Categoria: Internacional

Brasil anuncia US$ 1 bilhão para fundo de florestas tropicais

Anúncio de aporte inicial foi feito pelo presidente Lula
Agência Brasil

Nova York (NY), 23/09/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da Sessão de Abertura da Reunião sobre o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre. Foto: CanalGov/Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: CanalGov/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (23), em Nova York (Estados Unidos), o investimento de US$ 1 bilhão para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, sigla em inglês para The Tropical Forest Forever Facility). A divulgação ocorreu durante o diálogo de apresentação da ferramenta promovido pelo Brasil e o secretariado das Nações Unidas.

“O Brasil vai liderar pelo exemplo e se tornar o primeiro país a se comprometer com investimento no fundo de US$ 1 bilhão”, disse Lula, convidando parceiros e outros países presentes ao evento a apresentarem “contribuições igualmente ambiciosas” para que o TFFF possa entrar em operação na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro, em Belém. 

Antes de anunciar o valor de aporte, o presidente Lula destacou a importância do fundo para o mundo e, em especial, para o Sul Global. 

“O TFFF vai mudar o papel dos países de florestas tropicais no enfrentamento da mudança do clima por meio de incentivos econômicos reais”, disse Lula, destacando que o fundo foi construído com apoio do Banco Mundial, consultas com sociedade civil, povos indígenas e comunidades locais.  

“O TFFF é um mecanismo para preservar a própria vida na Terra. As florestas tropicais prestam serviços ecossistêmicos essenciais para regulação do clima. Abrigam as maiores reservas de água doce do mundo, protegem o solo, armazenam oxigênio e absorvem gás carbônico.”

“Não haverá solução possível para as florestas tropicais sem o protagonismo de quem vive nelas”, destacou. 

De acordo com Lula, os aportes poderão ser feitos por qualquer país e vão alavancar um fundo misto cujos dividendos serão repartidos anualmente entre os investidores e os países que mantiverem suas florestas em pé. 

Como vai funcionar

A previsão é que o instrumento seja oficialmente lançado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém; mas até novembro, a iniciativa propõe reunir US$ 25 bilhões, com investimentos de capital júnior por países investidores. A ideia é que o aporte seja um atrativo para alavancar o capital sênior da iniciativa privada e uma capacidade de reunir US$ 125 bilhões a serem investidos na conservação das florestas tropicais.

“Além do Brasil e demais países de floresta amazônica aqui na América Latina, estamos falando de países da África, Gabão, Congo e, a partir daí, se espera que possa haver uma remuneração média por hectare de floresta preservada ao ano”, detalha a conciliadora da Coalizão Brasil e diretora de políticas públicas da The Nature Conservancy Brazil, Karen Oliveira.

Na avaliação do diretor de políticas públicas da Conservação Internacional (CI-Brasil), Gustavo Souza, em uma escala regional, esses aportes podem representar um recurso de investimento anual de US$ 2 bilhões na Amazônia, por exemplo. “A gente tem um gap [lacuna] de financiamento na Amazônia de US$ 7 bilhões ao ano. Nos últimos 10 anos, a gente conseguiu, através da ajuda do desenvolvimento internacional, filantropia e setor privado, uma ordem de 10% desses US$ 7 bilhões, cerca de US$ 600 milhões ao ano. É muito pouco”, explica.

Com o TFFF, esses valores triplicariam os investimentos para que a conservação florestal não seja vencida por modelos de desenvolvimento predatórios. “Então isso dá uma capacidade para os países detentores de florestas tropicais conseguirem preservar e manejar suas florestas no longo prazo”, reforça.

Idealizado pelo governo brasileiro e lançado em 2023, o TFFF foi anunciado em Dubai, pelo presidente Lula, durante a COP28, e já conta com o apoio de cinco países com florestas tropicais (Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia) e outros cinco potenciais investidores (Alemanha, Emirados Árabes Unidos, França, Noruega e Reino Unido).

Com o Brasil saindo na frente, analistas ambientais avaliam que cresce a possibilidade de esses países darem força à iniciativa. “É notícia de que a China, a Noruega, o Reino Unido, os Emirados Árabes, entre outros países, também estão comprometidos em fazer aportes iniciais para que o fundo possa realmente ser anunciado durante a COP30 e iniciar a sua implementação”, afirmou Karen Oliveira.

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Agência Brasil

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta segunda-feira (22) a implementação da solução de dois Estados para a pacificação do Oriente Médio: o Estado da Palestina e o Estado de Israel.

Lula participou, nos Estados Unidos, da segunda sessão da Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados.

“O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação. Tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir”, disse o presidente Lula na conferência.

