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20% dos jovens de países emergentes não estudam nem trabalham, diz FMI

Os jovens dos países em desenvolvimento estão enfrentando um ambiente perverso. Cerca de 20% da população de 15 a 24 anos não estuda nem trabalha, segundo um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta terça-feira (22). A fatia apurada equivale ao dobro do observado nos países avançados.

A ausência de jovens do mercado de trabalho e da escola tem como principal consequência a redução do crescimento potencial dos países e aumento dos conflitos sociais, de acordo com o FMI. As economias emergentes costumam se beneficiar da entrada de novas pessoas no mercado de trabalho para acelerar o crescimento.

Se essa força de trabalho não é bem utilizada, o avanço econômico dos países acaba limitado. “A perda potencial implícita para a economia é agravada pela demografia – cerca de um terço da população em idade ativa nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento é composta por uma população jovem, quase o dobro da participação observada nas economias avançadas”, escreveu o FMI no relatório.

O estudo também mostrou que, apesar de o desemprego juvenil ter recuado nos anos 2000, ele segue elevado nos países emergentes, em 18%. Nas economias avançadas, é de 12%. Uma das explicações para os resultados ruins do mercado de trabalho entre jovens se dá pela diferença de condição entre gêneros. Segundo o FMI, a taxa de mulheres que não trabalha nem estuda é de 30% nas economias emergentes. É o dobro do apurado entre homens jovens na mesma posição.

Alzheimer: Estilo de vida saudável evita aparição dos sintomas

Foto: iStock/Getty Images

Alguns pacientes com Alzheimer podem nunca manifestar sintomas, como perda de memória ou confusão, revelou um novo estudo publicado no periódico científico The Lancet Neurology. O segredo para esse fenômeno está na manutenção de hábitos saudáveis e de uma vida ativa, mesmo depois da velhice.

Estudos anteriores já haviam indicado que viver de forma saudável na velhice pode evitar a demência, mas esta é a primeira pesquisa a sugerir que bons hábitos podem até mesmo prevenir a aparição dos sintomas.

“A fragilidade pode desencadear a expressão clínica da demência, mas ela pode permanecer assintomática em alguém que não é frágil. Este é um passo enorme na direção certa para a pesquisa de Alzheimer”, disse Rockwood.

O HÁBITO DE LAZER CULTURAL DO BRASILEIRO

Por Antonio Novais Torres

Em 2007, o Sistema Fecomércio/RJ (Federação do Comércio do Rio de Janeiro-Fecomércio-RJ; Serviço Social do Comércio – SESC Rio – e Serviço Nacional do Comércio – SENAC Rio) realizou, por meio da Ipsos Public Affaris, o 1º estudo O habito de lazer cultural brasileiro, para analisar os hábitos de lazer relacionados à cultura, como ler um livro, assistir a um filme no cinema, visitar exposições, ir ao teatro ou a espetáculos de dança.

O levantamento foi realizado em mil domicílios de setenta cidades, em nove regiões metropolitanas, e buscou compreender a visão da população sobre atividades culturais de lazer, os motivos que a levam ou não a procurar essas atividades e a avaliação dos consumidores sobre sua participação no ambiente cultural.

Os resultados: em 2007, mais da metade dos entrevistados não havia lido sequer um livro, nem ido ao teatro, ao cinema, ou visitado exposição de arte, assistido a show de música ou espetáculo de dança. O principal motivo alegado: falta de hábito ou gosto.

A inércia em relação à cultura apontada na pesquisa correlacionava-se com a questão Inter geracional: os pais dos não-participantes não tinham o hábito de frequentar ambientes culturais, e por isso não estimulavam os filhos. E a análise dos dados mostrou que estes achados independiam do gênero, da faixa etária, da classe social, da renda ou do grau de escolaridade do entrevistado.

Entre outros órgãos culturais, em Brumado, a ALAB – Academia de letras e artes de Brumado, O ABRACADABRA com o seu movimento cultural diversificado, o Professor José Walter (cordelista) com apresentações várias em muitos locais, divulgando o seu trabalho literário e cordéis nas escolas, na faculdade local, têm o compromisso de difundir a cultura e levar para a população esse movimento cultural/educacional por meio de apresentações em vários seguimentos: escolas, praças e demais ambientes recipientes à cultura. Da participação popular depende o sucesso dessas apresentações que precisa do reconhecimento e a valorização para essa iniciativa que se entende como um direito da cidadania ter acesso a esse movimento, importante trabalho que se tem firmado como positivo.

