Documentos revelam que doleiro abriu conta secreta da família de Aécio Neves em paraíso fiscal

Documentos apreendidos pela Polícia Federal no apartamento de Norbert Muller e sua mulher, Christine Puschmann, no Rio de Janeiro – suspeitos de comandar uma das mais secretas e rentáveis “centrais bancárias clandestinas” do País -, revelam pastas com nomes de advogados, médicos, empresários, socialites, funcionários públicos, um ex-deputado e até um desembargador do Rio recém-aposentado.

Havia ali, especialmente, uma pasta-arquivo amarela, na qual o doleiro Muller escrevera a identificação “Bogart e Taylor”. De acordo com a Revista Época, era o nome escolhido por Inês Maria Neves Faria, mãe e sócia do senador Aécio Neves, do PSDB de Minas, então presidente da Câmara dos Deputados, para batizar a fundação que, a partir de maio de 2001, administraria o dinheiro da conta secreta 0027.277 no LGT.

Na terça-feira (15), veio a público a delação premiada do senador Delcídio do Amaral. Nela, entre muitas outras denúncias, Delcídio cita a conta em Liechtenstein. Aos procuradores, o senador disse que fora informado “pelo ex-deputado federal José Janene, morto em 2010, que Aécio era beneficiário de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato; que essa fundação seria sediada em Liechtenstein”.

Fonte: Brumado Noticias

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