Arquivos da categoria: Cultura

Condeúba/Olho D’água: Mantendo a tradição da “Carruagem de Bois”, foi realizado hoje o VI evento

Por Oclides da Silveira

Foto da carreata de 2016 – Saída do Bar e Mercearia Celestino de “Zé de Dário”

Hoje dia 20 de maio de 2018, foi realizado o VI evento da “Carruagem de Bois”, mantendo assim, uma longa tradição do local e da zona rural em geral. Ao início do evento, o líder Agenor chamou todos os participantes que fizeram um grande circulo e de mãos dadas proferiram a oração do Pai Nosso. O ponto de partida foi do Bar e Mercearia Celestino do amigo Zé de Dário no Olho D’água, de onde saiu nesta manhã por volta das 9:00 horas, seguindo até o Bar do amigo Almir no Riacho Seco. Continue lendo Condeúba/Olho D’água: Mantendo a tradição da “Carruagem de Bois”, foi realizado hoje o VI evento

Condeúba completou dia 14 de maio 157 anos de Emancipação Política, veja sua história

Por Oclides da Silveira

Parabéns Condeúba pelo seu aniversárioCondeúba completou dia 14 de maio de 2018, 157 anos de emancipação política

Nesta segunda-feira dia 14 de maio de 2018, Condeúba completou 157 anos de emancipação política. Neste dia houve apenas um evento pela manhã, começando às 8:00 horas na frente do Prédio da antiga Intendência, onde ocorreu o Ato Cívico com a participação de todas as escolas municipais, inclusive as do campo. Desta vez foi diferente do ano passado, quem participou do Ato foram os alunos coordenados pelos professores e diretores das escolas.

O Chefe do Cerimonial Paulo Henrique convidou a todos para se posicionar e cantar o Hino Nacional que foi entoado pela aluna Isabela Lima do 2º ano da Escola Eleutério Tavares, momento em que o Prefeito de Condeúba Silvan Baleeiro hasteou a Bandeira Nacional, o Secretário Municipal de Educação Weder Spinola hasteou a Bandeira do Município e o Presidente do Legislativo Municipal vereador Silvano dos Santos Pereira hasteou a Bandeira do Estado. Por último, e cumprindo-se com a Lei Municipal, foi executado o Hino de Condeúba através dos alunos da Escola Alcides Cordeiro.

Parabenizamos mais uma vez Condeúba pelos seus 157 anos de emancipação política. Assim como toda a administração envolvida nestas festividades, em especial a estrutura da Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Lazer em nome dos seus organizadores diretor Ygor Roberto, e o coordenador de esportes Alexandre Vieira que tiveram um desempenho formidável, a frente da Secretaria neste período.

Em homenagem aos 157 anos de emancipação política de Condeúba, resolvemos fazer um prévio levantamento dos seus pontos turísticos bem como parte dos históricos, os quais estamos nesta matéria estratificando com detalhes, para que sirva de ajuda àqueles que necessitem de buscar dados do município para fins de trabalhos, estudos, pesquisas e outros. Os postais aqui citados, suas fotos bem como suas descrições, foram feitas rigorosamente por pessoas  de ótimo conhecimento na sua respectiva área. Por isso, recomendamos a leitura por inteiro desta matéria, pois, ela está riquíssima em conteúdo, boa leitura. Continue lendo Condeúba completou dia 14 de maio 157 anos de Emancipação Política, veja sua história

Brasil: Dia 13 de maio de 1888/2018, completou 130 anos da abolição da escravatura, só no papel

