Arquivos da categoria: Cultura

80 ANOS DA CARTILHA CAMINHO SUAVE

Por Thiago Braga

Faz muito tempo, cerca de 80 anos, que surgiu a ideia da Cartilha Caminho Suave. Esse mesmo material, elaborado pela professora Branca Alves de Lima, ganhou espaço nas escolas da rede pública. O jeito simples na forma de instruir, usando gravuras em formato de letras, marcou para sempre o ensino infantil. É a chamada “alfabetização pela imagem”.

Livro médio, capa fina, possuindo entre 45 e/ou 50 páginas. A garotada aprendia o B A BÁ com facilidade, graças a qualidade do texto. Ler e escrever nunca foi tão divertido. Unia capricho, bom gosto e senso crítico. Naquela época, tornou – se modelo na educação nacional. Anos mais tarde, a cartilha foi adotada pelo MOBRAL (já extinto). Não caiu no esquecimento. Hoje, existe reprodução da obra, vendida nas melhores casas do ramo.

Descobrir na paisagem densa e tensa a vida que pulsa

Por Edtattoo

Descobrir na paisagem densa e tensa a vida que pulsa, a medida que caminhava por entre os recequidos campos pude notar a beleza da paisagem que aparentemente estava morta, enxerguei a beleza e riqueza na terra que chora em busca de água, que mesmo não a tendo resiste, pois sabe que os homens não sabem o que fazem, mata a terra e destroem a si mesmo, precisamos hoje encontrar a cura de nós, ao nos encontrarmos encontraremos a Deus, Deus está em tudo, a todo momento e em todo lugar, nos detalhes estão as riquezas que precisamos para seguir acreditando no amanhã, observemos a riqueza escondida e saberemos que nós que choramos em silêncio, temos nas mãos o sobrenatural de Deus.

PASTORAL DA CRIANÇA – O MELHOR TEMPO É AGORA

Por Thiago Braga

A ideia Pastoral da Criança surgiu em 1983, “ano luz” na linha do tempo. Faz seu dever de casa, levando alegria à tantas e tantas pessoas, sempre perto umas das outras, através do abraço amigo. São 34 anos dedicados à infância.

Esse mesmo projeto agrega valores como família, bons costumes, aconchego no lar, moral, dignidade, virtude, companheirismo, respeito ao próximo, harmonia e outros. Traz no cardápio de atividades, excelentes orientações do tipo regras alimentares, saúde, direito de escolha, criatividade e adversidade cultural.

Da cantiga “a linda rosa juvenil”, ao preparo do soro caseiro, seguido dos cuidados com o bebê para as mamães de primeira viagem.

A Pastoral da Criança não poupa esforços para construir nova realidade. Possui liga de carinho com o Brasil que viu essa proposta nascer, crescer e se transformar em algo grande digno de aplausos. Boa ação casada com justiça social. Teve no passado, Zilda Arns, benfeitora das crianças.

O voluntariado veste com orgulho a camisa do programa, tirando da simplicidade, o gosto pela vida. Neste caso generosidade se assemelha com providência. Por isso, coloca a educação em primeiro lugar, vista como eixo principal na formação do ser pensante. O largo sorriso de uma criança, beneficiada pelo trabalho, atesta o valor da pastoral. Divide saberes, troca experiências, partilha sonhos. O sol nasce para todos.

Líder de terreiro de candomblé de 66 anos é retirada do templo pela família após local ser apedrejado: ‘Nunca revidei’

Foto: reprodução

O Terreiro Ilê Abasy de Oiá Gnan, situado em Juazeiro, na região do Vale do São Francisco, na Bahia, foi apedrejado no domingo (26). De acordo com a conselheira Municipal de Promoção da Igualdade (Compir), Ceres Santos, os ataques começaram pela manhã e seguiram até a noite.

Por causa disso, a ialorixá Adelaide Santos, de 66 anos, líder do templo, que funciona há 42 anos no bairro Quidé, precisou ser retirada da casa por familiares, que temiam que os ataques pudessem causar uma crise de hipertensão na idosa.

