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Farinha da banana produzida em Santa Luzia ganha destaque na Feira da Agricultura Familiar em Brumado

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Presente na III Feira da Agricultura Familiar de Brumado, a produtora Naiara Araújo faz parte do movimento de trabalhadores assentados, acampados e quilombolas. Elas trouxeram para o evento o que se produz na cidade de Santa Luzia, sul do estado da Bahia. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, ela disse que os produtos são feitos na própria comunidade por um grupo de 10 mulheres.

A base dos alimentos é agricológica, ou seja, sem o uso de agrotóxico. Um dos produtos que ganhou destaque na feira foi a farinha de banana verde, que é produzida na região a partir de um longo processo. Segundo Araújo, a farinha é muito usada para prevenir o diabetes, para emagrecer, para regular o intestino, abaixar o colesterol, entre outros benefícios. “Você pode usar na comida substituindo a farinha de mandioca porque é bem mais saudável. Dá pra usar como aveia”, disse.

Um sachê com 250 gramas do alimento foi vendido na feira por R$ 5. Durante o evento, as produtoras também apresentaram diversos outros produtos, como banana chips, cocada de cacau, doces de jenipapo, bolo de pote e a farinha de maracujina, que é calmante e faz muito sucesso entre os adeptos.

Vale registra queda de 34% na produção do minério de ferro

Em relatório publicado nesta segunda-feira, 22, a mineradora Vale informou que sua produção de minério de ferro caiu 33,8% no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado e 12,1% em relação ao trimestre anterior. A retração é apontada como consequência de paralisação de minas após o desastre de Brumadinho (MG), em janeiro deste ano.

A ruptura da barragem na cidade mineira deixou 248 mortos. Há 22 pessoas ainda desaparecidas. Além da queda na produção, a Vale também registrou recuo nas vendas de minério de ferro e pelotas. A queda foi de 18,2% no segundo trimestre, ante mesmo período de 2018. O volume de vendas de minério e pelotas somou 70,8 milhões de toneladas entre abril e junho.

Na comparação com o primeiro trimestre, porém, as vendas cresceram 4,5%, devido ao consumo de estoques no exterior, disse a empresa. Além do impacto do rompimento da barragem, no final de janeiro, um desastre que deixou centenas de mortos, o recuo teve a contribuição de fortes chuvas no Sistema Norte, em abril e início de maio.

Maior produtora global de minério de ferro, a Vale destacou que a produção da commodity “apresentou melhoria substancial” no fim do segundo trimestre, com a retomada das operações da mina de Brucutu (MG), que haviam sido interrompidas após Brumadinho, e o aumento de embarques no Sistema Norte.

Brumado: Vassouras e artesanatos do Campo Seco ganham destaque na feira da agricultura familiar

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Um grupo de mulheres da comunidade do Campo Seco, na zona rural de Brumado, marcou presença na III Feira da Agricultura Familiar com um estande de materiais recicláveis. Vassouras feitas com garrafas pet e artesanatos diversos feitos com pallets foram alguns dos produtos expostos durante o evento.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste, Damiana Santos, uma das integrantes do grupo, disse que o trabalho realizado na comunidade tem sido bastante recompensador. “Estamos sendo muito beneficiadas com esse projeto. É algo prazeroso que faço com amor ao lado das minhas colegas”, disse.

Já a colega Fabiana Ramos relatou que o projeto é uma oportunidade para as mulheres da comunidade mostrarem o seu talento e aumentarem a sua autoestima. Além disso, segundo ela, a proposta de reutilizar materiais recicláveis para confeccionar diversos produtos auxilia na preservação do meio ambiente.

“Estamos contribuindo com o meio ambiente”, reiterou. Também participante do projeto, a aposentada Nair afirmou que o trabalho permite que ela tenha uma ocupação e se sinta útil.

