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O voto é dado para um mandato e não por um momento

Por Oclides da Silveira

Oclides Ribeiro da Silveira é jornalista da Folha de Condeúba

A organização da sociedade passa por três importantes e necessários pilares que são: Executivo, Legislativo e Judiciário, os quais estão instalados nas três esferas, Municipal, Estadual e Federal. Tudo que a sociedade faz, está intrinsecamente subornado a esses três Poderes.

Vamos as funções de cada Poder, iniciamos pelo Executivo, esse tem o direito e o dever de executar, fazer tudo aquilo que a sociedade precisa de forma coletiva. Porém, para tais execuções, é preciso que o Poder Legislativo faça as Leis e que autorize a execução das reivindicações do povo. Para que isso aconteça, o Poder Legislativo depende do Poder Judiciário, para dar legalidade nas aprovações dos Projetos de Leis que as Câmaras e Assembleias vão aprovar e autorizar o Poder Executivo executar.

Portanto, ai está a importância de cada pilares desses Poderes que desenvolvem um papel fundamental para organizar as sociedades. Eles tem a predisposição de funcionar independentes, porém, de forma harmônica, ou seja, um Poder respeitando as margens do outro.

Mas vamos nos a ter neste artigo, unicamente sobre o Poder Legislativo e sua fundamental importância, especialmente nos pequenos municípios como Condeúba, onde a Câmara Municipal além de exercitar o Poder Legislativo, desenvolve também um verdadeiro papel social, por isso, a chamamos de “Casa do povo”.

Nossa Câmara é composta de 11 vereadores que são eleitos de forma democrática há cada 4 anos. Entre eles, é eleita uma mesa diretora a cada dois anos, que é composta de Presidente, vice-Presidente, 1º Secretário e 2º Secretário, os quais administram o Legislativo. O Poder Legislativo está amparado por Leis maiores como a Constituição Federal e a Estadual entre outras Leis, além da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da própria Câmara. Ali está instalado o Parlamento, onde recebe e apoia o povo em todas as suas circunstâncias.

Às vezes nos deparamos com transeuntes fazendo críticas degenerativas e generalizadas aos parlamentares. Não sabendo eles que aquele parlamento representa a verdadeira cara da sociedade condeubense. Num entanto a maioria das pessoas que fazem essas críticas, não fazem a verdadeira reflexão sobre o seu voto, de que forma foi dado a determinado vereador e com que objetivo. Via de regra, os votos são dados a determinado vereador ou outros cargos eletivos qualquer que seja, visando exclusivamente interesse pessoal ou de pequenos grupos.

Assim sendo, é que temos visto e acompanhado em todas as legislaturas, bons e não tão bons parlamentares. Haja vista, o alto percentual de mudanças dos vereadores nas últimas eleições. Isso só vai mudar a partir do momento em que as pessoas passarem a votar no candidato por conta da capacidade do mesmo e acompanhar o seu mandato, participando ativamente de suas ações, pois, o voto não termina na urna, ele começa na urna. O povo tem que aprender a não votar por interesse individual, mas sim, votar em candidatos que tenham projetos visando o interesse coletivo, tenho dito.

O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosos das repartições publicas.

O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosos das repartições publicas.

Pois bem, veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva: ” Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…

Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A Cruz deve ser retirada!

Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.

Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte.

Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.

Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento.

É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças, das misérias e sofrimentos dos pequenos, dos pobres e dos menos favorecidos “.

Frade Demetrius dos Santos Silva.
* São Paulo/SP

ÍNDIO PASSA A TER OS MESMOS DIREITOS DO CIDADÃO COMUM

Por Thiago BragaFaz longo tempo que o índio, considerado “ser da natureza”, tem direito assegurado por lei, de cultivar a terra onde nasceu, se criou e vive. Ele (a) trabalha no arado da forma que bem entende, “sem prestar contas a ninguém” sendo, apenas, assistido pela FUNAI. O “pele vermelha” tem liberdade de escolha, no tocante à assuntos de ordem pessoal, familiar e social. “Dono da terra” para sempre? Segundo texto legal, homem/mulher indígena dispõe dessa prerrogativa, pois aquilo que é “solo sagrado” se torna zona de proteção por parte do órgão fiscal. Num primeiro momento, inserido na sociedade moderna. Lembrando, é claro, de sua presença na história épica.

