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SANGUE DE BOI, O PÁSSARO DA REGIÃO CATINGUEIRA

Por Thiago Braga

Pássaro conhecido como Sangue de Boi, Tiê Fogo e Arriba Vôo

O chamado “Sangue de Boi” é um pássaro de espécie rara, muito comum no vazio dos gerais. Visto de longe, parece novelo de lã na cor vermelha. Em alguns lugares, o “rei da floresta” é conhecido por “Tiê Fogo”. Arriba vôo, de vez em quando pousando na copa das árvores, mirando o céu, que é a sua segunda morada, depois da mata virgem. Trepa nos galhos da bananeira. Se alimenta de insetos, grãos, casca de goiaba, farelo de pão, folhas miúdas e resto de pólen caído das flores. Possui canto macio, demorado e agradável. Molha a cabecinha na água doce do rio.

Pássaro discreto, pouco visto no dia a dia, prefere aparecer no final do outono. Jeito tímido, olhar distante e delicadeza no bater as asas. Faz o ninho com pequena leva de cisco, pouco a pouco arrecadado pelo bico fino, no desejo de construir o “lar, doce lar”. Desfruta do silêncio no alto da serra. Solto no ar, voa sem destino. O pássaro “Sangue de Boi”, ganhou as páginas da literatura de cordel. Além dele, existe na região o “sofrer”, o “passo preto”, o “rolengo” e o sabiá, pássaros bastante procurados pelos apreciadores. Tráfico de aves é crime. Lei 5.197 de 3 de Janeiro 1967.

MONTEZUMA ATRAI TURISTAS EM BUSCA DE AR PURO, VERDE E TRANQUILIDADE

O clima fresco durante parte do ano, faz do município mineiro de Montezuma, um retrato vivo da natureza perto de nós. Cidade pequena, de pouca gente nas ruas, guardando aquele “jeitão” de interior, no qual as pessoas se cumprimentam em tom de amizade. O comércio, ainda tímido, se resume em lojas, bares a céu aberto com música ao vivo, quiosques, “disk lanches” e rede de hotéis. O sossego alivia a tensão e o stress causado pela correria do dia a dia. Um convite ao prazer, onde o turista se deixa levar pela pureza do meio ambiente.

O atrativo mesmo é o clube de campo, com área verde, piscinas, saunas, amplo estacionamento e “precinho camarada” que varia entre dia de semana e/ou feriado. Montezuma, situada na divisa entre Bahia e Minas Gerais, ficou conhecida pela água quente que brota da terra, passando a ser seu segundo nome “Água Quente”, tornando – se importante pólo turístico da região. Espaço de lazer muito limpo e conservado, tido como o cartão de visitas da cidade, hoje ponto de referência no sertão norte. Fácil acesso devido a malha rodoviária.

Há mais de 40 anos movimenta pessoas vindas de vários lugares, pois a “fama atravessou fronteiras”, devido a riqueza natural considerada rara. Árvores de sombra cercam o parque de aproximadamente 200 m2. Essa mesma água jorra pelo piso de azulejo, numa temperatura que varia conforme o tempo, entre “morna” ou “quente”. Não é permitido consumo de bebidas alcoólicas. Regra da casa. Linha de acesso: Estrada Jacaraci Mortugaba, sentido Fazenda Perfil, passando pelo chamado “entrocamento” entre os dois estados.

PRAÇA DA PIEDADE – ESSE NOME NÃO É POR ACASO

O quadro “desaparecidos”, realizado quarta – feira no Bahia Meio Dia (canal 08), tem sido de grande valia para pessoas em busca de notícias de amigos ou familiares ausentes do convívio social. Isso acontece na Praça da Piedade, centro da capital baiana.

O lugar é bastante movimentado, fácil acesso, servido por ônibus, carros de passeio e pontos de táxi. O interessado leva fotos, objetos pessoais e tudo aquilo que possa identificar o desaparecido, além de números de telefone para contato.

Muitos saem de casa, sem dizer para onde vão, deixando a família aflita. Outros tantos, perdidos na cidade, não acham o caminho do lar, entregando-se ao abandono, atribuído à falta de cuidados com aparência, higiene, desmantelo, etc. Há casos de ordem emocional e/ou psicológica. Cada história pode justificar ou não o paradeiro da pessoa, dada como desaparecida após 48 horas. O apelo fica no ar. Se você tem alguma pista, não deixe de ajudar.

