Brumado: Família produz gás para cozinha e adubo orgânico através de biodigestor

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Pedal na Roça esteve presente na Piabanha, comunidade rural adjacente ao distrito de Arrecife, no município de Brumado. Na localidade, encontramos a propriedade do Seu Aparecido e da Dona Marlene, onde, através da Cáritas Diocesana e Divina Providência, com o apoio do Centro Pastoral de Aracatu, foi instalado um biodigestor.

Uma tecnologia alternativa que produz gás orgânico para o fogão da cozinha. A tecnologia conta com uma base circular de concreto, uma caixa de fibra, que normalmente é utilizada para o armazenamento de água, além de outros itens para formar o equipamento que recebe fezes, o esterco bovino ou suíno, as quais passam pelo processo de fermentação para gerar o gás orgânico.

Diferentemente do GLP, o gás gerado pelo biodigestor não deixa odor e o aquecimento é mais rápido que o convencional. O casal explicou que, para o bom funcionamento e geração do gás, as fezes do gado são recolhidas ainda na madrugada, por volta de 4h.

Outro fator preponderante é que a água utilizada para decomposição e extração dos nutrientes não pode ser salobra ou tratada com cloro. Dessa forma, a água utilizada é captada diretamente da chuva e armazenada em cisternas.

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O equipamento que passou por todo um critério técnico para sua instalação traz ainda outro benefício para a família, que é a produção do adubo úmido. Todas a fezes utilizadas para a geração do gás também são usadas como fertilizante orgânico natural que vai direto para lavoura de hortaliças, para um pequeno pomar da família e ainda para as belas mudas de plantas e flores silvestres da caatinga regional que Dona Marlene comercializa nas feiras regionais da agricultura familiar.

Seu Aparecido é operário da mineração em uma empresa de extração local e tem que se desdobrar entre a vida no campo e na cidade para manter a família. Ele garante que a engenhoca tem dado bons frutos e economia em seu “pedaço de paraíso”, como costuma chamar sua moradia na roça.

O produtor rural descreveu que, após a instalação do biodigestor, não precisou mais comprar o botijão GLP e que outros benefícios chegaram até a sua família com o equipamento alternativo.

“Tenho um pé de côco que nunca produzia, já ia cortar o coitado, mas resolvi experimentar o adubo úmido e hoje eu digo que tenho um coqueiro que dá côco”, contou o produtor, que não esconde sua nova fase na vida e sua preferência pela roça. “Na cidade é trabalho, aqui é vida e, após o biodigestor, posso afirmar que ganhamos mais qualidade de vida”, frisou.

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Redação

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