Após acumular quedas entre 2015 e 2017, vendas a prazo crescem pelo segundo ano seguido em junho

Depois de amargar três anos consecutivos de resultados no vermelho, as vendas a prazo no varejo voltaram a crescer pelo segundo ano seguido. Dados apurados pelo Indicador de Atividade do Varejo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que as consultas de CPFs para vendas parceladas cresceram 2,15% no acumulado em 12 meses até junho deste ano. O número comprova a trajetória de recuperação do comércio, porém a um ritmo menor, uma vez que em junho de 2018, as vendas haviam crescido 3,13%.

No auge da recessão, entre os anos de 2015 e 2017, as vendas a prazo no varejo registraram quedas de -2,06%, -5,16% e -4,34%, respectivamente. O Indicador de Atividade do Comércio é construído a partir das consultas de CPFs e é um termômetro da intenção de compras a prazo por parte do consumidor, abrangendo os segmentos de supermercados, lojas de roupas, calçados e acessórios, móveis e eletrodomésticos.

Outro dado também apurado pelo indicador é o nível de atividade no comércio atacadista. Nesse caso, que não leva em consideração a venda de veículos e motocicletas, o crescimento no acumulado em 12 meses até junho foi de 3,62%, dado abaixo dos 14,20% verificados no mesmo período de 2018.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, embora o volume de vendas do varejo não tenha alcançado os patamares anteriores da crise, os números começam a se distanciar dos resultados negativos observados nos piores momento da crise. “O varejo exibe melhora desde meados de 2017, depois do período mais agudo da crise. Mesmo crescendo, infelizmente, ainda não vimos a melhora da confiança se traduzir em aceleração das vendas, algo que poderá se concretizar com as medidas de estímulo previstas para sair depois da aprovação da reforma da previdência”, analisa.

Caetité: TJ-BA mantém proibição do aumento de salários do executivo e legislativo

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Por unanimidade, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu acatar a ação popular movida pelos advogados Leonardo Monteiro e Fabiano Cotrim com a finalidade de não permitir o aumento dos salários do prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários municipais de Caetité.

De acordo com o Sudoeste Bahia, atualmente, o gestor recebe mais de R$ 24 mil, fora as inúmeras vantagens financeiras próprias do cargo. Já os vereadores recebem R$ 6.400. Um dos autores da proposta, o advogado Leonardo Monteiro disse que, desde a proibição, foram economizados cerca de R$ 3 milhões aos cofres municipais, apenas em relação ao subsídio dos vereadores.

Por sua vez, o presidente da Câmara de Vereadores de Caetité, Álvaro Montenegro, disse que o setor jurídico do legislativo já recorreu da decisão. Um novo julgamento do processo ocorrerá no dia 23 de agosto.

NORTE DE MINAS GERAIS PRODUZ MEL DE AROEIRA

Por Thiago Braga

Raiar do dia na zona rural de Monte Azul – MG

Soubemos da larga produção de mel no interior de Minas Gerais. A região, arrasada pela seca, enfrenta meses e meses sem chuva. Gado magro no pasto, feixes de lenha ao invés de arbustos. Água retirada em pequenas cisternas nos quintais das propriedades rurais, além de reservatórios feitos a base de cimento mantidos pela COPASA. Isto, na superfície das rochas, “driblando” o mato crespo. Um meio seguro de “captar” o líquido precioso. O solo é bastante duro, a terra cor de chumbo. Os “gerais” parecem imenso tapete aberto, de modo horizontal, na beira da rodovia.

A quantidade de “melado”, proporciona o comércio regular da especiaria. Aliás, muito bem aceita no mercado, a exemplo de mercearias, docerias, padarias, armazéns, empórios, etc.. A prova cabal é, sem dúvida, o “preço caro” da guloseima. Por vezes, variável, de acordo tamanho do vasilhame e “peso neto”. Este é o “vilão” da cozinha mineira. Adoça a culinária interiorana. O popular “mel de aroeira”, por sua vez, torna – se o “ponto alto” da economia norte. Dentre outros produtos nativos, destacam – se polpa de frutas, iogurte, queijo (distribuído nas chamadas “queijarias”), doce de batata doce, biscoito avoador, cera de abelha e sabão caseiro.

