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Condeúba: As guerreiras negras da divisa da Bahia com Minas

HOMENAGEM A SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

* Por Levon Nascimento

Casinha  de pau a pique de Feliciana e José Martins,
Mandassaia do Alegre ainda estava de pé em foto 2007

Feliciana era uma mulher negra que viveu no Areial, região próxima do Morro da Feirinha, na zona rural de Condeúba, Bahia, divisa com o norte de Minas Gerais.

Ela fazia peneiras de taquaras retiradas de coqueiros e outras palmeiras, junto com as filhas Joaquina, Rita, Euflosina e Francisca. Era a única riqueza de seu trabalho que conseguiam comercializar. Artesãs de mão cheia! As taquaras eram amarradas com cordão de algodão lubrificado com cera de abelha. Começo, meio e fim do processo produtivo todo dominado por elas.

                         peneira de pindoba taquara Fabricação de peneiras de taquaras

A terra onde Feliciana morava ficava sob um pedregulho aos pés do morro. Era assim desde seus pais e avós. Herança dos tempos do cativeiro. Quem sabe, um resquício de quilombo? Talvez, um dos poucos pedaços de chão que sobrou para ela e outros negros da região. Os terrenos bons eram propriedades de brancos.

Mesmo com o rio banhando os fundos da casa, a infertilidade do solo exaustivamente usado por anos não deixava que nenhuma cultura rendesse. No máximo uns pés de mandioca, umas covas de milho e mangueiras que matavam a fome da meninada. E os pés de algodão, para fazer os cordões das peneiras.

Feliciana foi casada com José Martins do Nascimento. Conta-se como lenda que ele foi mais de quarenta vezes a pé a São Paulo para trabalhar. Ganhava muito pouco. Quando chegava, era o suficiente para pagar as dívidas de sobrevivência da família. Já nas últimas expedições à capital paulista, levava consigo alguns dos filhos homens. Retirantes… Viúvas de marido vivo. Continue lendo Condeúba: As guerreiras negras da divisa da Bahia com Minas

CONDEÚBA DE NOSSOS DIAS

Por Thiago Braga

Lá, depois da cortina de poeira, quando o vento decide varrer a estrada, Condeúba se mantém bonita para seus moradores, ora encantando os visitantes com a pureza do meio ambiente (fauna e flora). Guarda o traço fino da própria origem: arte, cultura e tradições regionais. Sua história vai de encontro com a povoação dos vales. Sofre com a falta d’ água em períodos de seca. Supera as dificuldades através da irrigação do solo. Por fim, o corte de lenha, tarefa braçal que produz carvão vegetal. Provocar queimada é crime segundo o Código Florestal.

Desde cedo, viu no agronegócio, fonte de riqueza distribuída em plantio, colheita e armazenamento de produtos. Perdeu a timidez, para “negociar longe”, ganhando crédito no mercado livre. Segue a BR 116, na conquista de grandes horizontes. De jeito atrevido, “espixou” sob a mata rasteira dos gerais. Ruas, becos e avenidas dividem o mesmo espaço com enorme conjunto de casas. Por assim dizer, extrapola limites de crescimento, mostrando presença nessa região agrária. “Criou asas”, no sentido de movimentar pessoas e bens. Exemplo vivo do desenvolvimento social.

Carros de bois, uns poucos que ainda restam, “fazem trânsito” na zona rural. Puxado por boi zebú, todo preto, pesando entre 40 e/ou 48 arrobas. Força motriz usada durante anos para transporte de mercadorias. Há criação de galinha, codorna, marreco, cabrito, sariema, cocá, etc. A feirinha chama – nos atenção pela variedade de frutas, verduras, legumes, cereais e pescados. Acha de tudo: do alface crespo ao polvilho doce ensacado em pacotes de meio quilo. O comércio é bastante sortido nos demais ramos de atividades. “Anda a todo vapor”. Ponto de convergência entre o homem do campo e o resto do mundo.

A cidade multicor se entrega à calmaria dos dias longos de verão. E o céu de baunilha?! De fundo, as montanhas azuladas parecem querer abraçar Condeúba, toda sorridente, para a chegada do Natal. Presépios cheios de luz e emoção. Algo singular. O que temos hoje? Um lugar agradável com todos os motivos possíveis e necessários para sentirmos o valor da terra em abundância. A lavoura, seguida da pecuária, sempre foi farta no município. Safra: milho, arroz, amendoim, feijão de corda, ciriguela, açafrão, cana roxa, dentre outros. * Condeúba: união, trabalho e certeza de novo tempo. *

Thiago Braga é de Jacaraci e escreve para a Folha de Condeúba

“ESTUDOS SOCIAIS” DEIXOU DE FAZER PARTE DO CURRÍCULO ESCOLAR

Por Thiago Braga

Quem se lembra da matéria “Estudos Sociais”? Durante longo tempo foi ensinada nas escolas, como disciplina essencial na formação do aluno. Misto de conhecimento: política, História do Brasil, aspectos econômicos e naturais, além de cultura em geral. Trazia informações numa “bandeja” servida por fatos, pessoas e bens. Acompanhou, de modo particular, os costumes e as tradições de nossa gente. Livro bastante aceito na proposta pedagógica. Não deixava nada à desejar, no sentido de faltar isto ou aquilo, indo de encontro com o processo “aprender a aprender”. Um salto decisivo na educação nacional.