A reunião, convocada por França e Arábia Saudita, ocorreu em Nova York, e antecede a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

Segundo o governo brasileiro, a paz, segurança e a estabilidade no Oriente Médio passa pela implementação de um Estado da Palestina, independente e viável, coexistindo lado a lado como Estado de Israel, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como capital.

Em discurso, Lula frisou ainda que a questão da Palestina surgiu há 78 anos, quando a Assembleia Geral da ONU adotou o Plano de Partilha, originando a perspectiva de dois Estados. No entanto, apenas um se materializou, o de Israel.

“O conflito entre Israel e Palestina é símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo. Ele mostra como a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam”, afirmou.

O presidente brasileiro afirmou que o país apoia a criação de um órgão inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que teve papel fundamental no fim do regime de segregação racial na África do Sul. “Assegurar o direito de autodeterminação da Palestina é um ato de justiça e um passo essencial para restituir a força do multilateralismo e recobrar nosso sentido coletivo de humanidade”, disse.

Lula destacou ainda que o Brasil condenou enfaticamente os atos cometidos pelo Hamas. O presidente brasileiro ressalvou, porém, que o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis.

“Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de 50 mil crianças, destruir 90% dos lares palestinos e usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda”, disse.

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Canadá, Reino Unido e Austrália reconhecem o Estado Palestino

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Agência Brasil

epa04753090 A man holds a Palestinian flag as he attends a canonization ceremony for new saints led by Pope Francis in St. Peter's Square, Vatican City, 17 May 2015. Palestinian Authority President Mahmoud Abbas is in the Vatican for the canonization of the Catholic Church's first Arabic-speaking saints - 19th century nuns Mariam Bawardy and Marie Alphonsine Ghattas, who lived in what was at the time Ottoman-ruled Palestine. EPA/ANGELO CARCONI
© EPA/ANGELO CARCONI/Proibida reprodução

Os Primeiros-Ministros do Reino Unido, Keir Starmer; do Canadá, Mark Carney; e da Austrália, Anthony Albanese, reconheceram formalmente o Estado da Palestina neste domingo (21). Os posicionamentos dos três tradicionais aliados dos Estados Unidos foram divulgados nas redes sociais e condenaram as ações de Israel em Gaza, que mataram dezenas de milhares de pessoas, muitas delas civis inocentes. 

Os comunicados também não deixaram de responsabilizar o Hamas pelo ataque de outubro de 2023, quando centenas de pessoas foram mortas ou capturadas em uma festa em Israel, nas proximidades da fronteira com a Faixa de Gaza. Todos deixaram claro que o Hamas não deve ter participação no Estado da Palestina.

As declarações dos três países ocorrem na vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas. A reunião de líderes dos países da Organização das Nações Unidas (ONU) acontece em Nova York.

Na segunda-feira (22), acontecerá a segunda sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada pela França e pela Arábia Saudita.

Canadá

Em pronunciamento, o premiê, Carney, afirmou que a solução de dois Estados é apoiada por todo governo canadense desde 1947, mas lamentou os episódios que enfraqueceram essa possibilidade ao longo dos anos. Entre eles, as ameaças do Hamas contra o povo israelense, que culminaram no ataque de 7 de outubro de 2023, bem como o que chamou de “contribuição do governo de Israel para o desastre humanitário em Gaza”.

Carney também lembrou que Israel tem impedido a entrada de comida e outros artigos humaniários essenciais aos palestinos. Informações de autoridades de saúde de Gaza apontam que os ataques de Israel já causaram a morte de 65 mil palestinos na região.

Ao mesmo tempo em que responsabiliza o Hamas por “aterrorizar o povo de Israel e oprimir o povo de Gaza”, o Canadá considera que o governo de Benjamin Netanyahu tem trabalhado para evitar que um Estado Palestino se estabeleça. E, entre essas ações, está a expansão de assentamentos na Cisjordânia. “O que é ilegal sob as leis internacionais”, afirma.

“É nesse contexto que o Canadá reconhece o Estado da Palestina e oferece nossa parceria em construir a promessa de um futuro pacífico para ambos, o Estado da Palestina e o Estado de Israel. O Canadá faz isso como parte de um esforço internacional coordenado para preservar a possibilidade de uma solução de dois Estados”.

Reino Unido

“Hoje, para reviver a esperança de paz e de uma solução de dois Estados, eu declaro, como Primeiro-Ministro deste grande país, que o Reino Unido reconhece formalmente o Estado da Palestina”, disse Starmer, em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Ele também afirmou que israelenses e palestinos merecem viver em paz e reconstruir suas vidas sem medo e sofrimento.

