Arquivos diários: 13 de junho de 2017

Condeúba: Festa do Glorioso Padroeiro Santo Antônio de Pádua

Por Oclides da Silveira

festa 31
Coral de Santo Antônio na 12ª noite

O fim das trezenas de Santo Antônio que se iniciou no dia 1 de junho, hoje foi a culminância com a grande festa do Padroeiro que começou logo cedo no entorno da Igreja às 5:30h com Alvorada festiva, às 06:00h Oração matinal na Matriz, às 06:30h café partilhado no anfiteatro da Igreja.

festa 39
Café Partilhado na manhã do dia 13/6

Às 16:00h aconteceu a Celebração Eucarística presidida pelo Padre José Silva Figueiredo, cujo tema de hoje foi: Com Santo Antônio guiados pelo Espírito Santo e a intercessão de Maria, somos convidados a respeitar e amar a Vida no Planeta.Festa 8Depois da distribuição das Hóstias, a Santa Missa foi interrompida pelo Padre José Silva, que anunciou neste momento irá sair em Procissão com o andor de Santo Antônio pelas ruas da cidade, com os movimentos puxando a fila, em primeiro a Irmandade do Santíssimo Sacramento, depois o Apostolado da Oração, seguido do Movimento Coração de Maria. Continue lendo Condeúba: Festa do Glorioso Padroeiro Santo Antônio de Pádua

A crítica de Mário Cortella sobre o São João, na ótica de algumas escolas Brasileiras

cortella
                                        Mário Sérgio Cortella

Muitas escolas degradam a cultura popular brasileira ao fazerem simulacros de “festas juninas”. Mesmo tendo em conta o imenso esforço feito pelas professoras (semanas de ensaios!), as crianças são fantasiadas de caipiras (roupas remendadas, dentes falhados, bigodes e costeletas horrorosas, chapéus esgarçados, andar trôpego e espalhafatoso e um falar incorreto), como se os trabalhadores rurais assim o fossem por gosto, ingênuos e palermas.

Poucas escolas explicam a origem das festas e a importância do cidadão campesino e resguardam sua dignidade; poucas, ainda, destacam que a falha no dente não é algo que aquele brasileiro ou aquela brasileira tem para ficar “engraçados” (são desdentados por sofrimento), ou informam que eles produzem comida e passam fome, como se fossem subumanos, não têm acesso à escola etc.

É, em grande parte, a ridicularização da miséria, cujo ápice é uma festa na escola, com uma concorrida profusão de máquinas fotográficas e filmadoras que se atropelam em busca de imagens caricatas. Mário Sérgio Cortella (1998, p. 149-150).