Mas, agora, a conversa é outra. Para o novo governo (Bolsonaro 2019), índio merece o mesmo tratamento do homem branco. Precisa, porém, “andar sem guia”, face à sua capacidade de pensar, agir e treinar as próprias habilidades: mão de obra, técnicas de uso de recursos, prática de esportes, (opcional). Onde e como? Recebendo o devido apoio do ente público. Acesso a saúde (serviço bucal, exames, retirada de remédios na farmácia popular), educação, transporte, moradia, dentre outros. Nada de privilégio no sentido de mandar e desmandar em grandes terrenos, muita das vezes, sem serventia, sendo que o mesmo não adquiriu por compra ou permuta, carecendo, sobretudo, desta atividade meio (comércio). “Cai em si”, entendendo o que é contrato, alqueire, braça de terra, sistema de irrigação, imposto de renda, além de outros. É possível sanar dúvidas e buscar soluções para casos desta natureza. O que vale é a informação levada a sério.

Em outras palavras, índio não deve viver isolado, em aldeias ou reservas ambientais mas, “ser visto como gente”, educado e pronto para servir seu país. Deve aprender cantar o hino, conhecer a Constituição Federal, frequentar a cidade, votar no dia do pleito, possuir caderneta de vacinação, etc. Caçar e pescar? Existem outros desafios que requer força física, aptidão e auto – conhecimento. Tal pensando em nada desvaloriza a figura do índio, uma vez respeitado, dentro do território pátrio. “Ir e vir”, com plena certeza de chegar em casa, fazer compras (dinheiro em espécie), dirigir automóvel, “pôr carta” no correio… No entanto, sua cultura precisa manter – se de pé, como arte, costumes, linguagem, culinária e outros. “Um pouco de cidadania não faz mau a ninguém”.

JACARACI NO RUMO CERTO

Por Thiago Braga

Thiago Braga – Colunista da Folha de Condeúba

Quem conheceu Jacaraci, anos atrás, sequer imagina o crescimento da cidade, antes “encolhida” no meio dos altos e baixos do vale. Agora se mostra com outra cara, a começar pela antena de telefonia móvel vista desde o “pé da serra”. O bairro Bom Jesus tomou parte do grande terreno que, dividido em lotes, deu lugar à residências, ruas e travessas. Veio de lá para cá, fazendo “zig zag”, ocupando espaço e querendo ir mais longe, sem se perder no verde da floresta.

Por conta da mão de obra e, é claro, o desejo natural dos cidadãos em adquirir sua “casa própria”, quadras e mais quadras foram abertas no chamado desenvolvimento urbano. Modelo de organização que segue a risca o Código de Posturas do Município.

O centro velho, formado por belas construções dos anos 40 e 50, oferece – nos um panorama do “tempo que passou”. Passou, deixando gratas lembranças como a primeira pensão, a antiga boate, (hoje drogaria), o correio (telégrafo reformado), a morada do padre, dentre outros. O “cheiro de mato” vindo do capão florido no fundo da Escola Anísio Teixeira, além das árvores de sombra cercando o Banheiro Público. O calçamento de pedra bruta, trabalho feito por homens de braço forte e picareta nos ombros, rende elogios do visitante. Cada praça parece um livro aberto onde as cores salta – nos aos olhos, cheia de boas energias. A natureza sorrir, pedindo para ser protegida, pois não nega nada ao admirador (a) do meio ambiente. Água cristalina para encher a mão e lavar o rosto, na famosa “bica”, ou passeio pela “virada do cigano”.

O silêncio de dias comuns, nada mais é, que a melhor oferta para o descanso e tranquilidade, diante da paisagem agrícola. Parece novela? Não, pura realidade. O município contempla riquezas como a Areia Branca, o Rio da Passagem, Morro do Chapéu, etc. Do calor excessivo ao plantio de palma e a produção de queijo artesanal. Safra: arroz, milho, feijão catador, banana da prata, cajú, melancia, mamona, além de outros. Em vista disso, traz o retrato vivo daquela agro – vila, ainda “apagada” no mapa, hoje ponto de turismo para gente vinda de outros estados. O traço moderno da nova Jacaraci depreende novidades, no qual citamos algumas: lojas, restaurantes, papelarias, academia popular, centro de convivência de idosos, quiosques e parada de ônibus.

A VOLTA DA “MORAL E CÍVICA”

Por Thiago Braga

Colunista da Folha de Condeúba Thiago Braga

Faz algum tempo, o assunto “Moral e Cívica” corre pelos corredores do MEC como uma “boa notícia ainda a caminho”. O projeto culmina interesse público. A disciplina “Moral e Cívica”, tão conhecida como a frase “lugar de criança é na escola”, parece ter saído do fundo do baú. Traz o retrato vivo do novo Brasil. Repensa a prática de ensino voltada à realidade e, acima de tudo, garantindo o bem estar dos cidadãos.