“Diante de um horror crescente no Oriente Médio, estamos agindo para manter viva a possibilidade de paz e de uma solução de dois Estados. Isso significa Israel seguro, junto com um Estado Palestino viável. No momento, não temos nenhum dos dois. Pessoas comuns, israelenses e palestinos, merecem viver em paz, para tentar reconstruir suas vidas livres de violência e sofrimento. É isso que o povo britânico quer desesperadamente ver”.

Starmer não poupou críticas ao Hamas e ao ataque de outubro de 2023: “Vamos ser francos, Hamas é uma organização terrorista brutal”. Ele lembrou que ainda existem vítimas daquele ataque mantidas como reféns e que cadáveres sequer foram devolvidos às famílias em Israel. “Os reféns devem ser soltos imediatamente. E nós continuaremos lutando para trazê-los para casa”.

Por outro lado, o Primeiro-Ministro do Reino Unido denunciou o aprofundamento da crise humanitária em Gaza e responsabilizou o governo de Israel pelos ataques no território. “Dezenas de milhares foram mortos, incluindo milhares de pessoas que tentavam coletar comida e água. Essas mortes e destruição horrorizam todos nós. Isso precisa acabar”.

Austrália

“A Austrália reconhece a aspiração legítima e antiga do povo da Palestina de um Estado próprio. O reconhecimento da Palestina hoje, junto com o Canadá e o Reino Unido, é parte de um esforço internacional coordenado de construir um novo momento de uma solução de dois Estados, começando com o cessar-fogo em Gaza e a libertação dos reféns capturados nas atrocidades de 7 de outubro de 2023”, afirmou Albanese, em nota.

Ele ainda destacou o papel “vital” da Liga Árabe e dos Estados Unidos para tornar viável o Estado Palestino.

Em maio de 2024, Espanha, Noruega e Irlanda divulgaram uma decisão conjunta, reconhecendo o Estado Palestino. O Brasil foi um dos primeiros países na América Latina a assumir essa posição, em 2010. Na ocasião, o país reconheceu o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967, o que inclui a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital.

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Padilha decide não participar de reunião na ONU após restrição dos EUA

Visto concedido restringia circulação a hotel e sede das Nações Unidas
Agência Brasil

Brasília (DF), 18/09/2025 – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lança a nova linha de cuidado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O documento orienta sobre diagnóstico, assistência e encaminhamento aos serviços do SUS.Foto: José Cruz/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha – Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, decidiu não integrar a comitiva brasileira que vai aos Estados Unidos na próxima semana para a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Em nota, o Ministério da Saúde afirma que a decisão foi tomada após o governo de Donald Trump impor restrições ao visto do ministro. 

“Em comunicado recebido da Missão dos Estados Unidos para as Nações Unidas, o Ministério da Saúde do Brasil foi informado da proibição imposta ao ministro Alexandre Padilha de participar presencialmente da reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)”, informou o ministério. 

“A decisão viola o Acordo de Sede com a ONU e o direito do Brasil de apresentar as suas propostas no mais importante fórum global de saúde para as Américas. O país é uma referência em saúde pública mundial e um dos principais articuladores de ações voltadas à defesa da vacina, da ciência e da vida.”

O visto concedido pelos Estados Unidos só permitiria que Padilha fizesses deslocamentos restritos do hotel para a ONU, além de instalações médicas em caso de emergência. 

De acordo com o Ministério da Saúde, “em razão dessas limitações infundadas e arbitrárias ao exercício diplomático brasileiro”, o ministro Alexandre Padilha vai permanecer no Brasil, dedicado à votação da Medida Provisória do Programa Agora Tem Especialistas no Congresso Nacional. 

“Não se trata de uma medida de retaliação ao ministro, mas ao que o Brasil representa na luta contra o negacionismo que retira o direito de crianças de se vacinarem e guia os retrocessos relacionados à saúde que a população norte-americana enfrenta”, ressalta o ministério.

“Todas as articulações estão mantidas com a delegação do Ministério da Saúde em Nova York e Washington, e reforçadas por reuniões do próprio ministro em eventos como a COP 30, diálogos bilaterais e missões com representantes do Mercosul e do BRICS, blocos com presidência do Brasil. A ciência continuará a avançar e o Brasil não deixará de atuar pela sua soberania.”

Entenda

Em agosto, o governo do presidente Donald Trump cancelou o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha. À época, o ministro estava com o visto vencido desde 2024 e, portanto, não passível de cancelamento.

Na mesma semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados à implementação do programa Mais Médicos.