Como é notório, o mel que estamos falando, ocupa lugar especial na mesa. Após passar por processo industrial, os “mini – potes” ganham as prateleiras dos supermercados em todo país. Cheiro e sabor sem igual. Teor nutritivo. Voltando ao assunto, o número de entregas e pedidos, não “cessa”, cujo escoamento é feito pela estrada vicinal.

Caminhões truck e carros com carroceria fazem o “carregamento” dos vidros dentro de caixas de papelão ondulado. Dali, seguem para grandes centros, formando aliança externa com outras cidades do eixo macro – econômico. A visão que temos da “paisagem pobre”, parte dela coberta de capim, se converte à esse “alimento açucarado”, essencial no cardápio.

Diocese de Caetité: Cáritas Diocesana publica edital para seleção e financiamento de Projetos Sociais

Foto: Silvano Santos

Dom José Roberto da Silva Carvalho, bispo da Diocese de Caetité, através da Cáritas Diocesana, instituiu o Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS), com o objetivo de promover a sustentação da Ação Social da Igreja Católica em seu território.

A Coleta para o Fundo Diocesano de Solidariedade acontece todos os anos como gesto concreto da Campanha da Fraternidade. A composição do fundo acontece da seguinte forma: 60% do total arrecadado, na diocese, constituem o Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS), gerido pela própria diocese através da Cáritas Diocesana, em vista dos seus projetos sociais. 40% do total arrecadado, em cada diocese, constituem o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), gerido pelo Departamento Social da CNBB, sob a Orientação do Conselho Gestor do FNS.

Ambos os recursos, tanto do Fundo Diocesano quanto do Fundo Nacional, podem ser acessados por organizações que estejam de acordo com os critérios definidos e executem ações que atendam os objetivos propostos nos editais.

Pelo terceiro ano consecutivo a Diocese de Caetité dispõe dos recursos através de edital. Para o ano de 2019 propõe apoiar projetos com iniciativas que contribuam para a incidência sobre as Políticas Públicas de acordo com o tema e objetivos da Campanha da Fraternidade. Para isso, é importante estudar o Texto Base da CF 2019 para maior entendimento dos temas neste edital clique aqui

Ministério alerta para golpe via WhatsApp sobre 13° do Bolsa Família

Um novo golpe, esta sendo aplicado por meio de mensagens no aplicativo WhatsApp, e promete a liberação instantânea do décimo terceiro salário do Bolsa Família para beneficiários do programa. A mensagem fraudulenta contém um link que redireciona o usuário para uma página onde são solicitados os dados pessoais, como nome completo, CPF e endereço. A mensagem exige ainda que a vítima compartilhe o link com todos os seus contatos para que o pagamento seja efetuado.

O Ministério da Cidadania informou que não solicita dados pessoais via WhatsApp ou o compartilhamento de links como condição para concessão de benefícios do Programa Bolsa Família. De acordo com a diretora do Departamento de Benefícios, Caroline Paranayba, para o recebimento do repasse não é necessário fornecer qualquer informação adicional das famílias.

O ministério esclarece ainda que o governo federal não faz nenhum tipo de coleta de dados por meio das redes sociais e que a atualização de informações de famílias beneficiarias de programas sociais deve ser feita exclusivamente no órgão responsável no município.

Municípios baianos devem R$ 360 milhões a previdência federal; confira a lista

Foco em Brasília durante toda a semana, a reforma da Previdência tenta equilibrar a equação da seguridade social do país: existem cada vez mais aposentados em relação ao número de contribuintes. Parte dessa estrutura deficitária, uma lista de 40 municípios baianos e quatro Câmaras de Vereadores no estado acumulam aproximadamente R$ 360 milhões em dívidas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Encabeçando a lista, a prefeitura Barra do Choça, e os seus pouco mais de 34 mil habitantes, deve mais de R$ 56 milhões à Previdência. A Câmara da cidade deve outros R$ 319 mil na dívida que cresceu R$ 6 milhões somente nos dois últimos anos (saiba mais aqui). Confira a lista de municípios devedores, de acordo com números da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

