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TRIBUTO A CONDEÚBA

Por Thiago Braga Condeúba é um dos municípios mais antigos do semi árido baiano, tendo sido arraial no século XX, depois ganhou “ares de cidade” pelo crescimento ativo baseado na agricultura familiar.

Desde cedo, buscou destravar o progresso no dedico às atividades da lavoura e criação de animais. No comércio, se acha de tudo, do fardo de toucinho à rapadura. “A fazedeira de biscoito”, coloca seu produto à venda, em barracas armadas ou na porta de casa, além da tapioca servida em guardanapo.

Nos dias de hoje, Condeúba ainda guarda aquele “jeito manso”, típico do interior, onde todos se conhecem por nome ou apelido, sabendo rapidamente das notícias passadas de “boca em boca”. Suas casas parecem emendadas umas nas outras, formando ruas estreitas e vazias de gente, numa “cidade rural” embelezada pelo velho carro de boi.

A Praça Santo Antônio, na chegada, exibe uma linda igreja construída a base de tijolinho de barro, guardando os traços da arte sacra vista em cores, formas e brilho. A Ladeira da Gruta, no alto da Avenida Brasília, expõe a poesia de um lugar bem conservado. O antigo paço municipal, ainda ostesta toda sua pompa, mantendo viva a memória de um povo.

O silêncio das tardes é cortado pela vozearia do menino do picolé, em seu carrinho de sorvetes, ou a passada de um carro com aquela “batinória” nas pedras do calçamento. Movimento só na parada de ônibus, com destino à Vitória da Conquista, ou nos dias de feira livre.

A cultura popular sempre marcou Condeúba “que não parou no tempo”, mas segue os costumes e tradições do passado.