Foram cancelados os vistos do secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Julio Tabosa Sales, e do ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), Alberto Kleiman.

Em comunicado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, justificou que os servidores teriam contribuído para um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” por meio do Mais Médicos.

Lula diz ao New York Times que soberania e democracia são inegociáveis

Tarifaço também foi abordado pelo presidente
Agência Brasil

Brasília (DF) 13/09/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Dia E
O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em artigo publicado ontem (14) no jornal The New York Times com o título Democracia e Soberania Brasileiras São Inegociáveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu os argumentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

Lula ressaltou que nos últimos 15 anos, os Estados Unidos registraram um superávit de US$ 410 bilhões nas relações comerciais com o Brasil. Também disse que não há excessos nas cobranças de tarifas por parte do Brasil e que aproximadamente 75% das exportações aos Estados Unidos para o Brasil são isentas de impostos.

O presidente brasileiro defendeu o multilaterialismo como melhor caminho para as relações entre os países, apontou os números favoráveis aos Estados Unidos na balança comercial entre os dois países e disse que a decisão de taxar os produtos brasileiros é política.

Ao tratar a questão como política, Lula fez uma forte defesa da soberania brasileira e do judiciário.

Ele criticou tanto as acusações de Trump de perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro – condenado a 27 anos de cadeia por tramar um golpe de estado –, quanto os esforços de regulamentação das chamadas big techs, grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Outro ponto defendido pelo presidente Lula foi a implementação do sistema de pagamentos digital, o PIX, que possibilitou a inclusão financeira de milhares de cidadãos e empresas do país. Além de facilitar as transações e estimular a economia.

A Amazônia foi outro tema tratado pelo brasileiro no artigo, recordando que nos últimos dois anos a taxa de redução do desmatamento caiu pela metade e que, no ano passado, a polícia brasileira apreendeu milhões de dólares utilizados em esquemas criminosos contra o meio ambiente.

Por fim, o presidente Lula reafirmou a disposição de o Brasil negociar o tema das tarifas com os Estados Unidos, recordou que os dois países mantêm relações há mais de 200 anos, sendo que as diferenças ideológicas não podem prejudicar o trabalho conjunto das duas nações.

Clique aqui e leia a íntegra do artigo

Emprego no comércio Brasil-China cresce mais que nas demais parcerias

Expansão chegou a 62% em 14 anos, mostra estudo
Agência Brasil

Brasília (DF), 13/11/2019 - Encontro com o Presidente da República Popular da China. Foto: Alan Santos/PR
© Alan Santos/PR

A parceria comercial entre o Brasil e a China tem rendido à economia brasileira um crescimento no número de empregos formais maior que as expansões proporcionadas por demais parceiros.

De 2008 a 2022, o número de empregos ligados a exportações para a China cresceu 62%, superando as expansões identificadas nas parcerias com Estados Unidos (32,3%), Mercosul (25,1%), União Europeia (22,8%) e demais países da América do Sul (17,4%).

No mesmo período, os postos formais de trabalho ligados a atividades de importação proveniente da China cresceram 55,4%, acima das expansões registradas no comércio importador com a América do Sul (21,7%), União Europeia (21%), Estados Unidos (8,7%) e Mercosul (0,3%).

A constatação está no estudo Análise Socioeconômica do Comércio Brasil-China, divulgado esta semana pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O CEBC é uma instituição sem fins lucrativos que promove o diálogo entre empresas dos dois países. O levantamento considerou parceiros no Mercosul a Argentina, Paraguai e Uruguai.

Mais emprego na importação

De acordo com o estudo, nas atividades ligadas a importações, a parceria Brasil-China é a maior empregadora, com mais de 5,567 milhões de postos de trabalho, 145 a mais que a União Europeia (UE). O ano de 2022 foi o primeiro da série histórica (iniciada em 2008) em que o comércio sino-brasileiro atingiu o topo do ranking de empregos.

Já as atividades ligadas ao setor exportador empregavam mais de 2 milhões de pessoas no comércio sino-brasileiro.

Apesar de ter sido o maior aumento ante 2008 (+62%), o comércio exportador para a China fica atrás dos demais parceiros em número absoluto de emprego, perdendo para Mercosul (3,8 milhões), União Europeia (3,6 milhões), América do Sul (3,5 milhões) e os Estados Unidos (3,4 milhões).

A analista do CEBC, Camila Amigo, explica que o comércio sino-brasileiro é o que tem menos empregos na exportação por causa do perfil da pauta exportadora para a China, dominada por produtos agropecuários e minerais.

