Governador Beto Richa pode ser “excomungado” por demolir igreja no Paraná

betoO arcebispo de Maringá (PR), Dom Anuar Battisti, publicou um vídeo nas redes sociais “confortando” vítimas do despejo autorizado pelo governador Beto Richa (PSDB) na comunidade Alto Alecrim, município de Pinhão, região Sul do Paraná. “Igreja destruída, o lugar da oração, do encontro do povo de Deus, para encontrar ali a força para continuar lutando foram totalmente destruídos”, disse o religioso no sermão.
“Lamentamos este gesto tão sério, tão profundo, que veio tirar dignidade das famílias. Crianças chorando. Mães desesperadas”, protestou o santo padre.

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O arcebispo maringaense afirmou que toda a população que ficou chocada com as imagens, desta sexta-feira (1º), quando famílias, assentadas há mais de 25 anos, em terras para viver com dignidades foram despejadas pela Polícia Militar do Paraná.
Há na Igreja Católica um forte movimento pedindo a excomunhão do governador Beto Richa, previsto no Código Canônico. É um gesto político da instituição que, na prática, significa empurrar o grave pecador para o colo do capeta.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), pelo Twitter, se solidarizou com a Igreja e com as famílias despejadas pelo tucano: “Desequilibrado chutou a Santa. Aqui no Paraná ladrões de escolas não construídas e pagas, ladrões do fisco, apoiam e patrocinam a demolição da igreja de Alto Alecrim, Pinhão. Reacionários, insensíveis, adoradores de MAMON. Serão varridos de nossa História”, criticou.

O deputado Péricles Mello (PT) denunciou na Assembleia Legislativa que a PM foi utilizada para favorecer o lobby da madeireira Zattar. Segundo ele, foi um despejo violento com mais de 150 policiais. “Destruíram leiteria, destruíra a escola, o posto de saúde e a igreja”, repudiou.

“A comunidade de Pinhão se levantou contra a violência. O governo Requião não aceitava esse tipo de despejo”, comparou o deputado petista, ao exigir que o governo Beto Richa suspenda toda e qualquer ordem de despejo no Paraná.
A comunidade Alto Alecrim reunia 18 famílias e o assentamento tinha entre 25 e 30 anos de existência.

Abaixo leia o texto do vídeo:
“Eu quero manifestar em nome de toda a população que ficou chocada com as imagens, desta sexta-feira, quando famílias, assentadas há mais de 25 anos, em terras para viver com dignidades foram despejadas. Lamentamos este gesto tão sério, tão profundo, que veio tirar dignidade das famílias. Crianças chorando. Mães desesperadas. Igreja destruída, o lugar da oração, do encontro do povo de Deus, para encontrar ali a força para continuar lutando foram totalmente destruídos. Nós clamamos. Clamamos pelas famílias, que Deus os fortaleça e conforte a solidariedade humana e possa fazer presença em todos vocês famílias destruídas. Clamamos. Pedimos Justiça. Pedimos aos homens da Justiça, aos juízes, ao Supremo Tribunal Federal, que busquem o caminho da Justiça, porque o nosso Deus é o Deus da Justiça. E Deus fará Justiça. Deus nos abençoe e nos dê coragem para sermos solidários a todas as famílias mal-tratadas e excluídas aqui no Paraná.”

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