Dia 13 de maio de 1888 – Fim da escravidão

                                                    Poeta Antônio da Cruz Santana
Há 130 anos, o Brasil infelizmente, ainda continua sendo um país de minoria de brancos racistas. O negro continua sofrendo com a discriminação, com o preconceito e com a falta de respeito e dignidade. Mas, até quando vamos ver o negro humilhado e politicamente escravizado em nosso país?
Quando é que seremos livres das correntes do ódio, da fome, da miséria e da falta de oportunidade de trabalho? Ou seja, quando é que de fato a escravidão vai acabar no Brasil? São perguntas que parece não ter respostas para a sua população constituída por negros, pardos e mestiços. As autoridades brasileiras, precisam urgentemente reverter esta situação tão desigual que acontece atualmente na sociedade.
Hoje, não temos muita coisa para se comemorar ainda que por coincidência a data por ora tenha ocorrido no dia das mães. Uma ótima oportunidade para homenagear as nossas queridas mães negras espalhadas pelo Brasil e no Mundo. Lembrar das nossas guerreiras, é recapitular das mães negras que ainda se mantém nas senzalas da ignorância e da estupidez daqueles que pensam ser superiores por causa da cor da sua pele.
A escravidão ainda não acabou!
Antônio Santana,
Professor e poeta. Condeúba, BA.

Primeira Roda de Poesia do Movimento (ao Cultivismo) Café com Poemas

Por Leandro FloresFoi a Primeira Roda de Poesia do Movimento (ao Cultivismo) Café com Poemas

O local não poderia ser em outro Lugar. VERMELHO – Restaurante e Café, um local agradável cheio de encantos, com uma vista esplêndida da BAÍA DE TODOS OS SANTOS, localizado no Edifício Castro Alves. Aliás, o “poeta dos escravos” serviu de inspiração para todo esse contexto poético…

Voltamos ao início da roda que também é (ou pode ser) o fim ou vice-versa para explicar sobre a proposta. É um projeto do Movimento (ao Cultivismo) Café com Poemas, em parceria com o Vermelho – Restaurante e Café, de Ana Moreira e pretendem disponibilizar um espaço onde livros, poesias e poetas sejam o centro dessa mistura, desse movimento.

O OBJETIVO É VALORIZAR O POETA VIVO (mesmo os que já não estejam entre nós porque a roda gira, mas os poetas permanecem, ainda que em um movimento de Café e poesia, numa tarde de sábado, na rua Carlos Gomes – outro ícone da cultura nacional – que também inspira.

Nesse primeiro encontro foram homenageados (com certificados e premiações, concedidos pela Ordem Federativa de Honrarias ao Mérito), alguns poetas e articuladores culturais de Salvador, Condeúba e Cordeiros. Dentre eles estão, Ana Moreira, Moça, Adelina, Clarrissa e Maria Luísa Macieira, Edgar Velame, Cristiano Souza, Mariana, Helen, Angela, Manoel e Edson Silveira, além de mim, Leandro Flores e outros que chegaram depois.

Foi uma tarde gostosa, com bate-papos, recitais, vinho e comidas baianas…
Bem próximo dali, em uma de suas praças, Castro Alves bem dizia a poesia. Lembrei-me de um verso: “Bendito o que semeia. Livros à mão cheia. E manda o povo pensar”.
A promessa é que os encontros sejam frequentes, a cada dois meses. Esse deixou saudades, no próximo, haverá muito mais emoção. Continue lendo Primeira Roda de Poesia do Movimento (ao Cultivismo) Café com Poemas

Condeúba completa 157 anos dia 14 de maio, apresentando uma “misselania” cultural

Por Oclides da SilveiraUm verdadeiro Show de “RAP” apresentado pelos cantores  da cidade de Cordeiros Ryan e Alan

A Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Lazer de Condeúba, apresentou ontem dia 11 de maio de 2018, uma riquíssima noite cultural em face da programação do aniversário de 157 anos do município. A “misselânia”  cultural aconteceu no anfiteatro Dom Homero Leite Meira, situado na Praça Santo Antônio – Centro. Local este que se transformou no berço da cultura condeubense.

Foram apresentados danças e músicas com adultos e com crianças, cantores de “RAP”, Alta frequencia de Cordeiros com Ryan e Alan, apresentações de Capoeira com o instrutor Daw, Mai Tai do professor Gil, exposições de fotografias da enchente de 1968 (50 anos), fotos do antes e do depois de Condeúba, livros de todos os escritores condeubenses além daqueles livros que neles falam de Condeúba. Fechando com belíssimo documentário sobre Condeúba denominado de “Sai da frente gente, lá vem o Gavião com sua enchente”. O qual foi feito e editado com muita competência pelo Conselheiro Cultural Carlos Ribeiro o popular “Carlos DJ”.

