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“ESTUDOS SOCIAIS” DEIXOU DE FAZER PARTE DO CURRÍCULO ESCOLAR

Por Thiago Braga

Quem se lembra da matéria “Estudos Sociais”? Durante longo tempo foi ensinada nas escolas, como disciplina essencial na formação do aluno. Misto de conhecimento: política, História do Brasil, aspectos econômicos e naturais, além de cultura em geral. Trazia informações numa “bandeja” servida por fatos, pessoas e bens. Acompanhou, de modo particular, os costumes e as tradições de nossa gente. Livro bastante aceito na proposta pedagógica. Não deixava nada à desejar, no sentido de faltar isto ou aquilo, indo de encontro com o processo “aprender a aprender”. Um salto decisivo na educação nacional.

Fez despertar no jovem o gosto pelo pensamento sadio, crítico e independente. Leitura multi – disciplinar. O professor “a moda antiga”, dispunha de conteúdo rico, no qual o aprendizado superava expectativas. Com o passar dos anos, “o velho” Estudos Sociais perdeu espaço para a modernidade. Esse antigo companheiro contava de tudo um pouco: da arara vermelha ao último despacho do governo. Sem polpar esforços, incentivou o uso da pesquisa como fonte de entendimento sobre temas apresentados em sala de aula. Por esse e outros motivos, tornou – se o roteiro que abriu caminho nos estudos da sociedade brasileira.

Haja vista a presença do item “Estudos Sociais”, no boletim escolar, tivemos essa passagem no ensino básico. A didática simples, transmitida em texto claro e objetivo, construía larga visão acerca da realidade. Trabalhava a ética e a democracia, colocadas lado a lado, como ponto – chave na compreensão da dinâmica temporal. Isso rendeu frutos e flores no dia a dia dos educandos, no tocante à contribuição dada ao projeto “país de futuro”. Tal assunto era levado ao pé da letra. Foi, antes de mais nada, o primeiro passo para enxergarmos a “pátria mãe gentil”.

A ESCRAVIDÃO SOCIAL

Por Antônio Santana

 Antonio da Cruz Santana

A escravidão acabou,
Mas a dor não passou.
Sou escravo sem patrão,
Ganhando um salário de fome e sem razão.

O governo fala em educação,
E o povao continua sem informação.
Fala também da velha inflação,
E o fome zero continua no papelão.

O povo vota no pobre
Para o Brasil melhorar,
Dizendo que o rico só faz roubar!
Agora a população não sabe para quem apelar.

O presidente diz que o Brasil vai crescer,
E o povo brasileiro não pára de sofrer.
A violência toma conta das cidades,
E nem mesmo a religiosidade se livra da ociosidade.

Antônio Santana,
Professor, escritor e poeta.
Condeuba – Bahia.

 

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TURMA DA MÔNICA FAZ 56 ANOS

Por Thiago Braga

A famosa estória em quadrinhos “Turma da Mônica”, criada por Mauricio de Sousa, tornou – se símbolo de humor, criatividade e diversão. Surgiu no ano de 1959, ganhando boa aceitação do público infantil. A personagem principal, uma menina de cabelo curto e largo sorriso, traz consigo pequeno coelho (bichinho de pelúcia). Além dela, Cebolinha, Magali e Cascão, “dão vida” à essa turminha cheia de energia, “juntos para o que der e vier”. A linguagem simples se resume numa narrativa leve, sem perder de vista o caráter educativo da proposta. Isso marca a existência da Turma da Mônica, tida como guia na formação da criança nas séries iniciais. Forte influência no processo ensino – aprendizagem.

