Arquivos diários: 31 de Março de 2018

O golpe militar no dia 31 de março de 1964 fez o Brasil mergulhar em 21 anos de ditadura, hoje está completando 54 anos de triste lembrança

Política
Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Peça teatral Arena contra Zumbi

Brasília – O golpe militar de 31 de março de 1964 foi o mais longo período de interrupção democrática pelo qual passou o Brasil durante a República. Qualificado pela história como “os anos de chumbo”, o período da ditadura foi marcado pela cassação de direitos civis, censura à imprensa, repressão violenta das manifestações populares, assassinatos e torturas.

O historiador e cientista político da Universidade de Brasilia (UnB), Octaviano Nogueira, afirmou que o golpe de 1964 resultou no mais duro período de intervenção militar na democracia entre tantos outros desencadeados no decorrer da história republicana. “Entre 1964 e o início dos anos 70 estava em curso o período mais duro da repressão militar”, disse Nogueira.

Segundo ele, 1964 começou, na verdade, quatro anos antes, com a renúncia de Jânio Quadros, da UDN – um partido de direita -, em 1961, sete meses após sua posse. Apoiado por uma ampla coligação, a renúncia deixou um vácuo de poder, uma vez que seu vice, João Goulart, do PTB – um partido de esquerda -, era visto com desconfiança pelas Forças Armadas.

Para garantir a posse de João Goulart e evitar um golpe militar, o então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola (PTB), desencadeou a Campanha da Legalidade, que reivindicava a preservação da ordem jurídica e a garantia de posse do vice-presidente que retornava de uma viagem oficial à China. Do porão da sede de governo gaúcho, Brizola fazia pronunciamentos à nação.

“Na verdade, João Goulart ocupou o poder para tapar buraco, uma vez que era o vice de Jânio Quadros. Ele sempre foi um latifundiário e conservador, mas mantinha um discurso de esquerda herdado de Getúlio Vargas, sem nunca concretizar suas propostas”, afirmou o professor Nogueira.

Com o decorrer do tempo, ameaçado por greves constantes, sem o apoio da imprensa e de parcela significativa da sociedade, os militares depõem Goulart. Em 31 de março de 1964 o general Olímpio Mourão Filho deslocou 3 mil soldados do Destacamento Tiradentes, de Belo Horizonte, em direção ao Rio de Janeiro para consolidar o golpe de Estado que garantiria aos militares 21 anos de governo. Continue lendo O golpe militar no dia 31 de março de 1964 fez o Brasil mergulhar em 21 anos de ditadura, hoje está completando 54 anos de triste lembrança

Condeúba: Encenação e procissão da Paixão e morte de Jesus Cristo

Por Oclides da Silveira

Momento que relata a crucificação de Jesus na cruz

Um grupo de jovens na sua maioria pertencem a RCCC- Renovação Carismática Católica de Condeúba apresentou uma bela peça no Teatro de Arena em Condeúba, este que muito bem recebeu o nome dado pela vereadora Conceição de “Anfiteatro Dom Homero Leite Meira”. Ontem o palco concha acústica se transformou num templo sagrado, com a maiúscula apresentação daqueles jovens amadores, porém talentosos da RCCC. A peça relembrou de forma dramatizada a paixão e morte de Jesus Cristo.

Cerca de cinquenta artistas amadores local, representaram brilhantemente o verdadeiro massacre recebido por Jesus no dia da sua crucificação há 2018 anos passados. Onde o artista plastico Manoel Batista e seus auxiliares deram uma ótima conotação ambiental, relembrando aquele local em que Jesus morreu para salvar a humanidade. Outro detalhe que chamou bastante atenção do grande público presente, foi a criatividade nas vestes dos atores com muita semelhança e originalidade, mais os efeitos especiais culminando com aquela rara e bela apresentação do grupo teatral. O qual derramou a boa cultura da arte cênica aos mais de 5 mil que se fizeram presentes ao anfiteatro Dom Homero Leite Meira localizado na Praça Santo Antônio.

O público lotou a arena do anfiteatro Dom Homero Leite Meira, estimado por alguns acima de 5 mil pessoas estiveram prestigiando o grande espetáculo, se não o maior do ano, que foi oferecido gratuitamente por aqueles meninos e meninas da RCCC que trabalharam por puro amor ao pai celestial, vejamos o que disse o ator principal da peça.

“Nossa apresentação, visou o AMOR do Pai manifestado em seu filho Jesus, com a Campanha da Fraternidade – 2018 mostramos O AMOR única forna de superar TODA FORMA DE VIOLÊNCIA, passamos pelo BATISMO na iniciação Cristã, no DESERTO mostrando que é possível vencer as provações. O ENDEMONINHADO GADARENO, homem humilhado e oprimido, A SAMARITANA uma mulher marginalizada em busca de um amor até encontrar O VERDADEIRO AMOR, O PAI NOSSO onde o próprio Cristo nos ensina a chamar Deus de pai, O CENTURIÃO ROMANO e a FILHA DE JAIRO”. Palavras de Jarbas aquele ator que maravilhosamente fez o papel de Jesus. Continue lendo Condeúba: Encenação e procissão da Paixão e morte de Jesus Cristo