Parabenizamos a Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Lazer de Condeúba em nome do seu diretor cultural Ygor Roberto, a quem cumprimentamos também, todos os demais funcionários envolvidos neste processo cultural de nossa cidade, da mesma forma parabenizamos todos os artistas profissionais e amadores que deram um verdadeiro espetáculo com qualidade cultural ontem no anfiteatro dom Homero Leite Meira. Continue lendo Condeúba completa 157 anos dia 14 de maio, apresentando uma “misselania” cultural

Condeúba no XIV Encontro da ABHO

Por Oclides da SilveiraNo dia 03 de maio, a professora Joandina Maria de Carvalho apresentou o trabalho Condeúba, uma importante cidade sertaneja na década de 1920 dentro do Simpósio Temático As cidades no Brasil Republicano: desafios do tempo presente. O simpósio fez parte da programação do XIV encontro nacional de história oral que aconteceu de 02 a 04 de maio de 2018 na UNICAMP- Campinas – SP.
Aqui um resumo do trabalho apresentado.

A vila de Santo Antônio da Barra, após a proclamação da República passou a se chamar Condeúba. Situada na região sudoeste da Bahia, a cidade figurou entre as principais do estado no período denominado como Primeira República. Essas constatações só foram possíveis devido a pesquisas desenvolvidas por pesquisadores que se debruçaram sobre fontes orais, escritas e iconográficas. Os depoimentos de idosos da comunidade revelaram a existência de uma outra cidade e de novos aspectos da sociedade local e regional.

A partir de 1930, Condeúba entrou em um processo de declínio e não houve por parte do poder público e da sociedade condeubense o devido cuidado com a memória e história da cidade. Apenas nos últimos dois anos, o poder público local e a sociedade estão se voltando para o cuidado com o Paço Municipal, um bonito prédio do século XIX, onde existem registros deixados pela Coluna Prestes em abril de 1926. Quando passaram por Condeúba, membros da Coluna se encantaram com a cidade e de uma maneira especial com o Paço.

POLÍTICOS SAFADOS :: Por José Lima Santana

Por José Lima Santana

Conversa de pé de balcão. Um trago agora, outro mais tarde. A manhã ia-se findando, para ceder lugar à tarde. O relógio de cuco estava para anunciar meio-dia. Faltava um tiquinho. Um minuto? Na vagareza do ponteiro maior, talvez. Mas, na rapidez do ponteiro menorzinho, o dos segundos, um nada. Pronto. O cuco, preguiçosamente, saiu do seu ninho e abriu o bico doze vezes. Meio-dia. Tão certa era a hora marcada, que o jegue Miúdo relinchou, confirmando o meio-dia. Jegue pra lá de bom ao escancarar os beiços no bater da hora certeira. Um jegue-relógio daquele haveria de valer um dinheirão. Todavia, entretanto, e, contudo, “seu” Zezé barbeiro não o venderia por nada do mundo. Um jegue daquele era uma joia rara. Um diamante bruto. Precioso. Além de tudo, um enxertador de primeiríima.

Na bodega de Ednaldo, a conversa de pé de balcão continuava miudinha. Flávio de Tonho Zanôio e João Perneta de Chico Mão de Vaca tagarelavam sobre política. Cada qual tinha uma preferência. Flávio era partidário do prefeito. João era da banda de Cordulino Figueiredo, vulgo Bem Te Vi com Sono. As eleições eram as primeiras para governador do estado, desde que os militares deram o golpe de 1964. Ambos, porém, estavam desapontados. Não viam um sujeito de sangue no olho e cabelo nos buracos das ventas que merecesse o voto deles. Naquilo, eles estavam emparelhados.

Flávio de Tonho Zanôio pediu outra talagada de conhaque de alcatrão. Virou o copo. Cuspiu. O copo de cerveja de João Perneta de Chico Mão de Vaca ainda estava a meio, esquentando. Coisa mais horrorosa era cerveja quente. Quente só café, sopa e mulher, como dizia Zé Brinquinho de Sá Maria Rosa, fina doceira de mil e tantas guloseimas vendidas na feira semanal da cidade. Não havia segunda-feira que as guloseimas açucaradas não voassem até o meio da manhã. Continue lendo POLÍTICOS SAFADOS :: Por José Lima Santana