Arquivos diários: 19 de fevereiro de 2018

Condeúba: Morreu a Sra. Jerselina Dias de Araujo Rocha (popular Fia) aos 61 anos

Por Oclides da Silveira

Sra. Jerselina Dias de Araujo Rocha (popular Fia)

Morreu nesta Segunda-feira dia 19 de fevereiro de 2018, por volta das 16h30min., a Sra. Jerselina Dias de Araujo Rocha (popular Fia) aos 61 anos. Dona Fia estava acompanhando um paciente para Vitória da Conquista, chegando na cidade de Belo Campo ela sentiu mal, o motorista se dirigiu rapidamente para o Hospital Municipal daquela cidade onde dona fia já chegou sem vida, suspeita-se que tenha sido um infarto fulminante.

Dona Fia que era viúva há mais de 20 anos, com três filhos João (Cuca), Fátima e Isabel além de 3 netos, ela foi uma guerreira para criar esses 3 filhos, mas a fez com muita dignidade iniciou-se catando latinhas pelas ruas e comprou um ônibus e chegou a carregar alunos no mandato do ex-prefeito Odílio da Silveira. O esporte predileto de dona Fia era a pescaria.

O corpo de dona Fia será velado na sua residência à Av. Aurora Bairro Paulo VI, seu sepultamento será amanhã 20/2 no final do dia, no Cemitério Municipal de Condeúba.

Nós do Jornal Folha de Condeúba deixamos nossos sentimentos à família enlutada por essa perda irreparável deste ente tão querido. Que o bom Deus a tenha ao seu lado para a eternidade. Descanse em paz amiga “Fia”!!!

Exposição “Navio Negreiro” é aberta na Casa Memorial Regis Pacheco

Fonte: Secom/Prefeitura (Conteúdo)

Secretária Tina Rocha e Rafael Fontes, da Fundação Pedro Calmon

Após passar por sete cidades, a exposição “Navio Negreiro: Castro Alves e Hansen Bahia” aportou em Vitória da Conquista neste sábado (18), mais especificamente na Casa Memorial Régis Pacheco.

A abertura da exposição contou com a presença do diretor do Centro de Memória da Bahia (Fundação Pedro Calmon), Rafael Fontes, da coordenadora técnica da Fundação, Edizia Espinheira, e da secretária municipal de Cultura, Tina Rocha. Além de apresentação do cordelista Ailton Dias, do maestro João Omar e da violoncelista Gabriela Mello.

“Esta exposição está circulando o Estado e remonta uma exposição pensada por Hansen na década de 1960, baseada no texto de Castro Alves, e que acabou não saindo. Heráclito, que é o curador desta exposição, retomou a esse acervo, repensou e fez a distribuição”, explicou Rafael Fontes, que na oportunidade representou a Secretaria de Cultura do Estado.

“Vitória da Conquista é uma cidade importante para a cultura da Bahia e entendíamos que era fundamental a exposição estar aqui, não só por ser a terra natal do curador”, acrescentou, lembrando que em 2018 o Brasil comemora os 130 anos de abolição da escravatura, tema retratado pelas peças de xilogravura expostas. Continue lendo Exposição “Navio Negreiro” é aberta na Casa Memorial Regis Pacheco

Vereador David Salomão quer saber quem está lucrando com as “blitzes de IPVA”

Vereador David Salomão quer saber quem está lucrando com as “blitzes de IPVA”
Vários carros foram apreendidos neste domingo (18) no estacionamento do Lomantão. Edil quer saber o nome do dono do pátio e da empresa de guinchos.

Vereador de Vit. da Conquista David Salomão – (PTC)

Mais uma vez, o estacionamento do Estádio Lomanto Júnior (Lomantão), foi local escolhido para realização da “Blitz do IPVA, neste domingo (18). E, de novo, vários veículos em situação de irregularidade foram apreendidos. O vereador David Salomão esteve no local, durante a operação e, irritado com a situação, publicou um vídeo de protesto, alertando para a ilegalidade das apreensões.

O edil, que também é advogado, já entrou com ação proibindo as apreensões. Nas redes sociais, Salomão está sendo aplaudido e aclamado pelos internautas conquistenses, inclusive aqueles que estão em regularidade com o Detran-BA. No vídeo, o vereador acusa o Governo da Bahia de usar o Polícia Militar para “oprimir a população” e conclamou o comparecimento do público na votação na Câmara, dizendo ainda que vai descobrir quem é o dono dos guinchos e o dono do pátio, e quanto estão lucrando com as apreensões.

Nenhuma favela é tão criminosa quanto o Congresso

Por Ed Soares 

Viva a intervenção militar! Chegamos a tal ponto que só o Exército vai pôr fim à roubalheira. Só não entendi por que ela começou no morro do Rio de Janeiro.
Em Brasília, um terço dos congressistas está às voltas com a Justiça. De todas as favelas do Rio, nenhuma tem uma porcentagem tão grande de criminosos quanto o Congresso. Não somente em quantidade, mas em qualidade: duvido que a quantia total de furtos no Rio seja maior que a verba encontrada no apartamento de Geddel.

Rio de Janeiro – Militares seguem operando na favela da Rocinha para combater confrontos entre facções de traficantes de drogas (Fernando Frazão/Agência Brasil)

“Sim, mas o problema do Rio é o tráfico de drogas.” Se o problema fosse exclusivamente esse, também deveriam começar por Brasília. Nenhuma favela do Rio jamais esconderá tanta cocaína quanto o helicóptero daquele senador do PSDB.

Há quem diga que a intervenção no Rio se dá por causa de um clamor popular. Pesquisa feita em 24h pelo governo federal afirma que 83% da população carioca é favorável à intervenção, noticiou o “Globo”. Ora, se Temer se importasse, de fato, com o clamor popular, se retiraria imediatamente do cargo. Espanta que o presidente menos popular da história ainda esteja interessado em saber o que o povo pensa. Se a população for consultada, fica muito claro que a metástase a que ele se refere tem nome e sobrenome: o seu.
Depois, resta saber se algum favelado foi ouvido nessa pesquisa. Acho que não se encaixam na categoria “cidadãos” nem “cariocas”. Vale lembrar que até o IBGE, um instituto muito mais sério que o governo Temer, ainda sustenta que a Rocinha tem 69 mil habitantes, enquanto a Light registra 120 mil e a Associação de Moradores estima em 200 mil. Se nem o censo subiu a favela, pode ter certeza de que Temer fez essa pesquisa que nem as plásticas da sua cara: a toque de caixa, pagando pra algum amigo.

A estratégia é batida. Assim como nas guerras americanas “ao terror”, o governo inventa um adversário para unir a população. No caso dos americanos, escolhe-se um inimigo externo, de preferência bem longe, pro sangue não respingar. O Brasil não faz cerimônia: escolhe os iraquianos aqui mesmo, pela renda e cor de pele. Temos a sorte de ter uma parcela sub-humana da nossa própria população, de quem a morte não comove muito. Em tempos de crise, isso ainda gera economia em passagens aéreas.

Enquanto isso, o inimigo em comum continua sentado na cadeira presidencial. Já que Temer tá interessado em ganhar popularidade, fica a dica: seu desaparecimento é mais popular do que qualquer intervenção.

Gregório Duvivier – Folha de S.Paulo