O que passou, passou…!

Por Oclides da Silveira

É incrível, mas é verdadeiro ter pessoas que ainda não concordam com a natureza, discordam do mundo em que vivem, não aderem a evolução, contradizem os princípios da humanidade, amaldiçoam aquilo que não é do seu gosto e também aqueles que não coadunam com seus ditames, os quais são execrados de seus convívios.

Não importando o grau de relacionamento fraterno que houve anteriormente ou que tenha sido uma amizade de infância, ou ainda a que grau de parentesco pertence, tudo isso é irrelevante para as pessoas portadoras da virós chamada de inveja, maldade, raiva, ganância, apego pelo ter e não pelo ser.

Tudo isso é imensamente incrível, mas ainda existe pessoas que vivem deste ar venoso que eles próprios criaram e dele se inspiram e respiram alimentando e oxigenando seus cérebros.  Não se tem notícias deste tipo de comportamento humano se é benéfico às  pessoas que fazem uso dele, ou se é maléfico para quem os usam.

De certa forma, podemos ver com frequência pessoas portadoras deste distúrbio comportamental, engajados nos movimentos das Igrejas de longa data, buscando não sabemos o que, tendo em vista, que o comportamento dessas pessoas não mudou em quase nada, por tanto, não há nenhum progresso de melhoria neste sentido dessas pessoas, o que é extremamente lamentável..!

Pois, todas as doutrinas religiosas pregam aos seus fiéis que tenham seus corações puros, limpos de todas as impurezas da raiva, do ódio, da inveja, da ganância. Que perdoem suas faltas, assim como também perdoamos a quem nos tem ofendido.

Se não partirmos dessa primícia, em nada estamos mudando, então tudo que ouvimos pouco ou quase nada aprendemos, será de bom arbítrio que façamos novas reflexões, depois nos policiar com o seguinte questionamento: Estou aprendendo e mudando ou ainda não aprendi por isso não me mudei. Precisamos sim  dessa conversa fiel, intima e verdadeira entre cada um de nós e o pai celestial. O nosso bom Deus que nos ilumine e nos despertem para o perdão em relação as falhas que cometemos, amém!!!

O GARI LIMPA NOSSA CIDADE

Todo lugar precisa de limpeza, pelo menos de vez em quando, pois isso faz parte dos bons costumes. Nesse momento, surge a figura do gari, tão presente em nosso dia a dia, oferecendo seus serviços. Por esse motivo, o trabalho do gari é de extrema importância para a conservação do bem público. Zela, limpa e cuida da cidade, como se fosse sua própria casa, deixando a marca individual da responsabilidade. Usa vassoura, pá e carrinho de mão. Tira o cisco “por maior”, nas guias da calçada, não deixando para trás resto de areia, papel de bala, gravetos, folha seca, casca de frutos, bituca de cigarro e outros.

Faz o possível para não largar nenhuma sujeira depositada nas vias. É, antes de mais nada, o colaborador sempre com boa vontade para manter o asseio do lugar onde vive. O capricho identifica o trabalho do gari, no vai e vem pelas ruas, conquistando novas amizades. O turno é um só para todos. Limpeza rápida, bem feita e digna de elogios. Há o momento do lanche, onde alguns encostam na sombra da árvore, aproveitando para colocar o papo em dia. Depois da merenda, retornam à atividade de varredura, sem esquecer cada palmo do chão.

No final da feira, juntam-se para a limpeza geral, precisando também de mangueira d’água. Não dispensa uniforme, chapéu e/ou boné, além de cumprir horário na execução das atividades divididas em grupos de 4/5. Personagem querido pela presença constante nas ruas. Os colhedores de lixo e resíduos, vindos no carro da limpeza pública, também desenvolvem uma função delicada. Vale dizer que é proibido animais soltos no perímetro urbano. Essa ação é assistida pelo ente municipal. Cidade limpa, povo educado.