“Esses setores, embora altamente competitivos e estratégicos, geram proporcionalmente menos postos de trabalho devido ao seu alto nível de mecanização em comparação a segmentos industriais mais diversificados, como aqueles que têm maior peso nas exportações brasileiras para Estados Unidos, União Europeia e Mercosul”, diz à Agência Brasil.

Os dados sobre vagas ocupadas foram colhidos pelos pesquisadores por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), um relatório que empresas fornecem ao Ministério do Trabalho e Emprego. Dessa forma, os dados da pesquisa se referem a empregos formais.

O CEBP separa o número de empregos entre importadoras e exportadoras, pois algumas empresas atuam nas duas pontas, o que causaria duplicidade se os dois contingentes fossem somados.

Metade do superávit brasileiro

A China é o principal parceiro econômico do Brasil, seja nas exportações ou importações. Em 2024 existiam no Brasil cerca de 3 milhões de empresas que exportaram para a China e 40 mil com atividade de importação.

Em 2024, segundo o estudo, o país asiático foi destino de 28% das vendas externas brasileiras e origem de 24% de nossas compras externas.

A parceria tem resultado em superávit no lado brasileiro, isto é, vendemos mais do que compramos. Em dez anos, o Brasil acumulou saldo positivo de US$ 276 bilhões. Esse montante representa metade (51%) do nosso superávit com o mundo como um todo nesse período.

Para os autores do estudo, a relação comercial com a China é estratégica não apenas no comércio exterior, sendo também um pilar da estabilidade macroeconômica.

“A manutenção do superávit comercial do Brasil com a China por tantos anos contribuiu para reduzir a vulnerabilidade externa e elevar as reservas internacionais do país”, assinala trecho.

“Esse cenário favoreceu o equilíbrio do balanço de pagamentos com a entrada líquida de dólares, o que ajudou a suavizar a volatilidade cambial, proteger a economia de choques internacionais e ancorar expectativas em períodos de instabilidade global”, completa o texto.

Futuro da relação

A analista Camila Amigo avalia que no cenário em que o Brasil enfrenta o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, que aplica taxas de até 50% parte dos produtos brasileiros vendidos aos americanos, o comércio sino-brasileiro apresenta bases sólidas e estruturais e se sustenta na complementaridade entre os dois países.

“A China depende do Brasil como fornecedor estável de alimentos, energia e minerais, enquanto o Brasil garante acesso ao maior mercado consumidor do mundo e importa produtos importantes para a produção nacional”, avalia.

“O futuro da relação comercial sino-brasileira deve estar baseado em confiança, buscar por diversificação das exportações, sustentabilidade e inclusão socioeconômica, aproveitando não apenas a demanda por commodities, mas também o espaço para novos produtos e novas empresas nesse comércio”, conclui.

Corpo de brasileiro morto pela ditadura argentina foi identificado

Francisco Tenório Cerqueira estava desaparecido desde 1976
Agência Brasil

Argentina - 13/09/2025 - Corpo de Francisco Tenório Cerqueira Júnior foi identificado após 50 anos — Foto: Reprodução Instagram EAAF
O pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira desaparecido na Argentina em 1976

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) informou neste sábado (13) que esclareceu o mistério, de quase 50 anos, da morte do pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira, desaparecido em 18 de março de 1976, após sair do Hotel Normandie, na região central de Buenos Aires.

Na ocasião, o músico acompanhava Toquinho e Vinícius de Moraes em uma turnê pela América do Sul. Segundo informações da Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), Francisco Tenório foi morto a tiros e seu corpo enterrado sem identificação numa vala comum na periferia da capital.

Segundo a comissão, o reconhecimento foi feito por meio do processo de datiloscopia, ou seja, de comparação de digitais humanas. Francisco Tenório foi morto na madrugada do dia 18 de março, após sair do hotel e poucos dias antes do golpe de Estado que derrubaria María Estela Martinez Perón da presidência da Argentina e instalaria uma ditadura militar no país.

O reconhecimento foi possível a partir de um levantamento feito pela Procuraduría de Crímenes contra la Humanidad. Ações judiciais foram iniciadas na província de Buenos Aires, entre 1975 e 1983, em virtude de cadáveres encontrados em vias públicas que foram arquivadas sem que a identidade das vítimas fosse determinada. O trabalho  objetivava investigar se tais casos poderiam estar relacionados aos de pessoas mortas e desaparecidas pela violência estatal argentina.