Esse mesmo gibi conquistou gerações. Traz alegria para todos os pequeninos. Alvo de diversas campanhas publicitárias. Desta feita, mostra textos com fundo moral, inspirado no dia a dia das pessoas. Quem de nós, já despertou interesse em folhear as páginas da revista Turma da Mônica? Pois bem. O enredo mistura fantasia, realidade e o verdadeiro sentido das boas ações. O perfil clássico da “revistinha”, ainda guarda a ideia original: transmitir a chamada “animagens” ou animação pela imagem. Os leitores, por certo, se divertem com os “balõezinhos”, através do diálogo solto. Semeia a dúvida. Atiça a curiosidade. Envolve diferentes comportamentos a partir de cada situação, dependendo do momento / lugar. Por isso, resiste ao tempo, moldando o valor da educação, entendida como “a irmã mais velha” da democracia. Onde e como? Em cores, formas e risos.

PONTO DE CULTURA VALORIZA CONDEÚBA – BA

Por Thiago Braga

Antigo Prédio da Intendência

O antigo paço municipal, hoje ponto de cultura, se acha de portas abertas para a comunidade. O bonito sobrado domina a paisagem com seu estilo antigo, visto em janelas arredondadas, sanca no teto, piso de taco e uma águia “pronta para voar” no alto do telhado. Olhado de longe, parece papel ondulado na cor marrom – canela. Toque de capricho e bom gosto. O passado condeubense ao alcance de todos.

Passou por algumas reformas no seu interior, como pintura, troca de lâmpadas e vazamento nas paredes. O prédio cede espaço à um pequeno acervo literário. Aliás o “cantinho do pensamento” oferece ambiente limpo e arejado. Um enorme retrato exibe “vista aérea” da cidade, dando boas vindas aos visitantes. Esse “casarão” é um endereço importante para Condeúba, no que diz respeito à história do lugar. Arte e cidadania morando juntas.

SANGUE DE BOI, O PÁSSARO DA REGIÃO CATINGUEIRA

Por Thiago Braga

Pássaro conhecido como Sangue de Boi, Tiê Fogo e Arriba Vôo

O chamado “Sangue de Boi” é um pássaro de espécie rara, muito comum no vazio dos gerais. Visto de longe, parece novelo de lã na cor vermelha. Em alguns lugares, o “rei da floresta” é conhecido por “Tiê Fogo”. Arriba vôo, de vez em quando pousando na copa das árvores, mirando o céu, que é a sua segunda morada, depois da mata virgem. Trepa nos galhos da bananeira. Se alimenta de insetos, grãos, casca de goiaba, farelo de pão, folhas miúdas e resto de pólen caído das flores. Possui canto macio, demorado e agradável. Molha a cabecinha na água doce do rio.

Pássaro discreto, pouco visto no dia a dia, prefere aparecer no final do outono. Jeito tímido, olhar distante e delicadeza no bater as asas. Faz o ninho com pequena leva de cisco, pouco a pouco arrecadado pelo bico fino, no desejo de construir o “lar, doce lar”. Desfruta do silêncio no alto da serra. Solto no ar, voa sem destino. O pássaro “Sangue de Boi”, ganhou as páginas da literatura de cordel. Além dele, existe na região o “sofrer”, o “passo preto”, o “rolengo” e o sabiá, pássaros bastante procurados pelos apreciadores. Tráfico de aves é crime. Lei 5.197 de 3 de Janeiro 1967.

MONTEZUMA ATRAI TURISTAS EM BUSCA DE AR PURO, VERDE E TRANQUILIDADE

O clima fresco durante parte do ano, faz do município mineiro de Montezuma, um retrato vivo da natureza perto de nós. Cidade pequena, de pouca gente nas ruas, guardando aquele “jeitão” de interior, no qual as pessoas se cumprimentam em tom de amizade. O comércio, ainda tímido, se resume em lojas, bares a céu aberto com música ao vivo, quiosques, “disk lanches” e rede de hotéis. O sossego alivia a tensão e o stress causado pela correria do dia a dia. Um convite ao prazer, onde o turista se deixa levar pela pureza do meio ambiente.