Cumpre trazer a baila que a educação daquela época ganhou “peso” em termos de aprendizagem. Presença robusta no currículo do aluno. O resultado marcava por inteiro o tecido social. Tentava aflorar o sentimento pátrio: “Brasil, amai – vos ou deixai – vos”. Tê-la de volta significa valorizar a cultura. Tudo que é bom merece prosperar. Nesse momento sensível, nada melhor que o apoio da velha cartilha, passando de mão em mão, rumo ao futuro incerto.

Diante dos “prós e contras”, a conversa segue adiante. Toma o espaço que é seu por direito. Assim, a discussão apresenta três pontos: ética, democracia e liberdade. Basta olharmos a “Moral e Cívica como a pedra angular de nossa história. Une política e cidadania. Espera – se, pois, que a novidade não seja mero discurso. Lembremos de Padre Antônio Vieira que na falta de pessoas para escutá – lo na hora da missa foi ter com os peixes na praia deserta.

ARTIGO DE DOMINGO: A briga de foice e o estadista

Por Levon Nascimento

Diante do barraco familiar e da briga de foice que tomaram conta de Brasília, eu chego a sentir dó das pessoas que acreditaram estarem votando na nova política e no candidato mais honesto para governar o país. Mas a compaixão passa rapidamente, quando me lembro dessa gente gritando “nossa bandeira jamais será vermelha” e que hoje nem ruboriza a cara na iminência do “lindo pendão da esperança” se tingir de laranja. Salve!

Aliás, PSL significa Partido Somos Laranjas?

Mas pena eu tenho mesmo é daqueles que usaram a religião para espalhar mentiras pelo celular, tipo “Kit Gay e Mamadeira Sexual”, pensando que agradavam a Deus enquanto faziam campanha para o diabo. Capeta, no sentido figurado, é claro, porque eu não sou lunático como quem mistura sermão de pastor e padre com discurso de Alexandre Frota e Olavo de Carvalho.

Era tão falsa a cruzada dessa galera contra a corrupção que nessa quadra não se encontra um pato amarelo da FIESP, uma camisa da CBF ou se ouve uma panela surrada, mesmo com o sumiço do Queiroz, a grana na conta do filho presidencial nº 01 ou a descoberta das candidaturas laranjas que surrupiaram grana do fundo partidário. Sumiram do mapa! Todos de bico fechado, mesmo com o risco de morrerem sem se aposentar. Gado pronto para o abate. Lindas ovelhinhas.

Enquanto a inépcia governa pelo Twitter, ministros loucos em cada área demolem o Estado construído a duras penas e o maior estadista do país se encontra sequestrado nas masmorras medievais de Curitiba.

Lula foi preso por um juiz que não conseguiu elencar uma prova consistente sequer contra ele, mas que foi premiado pelo candidato que ajudou a eleger com o cargo de ministro da Justiça, trancafiando o favorito da eleição. Que ironia! Tudo o que não fez foi justiça.

O homem que colocou o Brasil na sexta posição econômica do mundo, dobrou o número de universitários, pôs filho de pobre na faculdade e reduziu a miséria sem retirar direitos dos pobres e nem incomodar os ricos, preso e sem direito a visitar o velório do próprio irmão. E com base em quê? Apenas em delações de bandidos confessos, os quais hoje estão livres, em suas mansões, gastando a dinheirama que furtaram da Nação. E sendo premiados com o genro na presidência da Caixa.

Lula é um preso político. A síndrome de vira-lata da elite escravocrata induziu o povo a amar um Mazzaropi e a odiar um Mandela. Triste sina.

E antes que eu me esqueça, não adianta chamarem a este que escreve de fanático ou afirmarem que tenho bandido de estimação. Dei-me ao trabalho de ler mais do que memes de WhatsApp para me informar sobre a conjuntura de minha Pátria. Sinto-me honrado de receber tão somente as vaias de quem ainda não se deu conta de que a família Bozo lhe enganou.

#LulaLivre.

O PAÍS DA NEGLIGÊNCIA

* Levon Nascimento

Professor Levon Nascimento

Não tenho maiores informações sobre o incêndio que matou dez pessoas no centro de treinamento do Flamengo. Mas não deixa de ser estranho que adolescentes pobres, a base do futebol pentacampeão mundial, estivessem num alojamento com possibilidade de curto-circuito, quando se sabe que os clubes lucram milhões a cada ano, ainda mais um que diz ter a maior torcida do Brasil.

Também não surpreende que anualmente ainda ocorram vítimas fatais das chuvas de verão. O país não aprende a zelar dos pobres. Agora, com esse (des)governo, pior ainda, porque nem sensibilidade social há em Brasília.

