Alunos do Colégio Estadual de Condeúba – Anexo Feirinha deram um show de cultura contra todos os tipos de preconceitos.

Projeto: Consciência
Professores Idealizadores: Ítalo Marcos e Gisele SouzaNa noite da sexta-feira 22/11/2019 os alunos do C.E.C – Anexo Feirinha fizeram diversas apresentações nas quais abordaram os preconceitos e problemas sociais presentes em nossa sociedade. Eles deram realmente um show de cultura com músicas, teatro, poesia, releituras, Stand Up, e muito mais. Dentre as apresentações, relembraram sobre a parte que a mídia não mostrou sobre a copa do mundo e os “gols contra” que muitos comemoraram.

Poesia de Lucas Afonso: Baque na Moleira
“Mais um gol contra/ que muita gente comemorou/ é cada 7 a 1 que cai na conta do trabalhador/ A mão que bateu panela/ não é a mão que lavou panela/ foi pra Paulista cantar o hino de camisa amarela/ e amarela, morre de medo de encontrar/ favela na lista de aprovados no vestibular/ imagina a tortura pra quem apoiou ditadura/ encontrar a filha da empregada de beca na formatura/ e aí natura? Tenha calma patrão/ não dá na vista, mas o seu filho se formou pedindo cola pra cotista/ Parece até piada do Sensacionalista/ filho do chefe põe no face que vagabundo é artista, bolsista, cotista/ Mais um gol contra / Faltou passar na tela um informe: de que time era a camisa debaixo do uniforme do juiz? Que foi conivente e a mídia pouco diz, sobre o GOLPE QUE A DEMOCRACIA TOMOU NO NARIZ/ Com tudo transmitido em rede nacional/ com apoio da TV, do rádio, da revista, e do jornal/ Foi cinematográfico, até escuto legal/ um abraço pra quem botou fé no Japonês da Federal/ Cuidado! Com Dengue, Zica e Chikungunya/ Mas olho aberto com: Moro, Bolsonaro e Eduardo Cunha/ São livros de alto calibre que a quebrada impunha/ mas acredite, golpista a gente arranca na unha.”

Ainda sobre a mídia, mostraram uma realidade nua e crua sobre as diferenças sociais e a forma como ela lida com as notícias, principalmente sobre a famosa “igualdade” que a mídia nos empurra “guela” abaixo. Enfatizaram sobre as cotas, que são consideradas “esmola”. Utilizando o refrão da música Cota não é esmola de Bia Ferreira, deixaram bem clara uma mensagem:

COTA NÃO É ESMOLA!
Experimenta nascer preto e pobre na comunidade, pra ver como são diferentes as o-por-tu-ni-da-des! Cantaram uma releitura de uma música marcante sobre os preconceitos, na qual, o refrão diz: Em um mundo de amargura/ deixa que o amor te cura/Vê se para de frescura e vai viver/ Deus não fez cópias nem maldade/ Ele criou as raridades/ diferentes como eu e você.” O aprendizado foi unânime, todos os preconceitos foram expostos e removidos com sucesso.

***Apresentação***

A apresentação do tema ficou por conta da professora Gisele Souza:

Estamos aqui para conscientizar
O negro, o branco, o pardo
Estão aqui para falar
Sobre a consciência negra
E todos os preconceitos dessa vida ímpar

E hoje aqui
um tapa na cara iremos dar
Pois preconceito aqui não entra
E jamais iremos aceitar

Se tens algum preconceito
Umzinho assim sequer
Deposite ali no lixo
Pois aqui não ficará de pé

Vivemos em uma sociedade hipócrita
Cheia de preconceitos então
O que vcs acham feio ou bonito
É só uma questão de opinião

Nesta noite declaramos
A noite sem preconceitos
O que falta em toda comunidade
É priorizar o RESPEITO!

Somos todos diferentes
Iguais não queremos ser
Gordo, magro, pardo ou preto
Só queremos o preconceito vencer

É importante aqui ressaltar
Que ninguém precisa de negro vestir
Precisamos é respeitar
Só assim iremos prosseguir

Respeite o Negro
Respeite o Branco
Respeite o pardo
Respeite você!

O Respeito acima de tudo
Você não precisa aceitar
Você precisa respeitar
Pois não depende de você!

Espero que fique claro
Para todos aqui presentes
Preconceito é o jeito amargo
De mostrar as almas carentes

De uns seres insensíveis
Cheios de amargura
Que por um pensamento mal formado
Perde aos poucos a compostura

De uns eu tenho pena
De outros tenho dó
Segura esse tapa nos preconceitos
Para você não acabar só

Fique bem atento
Fique bem ligado
Preconceito aqui não entra
Não fique aí parado

Fotos: Professora Gisele

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Redação

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