O atrativo mesmo é o clube de campo, com área verde, piscinas, saunas, amplo estacionamento e “precinho camarada” que varia entre dia de semana e/ou feriado. Montezuma, situada na divisa entre Bahia e Minas Gerais, ficou conhecida pela água quente que brota da terra, passando a ser seu segundo nome “Água Quente”, tornando – se importante pólo turístico da região. Espaço de lazer muito limpo e conservado, tido como o cartão de visitas da cidade, hoje ponto de referência no sertão norte. Fácil acesso devido a malha rodoviária.

Há mais de 40 anos movimenta pessoas vindas de vários lugares, pois a “fama atravessou fronteiras”, devido a riqueza natural considerada rara. Árvores de sombra cercam o parque de aproximadamente 200 m2. Essa mesma água jorra pelo piso de azulejo, numa temperatura que varia conforme o tempo, entre “morna” ou “quente”. Não é permitido consumo de bebidas alcoólicas. Regra da casa. Linha de acesso: Estrada Jacaraci Mortugaba, sentido Fazenda Perfil, passando pelo chamado “entrocamento” entre os dois estados.

PRAÇA DA PIEDADE – ESSE NOME NÃO É POR ACASO

O quadro “desaparecidos”, realizado quarta – feira no Bahia Meio Dia (canal 08), tem sido de grande valia para pessoas em busca de notícias de amigos ou familiares ausentes do convívio social. Isso acontece na Praça da Piedade, centro da capital baiana.

O lugar é bastante movimentado, fácil acesso, servido por ônibus, carros de passeio e pontos de táxi. O interessado leva fotos, objetos pessoais e tudo aquilo que possa identificar o desaparecido, além de números de telefone para contato.

Muitos saem de casa, sem dizer para onde vão, deixando a família aflita. Outros tantos, perdidos na cidade, não acham o caminho do lar, entregando-se ao abandono, atribuído à falta de cuidados com aparência, higiene, desmantelo, etc. Há casos de ordem emocional e/ou psicológica. Cada história pode justificar ou não o paradeiro da pessoa, dada como desaparecida após 48 horas. O apelo fica no ar. Se você tem alguma pista, não deixe de ajudar.

O que passou, passou…!

Por Oclides da Silveira

É incrível, mas é verdadeiro ter pessoas que ainda não concordam com a natureza, discordam do mundo em que vivem, não aderem a evolução, contradizem os princípios da humanidade, amaldiçoam aquilo que não é do seu gosto e também aqueles que não coadunam com seus ditames, os quais são execrados de seus convívios.

Não importando o grau de relacionamento fraterno que houve anteriormente ou que tenha sido uma amizade de infância, ou ainda a que grau de parentesco pertence, tudo isso é irrelevante para as pessoas portadoras da virós chamada de inveja, maldade, raiva, ganância, apego pelo ter e não pelo ser.

Tudo isso é imensamente incrível, mas ainda existe pessoas que vivem deste ar venoso que eles próprios criaram e dele se inspiram e respiram alimentando e oxigenando seus cérebros.  Não se tem notícias deste tipo de comportamento humano se é benéfico às  pessoas que fazem uso dele, ou se é maléfico para quem os usam.

De certa forma, podemos ver com frequência pessoas portadoras deste distúrbio comportamental, engajados nos movimentos das Igrejas de longa data, buscando não sabemos o que, tendo em vista, que o comportamento dessas pessoas não mudou em quase nada, por tanto, não há nenhum progresso de melhoria neste sentido dessas pessoas, o que é extremamente lamentável..!

Pois, todas as doutrinas religiosas pregam aos seus fiéis que tenham seus corações puros, limpos de todas as impurezas da raiva, do ódio, da inveja, da ganância. Que perdoem suas faltas, assim como também perdoamos a quem nos tem ofendido.

Se não partirmos dessa primícia, em nada estamos mudando, então tudo que ouvimos pouco ou quase nada aprendemos, será de bom arbítrio que façamos novas reflexões, depois nos policiar com o seguinte questionamento: Estou aprendendo e mudando ou ainda não aprendi por isso não me mudei. Precisamos sim  dessa conversa fiel, intima e verdadeira entre cada um de nós e o pai celestial. O nosso bom Deus que nos ilumine e nos despertem para o perdão em relação as falhas que cometemos, amém!!!