“Meu genro foi trocar uma lâmpada do lado de fora da casa e percebeu que estavam jogando pedras. Eles continuaram jogando até a madrugada, nas paredes e no telhado. Eu nunca revidei uma pedra. Sempre aguentando tudo aqui dentro, porque eu tenho muita fé em Deus e em minha mãe”, disse a ialorixá, que fechou o terreiro à noite. Segundo ela, as atividades devem ser retormadas na terça-feira (28).

A casa, segundo a representante do Compir, é alvo de apedrejamentos desde 2015, mas as ocorrências se intensificaram a partir de maio deste ano. O caso de domingo foi denunciado às Policias Civil e Militar, ao Ministério Público, às secretarias estaduais de Promoção da lgualdade (Sepromi), da Segurança Pública e ao Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH).

Na terça-feira (28), o Compir vai promover uma reunião extraordinária com representantes de terreiros de candomblé de Juazeiro para discutir formas de combate à intolerância religiosa. “Na reunião, vamos discutir a possibilidade de denunciar esses casos em entidades internacionais”, disse Ceres.

Intolerância

Em 2015, o terreiro Ilê Abasy de Oiá Gnan foi arrombado e apedrejado diversas vezes. Em um dos ataques, o telhado da casa ficou destruído. O interior do terreiro também foi vandalizado: nas paredes, foram pintadas cruzes e riscos.

Na ocasião, vândalos também destruíram quadros e fotografias que pertenciam a ialorixá. No ano passado, a casa foi reformada graças à doações de frequentadores e filhos do terreiro.

AO RESPLANDECER

Por Antônio Santana

Ao resplandecer do amanhecer
Sinto muita falta de você
Choro lágrimas de saudades
Clamando pela sua liberdade.

Fico sempre a lhe esperar
Como o rio que cruza o mar
Como o dia que se despede da noite
Como o sol que namora a lua
Ou como o céu que abriga as estrelas.

Convidando-a para apreciar a chegada
De um novo dia a se aproximar de você
Esperando o nosso Beijo acontecer
Para um dia me casar com você.

Ao resplandecer do amanhecer
Alegrias e sorrisos esperam por você
Quem sabe o amor poderá acontecer
No dia de reencontrar com você.

Quem sabe as nossas bocas se cruzam
Os nossos lábios se tocam
Os nossos corpos se abraçam
E o nosso amor relaxa.

Antônio Santana,
Poeta.
Condeuba, BA.

O que passou, passou…!

Por Oclides da Silveira

É incrível, mas é verdadeiro ter pessoas que ainda não concordam com a natureza, discordam do mundo em que vivem, não aderem a evolução, contradizem os princípios da humanidade, amaldiçoam aquilo que não é do seu gosto e também aqueles que não coadunam com seus ditames, os quais são execrados de seus convívios.

Não importando o grau de relacionamento fraterno que houve anteriormente ou que tenha sido uma amizade de infância, ou ainda a que grau de parentesco pertence, tudo isso é irrelevante para as pessoas portadoras da virós chamada de inveja, maldade, raiva, ganância, apego pelo ter e não pelo ser.

Tudo isso é imensamente incrível, mas ainda existe pessoas que vivem deste ar venoso que eles próprios criaram e dele se inspiram e respiram alimentando e oxigenando seus cérebros.  Não se tem notícias deste tipo de comportamento humano se é benéfico às  pessoas que fazem uso dele, ou se é maléfico para quem os usam.

De certa forma, podemos ver com frequência pessoas portadoras deste distúrbio comportamental, engajados nos movimentos das Igrejas de longa data, buscando não sabemos o que, tendo em vista, que o comportamento dessas pessoas não mudou em quase nada, por tanto, não há nenhum progresso de melhoria neste sentido dessas pessoas, o que é extremamente lamentável..!

Pois, todas as doutrinas religiosas pregam aos seus fiéis que tenham seus corações puros, limpos de todas as impurezas da raiva, do ódio, da inveja, da ganância. Que perdoem suas faltas, assim como também perdoamos a quem nos tem ofendido.