Igualmente, foi a negligência que destruiu, em imediato, a vida de mais de 300 pessoas em Brumadinho e arruinou centenas de famílias e o meio ambiente de Minas Gerais.

Somos o país da negligência com os pobres. Essa negligência institucional nos foi legada por herança da escandalosa escravidão negra e indígena, que durou mais de 300 anos. Aliás, a escravidão é, de longe, nosso maior problema nacional, como afirma Jessé Souza.

A vida humana do pobre não vale nada no Brasil. E tende a piorar.

A reforma da previdência de Bolsonaro quer nos fazer morrer sem aposentar.

A licença para matar sem culpa que Sérgio Moro, ministro de Bolsonaro, quer aprovar para as forças de segurança pública, institucionaliza o genocídio contra jovens, pobres, pretos e pardos.

A vida humana pobre não vale nada no país da negligência. E, ai de quem pensar diferente! As masmorras de Curitiba estão prontas para recebê-los.

MENSAGEM: Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM (Dom Beto) Bispo da Diocese de Juazeiro – Bahia Acerca dos Crimes em Mariana e Brumadinho

“Dito isso, Jesus cuspiu no chão, fez lama com a saliva e aplicou-a nos olhos do cego” (João 9,6).

Nestes dias estamos na Arquidiocese de Mariana, Minas Gerais, assessorando um Encontro de Formação Permanente para presbíteros do Regional Leste II da CNBB (Minas Gerais e Espírito Santo). Bem perto, geograficamente e no afeto, das vítimas dos crimes provocados pela Companhia Vale do Rio Doce, para a qual o lucro e os sucessos nas cotações importam incomparavelmente mais que vidas humanas e de tantos outros elementos da Criação, nossa Casa Comum. Compaixão e indignação são sentimentos que perpassam nosso coração de pessoa humana e de Pastor do Povo de Deus. Até que ponto chegamos! A ganância e a avidez pelo lucro enceguecem e desumanizam os responsáveis por esses crimes hediondos e ferem o princípio fundamental do valor incondicional da Vida (princípio ético de qualquer civilização). Vítimas de Mariana ainda esperam, entre dor e cansaço, seus direitos serem respeitados e assegurados.

Temos, ainda, acompanhado com grande apreensão os risco reais de que o veneno que escorre com a enorme quantidade de lama, substâncias e sedimentos diversos em densidade e em grau de contaminação, chegue às águas do Rio São Francisco, nosso Velho Chico. Ele é nosso irmão e o pai das populações por onde suas generosas águas fluem até desaguarem na imensidade do Atlântico (após percorrerem 2.700 km de sua extensão). Estudos realizados comprovam que tal veneno nem sempre terá a visibilidade da lama que destrói e provoca mortes imediatas, comporta grau nocivo e letal. Podemos imaginar, apreensivos, o que pode ocorrer se medidas efetivas e imediatas não forem tomadas no sentido de que esse material contaminante não chegue à bacia hidrográfica do Rio da Integração Nacional.

Convocamos a todos, pois, a exigirmos das autoridades competentes que sejam tomadas medidas cabíveis e urgentes no sentido de garantir a preservação de rios e córregos ainda não envenenados pelo fel dos criminosos movidos pelo afã do dinheiro “fácil”. Existem mais 332 barragens na bacia do Velho Chico. Tais medidas são plausíveis e os recursos para tantos não faltariam quando legal e eticamente exigidos de quem tanto se beneficiou com a vulnerabilidade de populações inteiras e de tantos a elementos da Criação.

Por outro lado, pedimos ao Senhor que a lama que corre e escorre, represas de ganância e cobiça, abra nossos olhos das brumas que ofuscam a sensibilidade moral e a responsabilidade pelo cuidado com a Vida. Que não represemos, com olhos abertos pelo toque recriador daqu Ele que com uma porção de lama abriu os olhos do cego, nossa compaixão indignada e a capacidade de repensarmos este mundo e nossa convivência.

A ditadura do capitalismo

* Por Levon Nascimento

A verdade é que estamos vivendo a ditadura do capitalismo selvagem. Apenas 26 pessoas (duas dúzias + 2) são donas de tanta riqueza quanto 4,5 bilhões de seres humanos (2/3 da humanidade).

Para que o resto dos homens e mulheres não descubra isso, revolte-se e faça a justa redistribuição desse incomensurável patrimônio, os donos do mercado arranjam distrações, inventam divisões e estimulam o ódio no Planeta Terra.

