CONDEÚBA – 158 ANOS: Noite Cultural apresentou reisado, exposição de artesanato e musica popula

Por Oclides da Silveira

Frota de Reis da Cerquinha

Nesta sexta-feira dia 10 de maio de 2019, foi realizada a noite cultural na Praça do Forrodromo em face ao aniversário de 158 anos de Condeúba. As atrações foram o que há de melhor culturalmente no município, desfilaram três Companhias de Reis sendo: Comunidade da Cerquinha que é liderada pelo vereador Reginaldo Nascimento, Fazenda Baixão de Paulo que foi liderada pelo Mestre Juvenal Pardinho e a da Comunidade de Olho D’água e Baixa do Higino comandada pelo “Tony de Beca”. As três Companhias de Reis deram um verdadeiro espetáculo, foram muito aplaudidas pelo público presente.

Frota de Reis do Baixão de Paulo

De tal forma, que mesmo depois de encerrada a apresentação da última Companhia de Reis, o público pediu e exigiu o retorno dos reiseiros no palco para fazer a tradicional montada no bumba. Foi muito interessante essa parte, pois, eles fizeram uma roda e os gaiteiros “Rosa de Cirilo e Manoel da Véia”, puxaram uma música em ritmo de contra-dança e iniciou-se o sapateado pelo seu líder “Tony de Beca”, depois passou para “Tuta”, em seguida foi o show maior do mestre “Rosa de Cirilo”. Por último chegou a vez de montar no bumba pelo também mestre “Miguel de Bié”. O público foi ao delírio e os aplaudiram fortemente.

Frota de Reis do Olho D’água e Bacha do Higino

O riquíssimo artesanato foi outro ponto forte da noite cultural, pois, tivemos a grande colaboração dos artesãos que vieram expor seus belos e maravilhosos produtos, que foram da sede a grande pintora impressionista Rai Flores, os artesãos Elizelton (Zete) e Armênia, da Comunidade do Sapé, vieram os representantes Cirlene, Ana e Aparecido.

Representantes do artesanato do Sapé Cirlene, Aparecido e Ana

Um destaque especial para o tipo de artesanato feito pela Sra. Armênia Rocha Moreira que completou 56 anos ontem dia 10/5. Ela faz artesanato normal com qualquer outa, são sacolas bolsa, chapéu, esteira entre outros, até aí tudo bem, porém, o grande detalhe está no tipo da matéria prima que ela usa, nada mais nada menos do que sacola de plástico de supermercado.

Artesã Armênia Rocha Moreira 

Perguntamos  a artesã por que essa escolha tão diferente? Ela nos explicou dizendo o seguinte: “Eu estava certo tempo atrás, ansiosa para fazer crochê e não tinha dinheiro para comprar linha, ai peguei por acaso uma sacola de plastico que eu tinha comprado alguns produtos no supermercado, aí cortei aquela sacola em tiras bem fininha e comecei dar os pontos e acabei fazendo um tipo de um tapetinho, foi aí que eu descobri essa nova área de fazer artesanato sem precisar comprar matéria prima.

Fotos: JFC

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