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Destruição da família: exposições em museu ou a retirada dos direitos?

Artigo: LEVON NASCIMENTO

Levon Nascimento Debret Família brasileira
A estratégia da direita política brasileira é cristalina como água potável e suja como resíduos de esgoto: RETIRAR DIREITOS DOS POBRES E TRABALHADORES E AUMENTAR A ACUMULAÇÃO DE aCAPITAL DOS MUITO RICOS.

A estratégia da direita política brasileira é cristalina como água potável e suja como resíduos de esgoto: RETIRAR DIREITOS DOS POBRES E TRABALHADORES E AUMENTAR A ACUMULAÇÃO DE CAPITAL DOS MUITO RICOS.

Como esse objetivo não ganha eleição se for confessado abertamente numa campanha, a direita desvia a atenção do público para assuntos irrelevantes, que normalmente atingem parcelas ínfimas da sociedade, mas de grande apelo popular num país conservador e de baixa formação educacional, como o Brasil, quando manipulados para interesses políticos: a suposta pedofilia em performance no MAM, exposições críticas e polêmicas em museus e temas ligados às pautas de gênero, enfim a “destruição da tradicional família brasileira” e dos “valores da sociedade ocidental”. Muita gente religiosa, de bom coração, acaba se deixando levar por esse desvio de foco.

Tudo isso enquanto a verdadeira família está ameaçada pelo desemprego, pela terceirização e pelo aumento da idade de aposentadoria, que farão os pais e avós trabalharem mais e ganharem menos, ficando longe dos filhos e netos; pela PEC do teto aprovada em 2016, que congela os recursos para a saúde, a educação e a seguridade social por 20 anos (hospitais, escolas e municípios já estão sentindo a diminuição dos recursos e dos repasses dos governos federal e estaduais); com uma criança pobre presa na mesma cela que um pedófilo; com índios trucidados por ruralistas; com a venda da Amazônia, de hidrelétricas, de terras e da soberania nacional a estrangeiros; com o desmonte do conteúdo nacional nas prioridades de compras do governo federal; com o corte das políticas sociais de transferência de renda e dos programas de acesso dos mais pobres e negros às universidades; com o estado policialesco irresponsável promovendo linchamentos e levando pessoas honradas ao suicídio, como ocorreu com o reitor da UFSC; etc.

Mas nada disso importa à direita e aos seus militantes. Eles só querem escandalizar a população através do discurso moralista, abusando do nome de Deus e de trejeitos religiosos, se possível, impedindo eleições livres em 2018.

E, se tudo der errado, prender o candidato com maior possibilidade de melhorar a vida dos pobres, ainda que contra ele só haja delações e nenhuma prova cabal, acusando-o de coisas irrisórias se comparadas ao poderio que deteve nas mãos, e implantar um regime de terror, torturas, censura e morte de vozes críticas, assim como o nazifascismo original realizou na Alemanha e na Itália. Temos pelo menos dois candidatos a Hitler ou Mussolini. Um mais escrachado, outro mais assessorado pelo marketing à moda Trump, das “fake news” ao discurso agressivo e mentiroso. Em ambos os casos, o odor de morte exala.

Quem tiver olhos que veja. Quem tiver ouvidos que ouça. Quem tiver nariz que o tape