CONDEÚBA – 158 ANOS: Muito mais que 158 anos de história

Por Joandina Carvalho

Professora, Historiadora e Escritora Joandina Maria de Carvalho

A lei nº 809 de 11 de junho de 1860 elevou Santo Antônio da Barra ao status de Vila, promovendo sua emancipação de Caetité. Naquele momento da história, conquistar essa condição era sinônimo de progresso, pois não era qualquer povoação que possuía condições para tal. Anteriormente, o povoado que chegou a pertencer à província de Minas Gerais, já possuía a condição de Freguesia, pela lei 413 de 19 de maio de 1851.

A instalação da Vila se deu em 14 de maio de 1961, com a presença do presidente da Câmara Municipal da Vila de Caetité, o Major José Antônio Pimenta, juntamente com o secretário da mesma, para o fim de prestar juramento e posse aos vereadores da Câmara Municipal da nova vila. O desembargador Antônio da Costa Pimenta, em comunicação oficial ao Presidente da Província, explicou que o cumprimento da ordem expedida em 20 de novembro de 1860, não foi possível na data marcada, por inconvenientes da viagem em distância de 24 léguas da Vila de Caetité, da qual saiu no dia 8 de maio de 1961.

Por tudo isso, costumo dizer que Condeúba tem mais que 158 anos. Se os poderes públicos e a sociedade civil investissem em História e Patrimônio nesse município, poderíamos desfrutar dessa riqueza que geraria empregos e atrairia pessoas dos municípios vizinhos, de outros lugares, assim como os condeubenses ausentes. Poderíamos também ter uma agenda de atividades com início em maio, que em junho agregaria à festa de Santo Antônio e posteriormente o São João. Para isso seria necessário o envolvimento não apenas da Secretaria de Cultura, mas também da comunidade e de outras esferas do poder municipal e estadual.

Pensar políticas públicas que sejam mais importantes que eventos é algo necessário, tendo em vista que determinados investimentos como shows de bandas por exemplo atraem principalmente a população jovem. Outras apresentações músicas poderiam ser de artistas da terra que moram no município ou fora dele. O músico Cauê Procópio é um condeubense que mora em São Paulo e que ainda não vimos apresentar em sua terra.

Entregar obras públicas, oportunizar atividades esportivas e culturais e prestar contas do que está sendo feito são atitudes que também devem estar dentro dessa agenda. Para isso, diversos espaços da cidade poderão ser utilizados. Assim sendo, será possível uma maior integração de pessoas envolvendo também os moradores da cidade e do campo, dos municípios vizinhos e visitantes. Assim, Condeúba poderia retomar parte do protagonismo que já teve em outros momentos da história.

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