Não é mera casualidade que os trabalhadores ingleses estejam mais preocupados em se separar da União Europeia (Brexit) do que com a perda do valor de compra de seus salários; nem que o restante da Europa se esqueça de seu passado colonialista e explorador do mundo, buscando impedir que os imigrantes das partes colonizadas do planeta aportem no velho continente; ou que os norte-americanos brancos apoiem um muro na fronteira do México, mesmo que no passado tenham sido recebidos com alimentos e refúgio pelos primeiros donos da América do Norte, os índios.

Também não é à toa que os brasileiros sejam distraídos por besteiras inexistentes como Kit Gay, ideologia de gênero, mamadeira sexual, ameaça socialista, bandeira vermelha ou se “o nome dela é Jheniffer”.

De modo a garantir a posse desvairada das riquezas produzidas coletivamente, a cúpula do capitalismo não pensa duas vezes em patrocinar guerras, dividir nações, distribuir cultura inútil de massa e eleger políticos favoráveis aos seus negócios através da tecnologia de informação ( WhatsApp, Facebook, etc.), com Fake News e manipulação semiótica.

As religiões, não importa a crença, foram instrumentalizadas para oprimir, idiotizar e separar pessoas que poderiam lutar unidas. “Deus” virou produto de consumo que é comercializado pelos modernos vendilhões do templo. O fanatismo em nome da divindade é demoníaco e serve à ditadura do capitalismo.

Para as nações que resistem (Venezuela, Palestina, etc.), distúrbios, guerras civis, invasão das potências.

Aos líderes que não se dobram ao dictatus do “deus-mercado”, injúrias, calúnias, lawfare e prisão (Lula, Cristina Kirchner, Papa Francisco, etc.), além de ameaças de morte e assassinato (Jean Wyllys, Chico Mendes, Marielle, etc.).

Apela-se ao ódio fascista, revive-se Hitler e Mussolini, desperta-se no ser humano o seu lado profundo de irracionalidade e medo, tudo para manter o domínio do capital e do lucro.

E os desinformados tremem de pavor de um socialismo passado, de um comunismo inexistente ou de um globalismo que só cabe nas cabeças de loucos de hospício.

E tome-se Reforma da Previdência, que enriquece os bancos privados; Reforma Trabalhista, que desprotege os trabalhadores e aumenta as margens de lucro dos patrões; privatização dos recursos energéticos das nações em desenvolvimento, ceifando seu futuro tecnológico e educacional; precarização dos serviços de saúde, matando os pobres e enriquecendo os planos privados para ricos.

Privatiza-se o lucro e se divide os prejuízos: a lama de Mariana, a lama de Brumadinho, a mortalidade crescente de jovens pobres, pardos e pretos, o emburrecimento social programado, a imbecilização da opinião pública, a devastação ambiental, o desamparo dos idosos, a deterioração da memória coletiva, da cultura e dos museus, etc.

Tudo em nome de um ídolo: o Capital Privado.

Mas, todo ídolo de ouro tem os pés de barro.

* Professor, sociólogo e escritor.

ENERGIA SOLAR NO DIA A DIA DO PRODUTOR RURAL

Thiago Braga

Hoje energia solar deixou de ser “coisa nova” na zona rural. O homem do campo consegue, por vontade própria, “clarear as ideias”, através do uso da placa de energia suspensa no telhado de casa. Não exige grande esforço para colocá – la em ponto de captação de raios do sol. Basta inclinar o quadrado para recebimento do calor. Simples, fácil e de baixo custo. Objeto de suma importância para os moradores da roça, (como se costuma dizer no interior). Abrange terreno, cerca de tapume, celeiro, pasto, estufa, moinho, engenho, horto, etc.

O usuário se mostra bastante satisfeito (a) com o consumo deste bem. Nenhuma dificuldade para move – la, carecendo, apenas, de arrumar um lugar seguro para adaptar o equipamento, sem que os passarinhos venham pousar ali e, estragarem o prazer, sejam sozinhos e/ou vindos na revoada de aves famintas no céu. Isto durante a noite. Antes do entardecer, a fôrma permanece quente, “feito brasa”. Por outro lado, a eletricidade, “chegou para ficar”, na maioria dos lares que dispõem de utensílios domésticos: televisor, rádio (aparelho), geladeira, batedeira, freezer, etc.

O tempo do velho candieiro não volta tão cedo. E o vidro de querosene? Talvez ainda exista no fundo da prateleira de algum empório. Lembrança guardada na memória daqueles que puderam degustar a realidade da época. Por que? As pessoas, de modo geral, buscam novos meios de vida. A energia solar, por sua vez, é algo precioso nas mãos do agricultor. Trouxe, a curto prazo, o efeito benéfico da luz. “Uma andorinha sozinha não faz verão”. Merece registro.