“Assim, a partir do trabalho de investigação da EAAF, por ordem da Cámara Federal de Apelaciones en lo Criminal y Correccional de la Capital Federal de Buenos Aires, foi possível estabelecer a confirmação da morte e o destino do corpo de Francisco Tenório Cerqueira Júnior, após a comparação das impressões digitais de um cadáver de um homem morto por disparos de arma de fogo, encontrado em um terreno baldio na região de Tigre, próxima a Buenos Aires, no dia 20 de março de 1976. Não se sabe ainda se será possível exumar o corpo do Cemitério de Benavídez, na capital argentina, para comparação de amostra genética”, informou a CEMDP em nota.

A comissão disse ainda que vem acompanhando esse caso específico e de outros relacionados à denominada Operação Condor, nome dado a aliança entre as ditaduras instaladas na Argentina, Bolívia, no Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, durante a década de 1970, para vigiar, sequestrar, torturar, assassinar e fazer desaparecer militantes políticos que faziam oposição, armada ou não, aos regimes militares.

O procedimento da CEMDP passa pela coleta dos dados datiloscópicos dos desaparecidos políticos brasileiros em outros países, bem como as amostras sanguíneas de seus familiares, para envio e intercâmbio com autoridades dos locais de desaparecimento, “com finalidade de realizar descobertas como a do presente caso.”

A CEMDP informou ainda que, após o recebimento da notificação da EAAF, prontamente procurou e comunicou a família do músico, informando também que “segue à disposição para oferecer todo o apoio necessário aos familiares neste processo, assim como de colaborar com os esforços e diligências com vistas à localização dos remanescentes humanos do artista brasileiro, vítima da violência política de Estado na América Latina, Francisco Tenório Cerqueira Júnior.”

José Dirceu: Carta ao governador Tarcísio de Freitas

Mas pelo menos agora os brasileiros sabem o que efetivamente você deseja, isto é, em nome do seu oportunismo eleitoral vale tudo, inclusive afrontar nossas instituições, nossa soberania e nosso ambiente democrático.

Prezado governador, li que você disse que fará “40 anos em 4”, como o fez JK com seus “50 anos em 5”. É um slogan abertamente desenvolvimentista na linha da herança de Getúlio Vargas, que criara a Vale, a Petrobras, a Eletrobras, a Camex (Câmara de Comércio Exterior) e a Sumoc (Superintendência de Moeda e Crédito), além de consolidar o sistema bancário público, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, e criar o BNDE. Assim, lamento lhe informar que é uma promessa de impossível de ser cumprida. Como sou mineiro e nasci e cresci nos anos JK, passo a descrever as diferenças entre sua história política e a dele.

Juscelino Kubitschek foi deputado federal, prefeito eleito de Belo Horizonte, onde fez uma reforma urbanista, e governador de Minas Gerais, quando transformou um estado baseado na pecuária e na agricultura num estado industrial. Entrou para a política, por coincidência, na minha cidade natal, Passa Quatro, onde servia como capitão médico da Força Pública na chamada Revolução Constitucionalista de 1932, quando, ao lado do governo federal, derrotou a revolta paulista.

Foi eleito presidente com Jango Goulart de vice pela escolha popular e, de certa forma, deu continuidade ao período getulista, principalmente na busca incessante do desenvolvimento nacional autônomo e soberano, como defensor da industrialização do Brasil e um construtor de sonhos, nacionalista e democrata. Já como governador JK criou a Rodovia Belém-Brasília e a Cemig, a Companhia Energética de Minas Gerais, uma das maiores empresas de energia elétrica do país. Repita-se: ele criou, não privatizou como você se propõe para o Brasil e faz em São Paulo. Priorizou a energia, as estradas e a industrialização já em Minas Gerais, mas o fez de fato e não, como você, na propaganda.

Quero recordar, para seu conhecimento, que JK foi eleito pelo voto popular. Derrotou o candidato da direita e dos militares conservadores, Juarez Tavora, ex-tenente revoltoso, e enfrentou uma tentativa de golpe de Estado, o que me faz lembrar o 8 de Janeiro e o Plano Punhal Verde Amarelo, o golpismo recente que você deseja anistiar neste momento. Aqui cabe uma observação importante, diante das cenas perturbadoras que você protagonizou neste 7 de setembro de 2025.

Qual Tarcísio de Freitas está valendo? Aquele que recorre a um slogan de JK, ancorado no nacionalismo e no desenvolvimento soberano do país, ou o que sobe no palanque de uma manifestação que, em plena comemoração da Independência brasileira, destaca não a bandeira do Brasil e sim a dos Estados Unidos? Você caiu na tentação de pagar a fatura exigida pelo bolsonarismo. Assumiu abertamente o golpismo, o ataque à Justiça e ao Supremo Tribunal Federal em particular, e vestiu em definitivo a roupa dos traidores da pátria, celebrando a bandeira do trumpismo e não a bandeira brasileira. Tudo para conseguir a chancela de Jair Bolsonaro, seus filhos e os extremistas da direita mais radicais à sua candidatura à Presidência da República.