Fez despertar no jovem o gosto pelo pensamento sadio, crítico e independente. Leitura multi – disciplinar. O professor “a moda antiga”, dispunha de conteúdo rico, no qual o aprendizado superava expectativas. Com o passar dos anos, “o velho” Estudos Sociais perdeu espaço para a modernidade. Esse antigo companheiro contava de tudo um pouco: da arara vermelha ao último despacho do governo. Sem polpar esforços, incentivou o uso da pesquisa como fonte de entendimento sobre temas apresentados em sala de aula. Por esse e outros motivos, tornou – se o roteiro que abriu caminho nos estudos da sociedade brasileira.

Haja vista a presença do item “Estudos Sociais”, no boletim escolar, tivemos essa passagem no ensino básico. A didática simples, transmitida em texto claro e objetivo, construía larga visão acerca da realidade. Trabalhava a ética e a democracia, colocadas lado a lado, como ponto – chave na compreensão da dinâmica temporal. Isso rendeu frutos e flores no dia a dia dos educandos, no tocante à contribuição dada ao projeto “país de futuro”. Tal assunto era levado ao pé da letra. Foi, antes de mais nada, o primeiro passo para enxergarmos a “pátria mãe gentil”.

HOLOGRAMA

Por (edtattoo)

O amor de Deus é bom, somos uma família, somos um holograma onde fazemos parte de um todo, e toda parte faz parte de tudo pois ..tudo constitui se de parte, os ventos frios do inverno não podem impedir as dores do ontem, no silêncio se houve a palavra que não veio se ver resquícios de todo caminho andado, retornando vermos o terreno percorrido e as falhas cometidas com tempo, percebemos que a vida nem sempre é bela e a fala nem sempre nos apraz.

O julgo antecipa a dor sem conhecer a fala do que direciona sem querer a cura, dentre tudo…resta o pedido que Deus restaure, cure e defina o caminho que liberte; pois ..as vezes é preciso ir além, observar, experimentar e gritar, .

Vejo no olhar de hoje a lágrima reprimida, vejo a esperança pela Graça que pedia que o dia tornasse lento, o pulso sem iniciativa logo para e vejo a busca pela novidade em sentir vejo no brilho dos olhos a descoberta, nós condenamos o interior que desconfigura a alma, as vezes preferimos nos esconder da realidade querendo mudá-la, sem compreender que a descoberta da felicidade encontra se no silencioso íntimo que só nós compreendemos, e ao chegar.. percebemos que ninguém poderá ir onde só nós sabemos a vida é maravilhosa
basta que nós a compreendemos.

O espírito tem de ser livre assim como a liberdade de nossa alma, então. .sejamos livres e felizes, o mundo sempre irá existir, mais nossa passagem aqui é curta, tudo tem o seu momento apenas acredite, não percamos a fé.

(edtattoo) além de ser tatuador é também poeta radicado em Condeúba/BA.

Jorge Melquisedeque é homenageado pelo projeto a voz do muro

Jorge Luiz Melquisedeque da Silva

Será entregue hoje, dia 08 de novembro, o oitavo painel A Voz do Muro. No mês que se completa 17 anos de sua morte, o projeto homenageia o ativista cultural Jorge Melquisedeque.

O local escolhido foi o muro do Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães, com o intuito de fomentar nos alunos o interesse pelo conhecimento da cultura local, além de ser localizado nas proximidades da casa do homenageado. O colégio fica no cruzamento da Avenida Olívia Flores com a Luis Eduardo Magalhães.

Concomitante à realização do A Voz do Muro, acontece a Mostra Cinema Conquista, um dos mais estruturados festivais de cinema da Bahia. Tiano e equipe farão a entrega simbólica do muro, que será um presente para a família e também aos amigos de Jorge, que são realizadores da Mostra.

Jorge Luiz Melquisedeque da Silva nasceu Vitória da Conquista, no dia 23 de abril de 1953. Realizador de diversos eventos na cidade, foi também o mais antigo funcionário da Uesb, tendo idealizado e coordenado o projeto Janela Indiscreta Cine-Vídeo UESB e a Produtora Universitária de Vídeo – PROVÍDEO. Era apaixonado pela sétima arte, o que o fez ser referência na área em Vitória da Conquista.

