São José, o santo que faz chover e mantém a tradição

O culto a São José – Começou provavelmente no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o papa Pio IX o proclamou “O Patrono da Igreja Universal” e, a partir de então, passou a ser cultuado no dia 19 de março. Descendente de Davi, São José era carpinteiro na Galiléia e comprometido com Maria. Segundo a tradição popular, a mão de Maria era aspirada por muitos pretendentes, porém, foi a José que ela foi concedida.Tradição Popular – Embora esse saber não seja considerado pela ciência como verdadeiro, ele é similar ao saber científico. Para o sertanejo, o conhecimento prático é o verdadeiro. Ele faz a leitura do universo, a partir do conhecimento cotidiano sem as bases colocadas pela ciência.

Não se pode desprezar essa possibilidade de verificação e explicação do universo retiradas do dia-a-dia do homem do campo. Tal como os meteorologistas que fazem suas previsões através da leitura das condições atmosféricas, da temperatura da superfície dos oceanos, condições dos ventos e outros fenômenos naturais, o sertanejo tem seus métodos próprios para fazer a previsão do tempo.

Tradição mantida pelo sertanejo em Condeúba/BA. Desta feita foi trocado as escondidas entre duas famílias São José por Nossa Senhora do Desterro, a pedido dos moradores do lugar para que chovesse o mais rápido possível e amenizar a falta d’água e o sofrimento do povo, animais e plantações.

Foi “tiro e queda” como diz o velho ditado, tão logo choveu a destroca foi feita em procissão minúscula e familiar acompanhado com cantoria de Bem-Ditos em louvor e agradecimento à chuva que caiu. É como se fosse uma promessa, que as pessoas saem de retorno conduzindo São José, aí vão cantando: “Sagrada família estava pedindo! Que cumprisse sua promessa. Deus lhe pague, quem já cumpriu!!! Deus lhe dê o Reino da Gloria, pela chaga de Jesus Cristo”!!! Assim vai até a residência de origem devolver São José.

Há também outra forma muito usada pelos mais antigos, que é a novena, as pessoas saem em procissão cantando e carregando garrafas de água, para banhar o cruzeiro no cemitério mais perto, tem que fazer esse mesmo trajeto por nove dias consecutivos, mesmo que chova, não podem parar no meio da profecia. Ao final da novena resa-se uma ladainha em agradecimento a chuva que caiu.

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