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PIB caiu 10,5% no trimestre encerrado em maio

Foto – José Paulo Lacerda /CNI

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, recuou 10,5% no trimestre encerrado em maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2019. Na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro deste ano, a queda chegou a 9,4%.

Os dados são do Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Considerando-se apenas o mês de maio, houve queda de 13,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Houve alta de 0,7% na comparação com abril deste ano, quando, segundo a FGV, a crise econômica causada pela pandemia de covid-19 teve seu pior momento.

Na comparação do trimestre encerrado em maio deste ano com o mesmo período do ano passado, o consumo das famílias caiu 10,1% e a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, recuou 17,1%. A exportação de bens e serviços apresentou queda de 1,3%, enquanto as importações recuaram 5,2% no mesmo período.

Mercado financeiro projeta queda de 6,25% no PIB do Brasil em 2020

Com o passar das semanas, o agravamento da crise provocada pelo coronavírus e a instabilidade política fazem com que analistas do mercado financeiro revejam para baixo a previsão para a economia neste ano. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 1º, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve apresentar uma contração de 6,25% – na última semana, a estimativa era de queda de 5,89%.

Essa é a 16ª revisão seguida que os economistas fazem para o PIB. De acordo com a Veja, o brutal recuo no desenvolvimento da economia brasileira neste ano já deu as primeiras mostras no resultado do primeiro trimestre do PIB, divulgado na última sexta-feira pelo IBGE. A queda de 1,5% de janeiro a março mostra o impacto da pandemia em uma economia em recuperação.

Isso porque o primeiro caso de coronavírus no país foi registrado no fim de fevereiro e as medidas de distanciamento social, com o fechamento de comércios e serviços aconteceram na segunda quinzena de março. Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, já são mais de 524 mil casos e 29 mil mortes confirmadas. A crise do coronavírus atingiu o país no ano em que se esperava uma reação da economia, que dava sinais de recuperação da crise vivida entre 2015 e 2016.

No início do ano, quando a pandemia do coronavírus estava concentrada na China e não se sabia ao certo quando e como chegaria ao Brasil, os especialistas estimavam crescimento econômico para este ano na casa de 2,3%. Com o pior resultado dos últimos dez anos estimado para 2020, no contexto da crise anterior, esta década caminha para ser a pior década perdida da economia brasileira.