Participou da Geração Mimeógrafo, movimento literário da década de 70, sendo precursor da poesia marginal na cidade, além de assumir diversas faces: escritor, cantor, roteirista, publicitário, videomaker, cinéfilo, agitador cultural e, claro, um amigo leal e que deixou saudades.

Jorge foi assassinado aos 48 anos de idade, em 4 de novembro de 2001, mas deixou um legado enorme para a cidade. Continue lendo Jorge Melquisedeque é homenageado pelo projeto a voz do muro

Condeúba/Dist. Feirinha: Alunas da Escola Municipal Adelmário Pinheiro apresentam trabalho sobre o tema: “Chuva no Campo”

Por Bruna  Bentencurt Tema: CHUVA NO CAMPO

GOTAS DE ESPERANÇA!!

Em um sábado à tarde estava debruçada na janela a observar a paisagem castigada pela seca, fenômeno climático que tem gerado muitas dificuldades no campo, além da falta de água, crise social, desemprego, realmente fica impossível desenvolver a agricultura e a pecuária sem a chuva. O período de estiagem está muito longo, prejudicando a vida no campopara o homem e também para os animais.
De repente, tudo se transforma, o céu começa a ficar escuro, o dia parece noite e o vento começa a trazer aquele cheiro de chuva que desponta na serra. Não demora muito e a chuva cai forte sobre os telhados, lavando-os e as gotas de esperança escorrem pelas vidraças das janelas, deixando o clima agradável e renovado.

Autora: Bruna Bentencourt
8º ano – 13 anos
Prof: Rosângela Meira
Direção: Delma Nascimento
EMAP – FEIRINHA

 

Por Regina Tema: CHUVA NO CAMPO

A chuva é uma orquestra

Dias de chuva não são muito comuns na Bahia e por isso resolvi apreciar um desses dias raros, uma tarde chuvosa no campo.
Era uma terça-feira como outra qualquer de sol escaldante, meus pais atarefados com a moagem nem perceberam que o dia ensolarado foi se desfazendo, de repente as nuvens escuras no céu anunciaram a chegada da chuva. Em poucos minutos os pingos grossos caíram fortes sobre garrafas vazias, latas, telhados, carros produzindo um som orquestrado que aumentara rapidamente.
A chuva é um fenômeno da natureza, lindo de se ver, céu escuro, trovão, relâmpago, e aquela cortina de água que desce do céu batendo nas folhas, portas e janelas trazendo alegria aos corações e muita esperança de continuar ouvindo a orquestra da chuva por mais vezes, pois traz serenidade e acalma a alma.

Autora: Regina
8º ano – 13 anos
Prof: Rosângela Meira
Direção: Delma Nascimento
EMAP – FEIRINHA
Coordenador: Rubens

 

Por Ruth RibeiroTema: CHUVA NO CAMPO

CHUVA, ALEGRIA PARA A NATUREZA!

Em um dia quente de verão, acordei e fui para a janela observar a natureza, que encontrava-se triste e apagada. Forte e ardente era o calor que liberava da terra seca, o chão ora era torrão ora era transformado em pó pela ausência de umidade e da tão sonhada chuva.
Parece passo de mágica, tudo pode acontecer. Primeiro tímida, depois suave e por fim intensa e consistente, a chuva vem para alivio da natureza, para alegria dos passarinhos que agradecem cantando. Lava os telhados, carros, calçadas e a alma do povo.
Ah, esses dias de chuva, como é bom ficar na cama, cafezinho quente, momento para repensar sobre quem somos, o que fazemos e o que queremos. Apreciar e sentir o cheirinho de terra molhada, água e ar renovado e o renascer das plantas e flores, como diz o autor Gonçalves,Arnold- “A chuva goteja em meus olhos com o frescor do renascer.”
Com certeza, com a chuva renovamos a esperança no campo, na vida e de dias melhores e fartos.

Autora: Rute Ribeiro Bentencourt
8º ano – 13 anos
Prof: Rosângela Meira
Direção: Delma Nascimento
EMAP – FEIRINHA

 

Por Thalita SoaresTema: CHUVA NO CAMPO
Título: AS NUVENS TAMBÉM CHORAM

Estava a olhar pela janela pensando na vida e bebendo um bom café quentinho, quando de repente o céu começou a se fechar e as nuvens escureceram, fazia tempo que não chovia aqui no campo, por isso fiquei bem feliz ao ver os pingos de chuva tombando no chão quente e empoeirado.
Imediatamente o solo foi coberto por uma camada de água, as folhas das plantas e árvores foram lavadas, revelando a clorofila que há muito tempo estava camuflada pela poeira. A enxurrada procurava a direção do pequeno riacho que ficava próximo a minha casa.
O cheiro de terra molhada adentrava minhas narinas, e este me deixava com uma sensação de leveza e toda essa beleza se misturava ao gosto do café adocicado que já encontra-se no fim da caneca.
A visão era de profunda beleza, era como se as nuvens estivessem chorando tudo que havia preso em seus corações. O verde tomava conta da paisagem como um quadro recém-pintado num misto de cores alegres e vivas. Era como se a natureza tivesse tomado um banho de “água de cheiro” se livrando de toda a impureza e angustia.
Após horas de chuva, meus olhos continuavam fixos na paisagem, admirando a natureza através da janela de vidro, observando os pingos de água que escorriam como lágrimas a lavar um coração magoado e ferido.