A cultura representa a civilização do homem e o remete à realidade social e ao conhecimento das ideias, das crenças, costumes e condições da alma do povo em suas diferentes opções, seja escrita ou oral que incorpora o conhecimento geral, a se expressarem conforme leituras realizadas sobre o tema arguido sem acanhamento, distinguindo o conceito popular do erudito nas suas comunicações.

As preocupações com a cultura fazem parte da organização social e, atento a isso, foi instituída a Lei 13.018 de 2014 a Política Nacional de Cultura Viva para ampliar o acesso da população aos meios de produção, circulação e fruição cultural a partir do apoio do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com governos estaduais e municipais e por instituições, como escolas e universidades com resultados exitosos. Divulgação do Plano Nacional de Cultura (PINC 2010).

Antonio Novais Torres
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Acidente com ônibus clandestino deixa dois mortos em MG

Um grave acidente com um ônibus deixou dois mortos na manhã deste domingo na BR-146, em Serra do Salitre, na Região do Alto Paranaíba. O veículo tombou em um trecho da rodovia. As causas ainda estão sendo investigadas pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv): o motorista alegou problemas mecânicos no veículo. Segundo o Corpo de Bombeiros, o coletivo era clandestino.

O acidente aconteceu no km 85 da rodovia. Testemunhas informaram que o veículo havia saído de Maceió e seguia em direção a São Paulo com 50 passageiros.

“O motorista informou que perdeu os freios. A opção foi jogar no barranco, mas o veículo acabou tombando”, explicou o Sargento Matheus Luiz de Sousa, que participou do atendimento as vítimas.

Com o tombamento do ônibus, várias pessoas ficaram feridas. Duas morreram na hora. “No local, já tinha uma vítima fatal. Outra estava presa às ferragens, embaixo do veículo. Conseguimos retirá-la, mas logo depois não resistiu aos ferimentos e morreu”, contou o sargento. As vítimas foram identificadas como Laudijane de Farias, de 43 anos, e Micael Martins Lima, de 21.

Previdência no Brasil já teve idade mínima como regra

Clayton Castelani
do Agora

Destaques na discussão sobre a reforma da Previdência, temas como idade mínima de aposentadoria, benefícios assistenciais inferiores ao salário mínimo e até sistemas de capitalização não são novidades no Brasil.

Em 1888, um decreto imperial condicionou a aposentadoria aos funcionários dos Correios ao cumprimento de 30 anos de serviço, além da idade mínima de 60 anos.

A regra da época era, de certa forma, mais rigorosa do que a atual, que permite a concessão da aposentadoria sem idade mínima, no caso de quem possui tempo de contribuição de 30 e 35 anos, para mulheres e homens, respectivamente

O REINO DA MENTIRA

Rui BarbosaMentira toda ela. Mentira de tudo, em tudo e por tudo. Mentira na terra, no ar, até no céu, onde, segundo Padre Vieira, que não chegou a conhecer o Dr. Urbano dos Santos, o próprio sol mentia ao Maranhão, e diríeis que, hoje, mente ao Brasil inteiro. Mentira nos protestos. Mentira nas promessas. Mentira nos programas. Mentira nos projetos. Mentira nos progressos. Mentira nas reformas. Mentira nas convicções. Mentira nas transmutações. Mentira nas soluções. Mentira nos homens, nos atos e nas cousas. Mentira no rosto, na voz, na postura, no gesto, na palavra, na escrita. Mentira nos partidos, nas coligações e nos blocos. Mentira dos caudilhos aos seus apaniguados, mentira dos seus apaniguados aos caudilhos, mentira de caudilhos e apaniguados à nação. Mentira nas instituições. Mentira nas eleições. Mentira nas apurações. Mentira nas mensagens. Mentiras nos relatórios. Mentira nos inquéritos. Mentira nos concursos. Mentira nas embaixadas. Mentira nas candidaturas. Mentiras nas garantias. Mentira nas responsabilidades. Mentira nos desmentidos. A mentira geral. O monopólio da mentira. Uma impregnação tal das consciências pela mentira, que se acaba por se não se discernir a mentira da verdade, que os contaminados acabam por mentir a si mesmos, e os indenes, ao cabo, muitas vezes não sabem se estão, ou não estão mentindo. Um ambiente, em suma, de mentiraria, que, depois de ter iludido ou desesperado os contemporâneos, corre o risco de lograr ou desesperar os vindouros, a posteridade, a história, no exame de uma época, em que, à fôrça de se intrujarem uns aos outros, os políticos, afinal, se encontram burlados pelas suas próprias burlas, e colhidos nas malhas da sua própria intrujice, como é precisamente agora o caso.

