, por sinal fazem coisas belíssimas.

Professora Vita Reis expondo seus artesanatos a lá livros de cordéis pendurados num varal improvisados na praça com o povo

Nosso sonho é ter um local adequado que possa funcionar durante o dia e a semana inteira, pois, só assim que podemos atrair o povo de fora para adquirir nosso artesanato, diga se de passagem, é um dos mais lindos que conheço. Tudo é preciso parceria para andar principalmente no início, é sabido que temos alguns seguimentos de artesanato no município há mais de um século, num entanto, sua organização ainda é precária, pois alguns vendem bem, porém a maioria não consegue sobreviver do oficio. Então acontece muito das pessoas desistirem e buscar outras formas de viver e acabam abandonando suas oficinas de artesanato.

Gidalva Sousa Dias Assis  do Sapé, exibindo seu belo tapete confeccionado no tear

Nós no Distrito do Alegre temos um bom começo de organização, já produzimos o algodão ganga que é raro, assim podemos fazer essas belas peças como tapetes, bolsas e outros ficando assim mesclado com o algodão comum, que dá um destaque todo especial. fazemos tapetes no tear, crochê, ponto cruz, captonê, usamos o pano tule para cobrir jarras e e outros, fazemos os cestinhos de cipó que serve para guardar jóias, pequenos perfumes, acessórios e até moedas,”, com muita fé concluiu a professora Vita Reis, a quem parabenizamos pela grande iniciativa.

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Redação

3 Comments

  1. Muito bem. A praça de Leão precisa de reforma. Está faltando a girafa, bancos de madeira, um quiosque para o artesanato e gradil no entorno com portões.

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