Autora: Thalia Soares Sousa
8º ano – 13 anos
Prof: Rosângela Meira
DIRETORA: Delma – EMAP- FEIRINHA
COORDENADOR: Rubens

Condeúba: E o 2 de novembro, dia de finados

Por Oclides da Silveira

Cemitério Municipal de Condeúba Barão José Egídio de Moura Albuquerque, homenagem ao 1º Intendente de Condeúba – 1890 a 1892

Nesta sexta-feira 2 de novembro de 2018 dia de finados feriado nacional, quem teve a oportunidade de ir ao Cemitério Municipal de Condeúba pode ver uma nova  roupagem dada ao velho e sempre muito querido Cemitério da sede. Depois de 127 anos de construído, o Cemitério Municipal recebeu o nome do seu fundador que foi o 1º Intendente de Condeúba Barão José Egídio de Moura Albuquerque – 1890 a 1892, esta homenagem póstuma feita por este jornalista em parceria com o vereador Arlindo da Silva Cruz.

A Prefeitura tem cuidado com muito esmero do nosso Cemitério da Sede, trazendo-o sempre bem limpo e cuidado. Desta vez fez, a pintura na parede externa com adornos e o nome do seu fundador. O cemitério é cultura, história e por que não lazer, pois, podemos observar verdadeiras obras de artes nos cemitérios, em especial o nosso de Condeúba, que tem alguns mausoléus ou tumbas, construídos no século passado com contornos artísticos em estilos barroco, colonial, neo-clássico entre outros.

Mantendo a tradição católica, foi realizada a celebração da Santa Missa pelo nosso Pároco José Silva no Cemitério neste feriado nacional dia de finados 2 de novembro, com boa participação dos fiéis. Se ainda não temos, devemos criar o hábito de visitar sempre os cemitérios, pois, é lá que está depositado os restos mortais de nossos entes queridos, e é pra lá que iremos assim que o Senhor nos chamar.

 O popular Cemitério do “Barão”, (foi assim que ficou conhecido quando construído), é um local de receber famílias e amigos, conduzindo seus entes queridos para a sepultura e o adeus final entre corpos. Pois bem, esse importante monumento fúnebre condeubense construído há mais de um século, se encontra totalmente superado os espaços para novas sepulturas, a tal ponto quando abre uma cova encontra restos mortais, isso não é bom, pois todos tem o direito de prevalecer na quele local sagrado onde lhe foi colocado pela última vez. Conclamamos ao Prefeito para tomar as devidas providências no sentido de construir outro cemitério urgentemente. Continue lendo Condeúba: E o 2 de novembro, dia de finados

A ESCRAVIDÃO SOCIAL

Por Antônio Santana

 Antonio da Cruz Santana

A escravidão acabou,
Mas a dor não passou.
Sou escravo sem patrão,
Ganhando um salário de fome e sem razão.

O governo fala em educação,
E o povao continua sem informação.
Fala também da velha inflação,
E o fome zero continua no papelão.

O povo vota no pobre
Para o Brasil melhorar,
Dizendo que o rico só faz roubar!
Agora a população não sabe para quem apelar.

O presidente diz que o Brasil vai crescer,
E o povo brasileiro não pára de sofrer.
A violência toma conta das cidades,
E nem mesmo a religiosidade se livra da ociosidade.

Antônio Santana,
Professor, escritor e poeta.
Condeuba – Bahia.

 

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Discurso

Por Leandro Flores

Meu partido não tem estrela
Nem sigla de interesses
Meu partido é um coração sem esperança
É uma causa perdida
É uma luta, um ideal
É o Brasil que não se alimenta,
É a criança sem merenda
É a injustiça entre classe social

Meu partido não tem cores,
Nem bandeiras
Não quer palanque,
E não precisa de eleição
Meu partido é o homem de bem
Que ganha a vida sem ferir ninguém
É o artista que não tem incentivos
É um moleque sem educação

Meu partido é a cidadania
Que se aprende na escola
É a ética do homem do campo
O conhecimento sem cola
Meu partido é a soberania
É o alfabeto, a palavra, a poesia
Meu partido é a gestão, a honradez
O compromisso, a democracia

FLORES, 2013;