VIAÇÃO MORTUGABA – LEMBRANÇAS QUE O TEMPO NÃO APAGA

Por Thiago Braga

Quem se lembra do ônibus branco, com enorme faixa vermelha, correndo na estrada de terra rumo à Espinosa (MG)? Pois bem. Nos anos 90, esse velho herói partia de Mortugaba (BA), cortando a Serra Geral, sentido norte de Minas. Levava gente do comércio, algumas portando malas, caixas e sacolas de viagem. Sem contar casal de frango, engradado de frutas, botijão de gás, vara de pescar e outros. Tinha hora certa para passar no ponto. As vezes atrasava uns minutos. Dependia das condições do tempo e da estrada.

Parava também na Fazenda Tamburil, na curva da rodagem, levantando pó. Na cidade, entrava com farol baixo, atraindo a cachorrada latindo querendo alcançá – lo. Um momento deveras feliz para quem estava de viagem. Da janela acortinada, se podia ver o nascer do sol, clareando o pasto. O carro grande oferecia conforto aos passageiros: cadeiras altas, estofadas e largas. A espuma macia, mais parecia “o travesseiro de casa”. A passagem era comprada na hora, um bilhete recebido das mãos do cobrador. O motorista trazia enxada no porta – malas em caso de atoleiro no caminho. “Prevenir é melhor que remediar”. O bagageiro sempre cheio de pequenos e médios volumes, parecia que carregava “pedra”, de tanto peso, fazendo o ônibus diminuir a marcha na subida do Pindorama.

O trajeto demorava 3 horas. Os clientes, na sua maioria, buscavam o terminal rodoviário mais próximo, com destino à grande São Paulo. Por isso, teve importância como empresa autônoma de transportes, sendo utilizada com frequência pelo povo. Não permitia carona. A boa convivência supria qualquer necessidade, desde a troca de favores, ao humilde “Deus lhe pague”. Com o tempo, a viação saiu de cena, dando espaço ao Gontijo. De Mortugaba à Espinosa (ida e volta). Essa linha de ônibus marcou época pela eficiência nos serviços. Teve missão especial na região dos vales.

VILA PAIOL: “PEDAÇO DE JACARACI”

Por Thiago Braga

No correr dos anos, Paiol quis ganhar presença pelo plantio de arroz na vazante do rio. Parece gleba no imenso sertão baiano. O terreno cheio de altos e baixos retrata a paisagem colorida que se descortina todos os dias, alegrada pelo canto do Bem ti vi. Destaca ainda na atividade agropastoril. Por esse motivo, é “a menina dos olhos” de Jacaraci, dista 35 km.

A pequena cidade respira ar puro vindo da natureza. Se resume em 4 ou 5 ruas, todas pavimentadas, dando espaço à carroças, cavalos amarrados nos mourões e “pés de frutas” nos quintais. Há pontos de luz, serviços de limpeza e rede de telefonia. O clima quente favorece o plantio de palma, excelente alimento para o gado. É vendida em pacotes de meio quilo. A produção de queijo também rende bons lucros.

O largo da feira enche de gente comprando e vendendo, expondo os sabores da terra. Acha de tudo um pouco, desde o litro de leite ao caixote de manga rosa. Fica no alto, próximo à igreja, sendo a parte mais movimentada do lugar. Dispõe de posto de saúde com laboratório de análises clínicas. Unidade escolar (2) mantida pelo município.

Por último, não menos importante, o velho mercadão, todo esse construído a base de tijolinho de barro. Uma estrutura muito antiga, que de vez em quando recebe alguns reparos: mão de tinta, tapa – buraco e goteira. O que temos agora? Uma vila bem arrumada, onde os visitantes têm sempre as melhores impressões. Produtos da região: limão galego, jabuticaba, umbú, mandioca, boldo e alecrim entre outros.

JACARACI: ESCOLA ANDRÉ JOSÉ DA ROCHA: “CANTINHO MÁGICO DO SABER”

Por Thiago Braga

Faz pouco tempo, Jacaraci ganhou de presente a Escola André José da Rocha, voltada ao ensino infanto – juvenil. Atende crianças com necessidades especiais. O prédio adaptado oferece conforto e bem estar. A unidade é mantida pela prefeitura municipal. Essa mesmo espaço abre um leque de atividades que buscam desenvolver o aluno no uso da criatividade. É o chamado “poder da imaginação”. Segue o método “aprender a aprender”. Faz com que meninos e meninas possam enxergar que não há limite entre sonho e realidade. Os educadores abraçam a causa, demonstrando zelo, esforço e dedicação. Isso tem rendido frutos na comunidade escolar.