Ao fazê-lo, você suja a institucionalidade do cargo que ocupa e desrespeita a democracia e os brasileiros. Mas pelo menos agora os brasileiros sabem o que efetivamente você deseja, isto é, em nome do seu oportunismo eleitoral vale tudo, inclusive afrontar nossas instituições, nossa soberania e nosso ambiente democrático.

Já o JK que você pareceu querer se inspirar enfrentou e resistiu a qualquer tentativa de golpe. Você não deve saber, mas um golpe tentou impedir a posse de JK em 1955 e coube ao general Lott dar um contra-golpe preventivo em 11 de novembro daquele ano para assim garantir a posse do presidente eleito.

Uma vez no governo, JK fez o Plano de Metas, 31 das quais em áreas básicas para o desenvolvimento do país, como energia, transporte e indústria de base, que aliás, governador Tarcísio, um outro general ditador – Ernesto Geisel – consolidou, com seu 2º Plano Nacional de Desenvolvimento, entre 1975-79. As metas incluíam alimentação e educação, mas não suas escolas cívico-militares ou sua sanha contra toda e qualquer ação estatal.

JK fez mais, governador, ele teve a ousadia de sonhar com uma nova capital que levasse o desenvolvimento para o Centro-Oeste brasileiro, e criou Brasília, decisão que mudou para sempre nossa história e a integração de vastas regiões brasileiras ao desenvolvimento.

Não sei se você sabe que houve um golpe de Estado em 31 de março de 1964, onde os militares tomaram o poder e impuseram uma ditadura de 21 anos sem liberdade e democracia, cassaram o mandato de JK como senador por Goiás e o obrigaram ao exílio, mesmo ele tendo votado na eleição indireta e ilegítima de Castello Branco, um dos cinco generais ditadores. A razão era simples: JK venceria fácil a eleição de 1965.

Em 1966, depois que os militares deram um golpe dentro do golpe com o Ato Institucional no 2, acabando com as eleições diretas para presidente, governador, prefeitos de capital e áreas de segurança nacional, e extinguiram os partidos políticos, impuseram a censura e a repressão a toda e qualquer oposição, JK aderiu à Frente Ampla contra a ditadura ao lado de Jango e de Carlos Lacerda, um dos apoiadores do Golpe e depois vítima também das cassações de todos que se opunham à ditadura.

Governador, o pior ainda estava para acontecer. O acidente que vitimou JK em 22 de agosto de 1976 até hoje ainda é coberto de dúvidas e há razões para se acreditar que JK tenha sido assassinado pela ditadura.

JK foi o precursor também de uma política externa multilateral e autônoma, quando propôs a Operação Pan-Americana, que visava combater o subdesenvolvimento da América Latina. Ainda criança me lembro da campanha que JK lançou para construir Três Marias e Furnas, mudando radicalmente o setor energético brasileiro, que Getúlio dera início com a Usina Hidroelétrica de Paulo Afonso, que vocês privatizaram, conclamando as famílias a abrir cadernetas de poupança nos bancos públicos e da Caixa Econômica de Minas Gerais para financiá-las dentro de um espírito nacionalista e mobilizador, uma época de orgulho nacional e espírito patriótico.

Assim, governador, você que coloca o boné de Donald Trump enquanto ele agride nosso país, nossa soberania e nossa democracia, você que apoiou e apoia o golpista Jair Bolsonaro, que é um defensor do golpe de 1964 e mesmo a tortura praticada nos quarteis, nunca mais use em vão o nome de JK e sua memória.

José Dirceu é advogado e militante político, foi ministro da Casa Civil.

Unicef: obesidade infantil supera desnutrição pela 1ª vez no mundo

Relatório da agência traz dados dados de mais de 190 países
Agência Brasil

obesidade infantil
© Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Uma em cada cinco crianças ou adolescentes do mundo está acima do peso, o que representa cerca de 391 milhões de indivíduos. Quase metade delas – 188 milhões – apresenta obesidade. Com isso, pela primeira vez na história, o excesso de peso grave superou a desnutrição como a maior forma de ná nutrição infantil. Os dados são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que alerta para o risco de adoecemento.

Em um relatório com dados de mais de 190 países, a organização mostra que a prevalência de desnutrição entre crianças de 5 a 19 anos caiu de quase 13% para 9,2%, entre 2000 e 2025 Enquanto isso as taxas de obesidade aumentaram de 3% para 9,4%. A obesidade só não superou a desnutrição em duas regiões do mundo: a África Subsaariana e o Sul da Ásia.

