Padre Cícero Romão

Por Paulo Henrique

90 anos de seu falecimento e o padre de batina preta, bengala e chapéu na mão, continua sendo um dos maiores influenciadores de todo o Brasil e da fé católica. Ele marcou um tempo, um período e suas lembranças permanecem mais vivas do que nunca, pois, a sua romaria cresce e se propaga com as novas mídias de comunicação que estão sendo exploradas pela Igreja.
Mas quem foi Cícero Romão Batista? Padre Cícero nasceu no Crato e engrossou no seminário para se tornar um sacerdote católico. Assim que se ordenou, começou a sua árdua missão e foi o principal responsável pela fundação do povoado de Juazeiro, lugar que se tornou uma cidade reconhecida no sertão do Ceará.
Cícero, além de padre, foi político e exerceu um papel de líder incontestável na sua região e, consequentemente, no nordeste inteiro, fazendo a sua fama se espalhar pelo Brasil e pelo mundo.
Cícero foi tão admirável, que até Lampião, rei do cangaço, se rendeu ao prestígio do padre santo e não entrava no Juazeiro para não ofender o ‘Padim’
‘Padim’ como era chamado pelos seus milhares de afilhados, foi sempre um homem bom, preocupado com os pobres, sempre trazia a sua casa de portas abertas para o acolhimento e o aconselhamento de todos.
Cícero, devoto de Nossa Senhora, deixou no coração do seu povo um forte amor à Virgem Maria, fundando as romaria das Candeias e das Dores, levando a esperança da fé e do zelo pastoral, fazendo as pessoas rezarem, se encontrarem com Deus.
Padre Cícero, mesmo terminado a sua vida, suspenso de suas funções sacerdotais, continuou católico e fervoroso na fé, nunca abandonando os pobres e mantendo a obediência, a prudência e a perseverança. Ele não hesitou em amar a Cristo e a Igreja até o último instante.
Mesmo envolvido na política, nas polêmicas de seu tempo e nos desafios, o padre morreu com a fama de santo e a sua romaria caiu no gosto do povo católico do nordeste. Todos os anos, Juazeiro fica pequena para acolher a grande multidão que vai visitar o túmulo e o horto onde fica a estátua branca do padre.
Mesmo sem o reconhecimento da Igreja, a santidade de Cícero já é uma realidade no coração dos devotos. Para o povo, Cícero sempre foi e sempre será santo.
Agora, depois da reabilitação feira pelo Papa Francisco, o processo de beatificação pode ter um pouco de esperança. Talvez, seja um aceno da Igreja para que o processo prossiga e continue.
Enfim, a história de Cícero é riquíssima e a sua santidade é a vontade do povo. Ele já é santo, pois é aclamado pelos que são amados por Deus, os pobres.
Viva o padre Cícero Romão!

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