Se não partirmos dessa primícia, em nada estamos mudando, então tudo que ouvimos pouco ou quase nada aprendemos, será de bom arbítrio que façamos novas reflexões, depois nos policiar com o seguinte questionamento: Estou aprendendo e mudando ou ainda não aprendi por isso não me mudei. Precisamos sim  dessa conversa fiel, intima e verdadeira entre cada um de nós e o pai celestial. O nosso bom Deus que nos ilumine e nos despertem para o perdão em relação as falhas que cometemos, amém!!!

O GARI LIMPA NOSSA CIDADE

Todo lugar precisa de limpeza, pelo menos de vez em quando, pois isso faz parte dos bons costumes. Nesse momento, surge a figura do gari, tão presente em nosso dia a dia, oferecendo seus serviços. Por esse motivo, o trabalho do gari é de extrema importância para a conservação do bem público. Zela, limpa e cuida da cidade, como se fosse sua própria casa, deixando a marca individual da responsabilidade. Usa vassoura, pá e carrinho de mão. Tira o cisco “por maior”, nas guias da calçada, não deixando para trás resto de areia, papel de bala, gravetos, folha seca, casca de frutos, bituca de cigarro e outros.

Faz o possível para não largar nenhuma sujeira depositada nas vias. É, antes de mais nada, o colaborador sempre com boa vontade para manter o asseio do lugar onde vive. O capricho identifica o trabalho do gari, no vai e vem pelas ruas, conquistando novas amizades. O turno é um só para todos. Limpeza rápida, bem feita e digna de elogios. Há o momento do lanche, onde alguns encostam na sombra da árvore, aproveitando para colocar o papo em dia. Depois da merenda, retornam à atividade de varredura, sem esquecer cada palmo do chão.

No final da feira, juntam-se para a limpeza geral, precisando também de mangueira d’água. Não dispensa uniforme, chapéu e/ou boné, além de cumprir horário na execução das atividades divididas em grupos de 4/5. Personagem querido pela presença constante nas ruas. Os colhedores de lixo e resíduos, vindos no carro da limpeza pública, também desenvolvem uma função delicada. Vale dizer que é proibido animais soltos no perímetro urbano. Essa ação é assistida pelo ente municipal. Cidade limpa, povo educado.

Premio de Literatura, “Ordem Federativa de Honrarias ao Mérito”

Acabo de receber o título de ” Embaixadora da Poesia” pela ORDEM FEDERATIVA DE HONRARIAS AO MÉRITO de Belo Horizonte através do Movimento Café com Poemas. Não tenho palavras para agradecer! Com toda certeza irei honrar esse título com muito trabalho e dedicação em prol de toda proposta do Movimento Café com Poemas de Condeúba. Gostaria de agradecer imensamente pela oportunidade aos membros da Ordem Federativa, Criadores e Mobilizadores do Movimento Café com Poemas em especial ao Coordenador e fundador do movimento Leandro Flores que sempre acreditou em mim e sempre me incentivou. Gratidão !!!!!

POLÍTICA: Vitória do movimento negro, Câmara aprova inclusão de Dandara dos Palmares no livro Heróis da Pátria

Fotos: Luís Macedo e GRESV Independentes

Câmara aprova projeto de Valmir que insere Dandara dos Palmares no Livro de Heróis da Pátria

Da Ascom do deputado Valmir Assunção

O projeto de lei (6590/2016), que inscreve o nome de Dandara dos Palmares no Livro de Heróis da Pátria, de autoria do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), foi aprovado por unanimidade na última terça-feira (7) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC).

A aprovação finaliza a tramitação da peça na Câmara Federal e segue para o Senado.

Para o parlamentar petista, “o projeto reconhece uma heroína do povo negro e do povo brasileiro”. Assunção diz que a aprovação “foi uma vitória do movimento negro no país” e que Dandara, “sem dúvida alguma, é uma guerreira do Brasil”.

Ela era casada com Zumbi dos Palmares, e lutou bravamente pela liberdade de negras e negros.