No Brasil, esse já é o panorama há algumas décadas. No ano 2000, 5% das crianças e adolescentes apresentavam obesidade, contra 4% afetados pela desnutrição. Até 2022, o índice de obesidade triplicou, chegando a 15%, enquanto a desnutrição continuou caindo para 3% dessa população. Além disso, o sobrepeso dobrou de 18% para 36%.

Segundo o relatório, as maiores taxas de obesidade entre crianças e adolescentes foram encontradas em países das Ilhas do Pacífico, passando de 30%. A principal razão, segundo o Unicef, é a substituição da alimentação tradicional por alimentos ultraprocessados, que são mais baratos.  

Mas as taxas de obesidade e o consumo de ultraprocessados também preocupam em países de alta renda, de continentes e com contextos culturais diferentes. No Chile, 27% das habitantes entre 5 a 19 anos vivem com obesidade, e a proporção é de 21% nos Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos, ou seja, 2 a cada 10.

“A obesidade é uma preocupação crescente que pode impactar a saúde e o desenvolvimento das crianças. Os alimentos ultraprocessados estão substituindo cada vez mais frutas, vegetais e proteínas, justamente quando a nutrição desempenha um papel crítico no crescimento, desenvolvimento cognitivo e saúde mental das crianças”, lamenta Catherine Russell, Diretora Executiva do Unicef.

De acordo com a organização, a mudança não se deve a escolhas pessoais, mas a “ambientes alimentares prejudiciais que estão moldando a dieta das crianças, para privilegiar alimentos ultraprocessados e fast foods“, que contém altas concentrações de açúcar, amido refinado, sal, gorduras não saudáveis e aditivos.

Emerson Farias comprou um barco de hamburguer na Feira Nacional do Podrão, que reúne opções de lanches e gastronomia popular de rua no Terreirão do Samba, no centro da cidade.
Alimentos ultraprocessados aumentam risco de doenças ao longo da vida, diz relatório. – Fernando Frazão/Agência Brasil

“Esses produtos dominam comércios e escolas, enquanto o marketing digital dá à indústria de alimentos e bebidas acesso poderoso ao público jovem”, alerta a publicação.

O relatório mostra também que a desnutrição continua sendo uma preocupação significativa entre crianças menores de 5 anos em muitos países de baixa e média renda, enquanto o excesso de peso é mais prevalente entre as crianças em idade escolar e adolescentes.

De acordo com o relatório, a condição aumenta o risco de desenvolver resistência à insulina, pressão alta e doenças graves ao longo da vida, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer.

O Unicef calcula que, se os países não intervirem para prevenir o excesso de peso infantil,  podem enfrentar grandes impactos econômicos, por causa das consequências na saúde pública. Até 2035, o impacto econômico global do sobrepeso e da obesidade deve ultrapassar US$ 4 trilhões por ano.

Por outro lado, alguns países aparecem como exemplos positivos, incluindo o Brasil. A organização destaca: a restrição progressiva da compra de ultraprocessados no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE); a vedação de propagandas de alimentos não saudáveis para crianças; a rotulagem frontal, que destaca quando um produto é rico em substâncias nocivas, como açúcar e sódio; e a proibição do uso de gorduras trans na produção de alimentos.

 

Deputado Vitor Bonfim participa de congresso internacional na China sobre desenvolvimento econômico e parques industriais

O deputado estadual Vitor Bonfim – Foto: Divulgação
O deputado estadual Vitor Bonfim iniciou, nesta semana, uma missão oficial à China, onde participa de um congresso internacional sobre desenvolvimento econômico e parques industriais. O evento reúne autoridades, especialistas e lideranças de diversos países com o objetivo de promover trocas de experiências e fortalecer parcerias em áreas estratégicas.

A agenda integra as iniciativas da chamada Comunidade de Destino China-Brasil, que tem como propósito estreitar a cooperação entre os dois países em setores como economia, comércio, inovação, sustentabilidade e infraestrutura.

Segundo o parlamentar, a viagem é uma oportunidade de conhecer de perto modelos de planejamento e gestão adotados pela China, que podem inspirar o Brasil, em especial a Bahia, na criação de políticas públicas e ambientes mais favoráveis ao desenvolvimento industrial.

“A China é hoje um dos maiores parceiros do Brasil. Já temos exemplos concretos dessa relação, como a chegada da BYD, que está gerando milhares de empregos aqui na Bahia. Nosso objetivo é abrir novas portas para investimentos e trazer experiências que possam impulsionar a economia baiana”, destacou o deputado Vitor Bonfim.