Já se entoou no parlamento republicano o panegírico do jogo. Já se lavrou na imprensa da atualidade a apologia da perfídia. Ainda não se ensaiou, numa tribuna ou na outra, a glorificação da mentira. Mas há de vir. Há de estar próxima. Já tarda. Não se concebe que se haja demorado tanto. É a justiça da nossa época a si mesma. Pelo hábito de preterir a tudo, acaba ela sem fim, destarte, preterindo a si própria.

(Rui Barbosa, Campanhas Presidenciais, 2ª edição, Livraria Editora Iracema, São Paulo, 1966, p. 165-6)

Chico Pinheiro denuncia perfil em rede social que falava em enforcar ele e ‘sua trupe’: ‘Apavorado’

jornalista Chico Pinheiro, 65, denunciou, nesta sexta-feira (18), em suas redes sociais, o perfil de um suposto professor que falava em enforcar o apresentador do Bom Dia Brasil (Globo) e “sua trupe”. “Fico apavorado com sua ameaça de enforcamento”, afirmou Pinheiro em sua conta no Twitter.

“Esse Chico Pinheiro e sua trupe devem ser enforcados. Será mais barato. Mentirosos, subservientes, aproveitadores e distorcem os fatos com comentários cretinos (sic)”, teria afirmado Luiz Antônio de Lacerda ao comentar um post do Bom Dia Brasil, por meio de um perfil, deletado após a denúncia do jornalista.

Pinheiro postou no microblog m print do comentário e questionou: “O professor é isso tudo mesmo que postou no perfil? Mestre Gestão FGV? Fico apavorado com sua ameaça de enforcamento”. “O ‘professor’ diz que forma coaches na Faculdade de Tecnologia Faesa. É isto mesmo?”, continuou o jornalista.

A Faesa respondeu, também pelo Twitter, que ficou surpresa com o tweet do jornalista. “Esclarecemos que esse profissional não faz parte do nosso quadro de professores. Ainda assim, fazemos questão de reforçar que o comentário está em total desacordo com os valores da instituição”, afirmou a faculdade.

O F5 tentou contato com o professor que aparecia no perfil citado por Pinheiro, mas ele não foi localizado.

Pinheiro voltou a falar sobre violência contra jornalista na noite desta sexta: “Muitos ficam expostos a várias formas de violência —verbal, psicológica e até física— pelo simples fato de se colocarem a serviço do interesse público, contrariando poderosos. Cabe à sociedade se mobilizar em sua defesa. É causa da democracia e da civilização”.

25% das mulheres vítimas de tiro morreram em casa

Um levantamento feito com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, disponível no portal Datasus, revela que o índice de mulheres mortas a tiros dentro de casa maior que o dobro do registrado em relação ao sexo masculino, embora os homens sejam maioria absoluta entre as vítimas de armas de fogo no País.

O balanço mostra que dos 46.881 homens mortos por armas de fogo em 2017, último dado disponível no sistema, 10,6% morreram dentro de casa. No caso das 2.796 mulheres mortas da mesma forma, 25% foram vitimadas em domicílio.

A diferença de locais de ocorrência de mortes de homens e mulheres reafirma estatísticas criminais já conhecidas de que boa parte dos autores de violência contra a mulher são do seu núcleo de convivência, como marido, namorado, pais, tios e vizinhos, entre outros. Para especialistas em segurança pública, a flexibilização do posse de arma no País, definida em decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro na última terça-feira 15, pode agravar o cenário e aumentar o número de casos de feminicídio no País.