O GARI LIMPA NOSSA CIDADE

Todo lugar precisa de limpeza, pelo menos de vez em quando, pois isso faz parte dos bons costumes. Nesse momento, surge a figura do gari, tão presente em nosso dia a dia, oferecendo seus serviços. Por esse motivo, o trabalho do gari é de extrema importância para a conservação do bem público. Zela, limpa e cuida da cidade, como se fosse sua própria casa, deixando a marca individual da responsabilidade. Usa vassoura, pá e carrinho de mão. Tira o cisco “por maior”, nas guias da calçada, não deixando para trás resto de areia, papel de bala, gravetos, folha seca, casca de frutos, bituca de cigarro e outros.

Faz o possível para não largar nenhuma sujeira depositada nas vias. É, antes de mais nada, o colaborador sempre com boa vontade para manter o asseio do lugar onde vive. O capricho identifica o trabalho do gari, no vai e vem pelas ruas, conquistando novas amizades. O turno é um só para todos. Limpeza rápida, bem feita e digna de elogios. Há o momento do lanche, onde alguns encostam na sombra da árvore, aproveitando para colocar o papo em dia. Depois da merenda, retornam à atividade de varredura, sem esquecer cada palmo do chão.

No final da feira, juntam-se para a limpeza geral, precisando também de mangueira d’água. Não dispensa uniforme, chapéu e/ou boné, além de cumprir horário na execução das atividades divididas em grupos de 4/5. Personagem querido pela presença constante nas ruas. Os colhedores de lixo e resíduos, vindos no carro da limpeza pública, também desenvolvem uma função delicada. Vale dizer que é proibido animais soltos no perímetro urbano. Essa ação é assistida pelo ente municipal. Cidade limpa, povo educado.

VIAÇÃO MORTUGABA – LEMBRANÇAS QUE O TEMPO NÃO APAGA

Por Thiago Braga

Quem se lembra do ônibus branco, com enorme faixa vermelha, correndo na estrada de terra rumo à Espinosa (MG)? Pois bem. Nos anos 90, esse velho herói partia de Mortugaba (BA), cortando a Serra Geral, sentido norte de Minas. Levava gente do comércio, algumas portando malas, caixas e sacolas de viagem. Sem contar casal de frango, engradado de frutas, botijão de gás, vara de pescar e outros. Tinha hora certa para passar no ponto. As vezes atrasava uns minutos. Dependia das condições do tempo e da estrada.

Parava também na Fazenda Tamburil, na curva da rodagem, levantando pó. Na cidade, entrava com farol baixo, atraindo a cachorrada latindo querendo alcançá – lo. Um momento deveras feliz para quem estava de viagem. Da janela acortinada, se podia ver o nascer do sol, clareando o pasto. O carro grande oferecia conforto aos passageiros: cadeiras altas, estofadas e largas. A espuma macia, mais parecia “o travesseiro de casa”. A passagem era comprada na hora, um bilhete recebido das mãos do cobrador. O motorista trazia enxada no porta – malas em caso de atoleiro no caminho. “Prevenir é melhor que remediar”. O bagageiro sempre cheio de pequenos e médios volumes, parecia que carregava “pedra”, de tanto peso, fazendo o ônibus diminuir a marcha na subida do Pindorama.

O trajeto demorava 3 horas. Os clientes, na sua maioria, buscavam o terminal rodoviário mais próximo, com destino à grande São Paulo. Por isso, teve importância como empresa autônoma de transportes, sendo utilizada com frequência pelo povo. Não permitia carona. A boa convivência supria qualquer necessidade, desde a troca de favores, ao humilde “Deus lhe pague”. Com o tempo, a viação saiu de cena, dando espaço ao Gontijo. De Mortugaba à Espinosa (ida e volta). Essa linha de ônibus marcou época pela eficiência nos serviços. Teve missão especial na região dos vales.