“Ainda no século XVII, Dandara já se opunha à escravidão, cuja consolidação só veio a ocorrer mais de duzentos anos depois. É a prova mais evidente de que Dandara é uma mulher que viveu à frente de seu tempo. Dominava técnicas de capoeira e defendeu Palmares de diversos ataques, levados a efeito sobretudo pelos holandeses, a partir de 1630. Participava intensamente das atividades do quilombo, inclusive das estratégias de resistência. Tenho de fazer um agradecimento público à deputada Benedita da Silva, que relatou o projeto na Comissão de Cultura. Estendo meus agradecimentos ao deputado Ivan Valente, relator na CCJC deste projeto tão importante para o movimento negro do Brasil”, aponta Valmir.

Poucos são os registros históricos a respeito da vida de Dandara.

Não se tem notícia se ela nasceu no Brasil ou se foi trazida da África. Os historiadores asseguram que Dandara teve um papel fundamental na liderança de Zumbi, fazendo com que ele rompesse com Ganga-Zumba, o primeiro grande chefe do quilombo de Palmares.

Ganga-Zumba havia celebrado um tratado de paz com o governo de Pernambuco, se comprometendo a entregar escravos que buscassem abrigo no quilombo. Em troca, seriam libertados os palmarinos presos em combate, além do reconhecimento de liberdade de todos os nascidos em Palmares.

Segundo Valmir, Zumbi e Dandara entendiam que esse pacto trazia prejuízo à luta pela liberdade das escravas e escravos.

“A história de luta e resistência de Dandara dos Palmares serve de estímulo para que lutemos por uma sociedade mais justa, com igualdade de oportunidades para todos, como também pelo fim das intolerâncias de toda a espécie, que tem curiosamente recrudescido no Brasil, nos últimos anos. Essa luta deve permanecer gravada na memória do povo brasileiro. Ainda que tenha vivido há mais de quatro séculos atrás é um exemplo de liderança e firmeza de ânimo, tão importantes em embates ainda travados na sociedade para a defesa de direito das minorias, diuturnamente violados”, completa o parlamentar.

VIAÇÃO MORTUGABA – LEMBRANÇAS QUE O TEMPO NÃO APAGA

Por Thiago Braga

Quem se lembra do ônibus branco, com enorme faixa vermelha, correndo na estrada de terra rumo à Espinosa (MG)? Pois bem. Nos anos 90, esse velho herói partia de Mortugaba (BA), cortando a Serra Geral, sentido norte de Minas. Levava gente do comércio, algumas portando malas, caixas e sacolas de viagem. Sem contar casal de frango, engradado de frutas, botijão de gás, vara de pescar e outros. Tinha hora certa para passar no ponto. As vezes atrasava uns minutos. Dependia das condições do tempo e da estrada.

Parava também na Fazenda Tamburil, na curva da rodagem, levantando pó. Na cidade, entrava com farol baixo, atraindo a cachorrada latindo querendo alcançá – lo. Um momento deveras feliz para quem estava de viagem. Da janela acortinada, se podia ver o nascer do sol, clareando o pasto. O carro grande oferecia conforto aos passageiros: cadeiras altas, estofadas e largas. A espuma macia, mais parecia “o travesseiro de casa”. A passagem era comprada na hora, um bilhete recebido das mãos do cobrador. O motorista trazia enxada no porta – malas em caso de atoleiro no caminho. “Prevenir é melhor que remediar”. O bagageiro sempre cheio de pequenos e médios volumes, parecia que carregava “pedra”, de tanto peso, fazendo o ônibus diminuir a marcha na subida do Pindorama.

O trajeto demorava 3 horas. Os clientes, na sua maioria, buscavam o terminal rodoviário mais próximo, com destino à grande São Paulo. Por isso, teve importância como empresa autônoma de transportes, sendo utilizada com frequência pelo povo. Não permitia carona. A boa convivência supria qualquer necessidade, desde a troca de favores, ao humilde “Deus lhe pague”. Com o tempo, a viação saiu de cena, dando espaço ao Gontijo. De Mortugaba à Espinosa (ida e volta). Essa linha de ônibus marcou época pela eficiência nos serviços. Teve missão especial na região dos vales.