MUNICIPIO DE BARRA DO CHOCA R$ 56.326.313,39
MUNICIPIO DE IBOTIRAMA R$ 51.987.191,00
MUNICIPIO DE REMANSO R$ 39.672.763,61
MUNICIPIO DE GUARATINGA R$ 24.850.327,78
MUNICIPIO DE QUEIMADAS R$ 18.886.888,14
MUNICIPIO DE CASTRO ALVES R$ 18.522.192,27
MUNICIPIO DE CANDIDO SALES R$ 17.379.385,26
MUNICIPIO DE RUY BARBOSA R$ 16.668.592,45
MUNICIPIO DE JEREMOABO R$ 12.027.838,68
MUNICIPIO DE MIRANGABA R$ 9.907.416,41
MUNICIPIO DE NOVA SOURE R$ 8.448.954,54
MUNICIPIO DE SANTO AMARO R$ 7.757.986,33
MUNICIPIO DE NOVO HORIZONTE R$ 7.139.710,92
MUNICIPIO DE GLORIA R$ 6.435.073,02
MUNICIPIO DE ITAMBE R$ 5.765.779,73
MUNICIPIO DE NOVA ITARANA R$ 5.759.555,56
MUNICIPIO DE DÁRIO MEIRA R$ 5.372.220,15
MUNICÍPIO DE CORONEL JOÃO SÁ R$ 5.369.576,93
MUNICÍPIO DE CANAVIEIRAS R$ 3.922.921,76
MUNICÍPIO DE PIRIPÁ R$ 3.706.755,17
MUNICÍPIO DE ITABUNA R$ 3.423.243,04
MUNICÍPIO DE MANSIDÃO R$ 2.190.928,70
MUNICÍPIO DE BARRO ALTO R$ 1.197.593,31
MUNICÍPIO DE SANTA TERESINHA R$ 744.739,22
MUNICÍPIO DE ABARÉ R$ 607.619,23
MUNICIPIO DE RIACHAO DO JACUIPE R$ 581.489,82
MUNICÍPIO DE IPUPIARA R$ 479.831,29
MUNICÍPIO DE CAMACAN R$ 467.171,65
MUNICÍPIO DE CANDEIAS R$ 353.567,24
MUNICÍPIO DE LAMARÃO R$ 276.509,69
MUNICÍPIO DE CAMAMU R$ 247.335,28
MUNICÍPIO DE IRAMAIA R$ 130.829,52
MUNICÍPIO DE VERA CRUZ R$ 93.990,95
MUNICÍPIO DE RODELAS R$ 93.637,25
MUNICÍPIO DE ARACI R$ 77.811,72
MUNICÍPIO DE GONGOGI R$ 36.600,88
MUNICÍPIO DE BURITIRAMA R$ 21.180,52
MUNICÍPIO DE ITACARÉ R$ 15.258,18
MUNICÍPIO DE IBIASSUCÊ R$ 14.934,07
MUNICÍPIO DE FLORESTA AZUL R$ 3.815,77

Não estão na lista aqueles contribuintes cujos débitos estão parcelados, integralmente ou suspensos por decisão judicial. O INSS é uma autarquia do governo federal que recebe as contribuições para a manutenção do regime geral da Previdência Social.

CÂMARAS DEVEDORAS
Além das prefeituras, quatro Câmaras Municipais também são devedoras da Previdência. A lista é encabeçada pelo Legislativo de Barra do Choça (R$ 319 mil) e seguido pelas Câmaras de Gongogi (R$ 168 mil), Nova Soure (R$ 73 mil) e Coaraci (R$ 7,5 mil).

Entre as instituições da administração pública, a dívida mais notável é do Fundo Municipal de Nova Soure, com débitos de R$ 8,7 milhões. Os órgãos municipais somam outros R$ 20 milhões à conta.