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INDÚSTRIA DE CERÂMICA VERMELHA

Por Thiago Braga

Cadê as olarias? Essas pequenas firmas, deixaram de existir, em virtude do “novo tempo”. Atendia a demanda, prendendo – se ao jeito caseiro de fabricar o produto, inspirado na tradição passada de pai para filho. Serviço manual, que exigia “força no braço”, para desempenho da função de oleiro. Caiu em desuso. Agora, técnicas mais rápidas, fazem a massa ganhar corpo e forma. Enormes galpões, alguns na zona rural, abrigavam máquinas, pilha de tijolos e telhas avulsas. O freguês retirava na hora, ou por encomenda, valendo – se da necessidade individual.

Hoje, fábricas desse tipo, é “meia dúzia de gatos pingados”, uma vez substituídas por trabalho moderno. Tinha – se tijolo baiano, telha francesa e/ou “paulistinha” e bloquetes. O barro pré – cozido, colocado em comportas de madeira, eram levados à fornalha. Dali, saiam moldados, prontos para o comércio. Essa mesma atividade se estendeu durante anos, empregando pessoas e rendendo trabalho de estoque, partilha e aproveitamento de material. O labor, constante, durava entre 8 à 10 hs. Uma experiência satisfatória para o “dono do negócio” e seus ajudantes.

Tal ação se perdeu no tempo. Faz parte do ontem, como um ofício que trouxe bons resultados para o trabalhador autônomo. É sabido, pois, que a cerâmica vermelha, de modo geral, identifica um pilar básico da economia brasileira. A área da construção civil, em especial, carece da produção tanto de bloco quanto de cimento, cal, argamassa, pedra lavada, areia, azulejo, granito, etc. Bem divisível. Matéria prima extraída da natureza. Dito isso, a indústria não para de crescer, seguindo um ritmo oscilante de queda e/ou aumento de preços. Além de tudo, a mão de obra boa e barata condiz com o mercado em alta. Lei de oferta e procura.

 

Conquista: Economia Solidária realiza exposição itinerante

Economia solidáriaFoto: Secom PMVC

Até a próxima sexta-feira, 29, mais de 40 artesãos participam da 1ª Exposição Itinerante de Artesanato da Economia Solidária, na travessa Góes Calmon, no centro de Vitória da Conquista. A via, situada entre a rua Dois de Julho e a Praça Estêvão Santos, foi interditada para a circulação de veículos e encontra-se ocupada por estandes que expõem uma grande variedade de produtos artesanais às pessoas que passam por ali.

A ideia dessa iniciativa, promovida pela Secretaria Municipal de Trabalho, Renda e Desenvolvimento Econômico (Semtre), é oferecer a esses empreendedores, que atuam no mercado de artesanato do Centro Glauber Rocha, a oportunidade de comercializar seus produtos em lugares diferentes da cidade.

A travessa Góes Calmon foi escolhida para receber a primeira edição do projeto. A próxima será na travessa Lauro de Freitas, nos dias 9, 10 e 11 de outubro.

Condeúba: Economia Criativa no Distrito do Alegre

Por Joandina Maria de CarvalhoArtesanato VInspirado na imagem O Pescador e a Cesta, de Charles Chaplin – 1940, Oswaldo Goeldi – 1895 -1961 – escreveu: “A arte foi meu grande refúgio, tirei a luz das sombras e dei sombras à luz, e foi assim por muito tempo.” Nesse sentido, história e criatividade vem promovendo encontros e desencontros no distrito de Alegre, Condeúba – Bahia. Continue lendo Condeúba: Economia Criativa no Distrito do Alegre