“A flexibilização da posse de arma de fogo potencializa o risco de todas essas mortes por razões banais. Muitas mulheres morrem por força de conflitos corriqueiros e domésticos. Discussões que hoje terminam num empurrão ou num tapa podem terminar num feminicídio se o agressor tem fácil acesso a uma arma”, diz Silvia Chakian, promotora de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid) do Ministério Público de São Paulo.

Correntistas da Caixa relatam sumiço de dinheiro de contas

Diversos correntistas da Caixa Econômica Federal estão relatando sumiço de dinheiro de suas contas, nesta sexta-feira, 18. As reclamações foram feitas nas redes sociais, principalmente via Twitter. Segundo o banco, houve falha em alguns processamentos de transferências, porém o problema já foi resolvido.

Os correntistas dizem que os problemas são relacionados a dinheiro recebido via TED (Transferência Eletrônica Disponível). “Três transferências TED que foram creditadas na minha conta corrente ontem, e hoje simplesmente sumiram”, relata um dos clientes. Em outro caso, uma cliente disse: “Ontem eu recebi o salário pela Caixa e hoje o meu dinheiro não está mais na conta”.

Procurada pela revista Veja, a Caixa disse que não houve sumiço de dinheiro nas contas, mas sim alguns atrasos no processamento dos créditos e que o dinheiro entrará na conta dos clientes normalmente. “Alguns créditos em conta via TED foram processados com atraso, e já estão regularizados, sem prejuízo aos clientes”.

SERTANEJO: Lenda do sertanejo, cantor Marciano morre aos 67 anos

Felipe Branco Cruz

Do UOL, em São Paulo

O cantor sertanejo José Marciano morreu aos 67 anos

O cantor sertanejo José Marciano morreu na madrugada desta sexta-feira (18), aos 67 anos. Ele foi vítima de um infarto e não resistiu. Ele morreu dormindo em casa, em São Caetano (SP), por volta das 2h da manhã. Aparentemente, o cantor não demonstrava nenhum problema grave de saúde. A informação foi confirmado ao UOL pela ex-assessora e amiga da família Mayla Tauany.

A equipe do cantor confirmou a morte em um comunicado postado no Instagram. “Perde-se um grande músico, compositor, marido e amigo, que fez história e marcou a música sertaneja brasileira”, diz o texto.

Chamado de “O Inimitável”, ele ficou famoso por dar voz a canções como “Fio de Cabelo”, “Crises de Amor”, “Paredes Azuis”, “Menina Escuta Meu Conselho”. Desde os 16 anos ele fez parceria com João Mineiro e já na década de 1970 começou a se destacar no cenário sertanejo.

Em entrevista ao UOL, em 2016, Marciano relembrou o início da carreira. “Tudo era muito difícil para gente. Até o nosso sertanejo começar a se consolidar, no fim dos anos 1970, início dos 1980, só o circo nos dava espaço. É um tributo nosso a eles. O circo é nossa raiz”, contou.

Após a morte de João Mineiro em 2012, Marciano formou dupla em 2016 com Milionário, que também já havia perdido o companheiro de dupla José Rico, em 2015. Juntos, Milionário & Marciano saíram em turnê pelo Brasil com o projeto “Lendas”, empresariado por Sorocaba, da dupla Fernando & Sorocaba. “Nos juntamos para provar para o Brasil inteiro que nunca é tarde para se começar uma nova história.

Por enquanto está dando certo”, disse Marciano em 2016 sobre a formação da nova dupla, em entrevista ao “The Noite”. Ainda não há informações sobre o velório e o enterro. Marciano deixa a mulher Alexandra, a filha Marciane e o filho Fabiano.

O filho do cantor, Fabiano Martins, que não mantinha uma boa relação com o pai, postou no Instagram uma nota lamentando a morte. ” Morre um dos maiores cantores sertanejo desse país. E é com uma imensa tristeza que informo aos meus amigos que meu Pai sofreu um infarto fulminante nessa madrugada e foi morar com Deus. João Mineiro e Marciano ficará eternizado em nossos corações”, escreveu.