Crianças e jovens experimentam um ambiente agradável, cheio de surpresas para melhor cativá – los no campo da aprendizagem. Incentiva o gosto pelo leitura, desenho livre, diálogo amigo, troca de idéias e outros. Traz, no pacote de novidades, brincadeiras, jogos, fantasias, textos para encenação, figuras geométricas, dobraduras de papel e massa de modelar. As rodas de conversas também ajudam na integração aluno – professor. A intenção é provocar – los para abertura de novos caminhos baseados no senso crítico, auto estima e direito de escolha. Três coisas identificam a EAJR: capricho, organização e compromisso social. Tempo bom quem faz somos nós.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS: AMIGO NÃO DEIXA O OUTRO NA MÃO

A ideia dos Alcoólicos Anônimos nasceu pela vontade de um grupo de pessoas em combater esse mau chamado vício. O tratamento sempre é o melhor remédio. A roda de conversa atrai o participante, que se sente em casa, pois o mesmo é o alvo principal das atividades com duração de 6 meses à 1 ano. Esse mesmo trabalho tem sido de grande serventia para jovens, adultos e idosos perdidos no vício. Traz, à médio prazo, os resultados desejados pelo viciado, parentes e amigos. O apoio, sem cessar, desenha um novo amanhã.

Os Alcoólicos Anônimos, por sua vez, identifica as necessidades do sujeito, dando-lhe orientações sobre saúde, higiene, bem-estar, família, comportamento, senso crítico, conduta, lazer e diversão. Passa a entender os males provocados pela vilã (bebida alcoólica), tão presente em nossos dias. As reuniões buscam desenvolver o diálogo aberto, o uso da fala, as boas maneiras e a livre iniciativa do indivíduo em querer “sair do buraco”. Passa a entender os males provocados pela vilã (bebida alcoólica), tão presente em nossos dias. Por isso, trata com máximo cuidado os problemas gerados pelo consumo excessivo de álcool. Isso rende brigas, desafetos, ataques físicos e conflitos.

Todos, de fato, precisam abraçar essa causa. A união faz a força. A disciplina é a regra da casa. Nesse momento, o viciado tem toda atenção que merece, sentindo de perto o valor dos colegas nas horas difíceis. Enxerga com seus próprios olhos o efeito tóxico da bebida, desde um simples gole ao costume exagerado de beber. O dependente químico chega de um jeito, sai de outro, devido o acompanhamento realizado pelos profissionais. Há um custo mensal para cobrir os gastos com alimentação, estadia e compra de materiais. Cada caso é um caso. O primeiro passo é resgatar a auto estima. Vício tem cura.

Condeúba: Melhorias no Distrito do Alegre

Por Thiago Braga

De uns tempos para cá, o povoado do Alegre tem se mostrado bastante satisfeito com as novidades, a saber: caixa eletrônico, ruas calçadas, iluminação, comércio variado e mercado grande que comporta o pessoal da feira. Barracas e mais barracas colocam à vista frutas frescas, verduras, legumes e pescados. Alegre parece distante de tudo e de todos.

Foi com essa pequenez que passou a ser enxergada, resistindo ao meio e época, para hoje apresentar – se como uma “mini cidade” digna de elogios. Boa gente, bons costumes. O ar tranquilo se mistura com a poesia do lugar: flores, cactos, pássaros e morros. O doce de marmelo não tem outro igual, em cor e sabor.

A estrada principal, ainda de terra, corta uma imensa área de plantações, roças e mato seco. É o retrato vivo da caatinga que sofre com a falta de chuva. Faz parte do município de Condeúba, no sudoeste do estado. Produtos da região: laranja lima, cana caiana, arroz, cevada, milho e fava branca. Quem sabe, chega o momento feliz de emancipar – se? Não duvidamos da sorte.,